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25/05/2009

Sinfonias #37: Sinfonia Nº3, de George Enescu

O romeno George Enescu (1881-1955), que já uma vez passou por estas páginas, estudou em Viena e em Paris, tendo tido aulas com alguns pesos pesados da história da música: Josef Hellmesberger (1828-1893), Robert Fuchs (1847-1927), Jules Massenet (1842-1912) e Gabriel Fauré (1845-1924). Enescu, violinista virtuoso dotado de uma memória extraordinária, nunca tomou como actividade principal a composição, e o conjunto da sua obra é ainda hoje pouco conhecido. É geralmente considerado, contudo, como o grande compositor do seu país, estando para a Roménia um pouco como Béla Bartók (1881-1945) está para a Hungria.

Enescu compôs 3 sinfonias, a primeira em 1905, a segunda entre 1912 e 1914, e a terceira entre 1916 e 1918. Esta última, transpirando Brahms por todos os poros, além de um coro, exige uma orquestra de dimensões apreciáveis, que deverá incluir, nomeadamente, 12 contrabaixos. Será outra das razões para o pequeno, muito pequeno número de boas gravações disponíveis, destacando-se uma do nosso Lawrence Foster (1941-).

A estreia da Sinfonia Nº3 de George Enescu teve lugar no dia 25 de Maio de 1919, passam hoje 90 anos.


CD



George Enescu
Symphonies - No.1 in E flat major, Op.13.; No.2 in A major, Op.17;
No.3 in C major, Op.21. Vox maris.
Catherine Sydney (soprano), Marius Brenciu (tenor)
Les Éléments Chamber Choir
Monte-Carlo Philharmonic Orchestra
Lyon National Orchestra
Lawrence Foster
EMI 5 86604-2
(1992, 2004)


Internet



George Enescu
George Enescu / International Enescu Society / International Festival and Competition George Enescu / Naxos / Bach Cantatas Website / Answers.com / Wikipedia

20/09/2007

SACDs #13: Sibelius, Kullervo

O compositor finlandês Jean Sibelius (1865-1957), ao contrário de outros que por aqui já passaram, não foi um talento precoce com uma entrada antecipada no mundo da música, nem teve uma longa carreira dedicada à composição; bem pelo contrário, a sua última composição, A Tempestade, data de 1925 e, nos últimos 30 anos da sua vida, dedicou-se quase em exclusivo à revisão de uma parte das suas obras. Nada que abalasse a sua reputação do maior sinfonista finlandês, e um dos mais representativos da sua geração, contudo, pelo que pôde viver dos louros... e da pensão vitalícia que lhe tinha sido atribuída em 1897, evidentemente!

Depois de efectuados os primeiros estudos musicais em Helsínquia, na segunda metade da década de 1880, Sibelius prosseguiu-os em Berlim, cidade onde permaneceu entre 1889 e 1890, para estudar contraponto com o professor, e igualmente compositor, Albert Becker (1834-1899). Aí teve a oportunidade de assistir a concertos ao vivo com várias celebridades já nossas conhecidas, como Hans von Bülow (1830-1894) e Joseph Joachim (1831-1907), além de ter travado conhecimento com Ferruccio Busoni (1866-1924). Depois de uma breve estadia em Helsínquia, Sibelius iria assentar arraiais em Viena, onde viveria entre 1890 e 1891 para continuar os estudos musicais, primeiro com Karl Goldmark (1830-1915) e depois com Robert Fuchs (1847-1927).

Foi nessa cidade que, instado por Goldmark a investir mais nas suas composições, Sibelius começou magicar a Sinfonia Kullervo, obra que terminaria em Abril de 1892, já no seu país natal. Um misto de sinfonia, poema sinfónico e cantata, Kullervo baseia-se na epopeia nacional finlandesa Kalevala, compilada pela etnógrafo Elias Lönnrot (1802-1884). A estreia, a 28 de Abril de 1892, foi um sucesso, o primeiro de Sibelius que, contudo, nunca mais permitiu que a obra fosse interpretada. Tal só viria a acontecer na década seguinte à do seu falecimento, sem que, contudo, viesse a atingir a popularidade de outras obras do compositor. Irrelevante para este vosso amigo, claro, e fosse o CD um LP e já estaria assim para o transparente...

Hoje assinala-se o cinquentenário do falecimento de Jean Sibelius.




Jean Sibelius
Kullervo.
Peter Mattei (barítono), Monica Groop (meio-soprano)
Men of the London Symphony Chorus
London Symphony Orquestra
Colin Davis
LSO Live LSO0574
(2005)


Internet

Jean Sibelius
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