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07/02/2009

CDs #195: Jascha Heifetz, violin virtuoso

Parece que, aí pela década de 1870, alguns dos mais reputados compositores franceses apanharam uma espécie de "febre espanhola", desatando a escrever obras onde a influência musical dos nossos vizinhos ibéricos era mais ou menos evidente. Georges Bizet (1838-1875), por exemplo, entreteve-se com a sua Carmen, uma ópera plena de paisagens de Espanha, país, contudo, onde nunca esteve; e Édouard Lalo (1823-1892), pois claro, com a sua igualmente celebérrima Sinfonia espanhola. Lalo, reconheça-se, tinha uma boa desculpa, pelo facto do dedicatário da obra, o violinista Pablo de Sarasate (1844-1908), ser espanhol...

A estreia da Sinfonia espanhola teve lugar em Paris no dia 7 de Fevereiro de 1875, passam hoje 134 anos, naturalmente com Pablo de Sarasate ao violino e com uma extraordinária recepção por parte do público. O violinista lituano Jascha Heifetz (1901-1987) gravou-a pela primeira vez em Outubro de 1919; voltou a fazê-lo em 1951, que é a gravação que aparece neste disco, apesar de coxa do 3º andamento. Parece que Heifetz embirrou com ele, evitando-o igualmente quando tocava esta obra em público!

Não foi o único, deve dizer-se. A Sinfonia espanhola nasceu sem esse 3º andamento, e foi essa a versão que Pablo de Sarasate tocou na estreia. O intermezzo apenas foi adicionado posteriormente, só que, durante bastantes anos, não foram poucos os violinistas que optaram por ignorá-lo, lista em que se incluiu Jascha Heifetz.




Jascha Heifetz
violin virtuoso
including Gershwin medley, Deep River, Threepenny Opera,
Jamaican Rumba, Korngold Concerto, Symphonie Espagnole.
Jascha Heifetz (violino), Emanuel Bay, Milton Kaye (pianos)
Los Angeles Philharmonic Orchestra, Alfred Wallenstein
RCA Victor Symphony Orchestra, William Steinberg
Regis Records RRC 1296
(1944, 1951)


Internet

Édouard Lalo
Naxos / 8notes.com / Classical Net / Answers.com / Karadar Classical Music / NationMaster.com / Wikipedia

Jascha Heifetz
Official Web Site / Jascha Heifetz Society / Classical Notes / Legendary Violinists / The Violin Site / Answers.com / Wikipedia

01/10/2007

Obras Orquestrais #15: L'Arlésienne, de Georges Bizet

135 anos, no dia 1 de Outubro de 1872, acontecia a estreia do melodrama L'Arlésienne, da autoria do escritor francês Alphonse Daudet (1840-1897). Estreia sem grande sucesso, diga-se, podendo-se aplicar com toda a propriedade o epíteto de fracasso. Seguidor da escola naturalista, distinguiu-se dela, nomeadamente da vertente do naturalismo científico, por escrever de uma forma brilhante, os seus textos transpirando com as emoções dos personagens. Considera-se, por isso, que a sua obra reflecte de algum modo a sociedade francesa da época. Algumas das obras de Daudet obtiveram grande sucesso, como Tartarin de Tarascon, de 1872, e Fromont et Risler, de 1874. L'Arlésienne, um melodrama em 3 actos extraído da sua obra de 1866, Lettres de mon moulin (Cartas do meu moínho), nunca fez obviamente parte da sua lista de sucessos.

A música de cena para a peça L'Arlésienne foi escrita pelo compositor parisiense Georges Bizet (1838-1875), e foi muito mais bem recebida do que a peça teatral propriamente dita. O que por si só já foi um feito, se atendermos ao facto de Bizet ter escrito os 27 números de que ela é composta em apenas 6 semanas, e para uma orquestra limitada a 26 músicos. Vendo o fiasco da peça de Daudet, Bizet rapidamente percebeu o o futuro que estava destinado à sua música pelo que, apenas um mês depois da estreia, pegou em alguns extractos da música de cena e cozinhou aquilo que viria a ser a Suite Nº1 da música de cena L'Arlésienne, estreada a 10 de Novembro de 1872, e com enorme sucesso, o que só veio dar razão ao compositor!

Em 1879, já depois da morte de Bizet, portanto, o seu amigo e igualmente compositor Ernest Guiraud (1837-1892) pegou no original de música de cena e dela extraiu aquilo que viria a ser a Suite Nº2. De novo muito bem recebida pelo público, tal como a primeira, pelo que qualquer uma delas teve muito mais sucesso do que a peça de Daudet... E surpreendente para aqueles que pensavam que Carmen seria a única coisa que Bizet teria composto!


CDs



Georges Bizet
Symphony in C. L'Arlésienne - Suite No.1; Suite No.2.
French Radio National Orchestra
Royal Philharmonic Orchestra
Thomas Beecham
EMI GROC CDM5 67231-2
(1956, 1959)

Georges Bizet
L'Arlésienne- Suite No.1; Suite No.2 - Minuet; Farandole.
Frederick Delius
Irmelin - Scenes from Act 2 (arr. Beecham).
Jules Massenet
La Vierge - The Last Sleep of the Virgin.
Richard Wagner
Tannhäuser - Overture; Venusberg Music.
BBC Women's Chorus
Royal Philharmonic Orchestra
Thomas Beecham
BBC Legends BBCL4068-2
(1954)

Georges Bizet
L'Arlésienne (incidental music, original version).
Richard Strauss
Le Bourgeois Gentilhomme, Op.60.
Basel Chamber Orchestra
Christopher Hogwood
Arte Nova 82876 61103-2


Internet

Georges Bizet
Classical Music Pages / Naxos / Wikipedia / Essentials of Music / De Ópera e de Lagartos

Alphonse Daudet
Association des amis d'Alphonse Daudet / Alphonse Daudet / Proverbes et Citations / JeSuisMort.com / Wikipedia

16/09/2006

Concertos #44

Na chamada época de férias, o Porto fecha definitivamente as portas, em particular no que à cultura diz respeito. Talvez porque pense que só por cá fica quem a tal é forçado, certamente gentes desprovidas de interesses culturais, e que quem para cá vem sempre tem esplanadas e umas quantas praias, devidamente condimentadas com a famosa nortada, não havendo assim necessidade de lhes proporcionar quaisquer outras alternativas. Ou seja, só cá fica quem não tem dinheiro e só para cá vem quem é desprovido de miolos. O resultado é o que se sabe: durante todo o mês de Agosto não se passa absolutamente nada na cidade. Parece que houve um conjunto de velhos reumáticos que, devidamente idolatrado e pago a peso de ouro, acedeu a abanar os ossos e a dar muitos berros, estes possivelmente como resultado da referida maleita, mas concordarão que tal nunca será o suficiente para alterar a nossa visão do panorama geral.

Daí só agora regressarmos aos nossos muito apreciados concertos, que o responsável da programação da Casa da Música foi colocar os brincos a brilhar para outras paragens, e a Casa alinhou pela abstinência geral. Das curiosidades do concerto que lá terá lugar amanhã, faz parte uma obra do compositor francês Edouard Lalo (1823-1892), que permitirá a muito boa gente descobrir que afinal ele sempre compôs algo para além da famosa Symphonie Espagnole. Lalo, que nos anos 50 do século XIX fez parte de um movimento que procurou reavivar em França o interesse pela música de câmara, encontrou na Société Nationale de Musique, fundada em 1871, o veículo ideal para a divulgação das suas obras. A sociedade tinha como objectivo inicial a promoção da música francesa e dos jovens compositores daquele país, e foi fundada pelo poeta Romain Bussine (1830-1899) e pelo já nosso bem conhecido compositor Camille Saint-Saëns (1835-1921).

Na década de 1870, Lalo escreveria algumas das suas mais significativas obras, como o Concerto para Violino, a referida Sinfonia Espanhola, a Fantaisie norvegienne e o Concerto para Violoncelo. Este último passa por ser o seu mais conhecido concerto, superando em popularidade o que escreveu para piano e os dois que compôs para violino. Finalizado em 1877 e estruturado em 3 andamentos, um perfume espanhol exala de todos eles, ou não fosse Lalo descendente dos nossos vizinhos ibéricos. Do programa farão ainda parte obras de Georges Bizet
(1838-1875), Camille Saint-Saëns (o Concerto para Violoncelo, bem apropriado neste contexto) e Paul Dukas (1865-1935). O violoncelo ficará a cargo da russa Natalia Gutman.


Georges Bizet
L'Arlésienne, Suites I e II.
Edouard Lalo
Concerto para Violoncelo e Orquestra em ré menor.
Camille Saint-Saëns
Concerto para Violoncelo e Orquestra Nº1.
Paul Dukas
O Aprendiz de Feiticeiro.
Natalia Gutman (violoncelo)
Orquestra Nacional do Porto
Marc Tardue


Internet

Edouard Lalo
Classical Net
/ Wikipedia / Galerie de Compositeurs / Musicologie

Société Nationale de Musique
Wikipedia / IRCAM

Natalia Gutman
Calouste Gulbenkian Foundation
/ Cello.org / Live Classics

03/03/2006

Óperas #7: Carmen, de Georges Bizet

O compositor francês Georges Bizet (1838-1875) desde muito novo mostrou todos os seus dotes musicais e, ao contrário de outros grandes compositores seus compatriotas, viu-se premiado no afamado Prix de Rome: em 1856 recebeu um 2º prémio, com a cantata David e, no ano seguinte, venceu o 1º prémio, dessa vez com a cantata Clovis et Clotilde, e que lhe valeu uma estadia de 3 anos em Itália. No regresso prosseguiu a carreira operática, nomeadamente com Les Pêcheurs de Perles, Ivan IV, La Jolie Fille de Perthe e Don Rodrigue e, em geral, sem aquilo a que se poderia chamar um sucesso estrondoso.

Apesar de se ter tornado numa das óperas mais famosas e conhecidas em todo o mundo, a estreia de Carmen, no dia 3 de Março de 1875, esteve igualmente longe de ser um sucesso. Foi mais para o calamitosa, que o público parisiense não estava preparado para aquela exibição de paixões extremas, de conteúdo que acharam profundamente imoral. O libreto baseou-se no romance Carmen do novelista, dramaturgo e... arqueologista francês Prosper Mérimée (1803-1870), devidamente alterado para permitir mais números musicais e aumentar o realismo da obra.

Recorde-se que Carmen é uma das grandes representantes da escola verista, que procurava retratar o mais fielmente possível a realidade da vida, sendo mesmo considerada por muitos como a primeira ópera do verismo. Bizet chegou mesmo a afirmar que "se fosse a suprimir o adultério, o fanatismo, o crime, o demónio e o sobrenatural, não teria motivos para escrever uma única nota"...

Apesar das 35 récitas que tiveram lugar em 1875 a estreia não foi propriamente um sucesso, que chegaria apenas mais tarde, já Bizet não pertencia ao reino dos vivos, pois tinha falecido 3 meses depois da estreia. A meio caminho já os diálogos falados tinham sido substituídos por recitativos, versão com que foi apresentada em Viena e que marcou o início da sua crescente popularidade. Mais tarde regressaria à sua versão original que é, ainda hoje, a mais utilizada.


CDs



Georges Bizet
Carmen.
Victoria de los Angeles, J. Micheau, D. Monteil, M. Linval (sopranos),
Nicolai Gedda, M. Hammel (tenores), Ernest Blanc, J.-C. Benoit (barítonos),
Marcelle Croisier (meio-soprano)
French National Radio Choir & Symphony Orchestra
Thomas Beecham
EMI GROC 5 67353-2
(1958-9)

Georges Bizet
Carmen.
Angela Gheorghiu, I. Mula, E. Vidal, I. Cals (sopranos), Roberto Alagna,
N. Rivenq, Y. Beuron (tenores), Thomas Hampson, L. Tézier (barítonos),
Nicolas Cavallier (baixo)
Toulouse Children's Choir
Toulouse Capitole Orchestra
Michel Plasson
EMI 5 57434-2
(2002)

Georges Bizet
Carmen.
Teresa Berganza, S. Minty, A. Nafé (meios-sopranos), Ileana Cotrubas,
Y. Kenny (sopranos), Plácido Domingo, G. Pogson, J. Laine (tenores),
Gordon Sandison, L. Fyson, S. Milnes (barítonos), Richard Amner,
R. Lloyd (baixos)
George Watson's College Boys' Chorus
The Ambrosian Singers
London Symphony Orchestra
Claudio Abbado
Deutsche Grammophon 477 5342
(1977)


Internet

Classical Music Pages
/ The Life and Times of Georges Bizet / Georges Bizet / Wikipedia

09/01/2006

Obras para Piano #2: Gaspard de la nuit, de Maurice Ravel

O Prix de Rome foi instituído em 1663 em França, onde na altura reinava Luís XIV, e destinava-se a premiar jovens artistas, entre os 15 e os 30 anos, de diversas áreas: arquitectura, pintura, escultura, a que se juntou, em 1803, a composição musical. Foi abolido em 1968 e, durante os cerca de 165 anos em que os compositores puderam concorrer, aconteceu o inevitável: ganharam alguns dos grandes, como Hector Berlioz (1803-1869), Georges Bizet (1838-1875) e Claude Debussy (1862-1918), mas também ficaram de fora outros, como Camille Saint-Saëns (1835-1921) e Maurice Ravel (1875-1937). O caso de Ravel chegou a causar algum escândalo na altura, por ter concorrido por 4 vezes, entre 1901 e 1905, e ter ficado sempre a ver navios...

Por essa altura, Ravel estava associado a um grupo de artistas de várias áreas, os "Apaches", de que também fazia parte o pianista espanhol Ricardo Viñes (1875-1943). Foi Viñes que apresentou a Ravel a obra Gaspard de la nuit: fantaisies à la manière de Rembrandt et de Callot, do poeta Aloysius Bertrand (1807-1841). Bertrand, considerado um dos mais originais poetas do romantismo francês, foi um dos precursores da poesia em prosa, sendo Gaspard de la nuit a sua obra mais significativa, embora publicada postumamente.

Dos 65 pequenos poemas que constituem essa obra, Ravel acabou por seleccionar 3: Ondine, Le Gibet e Scarbo, que ilustrou numa extraordinária peça para piano e dedicou, respectivamente, ao pianista Harold Bauer (1873-1951), ao crítico Jean Marnold e ao igualmente pianista Rudolf Ganz (1877-1972). Designada pelo próprio Ravel como "poemas para piano", Gaspard de la nuit é uma das mais significativas obras para piano, de Ravel e do século XX.

A estreia teve lugar há 97 anos, no dia 9 de Janeiro de 1909, com Ricardo Viñes ao piano. O mesmo que já anteriormente tinha estreado várias outras obras de Ravel, como Pavane pour une infante défunte, Jeux d'eaux e Miroirs.


CDs



Maurice Ravel
Gaspard de la nuit.
Sergei Rachmaninov
Preludes, Op.23 Nos.1, 2, 5 & 6. Prelude, Op.32 No.12.
Études tableaux, Op.39 Nos.3 & 5. Elégie, Op.3 No.1.
Moments musicaux, Op.16 Nos.3-6.
Andrei Gavrilov (piano)
EMI Red Line 5 69869-2

Maurice Ravel
Gaspard de la nuit. Sonatine for piano.
Robert Schumann
8 Fantasiestücke, Op.12.
Martha Argerich (piano)
EMI 5 57101-2


Internet

Maurice Ravel: Maurice-Ravel.net
/ IRCAM / Classical Net
Ricardo Viñes: Biografia 1
/ Biografia 2
Gaspard de la nuit: Texto completo

01/10/2005

CDs #56: Christopher Hogwood, Bizet, Strauss

O escritor francês Alphonse Daudet (1840-1897) escreveu poemas, peças de teatro, romances (seguindo a escola naturalista), colaborou em diversos jornais. L'Arlésienne, uma das peças que escreveu, teve a sua estreia teatral em 1872, com pouco sucesso junto do público.


Alphonse Daudet

Já para Georges Bizet (1838-1875), as coisas não foram bem assim, já que a música que compôs para essa peça teve uma boa aceitação geral, representando, aliás, um dos primeiros sucessos do compositor (conforme já referido neste texto de 3 de Junho). A estreia da música incidental de Bizet para a peça l'Arlésienne aconteceu no dia 1 de Outubro de 1872,133 anos.


Georges Bizet

Refira-se, já agora, que a peça de Daudet deu ainda origem a uma ópera de Francesco Cilea (1866-1950), L'Arlesiana, que teve a sua estreia em Milão no dia 27 de Novembro de 1897.



Georges Bizet
L'Arlésienne (Incidental Music, original version).
Richard Strauss
Le Bourgeois Gentilhomme, Op.60.
Kammerorchester Basel
Christopher Hogwood
Arte Nova Classics 82876 61103-2


Internet

http://www.kirjasto.sci.fi/daudet.htm
http://www.alalettre.com/daudet-intro.htm

03/06/2005

Compositores #33: Georges Bizet (1838-1875)

Nascido em ambiente musical, o pai professor de música e a mãe uma pianista de muito razoáveis dotes, aos 9 anosGeorges Bizet frequentava o Conservatório de Paris, onde foi acumulando prémios e distinções (em solfejo, piano, órgão). Entre os seus professores contou-se Jacques Halévy, pai de Geneviève Halévy, que viria a ser mais tarde sua esposa.


Georges Bizet

Em 1857, Bizet obteve o primeiro prémio do Prix de Rome, uma competição instituída em França em 1663, inlcuindo desde 1803 a categoria de composição musical, e que lhe valeu uma estadia de 3 anos em Itália.

Regressado a Paris em 1861, viu a mãe morrer pouco depois. Destroçado pelo tragédia, encontrou consolo na governanta dos pais, e sempre foi aproveitando para lhe fazer um filho... Apesar de ver o seu talento reconhecido por muitos, raramente obteve o sucesso que almejava. A primeira obra a ganhar popularidade foi a música incidental da peça L'Arlésienne, composta em 1872, apenas 3 anos antes da morte do compositor.

Carmen começou a ser escrita em 1873, estava Georges Bizet longe de imaginar a confusão em que se iria ver metido. A música foi apelidada de erudita, o libreto tido como obsceno, o que levou mesmo a que, na sua estreia, os diálogos declamados tivessem sido substituídos por recitativos. Carmen é hoje em dia uma das ópera mais populares em todo o mundo, mas Bizet nunca teve oportunidade de assistir ao sucesso, tendo falecido 3 meses após a sua estreia.


CDs



Symphony in C. L'Arlésienne - Suites Nos.1 & 2.
French Radio National Orchestra
Royal Philharmonic Orchestra
Thomas Beecham
EMI GROC 5 67231-2

Sir Thomas Beecham conducts Bizet
The Fair Made of Perth.
Gwen Catley, Lorely Dier, Richard Lewis, David Holman,
Trefor Jones, Norman Walker, Owen Brannigan, George Stern-Scott
BBC Theatre Chorus
Royal Philharmonic Orchestra
Thomas Beecham
Beulah 1-2PD23

Carmen.
Victoria de los Angeles, Nicolai Gedda, Janine Micheau, Ernest Blanc
French National Radio Choir & Symphony Orchestra
Thomas Beecham
EMI GROC 5 67357-2

Carmen.
Angela Gheorghiu, Roberto Alagna, Thomas Hampson, Inva Mula, Elizabeth Vidal
Toulouse Children's Choir
Toulouse Capitole Orchestra
Michel Plasson
EMI 5 57434-2


Internet

http://www.mfiles.co.uk/Composers/Georges-Bizet.htm
http://www.nndb.com/people/265/000092986/
http://opera.stanford.edu/Bizet/