Só nos fica bem, neste dia em que passam 58 anos sobre o seu falecimento, recordarmos aqui o grande maestro, violinista e pedagogo checo Václav Talich. Destacamos, em particular, a sua atividade como maestro e os largos anos que passou à frente da Orquestra Filarmónica Checa, entre 1919 e 1941.
Talich aproveitou essa passagem para promover incessantemente as obras dos compositores seus compatriotas, e não será descabido dizer que, se eles gozam hoje de um notável reconhecimento internacional, tal se deve em boa medida à ação deste maestro. Com ele, as obras de compositores checos como Antonín Dvorák (1841-1904), Leos Janácek (1854-1928), Bedrich Smetana (1824-1884) ou Josef Suk (1874-1935) ganharam novas vidas.
CD
'Great Conductors of the 20th Century - Vaclav Talich' Georg Benda Symphony for String Orchestra in B flat. Antonín Dvorák Symphony No.9 in E minor, 'From the New World'. The Water Goblin. Leos Janácek The Cunning Little Vixen - Suite (arr. Talich). Wolfgang Amadeus Mozart Symphony No.33 in B flat, K319. Vitezslav Novák Moravian-Slovak Suite: Amorous Couple, Op.32. Bedrich Smetana Prague Carnival - Introduction; Polonaise. Ma Vlast - Sarka. Josef Suk Serenade for String Orchestra, Op.6. Piotr Ilyich Tchaikovsky Suite No.4 in G, Op.61.
Czech Philharmonic Orchestra
Slovak Philharmonic Orchestra
Václav Talich
EMI 5 75483-2
O Concerto para Violoncelo de Antonín Dvorák (1841-1904) foi a segunda tentativa do compositor no género, escrita cerca de 30 anos depois da primeira. Acabou mesmo por ser a única que restou uma vez que Dvorák, insatisfeito com o resultado da primeira, acabou por descartá-la.
O francês Gautier Gapuçon passa por ser um dos mais visíveis violoncelistas da atualidade, tendo já tocado com (praticamente) todas as grandes orquestras, deste e do outro lado do Atlântico e, por tabela, com os mais reputados maestros.
Gautier Capuçon celebra hoje o seu 36º aniversário.
CD
Antonín Dvorák Cello Concerto in B minor, B191. Victor Herbert Cello Concerto No.2 in E minor, Op.30.
Gautier Capuçon (violino)
Frankfurt Radio Symphony Orchestra
Paavo Järvi
Virgin Classics 5 19035-2
O compositor checo Antonín Dvorák (1841-1904) faleceu em Maio de 1904, um acontecimento que se viria a revelar marcante na carreira de Josef Suk (1874-1935), genro de Dvorák e igualmente compositor. Um ano e pouco depois Otilie, esposa de Suk e filha de Dvorák, iria também falecer, o que marcou definitivamente Josef Suk que, de um estilo composicional que se pode definir como romântico tardio, passou para um outro nitidamente mais reservado, semeado de obras bem mais complexas e reveladoras das emoções que o assolavam.
O poema sinfónico Praga foi composto em 1904, marcando portanto a transição entre os dois períodos composicionais de Suk. Estreado no dia 18 de Dezembro de 1904, passam hoje 112 anos, antecedeu a composição da Sinfonia Asrael, a obra que assinalou a entrada no novo ciclo e, simultaneamente, a sua mais emblemática e conhecida.
SACD
Josef Suk A Summer's Tale, Op.29. Praga, Op.26.
BBC Symphony Orchestra
Jirí Belohlávek
Chandos CHSA5109 (2012)
A primeira tentativa de Antonín Dvorák (1841-904) para compor um concerto para violoncelo foi em 1865, bem no início da sua carreira como compositor, portanto. A coisa não saiu exactamente como ele esperava, pelo que o abandonou sem ter chegado sequer a proceder à respectiva orquestração.
Foram precisos quase 30 anos para Dvorák voltar ao assunto e, entre Novembro de 1894 e Fevereiro de 1895, lá se entreteve às voltas com um concerto para violoncelo. Um processo que, de novo, não esteve isento de peripécias: Hanuš Wihan (1855-1920), violoncelista amigo de Dvorák e dedicatário da obra, era o escolhido para o concerto de estreia, mas após várias desavenças (relacionadas com alterações que Wihan procurou fazer na obra sem autorização do compositor), e desencontros (relacionados com a data do concerto de estreia), acabou por ser Leo Stern (1862-1904) a ter a honra de ser o violoncelista responsável pela estreia da obra.
Estreia essa que teve lugar em Londres no dia 19 de Março de 1896, passam hoje 120 anos, com o próprio Dvorák à frente da orquestra.
CDs
Antonín Dvorák Cello Concerto in B minor, Op.104 B101. Edward Elgar Cello Concerto in E minor, Op.85.
André Navarra (violoncelo)
National Symphony Orchestra, Rudolf Schwarz
Hallé Orchestra, John Barbirolli
Testament SBT1204 (1954, 1957)
Antonín Dvorák Cello Concerto in B minor, Op.104 B101. Camille Saint-Saëns Cello Concerto No.1 in A minor, Op.33.
Mstislav Rostropovich (violoncelo)
London Philharmonic Orchestra
Carlo Maria Giulini
EMI GROC 5 67593-2
Antonín Dvorák Cello Concerto in B minor, Op.104 B101. Robert Schumann Cello Concerto in A minor, Op.129.
Mstislav Rostropovich (violoncelo)
USSR State Symphony Orchestra, Evgeni Svetlanov
London Symphony Orchestra, Benjamin Britten
BBC Legends BBCL4110-2 (1961, 1968)
Antonín Dvorák Cello Concerto in B minor, Op.104 B101. Jacques Ibert Concerto for Cello and Wind Instruments.
Jacqueline du Pré (violoncelo)
Royal Liverpool Philharmonic Orchestra, Charles Groves
Michael Krein Orchestra, Michael Krein
BBC Legends BBCL4156-2 (1962, 1969)
Antonín Dvorák Cello Concerto in B minor, Op.104 B101. Piano Trio No.4 in E minor, , 'Dumky', Op.90 B166.
Jean-Guihen Queyras (violoncelo), Isabelle Faust (violino), Alexander Melnikov (piano)
Prague Philharmonia
Jiří Bělohlávek
Harmonia Mundi HMC90 1867
Antonín Dvorák Cello Concerto in B minor, Op.104 B101. Piano Concerto in G minor, Op.33 B63.
Frantisek Maxian (pianof), Mstislav Rostropovich (violoncelo)
Czech Philharmonic Orchestra
Vaclav Talich
Supraphon SU3825-2 (1951, 1952)
Antonín Dvorák Cello Concerto in B minor, Op.104 B101. Victor Herbert Cello Concerto No.2 in E minor, Op.30.
Gautier Capuçon (violoncelo)
Frankfurt Radio Symphony Orchestra
Paavo Järvi
Virgin Classics 5 19035-2
Antonín Dvorák Cello Concerto in B minor, Op.104 B191. The Water Goblin, Op.107 B195. In Nature's Realm, Op.91 B168.
Zuill Bailey (violoncelo)
Indianapolis Symphony Orchestra
Jun Märkl
Telarc TEL32927-02
Antonín Dvorák Cello Concertos - in A major, B10; in B minor, Op.104 B191 (plus original ending). Lasst mich allein, Op.82 B157 No.1.
Steven Isserlis (violoncelo)
Mahler Chamber Orchestra
Daniel Harding
Hyperion CDA67917 (2012)
Antonín Dvorák Cello Concerto in B minor, Op.104 B191. Lasst mich allein, Op.82 B157 No.1 (arr. Lenehan). Rondo in G minor, Op.94 B171. Goin' Home (Theme from Symphony No.9, arr. Fisher/Lehenan). Songs my mother taught me, Op.55 B104 No.4 (arr. Grünfeld).
Silent Woods, Op.68 No.5 B173. Slavonic Dance in G minor, Op.46 B172 No.8.
Alisa Weilerstein (violoncelo), Anna Polonsky (piano)
Czech Philharmonic Orchestra
Jirí Belohlávek
Decca 478 5705
Antonín Dvorák Cello Concerto in B minor, Op.104 B101. Camille Saint-Saëns Cello Concerto No.1 in A minor, Op.33. Pablo Casals El cant dels ocells.
Pierre Fournier (violoncelo)
Swiss Festival Orchestral, István Kertész
Orchestre Philharmonique de l'ORTF, Jean Martinon
Audite AUDITE95.628 (1962, 1967, 1976)
Anton Bruckner Symphony No.8 in C minor. Antonín Dvorák Cello Concerto in B minor, Op.104 B101.
Enrico Mainardi (violoncelo)
Hessian Radio Symphony Orchestra
Eugen Jochum
Tahra TAH638/9
Piotr Ilyich Tchaikovsky Variations on a Rococo Theme, Op.33. Antonín Dvorák Cello Concerto in B minor, Op.104 B101.
Mstislav Rostropovich (violoncelo)
Berlin Philahrmonic Orchestra
Herbert von Karajan
Deutsche Grammophon 447 413-2 (1968)
Luigi Cherubini Anacreón Overture. Antonín Dvorák Cello Concerto in B minor, Op.104 B101. César Franck Symphony in D minor.
Paul Tortelier (violoncelo)
French Radio National Orchestra
Willem Mengelberg
Malibran Music CDRG188 (1944)
SACD
Antonín Dvorák Cello Concerto in B minor, Op.104 B101. Symphonic Variations, Op.78 B70.
Pieter Wispelwey (violoncelo)
Budapest Festival Orchestra
Iván Fischer
Channel Classics CCSSA25807
O plano inicial para hoje previa assinalar a passagem de mais um ano sobre o falecimento do compositor checo Antonín Dvorák (1841-1904), ocorrido no dia 1 de Maio de 1904. Intenção de breve duração, contudo, atendendo às inúmeras vezes em que este compositor já por aqui passou, e à ausência de grandes novidades susceptíveis de atrair a atenção de algum leitor mais distraído. Vai daí, houve que dar a volta ao texto e, partindo ainda de Dvorák, encontrar um outro assunto de alguma forma relacionado com este dia do trabalhador (e em que, por norma, a maioria de nós ainda trabalha menos do que nos outros dias...).
Pois dá-se a notável coincidência de o maestro Walter Susskind ter nascido a um dia 1 de Maio, no caso do ano de 1913, passam hoje 99 anos. E como diabo cheguei a este não tão conhecido como isso regente, perguntarão?! A ligação não é propriamente estreita, mas admitirão que também não é assim tão rebuscada: Susskind efectuou os estudos musicais no Conservatório de Praga, cidade onde nasceu, e teve lá como professor, entre outros, Josef Suk (1874-1935), genro de... Dvorák. Nada de particularmente avassalador, mas desculpa suficiente para ter hoje como convidado este nosso amigo.
Os alemães é que não foram muito amigos, e na altura em que Hitler informava as autoridades checoslovacas sobre as suas intenções invasoras, Susskind punha-se a milhas de Praga, rumo ao Reino Unido. O timing dificilmente poderia ter sido mais adequado: Susskind partiu no dia 13 de Março de 1939, apenas 2 dias antes da propalada invasão. Viria depois a desenvolver uma importante carreira de regente em vários países e continentes, destacando-se a Inglaterra, a Escócia, a Austrália, o Canadá e os Estados Unidos. Durante esse percurso, sendo essa outra das boas razões do meu apreço por ele, teve a oportunidade de partilhar o palco com alguns dos (grandes) músicos que por aqui já foram passando: Jascha Heifetz (1901-1987), Artur Rubinstein (1887-1982), Glenn Gould (1932-1982), Dennis Brain (1921-1957), Pierre Fournier (1906-1986), Szymon Goldberg (1909-1993), Leonard Pennario (1924-2008), Artur Schnabel (1882-1951), Shura Cherkassky (1909-1995), Tito Gobbi (1913-1984).
CDs
'Jascha Heifetz: The Unpublished Recordings'. Ludwig van Beethoven Romances - No.1 in G major, Op.40; No.2 in F major, Op.50. Ernest Chausson Poème, Op.25.
Edouard Lalo
Symphonie espagnole, Op.21.
Jascha Heifetz (violino)
Philharmonia Orchestra, Walter Susskind
San Francisco Symphony Orchestra, Pierre Monteux
Testament SBT1216 (1945, 1950) Johann Sebastian Bach Concerto for Two Violins and Strings in D minor, BWV1043.
Arthur Grumiaux, Jean Pougnet (violinos)
Philharmonia String Orchestra
Walter Susskind
Pristine Audio PASC093 (1946)
Solomon. Edvard Grieg Piano Concerto in A minor, Op.16. Franz Liszt Fantasia on Hungarian Folk Themes, S123. Robert Schumann Piano Concerto in A minor, Op.54.
Solomon (piano)
Philharmonia Orchestra
Herbert Menges, Walter Susskind
Testament SBT1231 (1948, 1958)
Johannes Brahms Violin concerto in D major, Op.77. Jean Sibelius Violin concerto in D minor, Op.47.
Ginette Neveu (violino)
Philharmonia Orchestra
Issay Dobrowen, Walter Susskind
EMI 7 61011-2 (1945, 1946)
Otakar Sourek (1883-1956) é hoje em dia um perfeito desconhecido, mas foi ele quem pôs ordem nas sinfonias do compositor checo Antonín Dvorák (1841-1904), após várias décadas de confusões. Das 9 sinfonias que Dvorák compôs apenas as últimas 5 foram editadas enquanto vivo e, além disso, numa ordem que não teve nada a ver com aquela por que foram escritas. Basta notar no facto de que a primeira sinfonia que editou foi a 6ª, corria já o ano de 1880, e que, por via disso, foi de imediato designada por Sinfonia Nº1...
Os últimos anos da década de 1870 tinham sido especialmente favoráveis para o reconhecimento internacional de Dvorák, primeiro com o sucesso das Danças Eslavas e, depois, com o obtido com as Rapsódias Eslavas. A estreia da 3ª Rapsódia Eslava teve lugar em Berlim em Setembro de 1879, sem que Dvorák estivesse presente, mas não faltou à estreia em Viena, em que o maestro austríaco Hans Richter (1843-1916) esteve à frente da Orquestra Filarmónica dessa cidade. Richter, deveras impressionado com a obra, solicitou a Dvorák que escrevesse uma sinfonia para a temporada seguinte, mas o compositor só começaria a trabalhar nela em Agosto de 1880, pelo que a estreia apenas aconteceu em 1881, no dia 25 de Março, passam hoje 131 anos. Apesar de dedicada a Richter, a referida estreia acabou por decorrer não em Viena, conforme previsto, mas em Praga, e com o maestro Adolf Cech (1841-1903) a dirigir a orquestra.
A Sinfonia Nº6 foi a última obra importante do período eslavo do compositor, e não esconde a influência do seu amigo Johannes Brahms (1833-1897), denotando mesmo algumas semelhanças com a Sinfonia Nº2 deste compositor, composta pouco tempo antes, em 1877. Justa homenagem de Dvorák aquele que tanto o ajudou, nomeadamente na publicação de várias das suas obras.
Antonín Dvorák Symphony No.6 in D major, Op.60. London Symphony Orchestra Colin Davis LSO Live LSO0526 (2004)
A música checa, apesar de não tão reconhecida como a alemã ou a austríaca, por exemplo, tem revelado extraordinários compositores ao longo dos tempos, nomeadamente desde o século XVII. Os seus expoentes foram, naturalmente, Antonín Dvorák (1841-1904) e Bedrich Smetana (1824-1884), mas, depois deles, já nos brindou com compositores como Leos Janácek (1854-1928), Vítezslav Novák (1870-1949), que ainda não passou por estas páginas, e Bohuslav Martinu (1890-1959).
Outro nome incontornável é o de Josef Suk (1874-1935) que, não sendo tão aventureiro como Janácek, acabou, de alguma forma, por representar uma certa extensão da obra de Dvorák. Os dois, aliás, estiveram intimamente ligados, ou não tivesse Suk sido aluno de Dvorák no Conservatório de Praga e, em 1898, casado com a filha deste, Otilie. Tiveram ainda em comum a sorte de ter um consagrado Johannes Brahms (1833-1897) a ajudar ao início das suas carreiras, promovendo as suas primeiras obras; no caso de Suk tal sucedeu com o seu opus 6, a Serenade for Strings.
O falecimento de Dvorák, em Maio de 1904, levou Suk a iniciar a escrita daquela que viria a ser a sua obra mais emblemática, a Sinfonia Asrael. A morte de Otilie, pouco mais de um ano depois, marcou mais um momento trágico, que o levou a rever a obra e a torná-la ainda mais sombria. Por altura do falecimento da esposa, Suk encontrava-se a trabalho no 4º andamento desta sinfonia; acabou por largar aquilo que dele já tinha composto, e escreveu um novo de raiz, que é geralmente considerado como sendo um retrato de Otilie, que nos é apresentada pelo violino. Foi também por esta altura que Suk adicionou o sub-título à obra, Asrael (ou Azrael), que é o Anjo da Morte, aquele que vigia os moribundos e tira as almas dos corpos. Esta sinfonia foi estreada no dia 3 de Fevereiro de 1907.
Josef Suk nasceu há 136 anos, no dia 4 de Janeiro de 1874.
Josef Suk Asrael, Op.27. Helsinki Philharmonic Orchestra Vladimir Ashkenazy Ondine ODE 1132-6 (2008)
A música de câmara teve um lugar importante no conjunto das obras do compositor checo Antonín Dvorák (1841-1904), facto que já tive a oportunidade de referir aqui mais do que uma vez (ver aqui e aqui). Seguindo cronologicamente as suas obras de câmara vemos as várias fases criativas por que Dvorák passou, desde as influências iniciais de Franz Liszt (1811-1886) e Richard Wagner (1813-1883) até ao período americano, passando pela utilização de melodias e danças checas, a característica mais saliente do seu período eslavo.
Uma das obras pertencente a esta fase eslava é o Quinteto para Piano e Cordas, Op.81 (B155), com a presença notada dos ritmos típicos da boémia, como a dumka (canto popular de origem ucraniana) e o furiant (dança popular checa), e foi composta entre Setembro e Outubro de 1887. Uns anos antes, em 1872, Dvorák tinha escrito um primeiro quinteto com piano na mesma tonalidade, lá, mas, desagradado com o resultado, encatrafiou a partitura numa gaveta; uns anos mais tarde, ao dar de nariz com ela, ainda a procurou corrigir, mas lá terá chegado à conclusão de que a coisa não tinha emenda e desistiu de vez. Foi então que decidiu partir do zero e, no curto espaço de 2 semanas, tinha o novo quinteto terminado e pronto a ser interpretado.
A estreia não tardou muito, e teria lugar no dia 6 de Janeiro de 1888, passam hoje 121 anos.
CDs
Antonín Dvorák Piano Quintet in A, B155. String Quartet No.12 in F, 'American', B179. Martin Roscoe (piano) Schidlof Quartet Linn Records CKD096
Antonín Dvorák Violin Concerto in A minor, B108. Piano Quintet in A, B155. Sarah Chang, Alexander Kerr (violinos), Wolfram Christ (viola), Georg Faust (violoncelo), Leif Ove Andsnes (piano) London Symphony Orchestra Colin Davis EMI Classics 5 57521-2 (2001, 2002)
Antonín Dvorák Quintet for Piano and Strings in A, B155. Jeremy Menuhin (piano) Chilingirian Quartet Chandos CHAN9173 (1990, 1992)
Janácek Quartet the complete recordings on deutsche grammophon Wolfgang Amadeus Mozart String Quartet No.14 in G major, K387, "Spring". Joseph Haydn String Quartets - in C major, Op.33 No.3; in E flat major, Op.33 No.2; in D minor, Op.76 No.2. Felix Mendelssohn Octet for Strings in E flat major, Op.20. Ludwig van Beethoven String Quartet No.8 in E minor, Op.59 No.2, "Razumovsky". Johannes Brahms Piano Quintet in F minor, Op.34. Antonín Dvorák Piano Quintet in A major, Op.81, B155. String Quartets - No.9 in D minor, Op.34, B75; No.12 in F major, Op.96, B179; No.10 in E flat major, Op.51, B92; No.14 in A flat major, Op.105, B193. Bedrich Smetana String Quartet No.1 in E minor, T116, "From My Life". Leos Janácek String Quartet No.2, "Intimate letters". Eva Bernáthová (piano), Smetana String Quartet Janácek String Quartet Deutsche Grammophon 474 010-2
A partida do maestro Rafael Kubelik de Praga foi causada pela instalação de um regime comunista na Checoslováquia; Kubelik, que em 1945 festejara naquela cidade a derrota do nazismo e o final da 2ª Guerra Mundial, dispensava bem, 3 anos passados, sujeitar-se a novo regime repressivo. A coisa quase se remediava 20 anos depois, mas os soviéticos, zelosos na defesa dos seus aliados, esmagaram a Primavera de Praga e repuseram a ordem, pelo que Kubelik apenas regressaria a Praga em 1990, após 42 anos de exílio.
Os últimos concertos dirigidos por Rafael Kubelik foram extraordinariamente simbólicos: a 18 de Outubro de 1891 voltou a dirigir a Orquestra Sinfónica de Chicago, em obras do seu compatriota Antonín Dvorák (1841-1904), no concerto final das comemorações do centenário dessa orquestra; no seu último concerto dirigiu a Orquestra Filarmónica Checa, de que tinha sido maestro principal entre 1942 e 1948, num tocante regresso às origens.
Rafael Kubelik faleceu há 12 anos, no dia 11 de Agosto de 1996.
CDs
Gustav Mahler Symphony No.1 in D. Symphonie-Orchester der Bayerischen Rundfunks Rafael Kubelik Audite 95.467 (1979)
Carl Orff Prometheus. Roland Hermann (barítono), Colette Lorand (soprano), Fritz Uhl (tenor), Joseph Greindl, Kieth Engen (baixos) Bavarian Radio Women's Chorus Bavarian Radio Symphony Orchestra Rafael Kubelik Orfeo C526 992 (1975)
Bedrich Smetana The Batered Bride - Overture; Polka; Furiant; Dance of the Comedians. Antonín Dvorák Legend, Op.59 No.10. Scherzo capriccioso, B131. Bohuslav Martinu Double Concerto, H271. Leos Janácek Sinfonietta. Philharmonia Orchestra Czech Philharmonic Orchestra Rafael Kubelik Testament SBT1181 (1946, 1949, 1950, 1951)
A Tribute to Rafael Kubelík - II. Obras de Dvorák, Wagner, Kubelík, Mozart, Ravel, Britten e Walton. Nelson Leonard (barítono) University of Illinois Choir and Men's Glee Club University of Illinois Women's Glee Club Chicago Symphony Orchestra Rafael Kubelík CSO 7544
Piotr Ilyich Tchaikovsky Violin Concerto in D major, Op.35. Symphony No.4 in F minor, Op.36. Pinchas Zukerman (violino) Symphonie-Orchester des Bayerischen Rundfunks Rafael Kubelik Audite 95.490
Leos Janácek Sinfonietta. Taras Bulba. Concertino. Rudolf Firkusny (piano) Bavarian Radio Symphony Orchestra Rafael Kubelik Deutsche Grammophon The Rosette Collection 476 2196
Ludwig van Beethoven Piano Concertos. Fantasia in C minor, 'Choral Fantasy', Op.80. Rudolf Serkin (piano) Bavarian Radio Symphony Orhestra Rafael Kubelik Orfeo C647 053D
Rafael Kubelik Rare Recordings 1963-1974. English Chamber Orhestra Chor und Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks Berlin Philharmonic Orchestra Royal Concertgebouw Orchestra Rafael Kubelik Deutsche Grammophon 477 5838
Ludwig van Beethoven Symphonies - No.2 in D major, Op.36; No.6 in F major, OP.68. Bavarian Radio Symphony Orchestra Rafael Kubelik Audite 95.531 (1967, 1971)
Karl Amadeus Hartmann Symphonische Hymnen. Concerto funebre. Konzert für Klavier, Bläser und Schlagzeug. Wolfgang Schneiderhan (violino), Maria Bergmann (piano) Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks Rafael Kubelik Orfeo d'Or C718 071B (1972-75)
Antonín Dvorák Die Hussiten, Op.67. Johannes Brahms Violinkonzert D-Dur, Op.77. Henryk Szeryng (violino) Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks Rafael Kubelik Orfeo d'Or C719 071B (1967)
Josef Suk Asrael, Symphony for Orchestra, Op.27. Bavarian Radio Symphony Orchestra Rafael Kubelik Panton 81 1101-2
SACD
Franz Schubert Symphonies - No.8, D944; No.3, D200. Bavarian Radio Symphony Orchestra Rafael Kubelik Audite 92.542 (1969, 1977)