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26/01/2020

Pianistas #68: John Browning (1933-2003)

O pianista norte-americano John Browning destacou-se, nomeadamente, pelas suas interpretações das obras do período barroco, principalmente das de Johann Sebastian Bach (1685-1750) e Domenico Scarlatti (1685-1757). Mas hoje estamos apenas interessados na colaboração muito especial e estreita que teve com o compositor seu compatriota Samuel Barber (1910-1981) que, como ponto alto, lhe escreveu e dedicou um concerto para piano, que o próprio Browning estreou em Setembro de 1962.

As interpretações de Browning das obras de Barber valer-lhe-iam dois Prémios Grammy: o primeiro em 1991, e precisamente graças a uma gravação do concerto para piano, e o segundo dois anos depois, dessa vez com obras para piano solo.

John Browning faleceu há 17 anos, no dia 26 de Janeiro de 2003.


CDs



Samuel Barber
Violin Concerto, Op.14. Cello Concerto, Op.22. Piano Concerto, Op.38.
Kyoko Takezawa (violino), Steven Isserlis (violoncelo), John Browning (piano)
St Louis Symphony Orchestra
Leonard Slatkin
RCA Red Seal 82876 65832-2



Samuel Barber
The Complete Songs
Cheryl Stude (soprano), Thomas Hampson (barítono), John Browning (piano)
Emerson Quartet
Deutsche Grammophon 459 5062


YouTube




John Browning
The New York Times / The Guardian / A Conversation With Bruce Duffie / Bach Cantatas Website


26/10/2007

CDs #136: Scarlatti, Piano Sonatas

Apesar de se desconhecerem detalhes, pensa-se que Domenico Scarlatti (1685-1757) tenha recebido a (maior parte da) sua formação musical de membros da família, em particular de seu pai, Alessandro Scarlatti (1660-1725), um dos mais importantes compositores de ópera do barroco italiano. O que se sabe com absoluta certeza é que o pai procurou controlar a vida e carreira de Domenico para além do razoável, ao ponto de este ter-se visto forçado a interpor uma acção legal por forma a garantir (uma certa) independência.

Após passagens por Nápoles, Florença e Roma, onde foi maestro di cappella da Basílica Giulia e esteve ao serviço da exilada rainha polaca Maria Casimira e do Marquês de Fontes, embaixador português no Vaticano, Domenico Scarlatti mudou-se para Portugal, corria o ano de 1719. Veio para aqui a convite do rei D. João V (1689-1750) para ser mestre da capela real, ficando ainda incumbido de ensinar as artes musicais aos membros da família real, em particular à princesa Maria Bárbara (1711-1757).

Maria Bárbara mostrou ser uma excelente intérprete ao teclado, pelo que Scarlatti dedicou-lhe a maioria das cerca de 555 (!!!) sonatas que escreveu. Uma boa parte delas em Espanha, já que o compositor acompanhou Maria Bárbara quando ela para lá se mudou, em 1729, por via do casamento com o príncipe D. Fernando, filho de Filipe V de Espanha. Parece que a vida lá na corte dos nossos vizinhos era um bocado para o monótona, e então a futura raínha de Espanha, para se distrair, ia solicitando a Domenico Scarlatti um fornecimento quase contínuo de sonatas para teclado... Estas sonatas, além dos elementos italianos, mostram ainda a influência do floclore e dos ritmos populares espanhóis, que Scarlatti não perdeu a oportunidade de explorar.

E, no dia em que passam 322 anos sobre o nascimento de Domenico Scarlatti, eu também não perdi a oportunidade de o trazer de novo a este cantinho virtual, cumprindo uma promessa anteriormente feita
.




Domenico Scarlatti
Piano Sonatas.
Yevgeny Sudbin (piano)
BIS CD-1508
(2004)


Internet

Maria Bárbara
Portugal - Dicionário Histórico
/ Wikipedia

Domenico Scarlatti
Baroque Composers and Musicians / Classical Music Pages / Musicantiga.com.sapo.pt / Domenico Scarlatti

12/10/2006

Concertos #45

A designação de barroco aplicada à música, que hoje todos tomamos por natural, apenas começou a ser utilizada no século XX, e para caracterizar o período que foi dos finais do século XVI até a 1750, o ano da morte de Johann Sebastian Bach (1685-1750). Na verdade, não foram assim tão poucos os autores que, ainda em meados do século XX, discordaram em absoluto da aplicação do termo barroco à música, alguns dos quais por o acharem pejorativo. Barroco pode ser traduzido por modo extravagante de compor (ver Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa), o que terá provocado azias a muitos historiadores da música.

Uma das formas mais populares durante o período barroco foi o concerto grosso, caracterizado pela oposição do concertino, o grupo de músicos solistas, ao ripieno, o conjunto instrumental acompanhador. Foi sob a influência de Antonio Vivaldi (1678-1741) que o concerto grosso ganhou uma estrutura padrão: allegro, adagio, allegro.

Vivaldi foi um dos compositores a que se convencionou chamar do barroco tardio, (muito bem) acompanhado por outros como Bach, Georg Friedrich Händel (1685-1759) ou Domenico Scarlatti
(1685-1757). Pois deve-se igualmente a Vivaldi a colocação de um solista em diálogo com a orquestra, característica fundamental do concerto para um instrumento solista, em vez das duas massas em oposição características do concerto grosso. Dos cerca de 550 concertos que Vivaldi escreveu, aí uns 350 foram-no para instrumentos solistas, com particular destaque para o violino, que teve direito a mais de 230.

O concerto do próximo Sábado à noite na Casa da Música será totalmente dedicado ao período barroco, e estará a cargo de uma orquestra especialista na matéria, a Orquestra Barroca da União Europeia, e incluirá, entre outras obras, um Concerto para Violoncelo de Antonio Vivaldi.


Programa

Pietro Locatelli
Introduzione teatrale em si bemol, Op.4 Nº3.
"Il pianto d'Arianna", concerto para violino em mi bemol, Op.7 Nº6.
Antonio Vivaldi
Concerto para Violoncelo em sol menor, RV417.
Evaristo Dall'Abaco
Concerto a piu instrumenti em ré, Op.5 Nº6.
Pieter Hellendaal
Concerto grosso em sol menor, Op.3 Nº1.
Francesco Geminiani
"Follia", Variações sobre um tema de Corelli, Op.5 Nº12.
Christophe Coin (violoncelo), Lidewij van der Voort (violino)
Orquestra Barroca da União Europeia
Christophe Coin


Internet

Concerto Grosso
Wikipedia
/ Il Concerto Grosso

Antonio Vivaldi
Classical Music Pages / Wikipedia / Classical Net / Catalogue RV

02/02/2005

CDs #20: Scarlatti (1685-1757), Keyboard Sonatas

Um disco fantástico, este em que Vladimir Horowitz (1904-1989) interpreta ao piano sonatas de Domenico Scarlatti. Justamente chamado "Horowitz: The Celebrated Scarlatti Recordings", contém 20 sonatas gravadas em 1964 (18 delas) e 1967 (as 2 restantes).



O piano canta com o toque inconfundível de Horowitz, ao serviço da música de um compositor que passou boa parte da sua vida na Península Ibérica, primeiro em Lisboa, como mestre da corte portuguesa, e depois em Espanha, para onde partiu acompanhando Maria Bárbara, filha do rei D. João V (1689-1750), a quem dava aulas de teclado.

Serão outras histórias para outras alturas: a de Domenico Scarlatti, a de seu pai, Alessandro Scarlatti, igualmente compositor e, inevitavelmente, a de Vladimir Horowitz.

Entretanto, boas audições!


CD



Scarlatti
Keyboard Sonatas
Vladimir Horowitz, piano
Sony Classical 517487 2

24/10/2004

Concertos #1

No centenário da morte do compositor checo Antonin Dvorák (1841-1904), nada melhor do que ter a hipótese de ouvir ao vivo uma das suas mais emblemáticas obras. Foi ontem, Sábado, e a obra em causa o Stabat Mater. Para os menos atentos, refira-se que Stabat Mater ("Estava a mãe [do Salvador]"), é um poema do século XIII de autor anónimo, que fez parte da liturgia romana, foi banido pelo Concílio de Trento e recuperado nos inícios do século XVIII. Vários compositores escreveram partituras para esse poema, desde Domenico Scarlatti (1685-1757) até mais recentemente Rossini (1792-1868), Verdi (1813-1901), Poulenc (1899-1963) e, naturalmente, Dvorák.


Antonin Dvorak

O Stabat Mater foi composto por Dvorák num período dramático da sua vida em que, no espaço de um mês, perdeu os seus dois filhos (um por ingestão de veneno, outro vítima de varíola). Nessa altura pegou nos esboços anteriormente abandonados e atirou-se furiosamente ao trabalho. Completou a obra em 2 meses!, mas teve que esperar 3 anos pela sua estreia.

O concerto teve lugar na Igreja de S. Francisco, no Porto, e a interpretação esteve a cargo de:

Larissa Savchenco (meio-soprano), Ana Ester Neves (soprano)
Pedro Chaves (tenor), Ruben Amoretti (baixo)
Orfeão de Pamplona, Alfonso Huarte
Orquestra do Norte, José Ferreira Lobo

Foi uma óptima audição! Antonin Dvorák e a Igreja de S. Francisco voltarão a ser certamente assunto para futuras páginas. Por agora, ficam por aqui algumas fotos da igreja, tiradas antes do concerto.


Igreja de S. Francisco