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04/06/2012

Maestros #57: Serge Koussevitzky (1874-1951)

O nome de Henry Lee Higginson (1834-1919) não dirá muito a muita gente, mas a verdade é que este homem de negócios e filantropo ficará para a história como o fundador da Orquestra Sinfónica de Boston. Começou a trabalhar na ideia em 1856, mas apenas 25 anos depois, na Primavera de 1881, a coisa ganhou realmente forma, culminando no concerto inaugural da orquestra no dia 22 de Outubro desse mesmo ano.

Grande apreciador da tradição musical alemã, Higginson foi indo sucessivamente à Europa central recrutar os maestros titulares, numa lista de prestígio que incluiu, por exemplo, Arthur Nikisch (1855-1922), que a dirigiu entre 1889 e 1893. A este primeiro período da orquestra, o período alemão, seguiu-se, a partir de 1918, o período francês, com a entrada ao serviço de Henri Rabaud (1873-1949) que, contudo, só se aguentou no poleiro 1 ano, sendo substituído por Pierre Monteux (1875-1964), bem menos conservador que o seu antecessor e, curiosamente, grande apreciador da música... alemã. Outra curiosidade tem a ver com o facto de a orientação tendencialmente francesa da orquestra não ter sido interrompida com a entrada, em 1924, do maestro russo Serge Koussevitzky, por várias e boas razões:

  • Koussevitzky tinha vivido anteriormente em Paris, onde promoveu (e continuou a organizar mesmo depois de se mudar para os Estados Unidos) uma série de concertos (os "Concertos Koussevitzky");
  • A orquestra manteve uma política de recrutamento de músicos franceses ou com formação musical francesa, para assim garantir o ADN do conjunto.
O sucesso de Koussevitzky à frente da orquestra foi inegável, medido até pelo tempo em que lá se manteve como maestro principal: 25 anos (a anterior melhor marca era de 8...).

Serge Koussevitzky faleceu há 61 anos, no dia 4 de Junho de 1951.


CDs



Sergei Prokofiev
Symphony No.5 in B flat, Op.100. Piano Concerto No.3 in C, Op.26.
Sergei Prokofiev (piano)
Boston Symphony Orchestra, Serge Koussevitzky
London Symphony Orchestra, Piero Coppola
Dutton Laboratories CDBP9706
(1946)

Modest Mussorgsky
Pictures at an Exhibition.
Maurice Ravel
Rapsodie espagnole. Ma Mere l'Oye. Bolero.
Boston Symphony Orchestra
Serge Koussevitzky
Naxos Historical 8.110154
(1930, 1945, 1947)

Great Conductors of the 20th Century - Serge Koussevitzky
Piotr Ilyich Tchaikovsky
Symphony No.5 in E minor, Op.64.
Sergei Rachmaninov
The Isle of the Dead, Op.29.
Franz Liszt
Mephisto Waltz No.1, S110.
Jean Sibelius
Symphony No.7 in C major, Op.105.
Roy Harris
Symphony No.3.
Ludwig van Beethoven
Symphony No.5 in C minor, Op.67.
Boston Symphony Orchestra
BBC Symphony Orchestra
London Philharmonic Orchestra
 EMI / IMG Artists 5 75118-2
(1933, 1934, 1936, 1939, 1944, 1945)

Richard Strauss
Don Juan. Op.20.
Béla Bartók
Concerto for Orchestra, Sz116.
Igor Stravinsky
Elegiac Chant - Ode.
Carl Maria von Weber
Oberon - Overture.
Boston Symphony Orchestra
Serge Koussevitzky
Guild GHCD2321
(1943-48)

Ralph Vaughan Williams
Symphony No.5 in D.
Piotr Ilyich Tchaikovsky
Francesca da Rimini, Op.32.
Modest Mussorgsky
Khovanshchina - Prelude. A Night on the Bare Mountain.
Boston Symphony Orchestra
Serge Koussevitzky
Guild GHCD2324
(1943-48)

Richard Wagner
Der fliegende Hollander: Overture. Lohengrin - Act I: Prelude.
Parsifal - Act I: Prelude; Act III: Good Friday Spell. Siegfried Idyll.
Johannes Brahms
Academic Festival Overture, Op.80.
Boston Symphony Orchestra
Serge Koussevitzky
Naxos Historical 8.111283
(1946, 1947, 1949)

Serge Koussevitzky - A Conductor of the 20th Century
Wolfgang Amadeus Mozart
Symphony No.34 in C major, K338.
Ludwig van Beethoven
Symphony No.5 in C minor, Op.67.
Franz Schubert
Symphony No.8 in B minor, D759, 'Unfinished'.
Hector Berlioz
La Damnation de Faust, Op.24. Harold en Italie, Op.16.
Piotr Ilyich Tchaikovsky
Romeo and Juliet Overture.
Johannes Brahms
Symphony No.4 in E minor, Op.98. Academic Festival Overture, Op.80.
Richard Wagner
Der fliegende Holländer - Overture.
Richard Strauss
Till Eulenspiegels lustige Streiche, Op.28.
Franz Liszt
Mephisto Waltz No.1.
Jean Sibelius
Symphony No.2 in D major, Op.43.
Boston Symphony Orchestra
Serge Koussevitzky
United Archives UAR022

Ludwig van Beethoven
Violin Concerto in D, Op.61.
Johannes Brahms
Violin Concerto in D, Op.77.
Jascha Heifetz (violino)
NBC Symphony Orchestra, Arturo Toscanini
Boston Symphony Orchestra, Serge Koussevitzky
Naxos Historical 8.110936
(1939, 1940)

William Kapell Plays Khachaturian 
Aram Khachaturian 
Piano Concerto in D flat. 
Ludwig van Beethoven 
Piano Concerto No.2 in B flat, Op.19. 
Dmitri Shostakovich 
Preludes, Op.34 - No.5 in D; No.10 in C sharp minor; No.24 in D minor. 
William Kapell (piano)
NBC Symphony Orchestra,
Vladimir Golschmann
Boston Symphony Orchestra, Serge Koussevitzky
Dutton Laboratories CDBP9701
(1944, 1946)

Ludwig van Beethoven
Piano Concerto No.2 in B flat, Op.19.
Franz Schubert
Moment musical, D780 No.3. Waltzes - D145, Nos.2 & 6; D365, Nos.26, 32 & 34.
German Dances, D783 - Nos.6 & 7. Ländler, D734 - Nos.1 & 2. Impromptu, D935 No.2.
Claude Debussy
Children's Corner.
Dmitri Shostakovich
Three Preludes, Op.34.
Frédéric Chopin
Piano Sonata No.2 in B flat minor, Op.35.
Aram Khachaturian
Piano Concerto.
Sergei Rachmaninov
Rhapsody on a Theme of Paganini, Op.43.
William Kapell (piano)
NBC Symphony Orchestra, Vladimir Golschmann
Boston Symphony Orchestra, Serge Koussevitzky
Chicago Symphony Orchestra, Fritz Reiner
RCA Red Seal 74321 84595-2
(1946, 1949, 1950, 1951, 1952, 1953)


Internet




Serge Koussevitzky
Bach Cantatas Website / allmusic / The Koussevitzky Music Foundations / Classical Net / Wikipedia

23/01/2009

CDs #193: Arthur Nikisch conducts Beethoven

A última vez que por aqui falei do maestro húngaro Arthur Nikisch (1855-1922) foi a propósito de um disco em que brilhava um outro grande maestro, o inglês Adrian Boult (1889-1983). Uma feliz coincidência, dado o facto de Boult ter uma enorme admiração por Nikisch, além de por ele ter sido fortemente influenciado. Admiração que se estendia, diga-se, à economia de movimentos de Nikisch durante a direcção da orquestra, pouco mexendo os braços e muito menos abanando a cabeça... Um low-profile que, contudo, não o tornava menos eficaz na obtenção daquilo que pretendia; o próprio Boult chegaria a afirmar que tinha sido de Nikisch a mais arrebatadora interpretação que tinha ouvido da 1ª Sinfonia de Johannes Brahms (1833-1897).

Depois de ter mostrado dotes musicais desde muito novo, Nikisch começou por estudar violino e piano, e foi com este último instrumento que deu o primeiro recital público. Seria todavia como violinista que iniciaria a carreira no mundo da música, depois de ter estudado em Viena com Joseph Hellmesberger (1828-1893), tendo sido dirigido na década de 1870, entre outros, por Brahms, Anton Bruckner (1824-1896), Franz Liszt (1811-1886), Giuseppe Verdi (1813-1901) e Richard Wagner (1813-1883). Ainda antes do final dessa década iniciar-se-ia na direcção de orquestra, inicialmente como maestro assistente na Orquestra da Ópera de Leipzig e, apenas um ano depois, já como maestro principal.

Não deixa de ser admirável, pelo menos eu assim o considero, termos hoje em dia a oportunidade de ouvir gravações deste maestro, falecido em Janeiro de 1922. Dentre as façanhas que lhe são atribuídas consta a de ter sido um dos primeiros maestros a gravar uma sinfonia completa; e é essa gravação, efectuada em Novembro de 1913, da Sinfonia Nº5 de Ludwig van Beethoven (1770-1827), que consta do presente disco. Que fecha com uma obra, a Rapsódia Húngara Nº3, de um dos compositores em que mais se distinguiu, Liszt, gravada em Junho de 1913. Extraordinárias audições, se nos conseguirmos abstrair da (falta de) qualidade do som, normal para gravações efectuadas há 95 anos...

Arthur Nikisch morreu há 87 anos, no dia 23 de Janeiro de 1922.




Ludwig van Beethoven
Egmont Overture, Op.84. Symphony No.5 in C minor, Op.67.
Carl Maria von Weber
Der Freischütz - Overture. Oberon - Overture.
Wolfgang Amadeus Mozart
The Marriage of Figaro - Overture.
Franz Liszt
Hungarian Rhapsody No.1.
London Symphony Orchestra
Berlin Philharmonic Orchestra
Arthur Nikisch
Dutton CDBP9784


Internet

Arthur Nikisch
Classic Encyclopedia / Online Encyclopedia / BrasiliaVirtual / Wikipedia

12/07/2008

CDs #171: Boult conducts Butterworth, Hadley, Howells, Warlock

Há cerca de um ano e meio deixei aqui alguns dados sobre o maestro inglês Adrian Boult (1889-1983), tendo na altura referido a grande promoção que sempre fez das obras dos compositores ingleses, e mencionei mesmo alguns nomes: Gustav Holst (1874-1934), Vaughan Williams (1872-1958), Edward Elgar (1857-1934), William Walton (1902-1983) e Arthur Bliss (1891-1975). Pois adquiri recentemente mais um disco em que Adrian Boult interpreta obras de compositores ingleses, mas de nenhum dos nomes anteriormente referidos! Desta vez a sorte calhou a George Butterworth (1885-1916), Peter Warlock (1894-1930), Patrick Hadley (1899-1973) e Herbert Howells (1892-1983).

George Butterworth teve uma vida tragicamente curta, tendo falecido durante a 2ª Grande Guerra vítima de um atirador furtivo. Deixou-nos muito poucas obras; apesar de ser um compositor prolífico destruiu uma boa parte daquilo que compôs, sobrando apenas algumas obras orquestrais e umas quantas canções. Neste disco temos reunidas todas as orquestrais: Two English Idylls, compostas em 1911 e estreadas a 8 de Fevereiro de 1912; The Banks of Green Willow, um pequeno poema sinfónico estreado por Adrian Boult no dia 27 de Fevereiro de 1914; e a sua obra mais significativa, A Shropshire Lad, em forma de elegia, que foi estreada no dia 2 de Outubro de 1913, com a orquestra dirigida por outro reputadíssimo maestro, Arthur Nikisch (1855-1922). Uma obra estranhamente profética, esta, com um final marcadamente fúnebre, como que antecipando a morte próxima do seu autor.

George Butterworth nasceu há 123 anos, no dia 12 de Julho de 1885.




George Butterworth
Two English Idyll, No.1. Two English Idylls, No.2.
The Banks of Green Willow. A 'Shropshire Lad' Rhapsody.
Peter Warlock
An Old Song.
Patrick Hadley
One Morning in Spring.
Herbert Howells
Procession. Merry-Eye. Elegy. Music for a Prince.
Herbert Downes, Albert Cayzer (violas), Desmond Bradley,
Gillian Eastwood (violinos), Norman Jones (violoncelo)
London Philharmonic Orchestra
New Philharmonia Orchestra
Adrian Boult
Lyrita SRCD.245


Internet

Adrian Boult
Bach Cantatas Website / divine art / Naxos / Wikipedia

George Butterworth
George Butterworth Home Page / The REC Music Foundation / Wikipedia

07/03/2006

Poemas Sinfónicos #1: Also sprach Zarathustra, de Richard Strauss

Aquando da estreia, no dia 27 de Novembro de 1896, o poema sinfónico Also sprach Zarathustra provocou comoções um pouco por todo o lado, por muitos entenderem que Richard Strauss (1864-1949) tinha-se procurado apropriar do pensamento do filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900). Segundo as suas próprias palavras, Strauss apenas se "propôs traçar um quadro do desenvolvimento da raça humana desde as suas origens até ao super-homem de Nietzsche". Recorde-se que, no livro de Nietzsche, o super-homem anunciado por Zaratustra é quem vem dar um novo sentido à vida e ao mundo, por "Deus estar morto" ("Gott ist tot", frase diversas vezes repetida na obra).

Strauss tinha lido pela primeira vez esta obra de Nietzsche em 1892, e revelaria mais tarde o quão ela o influenciou intelectualmente. O suficiente, desde logo, para ter-se decidido a musicá-la, com os resultados que se conhecem: 3 dias após a estreia absoluta foi tocada em Berlim, com o maestro Artur Nikisch (1855-1922), e rapidamente ficou conhecida por toda a Alemanha. Não só conhecida, como também incompreendida, criticada e hostilizada, pelas razões antes expostas.

Na altura Strauss gozava já de um elevado prestígio, como regente e como compositor, principalmente de poemas sinfónicos, naquele que pode ser considerado o seu primeiro período criativo. Strauss não inventou o género, que já tinha tido ilustres antecessores, como os poemas sinfónicos de Franz Liszt (1811-1886), mas deu-lhe o nome e popularidade, com os que já tinha escrito até essa altura: Aus Italien (1886), o menos bem sucedido de todos, Don Juan (1888), Macbeth (1888), Tod und Verklärung (1889) e Till Eulenspiegels lustige Streiche (1895).

Para os mais distraídos, refira-se que a introdução desta obra foi utilizada por Stanley Kubrick (1928-1999) no mítico filme 2001: Odisseia no Espaço, de 1968. Kubrick faleceu há 7 anos, no dia 7 de Março de 1999.


CDs




Richard Strauss
Also sprach Zarathustra, Op.30. Don Juan, Op.20.
Salome - Dance of the Seven Veils.
Vienna Philharmonic Orchestra
Herbert von Karajan
Decca Legends 466 388-2

Richard Strauss
Also sprach Zarathustra, Op.30. Concerto for Horn and Orchestra No.2.
Four Last Songs. Don Juan, Op.20. Ein Heldenleben, Op.40.
Norbert Hauptmann (trompa), Gundula Janowitz (soprano)
Berlin Philharmonic Orchestra
Herbert von Karajan, Karl Böhm
Deutsche Grammophon 469 208-2

Richard Strauss
Eine Alpensinfonie. Also sprach Zarathustra. Don Juan.
Till Eulenspiegel. Salomes Tanz. Vier letzte Lieder.
Anna Tomowa-Sintow (soprano)
Berliner Philharmoniker
Herbert von Karajan
Deutsche Grammophon 474 281-2

Richard Strauss
Also sprach Zarathustra, Op.30. Ein Heldenleben, Op.40.
Chicago Symphony Orchestra
Fritz Reiner
RCA Living Stereo 82876 61389-2

Richard Strauss
Also sprach Zarathustra, Op.30. Don Juan, Op.20. Four Last Songs.
Lucia Popp (soprano)
London Philharmonic Orchestra
Klaus Tennstedt
EMI Encore 5 86436-2


Internet

richardstrauss.org
/ The Works of Richard Strauss / Classical Music Pages / Wikipedia

04/04/2005

Maestros #10: Pierre Monteux (1875-1964)

Assinalam-se hoje os 130 anos passados sobre o nascimento do maestro norte-americano de origem francesa Pierre Monteux, um dos mais marcantes do século XX e um dos meus favoritos.


Pierre Monteux

Depois de efectuados os estudos no Conversatório de Paris
, Pierre Monteux foi violista da Orchestre des Concerts Colonne, à altura a mais conceituada de Paris, e onde foi dirigido por Arthur Nikisch (1855-1922), Gustav Mahler (1860-1911) e George Enescu (1881-1955), entre outros.

Entre 1911 e 1914 esteve à frente dos Ballets Russes
de Sergei Diaghilev (1872-1929), naquilo que foi um dos períodos áureos da sua carreira e da música do século que há pouco terminou. Nesse curto espaço de tempo estreou obras de Stravinsky (Pétrouchka, Le Sacre du Printemps, Le Rossignol), de Debussy (Jeux) e de Ravel (Daphnis et Chloé).

Passou depois o seu primeiro período nos Estados Unidos, entre 1920 e 1924, regendo a Orquestra Sinfónica de Boston
. No regresso ao velho continente liderou de novo os Ballets Russes, por um ano apenas, após o que assumiu a direcção da Orquestra do Concertgebouw, de Amesterdão, colaboração que se estendeu até 1934. Em 1928 fundou a Orquestra Sinfónica de Paris.

Seguiu-se uma nova estadia nos Estados Unidos, desta vez à frente da Orquestra Sinfónica de São Francisco
, de que foi maestro principal entre 1936 e 1952.

Regressa definitivamente à Europa e assina um contrato como maestro principal da Orquestra Sinfónica de Londres
. Pierre Monteux tinha, nessa altura, 86 anos, o contrato era válido por 25 anos e renovável por mais 25...


CDs



Pierre Monteux
Great Conductors of the 20th Century
Beethoven
Symphony No.2, Op.36.
Wagner
Tristan & Isolde - Prelude; Liebestod.
Hindemith
Mathis der Maler Symphony
Debussy
Nocturnes.
Tchaikovsky
Sleeping Beauty - Highlights.
Rouget de Lisle
La Marseillaise.
Women of Berkshire Festival Chorus
Boston Symphony Orchestra
North German Radio Symphony Orchestra
Danish State Radio Symphony Orchestra
London Symphony Orchestra
Pierre Monteux
EMI 5 75474-2

Franck
Symphony in D minor.
Stravinsky
Pétrouchka.
Chicago Symphony Orchestra
Boston Symphony Orchestra
Pierre Monteux
RCA Victor 09026 63303-2

Schumann
Piano Concerto in A, Op.54.
Schubert
Piano Trio No.1 in B flat, Op.54.
Artur Schnabel (piano), Joseph Szigeti (violino), Pierre Fournier (violoncelo)
New York Philharmonic Symphony Orchestra
Pierre Monteux
Music & Arts CD-1111


Internet

http://patachonf.free.fr/musique/monteux/presentation.php
http://www.classicalmusiccd.com/zmonteuxstereo/

25/01/2005

Maestros #7: Wilhelm Furtwängler (1886-1954)

Passam hoje 119 anos sobre o nascimento do maestro e compositor alemão Wilhelm Furtwängler, ocorrido a 25 de Janeiro de 1886.


Wilhelm Furtwängler

Começou por aprender piano, se bem que a sua ambição inicial era a de ser compositor. Contudo, bem cedo começou a reger orquestras, tinha 20 anos ainda mal feitos. Em 1911 tornou-se director da Ópera de Lübeck e em 1920 sucedeu a Richard Strauss (1864-1949) na direcção dos concertos sinfónicos da Ópera do Estado de Berlim. Ainda na década de 20 sucederia a Artur Nikisch (1855-1922) à frente da Orquestra do Gewandhaus de Leipzig e da Orquestra Filarmónica de Berlim. Posteriormente asseguraria também a direcção musical do Festival de Bayreuth.



Por essa altura já tinha uma reputação solidamente estabelecida na Europa e nos Estados Unidos, alicerçada principalmente na interpretação das obras dos clássicos alemães. A década de 30, contudo, foi muito complicada para Furtwängler, acusado de ser complacente com o regime que imperava na Alemanha. Tal viria mesmo a estar na base do corte de relações com outro maestro famoso, Arturo Toscanini (1867-1957), conforme recentemente referi aqui. Acabou mal amado pelos nazis e pelos que se lhes opunham; forçado a fugir do país antes que os nazis lhe deitassem a unha, em Fevereiro de 1945, não mais seria autorizado a reger nos Estados Unidos.

As suas interpretações nem sempre seguiam marcações precisas, a emoção e a improvisação predominavam, associadas a frequentes alterações de tempos e flutuações de andamentos. Algumas das gravações que nos deixou são ainda hoje consideradas de referência, e são discos a que regresso assiduamente com prazer renovado.


CDs



Live Recordings 1944-53
Beethoven, Schubert, Schumann, Brahms, Bruckner, Strauss, Tchaikovsky,
Hindemith, Cesar Franck, Ravel, Wagner
Berlin Philharmonic Orchestra
Vienna Philharmonic Orchestra
Wilhelm Furtwängler
Deutsche Grammophon 474 030-2

Ludwig van Beethoven
Symphony No.9.
Elisabeth Schwarzkopf, Elisabeth Höngen, Hans Hopf, Otto Edelmann
Bayreuth Festival Chorus and Orchestra
Wilhelm Furtwängler
EMI GROC 5 66953-2

Richard Wagner
Tristan und Isolde.
Kirsten Flagstad, Ludwig Suthaus, Blance Thebom, Fischer-Dieskau,
Josef Greindl, Rudolf Schock
Chorus of the Royal Opera House, Covent Garden
Philharmonia Orchestra
Wilhelm Furtwängler
EMI 5 85873-2