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04/03/2018

Maestro #76: Jesús López Cobos (1940-2018)

Natural de Zamora, Espanha, o maestro Jesús López Cobos deixou-nos um importante conjunto de gravações, nomeadamente de obras de compositores seus compatriotas. Entre 2010 e 2017 foi o diretor musical do Teatro Real de Madrid, tendo anteriormente, entre 1986 e 2001, desempenhado função semelhante na Orquestra Sinfónica de Cincinnati.

Em Março de 2015 este maestro cruzou-se com a música e músicos portugueses, num concerto no John F. Kennedy Center for the Performing Arts, em Washington, que contou os fadistas Carminho e Camané, num programa que incluiu ainda, e inevitavelmente, compositores espanhóis, na ocasião Joaquín Turina (1882-1949) e Isaac Albéniz (1860-1909).

López Cobos faleceu na passada sexta-feira, dia 2 de Março.


CDs



Claude Debussy
Ibéria
Joaquín Turina
Danzas fantásticas, Op.22. Sinfonia sevillana, Op.23. La Procesión del Rocio, Op.9.
Cincinnati Symphony Orchestra
Jesús López Cobos
Telarc CD80574

Ramón Carnicer
Elena e Constantino
Ruth Rosique, Mariola Cantarero (sopranos), Robert McPherson, Saimir Pirgu,
Eduardo Santamaria (tenores), Lorenzo Regazzo (baixo), David Menéndez (barítono)
Chorus of the Teatro Real, Madrid
Orchestra of the Teatro Real, Madrid
Jesús López Cobos
Dynamic
CDS619/1-2

Nocturnos de Andalucía
Lorenzo Palomo
Nocturnos de Andalucía
Joaquín Rodrigo
Concierto de Aranjuez
Joaquín Malats
Serenata española
Christoph Denoth (guitarra)
London Symphony Orchestra
Jesús López Cobos
Signum SIGCD444


Internet



Jesús López Cobos
Jesús López Cobos / Gramophone / The New York Times / Wikipedia

28/02/2016

Sinfonias #54: Sinfonia Nº2, de Vincent d'Indy

As obras do compositor francês Vincent d'Indy (1851-1931) sofrem desde há muito de uma indiferença quase generalizada, pelo que dificilmente alguém adivinharia estarmos em presença de uma das figuras mais relevantes da cena musical parisiense dos finais do século XIX. Há boas razões para isso, naturalmente, a começar pela forma obstinada como sempre recusou quaisquer modernices, dedicando-se a compor música eminentemente conservadora, num estilo classicista que foi tendo cada vez menos adeptos.

Dedicou-se também à docência, área onde, porventura, terá deixado uma marca mais duradoura, notada, por exemplo, na lista de alunos que passaram pelas suas aulas, como Isaac Albéniz (1860-1909), Arthur Honegger (1892-1955), Darius Milhaud (1892-1974), Albert Roussel (1869-1937) e Erik Satie (1866-1925).

Vincent d'Indy compôs três sinfonias, sendo que apenas a segunda e a terceira tiveram direito a receber números de opus; composta entre 1902 e 1903 , a 2ª sinfonia foi estreada no dia 28 de Fevereiro de 1904, passam hoje 112 anos.


CDs



Vincent d'Indy
Symphony No.2 in B flat, Op.57. Souvenirs, Op.52.
Monte Carlo Philharmonic Orchestra
James DePreist
Koch International 37280-2

Vincent d'Indy
Orchestral Works, Vol.2
Symphony No.2, Op.57. Tableaux de voyage, Op.36. Karadec, Op.34.
Iceland Symphony Orchestra
Rumon Gamba
Chandos CHAN10514
(2008)


Internet



Vincent d'Indy
allmusic / Naxos / Wikipedia

24/03/2007

CDs #113: Spanish Guitar Recital, Julian Bream

Isaac Albéniz (1860-1909) e Enrique Granados (1867-1916) tiveram muitos pontos em comum: ambos originários da Catalunha, foram pianistas e compositores, e os grandes responsáveis pela promoção da música espanhola; compuseram essencialmente música para piano e óperas e, curiosamente, apesar de aparecerem obras de ambos neste disco intitulado "spanish guitar recital", nenhum dos dois alguma vez compôs o que quer que fosse para guitarra!

Enrique Granados, falecido passam hoje 91 anos, compôs igualmente várias obras orquestrais; das 6 óperas que escreveu, apenas uma teve sucesso, aliás bastante sucesso: Goyescas, estreada em Nova Iorque, com a presença do compositor, no dia 28 de Janeiro de 1916. Em plena 1ª guerra mundial, portanto, e foi precisamente no regresso à Europa que encontrou a morte, quando o navio em que seguia foi atingido por um torpedo lançado por um submarino alemão. Curiosamente, viajar pelo mar era o meio de que Granados menos gostava...

Julian Bream, nascido em Londres no dia 15 de Julho de 1933, é um dos mais conceituados guitarristas, a quem compositores como Malcolm Arnold
(1921-), Benjamin Britten (1913-1976), Michael Tippett (1905-1998) e William Walton (1902-1983) dedicaram obras. No período pós-guerra, Julian Bream foi quem mais fez pela popularidade da música para guitarra. Instrumento a que decidiu dedicar-se depois de ouvir gravações de Andrés Segovia (1893-1987), de quem viria depois a ser aluno.




Isaac Albéniz
Mallorca, Op.202. Suite Española, Op.47.
Córdoba (Cantos de España, Op.323 No.4).
Enrique Granados
Dedicatoria. La Maja de Goya. Danza Española No.4.
Valses Poéticos. Danza Española No.5.
Joaquín Malats
Serenata.
Emilio Pujol
Tango Español. Guajira.
Julian Bream (guitarra)
RCA Red Seal 74321 68016-2
(1982, 1983)


Internet

Enrique Granados
Wikipedia
/ Biografia / Vidas Lusófonas / buscabiografias.com

Julian Bream
Wikipedia / Guitare Diffusion / Julian Bream / Julian Bream - Guitarist and lutenist

18/05/2005

Compositores #31: Isaac Albéniz (1860-1909)

Neste dia, mas no ano de 1911, morreu o compositor Gustav Mahler (1860-1911), de quem já aqui falámos diversas vezes e a quem ainda certamente nos referiremos frequentemente no futuro, haja verbo e disposição. Exactamente dois anos antes faleceu o pianista e compositor espanhol Isaac Albéniz, uma das figuras mais marcantes da música do país nosso vizinho.


Isaac Albéniz

Foi como pianista que começou por dar nas vistas, tinha apenas 4 anos quando tocou pela primeira vez em público, em Barcelona. E 3 anos depois só não entrou para o Conservatório de Paris por ser demasiado novo! Após algumas passeatas mais ou menos aventurosas pelas Américas, viria a frequentar o Conservatório de Bruxelas. Sabe-se de fonte segura que posteriormente estudou com Vincent d'Indy (1851-1931) e Paul Dukas (1865-1935), em Paris, já quanto a eventuais aulas com Franz Liszt (1811-1886) em Budapeste, há versões divergentes: uns dizem que nem pensar, outros que sim, embora estes nem sempre de acordo quanto à duração de tais estudos.

Apesar de se ter igualmente dedicado a outros géneros, como a ópera, Albéniz salientou-se com as obras que compôs para piano, para o que terão seguramente contribuído os estudos de composição com o professor e compositor Felipe Pedrell (1841-1921), que o exortou a reflectir nas suas composições a cultura e o folclore típicos de Espanha. A suite para piano Iberia é disso o exemplo perfeito, tendo sido igualmente uma das últimas obras compostas por Albéniz, já na altura com a saúde seriamente afectada.


CDs



Iberia - Books 1 & 2. España, Op.165.
Daniel Barenboim, piano
Teldec 8573 81703-2

Henry Clifford.
Alessandra Marc, Ana-Maria Martinez, Jane Henschel, Aquiles Machado
Madrid Symphony Chorus & Orchestra
José de Eusebio
Decca 473 937-2

Merlin.
C. Alvarez, C. Chausson, C. Maltman, P. Domingo, J. Henschel, A. M. Martinez
Madrid Community Choir
Madrid Symphony Orchestra
José de Eusebio
Decca 467 096-2


Internet

http://www.macmcclure.com/compositors/albeniz/bioeng.html
http://www.lib.umd.edu/PAL/YALE/albeniz2.html
http://www.epdlp.com/compclasico.php?id=766