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29/04/2018

Maestros #79: Malcolm Sargent (1895-1967)

Malcolm Sargent foi um maestro inglês reconhecido pela queda que tinha para as obras vocais, mas também pela incansável divulgação das obras dos seus compatriotas. Foi o maestro principal dos famosos Concertos Promenade, entre 1948 e 1967, ano da sua morte. Dirigiu inúmeras last nights dos Proms, devendo-se-lhe em grande parte a popularidade de que elas atualmente ainda gozam. Mas, se por um lado lá brilhou, por outro também fez brilhar, e foi no seu reinado que se verificaram as estreias nos Proms de alguns dos mais reputados maestros da altura, como Pierre Boulez (1925-2016), Carlo Maria Giulini (1914-2005), Bernard Haitink (1929-), Georg Solti (1912-1997) e Leopold Stokowski (1882-1977).

As composições de Edward Elgar (1857-1934) foram presença assídua nos concertos e nas gravações de Malcolm Sargent, e é com ambos que ficamos hoje, dia em que passam 123 anos sobre o nascimento deste maestro.


CD



Frederick Delius
Violin Concerto
Edward Elgar
Violin Concerto in B minor, Op.61.
Albert Sammons (violino)
Liverpool Philharmonic Orchestra, Malcolm Sargent
New Queen's Hall Orchestra, Henry Wood
Naxos Historical 8.110951
(1929, 1944)

Edward Elgar
Elgar's Interpreters on Record, Volume 5
The Dream of Gerontius (excerpts). Caractacus (excerpts). With Proud Thanksgiving.
I. Baillie, E. Suddaby (soranos), A. Desmond, M. Brunskill, M. Jarred (contratenores),
H. Nash, W. Widdop, E. Reach (tenores), A. Cranmer, E. Brown (barítonos),
H. Stevens, K. Falkner (baixos)
Hallé Choir
Hallé Orchestra, Malcolm Sargent
City of Birmingham Symphony Orchestra, Stanford Robinson
Elgar Editions EECD003-5

Edward Elgar
Enigma Variations
Albert Coates
Purcell Suite
Gustav Holst
The Perfect Fool, Op.39
Georg Friedrich Handel
Messiah, HWV56 - Overture; Pastoral Symphony
Samuel Coleridge-Taylor
Othello Suite, Op.79.
London Symphony Orchestra
Malcolm Sargent
Beulah 2PD13


Youtube



Malcolm Sargent
Bach Cantatas Website / BBC / Wikipedia

16/06/2013

CDs #230 : The Genius of Dino Ciani

Depois de Vlado Perlemuter (1904-2002), continuo com outro pianista que foi aluno de Alfred Cortot (1877-1962), o italiano Dino Ciani (1941-1974), que estudou com Cortot em 3 cidades: Siena, Lausana e Paris.

Ciani faleceu novo, com 32 anos, num acidente rodoviário em Roma, pelo que, ao contrário de Perlemuter, teve uma carreira muito curta. Curta mas memorável, com participações em concertos com alguns dos mais conceituados maestros, como Claudio Abbado (1933-), Carlo Maria Giulini (1914-2005) ou John Barbirolli (1899-1970), para mencionar apenas alguns, o que, de certa forma, fez dele um pianista de culto.

Dino Ciani nasceu há 72 anos, no dia 16 de Junho de 1941.


CD



The Genius of Dino Ciani
Claude Debussy
Préludes - Book 1; Book 2.
Robert Schumann
Noveletten, Op.21.
Carl Maria von Weber
Piano Sonatas - No.2 in A flat, Op.39; No.3 in D minor, Op.49.
Béla Bartók
Out of Doors, Sz81 - No.4, Night Music; No.5, The Chase.
Dino Ciani (piano)
Brilliant Classics 94069
(1961,1968, 1970, 1972)


Internet



Dino Ciani
Dino Ciani Official Site / Associazione Musicale Dino Ciani / Festival e Accademia Dino Ciani / Associazione Dino Ciani / Wikipedia

14/06/2008

CDs #168: Busoni, Franck, Dvorák, Giulini

O italiano Carlo Maria Giulini (1914-2005) foi o primeiro maestro de que por aqui falei, por ocasião do seu 90º aniversário. Depois disso já por aqui passaram vários discos em que ele era o maestro de serviço, dirigindo os Concertos para Violoncelo de Antonín Dvorák (1841-1904) e Camille Saint-Saëns (1835-1921), Michelangeli no Concerto para Piano Nº13 de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), as Sinfonias Nºs 2 e 6 de Piotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893) e o Requiem de Benjamin Britten (1913-1976). É, está visto, um dos maestros preferidos por estas bandas, e também um dos favoritos da cena internacional, pelo trato e simpatia. E é esta faceta que eu quero realçar aqui hoje, socorrendo-me das palavras de terceiros (fonte: La Symphonie des Chefs, de Robert Parienté).

Para Philippe Aïche, primeiro violino da Orquestra de Paris, "Giulini foi uma personalidade rara, portador de uma grande generosidade, um verdadeiro mestre", e para Roland Daugareil, igualmente primeiro violino nessa orquestra, "foi um mágico, um dos grandes maestros que teve a oportunidade de conhecer". Já para maestros nossos conhecidos, como Simon Rattle, "Carlo Maria Giulini é o meu herói, para este cavalheiro a música é um acto de amor", e diz-nos Myung-Whun Chung, que foi seu assistente em Los Angeles, que "Giulini ensinou-me a amar e respeitar o compositor e os músicos".

No disco que aqui trago hoje Giulini interpreta obras de 3 compositores que já por aqui igualmente passaram: Dois Estudos do italiano Ferruccio Busoni (1866-1924), um Poema Sinfónico do belga César Franck (1822-1890) e uma Sinfonia do checo Antonín Dvorák (1841-1904).

Carlo Maria Giulini faleceu há 3 anos, no dia 14 de Junho de 2005.




Ferruccio Busoni
Two Studies on "Doktor Faust" - Sarabande and Cortège.
César Franck
Symphonic Poem "Psyché et Eros".
Antonín Dvorák
Symphony No.8 in G major, Op.88.
Kölner Rundfunk-Sinfonie-Orchester
Carlo Maria Giulini
Profil PH06011
(1958, 1971)


Internet

Carlo Maria Giulini
Bach Cantatas Website / Diário de Notícias / Wikipedia / Carlo Maria Giulini, grande servitore della musica / Carlo Maria Giulini, discographie complète

04/12/2006

CDs #108: Britten, War Requiem

Sujeita a fortes bombardeamentos durante a 2ª Guerra Mundial, a Catedral de Coventry ficou quase totalmente destruída e, no concurso lançado em 1950 aberto a arquitectos da Commonwealth, venceu o projecto apresentado por Basil Spence (1907-1976). As obras estenderam-se entre 1956 e 1962 e, ainda antes de terminarem, já o nosso arquitecto era Sir Basil Spence, pois fica sempre bem reconhecer o mérito a quem o tem.

Benjamin Britten (1913-1976) foi convidado a escrever uma obra para a festa da inauguração da nova catedral, e apresentou um requiem que, de convencional, pouco tinha. A uma Missa de Requiem em Latim sobrepôs poemas do poeta inglês Wilfred Owen (1893-1918), morto em França durante as operações da 1ª Guerra Mundial, apenas uma semana antes do fim dessa guerra. A parte da missa é cantada pelo coro principal, por um coro de rapazes e por um soprano que, na estreia, deveria ter sido a russa Galina Vishnevskaya (1926-), mas que acabou por ser a irlandesa Heather Harper (1930-); os textos de Wilfred Owen ficam a cargo de uma orquestra de câmara, de um tenor e de um barítono que, na estreia, foram respectivamente Peter Pears (1910-1986) e Dietrich Fischer-Dieskau
(1925-).

A obra registou um enorme, quanto inesperado, sucesso e, num curto espaço de tempo, foi interpretada em várias cidades: Berlim, em Novembro de 1962; Londres, em Dezembro desse ano; Amesterdão, em Julho de 1964; e em Viena, em Outubro do mesmo ano. A lista de maestros envolvidos é igualmente impressionante: além do próprio Britten, Meredith Davies (1923-2005), Colin Davis (1927-), Bernard Haitink (1929-), Ernest Ansermet (1883-1969),...

Neste disco aqui hoje trazido, gravado em Abril de 1969, a regência esteve a cargo do italiano Carlo Maria Giulini
(1914-2005). Giulini, falecido há cerca de um ano e meio, tinha dirigido pela primeira vez esta obra em Setembro do ano anterior ao desta gravação, embora tivesse estado na calha para o ter feito em 1963, aquando da celebração do 50º aniversário de Britten. Esta gravação conta ainda com a participação de Peter Pears, um dos solistas de serviço na estreia do War Requiem.

Benjamin Britten faleceu há 30 anos, no dia 4 de Dezembro de 1976.




Benjamin Britten
War Requiem.
Stefania Woytowicz (soprano), Peter Pears (tenor),
Hans Wilbrink (barítono)
Wandsworth Scholl Boys' Choir
Melos Ensemble
New Philharmonia Chorus
New Philharmonia Orchestra
Carlo Maria Giulini
BBC Legends BBCL4046-2


Internet

Benjamin Britten
Classical Music Pages
/ Wikipedia / Benjamin Britten / War Requiem

14/06/2006

CDs #86: Tchaikovsky, Symphonies 2 & 6

Nos finais do ano passado andei às voltas com o Grupo dos Cinco (neste e neste postais), formado por cinco compositores russos (Balakirev, Borodin, Cui, Mussorgsky e Rimsky-Korsakov), e que tinha como principal objectivo a criação de uma escola de composição distintamente russa. Pyotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893), contemporâneo do Grupo dos Cinco, nunca pertenceu ao grupo mas, em 1869, recebeu o incentivo de Mily Balakirev (1837-1910) para compôr a Fantasia-Abertura Romeu e Julieta. Bem vistas as coisas, pode-se mesmo dizer que recebeu vários incentivos, já que Balakirev o forçou a reescrever a obra diversas vezes, até que ficasse a preceito... Não foi um apoio desinteressado, passe-se a deselegância da expressão, mas resultante do facto de Balakirev ter-se apercebido da eminência do aparecimento de uma nova e importante voz na criação do tal estilo tipicamente russo. Aquele estilo que se pretendia independente dos estilos estrangeiros, em particular do modelo germânico.

Em 1872, quando se encontrava em Moscovo, Tchaikovsky terminou a 2ª Sinfonia, que seria estreada no dia 26 de Janeiro de 1873. O maestro de serviço foi o do costume, que já tinha estreado a e viria ainda a estrear as e 4ª sinfonias: Nikolai Rubinstein (1835-1881). Aquele mesmo que, no Natal de 1874, iria recusar-se a interpretar o Concerto para Piano que Tchaikovsky lhe tinha escrito...

Em 1879, Tchaikovsky procederia a uma revisão da sinfonia, e esta nova versão seria estreada no dia 31 de Janeiro de 1881. Tal como em Romeu e Julieta, a influência de Berlioz perpassa toda a obra. É que, ao contrário do que alguns esperavam, Tchaikovsky vir-se-ia a revelar um compositor cosmopolita, no sentido em que foi culturalmente influenciado por outros países, como a Itália, a França e a... Alemanha!

Neste duplo CD, gravado entre 1956 e 1962, à frente da Orquestra Filarmonia encontra-se o grande maestro italiano Carlo Maria Giulini (1914-2005), falecido há precisamente um ano.




Pyotr Ilyich Tchaikovsky
Symphony No.2 in C minor, Op.17, "Little Russian".
Francesca da Rimini, Op.32.
Symphony No.6 in B minor, Op.74, "Pathétique".
Romeo and Juliet.
Philharmonia Orchestra
Carlo Maria Giulini
EMI Classics 5 86531-2


Internet

Tchaikovsky
/ Classical Music Pages / Wikipedia
Carlo Maria Giulini
/ bbc.co.uk / Wikipedia

05/01/2006

CDs #66: Michelangeli, Mozart, Ravel

O início da década de 80 foi particularmente difícil para Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), que foi dispensado pelo arcebispo de Viena e mesmo proibido de dar concertos. Pelo vistos o arcebispo não era particularmente sensível aos êxitos do jovem génio...


Wolfgang Amadeus Mozart

Mozart teve então que se virar para outro lado, pois havia que garantir sustento: deu aulas de piano e compôs por encomenda, como foi o caso da ópera Die Entführung aus dem Serail, escrita em 1782 e estreada em Julho desse mesmo ano. Começou ainda a dar concertos nas casas dos mais abonados e, num curto espaço de tempo, entre 1782 e 1784, compôs 9 Concertos para Piano! Um deles, o Concerto para Piano Nº13, K415, teve a sua estreia no dia 22 de Março de 1783, com o próprio Mozart ao piano.


Arturo Benedetti Michelangeli

De Arturo Benedetti Michelangeli (1920-1995), nascido passam hoje 86 anos, já falámos neste postal
, a propósito de um outro disco em que interpretava obras de Mozart e de Ludwig van Beethoven (1770-1827).

Igualmente corredor de automóveis, médico e piloto, foi obviamente como pianista que Michelangeli ganhou fama mundial, pelo seu virtuosismo e pela frequência com que cancelou turnés e concertos à última hora... Foi ainda professor e, entre os seus alunos, contaram-se Maurizio Pollini e Martha Argerich.

As gravações deste disco foram efectuadas em duas sessões distintas: a primeira no dia 15 de Dezembro de 1951 (Mozart), e a segunda cerca de ano depois (Ravel). O som é pouco mais que sofrível, mas as notas que acompanham o CD dizem que, mesmo assim, resulta de um "cuidadoso processo de restauro" que permitiu melhorá-lo significativamente em relação à edição original da Fonit Cetra.

Refira-se, a terminar, a presença de Carlo Maria Giulini
, maestro recentemente falecido.



Wolfgang Amadeus Mozart
Concerto per Pianoforte n.13 in Do maggiore KV415.
Maurice Ravel
Concerto per Pianoforte in Sol maggiore.
Valses nobles et sentimentales.
Arturo Benedetti Michelangeli (piano)
Orchestra Sinfonica di Roma della RAI, Carlo Maria Giulini
Orchestra Sinfonica di Torino della RAI, Nino Sanzogno
Urania URN 22.230


Internet

http://arturobenedettimichelangeli.com/
http://www.aura-music.com/arturo/default.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/Arturo_Benedetti_Michelangeli
http://sostenuto.piano.free.fr/A.B.Michelangeli.html

04/10/2005

Sinfonias #8: Sinfonia Nº1, de Antonín Dvorák

Enquanto por cá nos vamos entretendo a esquecer os mortos e a crucificar os vivos, vilipendiando-os de formas inacreditáveis, outros, porventura mais avisados e, certamente, mais ajuízados, recordam e homenageiam os seus maiores, que o futuro existe (apenas?) para quem respeita o seu passado.

Quem, como nós recentemente, tiver a oportunidade de vaguear por Praga, não pode deixar de ficar impressionado com o orgulho com que por lá preservam e exibem a sua história, dando o devido realce aos seus principais intervenientes. O Museu Nacional de Praga, que encima orgulhosamente a Praça Venceslau, é disso um exemplo magnífico. De entre as largas dezenas de estátuas que preenchem vários dos seus espaços, destaco duas, de dois autênticos heróis nacionais checos: as dos compositores Bedrich Smetana (1824-1884) e Antonín Dvorák (1841-1904).




De Dvorák já por aqui falámos mais do que uma vez: a propósito do centenário da sua morte, assinalado no ano passado neste postal
e, mais recentemente, para chamar a atenção de um disco contendo o seu Concerto para Violoncelo, com a orquestra dirigida pelo saudoso Carlo Maria Giulini (1914-2005). Houve ainda um outro postal, publicado em finais de Julho, nessa altura para falar do Quarteto de Cordas Nº10. Desta vez o móbil é o aniversário da estreia da Sinfonia Nº1, ocorrida em Brno no dia 4 de Outubro de 1936.


Antonín Dvorák

Ao contrário do que se poderia pensar, a Sinfonia Nº1 de Dvorák foi a última das suas 9 sinfonias a ser estreada! Foi mesmo a única a ser estreada no século XX. E porquê? É que foi com essa obra que Dvorák se apresentou num concurso na Alemanha e, não só foi recusada, como ainda não lhe devolveram sequer a partitura! Esta seria encontrada apenas em 1925, quando se julgava perdida para todo o sempre, até pelo facto do próprio autor ter afirmado que tinha procedido à sua destruição.

Uma última curiosidade: até 1917, quando finalmente Otakar Sourek colocou ordem na casa, reinou a confusão quanto à numeração das sinfonias de Dvorák. A aparecia como , por exemplo, e as 4 primeiras nem na lista apareciam. O famoso síndroma da 9ª sinfonia...


CDs



Antonín Dvorák
Symphony No.1 in C minor, B9. Legends, Op.59 Nos.1-5.
Slovak Philharmonic Orchestra
Stephen Gunzenhauser
Naxos 8.550266

Antonín Dvorák
Symphonies - No.1 in C minor, B9; No.2 in B flat, B12; No.3 in E flat, B34.
Staatskapelle Berlin
Otmar Suitner
Berlin Classics 0092 822BC


Internet

http://membres.lycos.fr/magnier/composit/smetana.html
http://members.tripod.com/~Nash_K/main.html
http://www.classicalarchives.com/bios/codm/dvorak.html
http://w3.rz-berlin.mpg.de/cmp/dvorak.html
http://www.fuguemasters.com/dvorak.html

19/05/2005

CDs #37: Dvorák, Saint-Saëns, Cello Concertos

Duas das mais apreciadas obras para violoncelo, um dos mais conceituados intérpretes do instrumento, uma orquestra no seu apogeu e um maestro à altura das circunstâncias. Este último, o italiano Carlo Maria Giulini, está de parabéns, pois hoje comemora o seu 91º aniversário. E nós também, por termos o privilégio de, entre outros igualmente extraordinários, podermos ouvir o disco objecto do postal de hoje.


Carlo Maria Giulini

Enquanto violista Giulini tocou sob a orientação de maestros como Wilhelm Furtwängler (1886-1954), Otto Klemperer (1885-1973) e Bruno Walter (1876-1962). Destes três só um não se daria mal com a ascensão do nacional-socialismo, mas isso são outras histórias... Como maestro, Giulini esteve à frente, entre outras, das orquestras do Teatro alla Scala de Milão
, Filarmónica de Viena, Sinfónica de Chicago e Filarmónica de Londres.

Estas gravações dos Concertos para Violoncelo de Dvorák
(1841-1904) e Saint-Saëns (1835-1921) foram efectuadas em Londres em Abril e Maio de 1977. As obras foram cuidadosamente ensaiadas pela orquestra, contudo sem a presença do solista, Mstislav Rostropovich (1927-), que chegou atrasado por dificuldades nas ligações aéreas. Problema? Nenhum!: sentou-se, preparou-se, e menos de um minuto depois estavam a gravar. Resultado? Um daqueles discos para a ilha deserta...



Antonín Dvorák
Cello Concerto in B minor, Op.104.
Camille Saint-Saëns
Cello Concerto No.1 in A minor, Op.33.
Mstislav Rostropovich
London Philharmonic Orchestra
Carlo Maria Giulini
EMI GROC 5 67593-2

16/07/2004

Maestros #1: Carlo Maria Giulini (1914-)



O maestro Carlo Maria Giulini nasceu em Barletta, Itália, em Maio de 1914. Comemorou este ano o nonagésimo aniversário, e da sua vida de maestro destaco algumas datas relevantes:

  • 1944 - Estreia-se como maestro, depois de vários anos como tocador de viola.
  • 1955 - Primeiros concertos nos Estados Unidos, em Chicago.
  • 1969 - Maestro convidado da Orquestra Sinfónica de Chicago.
  • 1973 - Maestro Principal da Orquestra Sinfónica de Viena (até 1976).
  • 1978 - Director Musical da Orquestra Filarmónica de Los Angeles (até 1984).

Da sua vasta discografia há um disco que aprecio especialmente: a gravação ao vivo da Missa de Requiem de Verdi, efectuada em 1963 no Royal Albert Hall. O disco saiu na editora BBC Legends, com a referência BBCL4029-2. Fica o registo, e a vontade de evitar tributos e homenagens póstumos.