A página na internet da Câmara Municipal da Golegã, em relação ao Atelier Fotográfico de Carlos Relvas (Casa Estúdio), diz-nos o seguinte:"Em 2002 iniciou-se a restauração e reabilitação do imóvel, tendo-lhe sido devolvidas a sua dignidade e traça original em finais de 2003, processo ao longo do qual foram respeitados os conceitos de ética de intervenção, face ao valor patrimonial e cultural em presença."
Para depois, justificadamente, se gabar de que
"Assim, o IPPAR e a Câmara Municipal da Golegã, a que se juntou agora o IPM, devolveram à fruição colectiva um dos edifícios mais relevantes do património nacional, com repercussão internacional. A Câmara Municipal através de recente candidatura ao POC inicia, agora, um programa de valorização, reutilização e animação da Casa-Estúdio."

Desconhecemos o que é que os inquilinos do edifício camarário entendem por fruição colectiva, e se tal será compatível com o facto de, um ano depois, continuarem a manter a casa-estúdio de Carlos Relvas (1838-1894) religiosamente fechada. No ano passado, fomos informados de que abriria antes do final da Primavera; este ano, nem nos demos ao trabalho de telefonar. O resultado foi o mesmo, voltamos a dar com o nariz na porta, mas sempre poupámos na conta do telefone...

E assim, em relação ao texto aqui publicado em Setembro do ano passado, nada mudou, apenas as fotografias, apesar de parecerem iguais, são um ano mais novas. E mantém-se também a nossa teimosia: para o ano havemos de lá voltar, mantendo a esperança de que os autarcas passem a zelar melhor pela famosa fruição colectiva. Podiam começar por ganhar alguma vergonha, sempre ajudava.
P. S.
Já depois do passeio, contactámos a Câmara Municipal da Golegã, utilizando o meio que disponibilizam nas suas páginas na internet. Uma semana depois continuamos à espera da resposta a uma pergunta tão básica quanto esta: "Quando prevêem abrir ao público a Casa-Estúdio de Carlos Relvas?"





