Mostrar mensagens com a etiqueta Gounod. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gounod. Mostrar todas as mensagens

17/06/2009

Óperas #21: Roméo et Juliette, de Charles Gounod

Foi logo no início da década de 1850 que o compositor francês Charles Gounod (1818-1893) escreveu a sua primeira ópera que, por evidente falta de qualidades dramáticas, foi um rotundo insucesso. As duas que se seguiram não contribuíram de forma alguma para aumentar o prestígio de Gounod até que, em 1859, teve lugar a estreia de Faust, uma das óperas mais bem sucedidas de sempre.

O sucesso foi enorme e nunca mais repetido com qualquer outra obra sua, nomeadamente com a ópera Roméo et Juliette, que estreou em Paris em Abril de 1867. Os libretistas Jules Barbier (1825-1901) e Michel Carré (1821-1872) seguiram de muito perto o texto de William Shakespeare (1564-1616), embora conservando apenas os elementos mais significativos Se Hector Berlioz (1803-1869) já não tinha ficado nada convencido com a utilização que Vincenzo Bellini (1801-1835) tinha feito da obra do poeta inglês, na sua ópera I Capuleti e i Montecchi, muito menos o terá ficado com a de Gounod, não só pela chegada tardia ao grupo (a primeira metade do século XIX em Paris tinha ficado marcada por uma shakespearmania...), como pela óbvia fonte de inspiração: a sinfonia dramática Roméo et Juliette, de... Berlioz!

Charles Gounod nasceu há 191 anos, no dia 17 de Junho de 1818.


CDs



Charles Gounod
Roméo et Juliette.
Plácido Domingo, Paul Clarke (tenores), Ruth Ann Swenson, Susan
Graham (sopranos), Alastair Miles (baixo), Kurt Ollmann, Alan
Vernhes, Christopher Maltman (barítonos), Sarah Walker (meio-soprano)
Bavarian Radio Chorus
Munich Radio Orchestra
Leonard Slatkin
RCA Red Seal 09026 68440-2
(1995)

Farrar in French Opera.
Ambroise Thomas
Mignon - Connais-tu le pays?
Georges Bizet
Carmen - L'amour est un oiseau rebelle (Habanera); Si tu m'aimes, Carmen.
Charles Gounod
Roméo et Juliette - Je veux vivre (Waltz)
Jules Massenet
Manon - Allons! Il le faut... Adieu, notre petite table.
Thaïs - Te souvient-il du lumineux voyage.
Jacques Offenbach
Les Contes d'Hoffmann - Belle nuit, ô nuit d'amour.
Geraldine Farrar (soprano), Edmond Clément, Giovanni Martinelli (tenores),
Antonio Scotti, Pasquale Amato (barítonos)
Milan La Scala Orchestra
Arturo Toscanini
Nimbus NI7872

Janine Micheau
French Opera Arias.
Arias by Gustave Charpentier, Ambroise Thomas, Jacques Offenbach,
Charles Gounod, Georges Bizet, Emmanuel Chabrier.
Janine Micheau (soprano), Jean Mollien, Libero de Luca, Pierre
Gianotti (tenores)
Orchestre de la Société des Concerts du Conservatoire
Paris National Opera Theater Orchestra
Alberto Erede, Roger Désormière, Jean Fournet
Testament SBT1347


Internet



Charles Gounod
Charles Gounod - His life, his works... / Answers.com / Naxos / Classical Net / Suite101.com / Bach Cantatas Website / Classical Archives / 8notes.com / Wikipedia

19/03/2009

Óperas #19: Faust, de Charles Gounod

Um dos problemas de ter uma obra de grande sucesso é o de se ignorarem quase por completo todas as outras do mesmo autor, e é um bocado isso o que se passa com o compositor francês Charles Gounod (1818-1893) e a ópera Fausto. Gounod é Faust e Faust é Gounod, e esquecemos tudo o resto que ele compôs; e algumas das outras obras até tiveram algum sucesso, como a cantata Fernand. Não é muito conhecida hoje?! Pois não, mas, em 1839, foi com ela que venceu o famoso Prix de Rome, coisa que Maurice Ravel (1875-1937) nunca conseguiu, apesar de a ele ter concorrido variadíssimas vezes!

A ópera Faust baseia-se, obviamente, na obra de Goethe (1749-1832), muito popular entre os compositores franceses na 1ª metade do século XIX: Louise Bertin (1805-1877) começou a compôr a sua versão operática de Fausto em 1826, mas a ópera apenas seria estreada, com pouco sucesso, em 1831; e o nosso bem conhecido Hector Berlioz (1803-1869) estreou La damnation de Faust em 1846. Mais uma vez Berlioz antecipou-se a Gounod, pois já tinha igualmente vencido o Prix de Rome, em 1830, portanto 9 anos antes do seu rival...

A ópera Faust de Gounod foi estreada em Paris no dia 19 de Março de 1859, passam hoje 150 anos. A versão original sofreu depois várias modificações, com algumas adições efectuadas, umas em 1863 e outras logo depois no ano seguinte; a última alteração foi efectuada em 1869, com a inclusão do bailado, resultando naquela que é hoje normalmente considerada a versão definitiva.

A terminar, fica registada a intenção de aqui trazer um dia outras obras deste compositor, sob pena de estar a contribuir para o efeito que comecei por criticar no início deste texto...


CDs



Charles Gounod
Faust.
Georges Noré (tenor), Geori Boué, Huguette Saint-Arnaud (sopranos),
Roger Rico (baixo), Roger Bourdin, Ernest Franck (barítonos), Betty
Bannerman (meio-soprano)
Royal Philharmonic Chorus
Royal Philharmonic Orchestra
Thomas Beecham
Naxos Historical 8.110117-18
(1948)

Charles Gounod
Faust.
Jan Peerce (tenor), Victoria de los Angeles (soprano), Cesare
Siepi, Lawrence Davidson (baixos), Robert Merrill (barítono),
Mildred Miller, Thelma Votipka (meios-sopranos)
Orchestra & Chorus of the Metropolitan Opera House, New York
Pierre Monteux
Andromeda ANDRCD 5037
(1955)


Internet

Charles Gounod
Charles Gounod - His life, his works... / Answers.com / Karadar Classical Music / Naxos / Bach Cantatas Website / Suite101.com / Classical Archives / 8notes.com / Wikipedia

18/10/2007

CDs #134: Charles Gounod, Faust

A ópera Fausto, de Charles Gounod (1818-1893), passa por ser uma das mais populares de todos os tempos. Estreada em Paris em Março de 1859, em 1934 registaria a 2000ª récita nessa cidade, um número de que poucas obras se podem gabar. Saturado com tanta popularidade, um crítico inglês escreveria mesmo (*): "Faust, Faust, Faust, nothing but Faust. Faust on Saturday, Wednesday and Thursday; to be repeated tonight, and on every night until further notice."

O libreto, de Jules Barbier (1825-1901) e Michel Carré (1821-1872), baseou-se na obra homónima de Goethe (1749-1832), apesar de dela se ter desviado significativamente. Posto de uma forma diplomática, dir-se-ia que, como é usual, a representação musical de uma obra literária implica necessariamente uma visão particular do original; menos diplomaticamente, poder-se-ia dizer que qualquer semelhança entre o libreto e o original é pura coincidência... E se Giacomo Meyerbeer (1791-1864) rejeitou o libreto por o achar pouco digno do poema original, já Gounod não teve tais pruridos; ironicamente, a ópera que daí saiu acabaria por desafiar seriamente a supremacia das de Meyerbeer na cena operática de Paris...

Este disco, editado em 2005 pela Andromeda, traz-nos uma gravação histórica, efectuada ao vivo no Met de Nova Iorque no dia 19 de Fevereiro de 1955. A dirigir as operações encontramos Pierre Monteux (1875-1964), na altura com 80 anos e que tinha dirigido o seu primeiro Fausto nessa sala 38 anos antes! O elenco contou com grandes intérpretes, como Victoria de los Angeles (1923-2005), em grande forma, o barítono americano Robert Merrill (1917-2004), e o italiano Cesare Siepi (1923-), como Mefistófeles. Grandes audições, e logo com um disco (duplo) vendido a preço modesto!

Charles Gounod faleceu há 114 anos, no dia 18 de Outubro de 1893.




Charles Gounod
Faust.
Jan Peerce (tenor), Victoria de los Angeles (soprano), Cesare
Siepi, Lawrence Davidson (baixos), Robert Merrill (barítono),
Mildred Miller, Thelma Votipka (meios-sopranos)
Orchestra & Chorus of the Metropolitan Opera House, New York
Pierre Monteux
Andromeda ANDRCD 5037


Internet

Charles Gounod
Charles Gounod: The Website / Wikipedia / Karadar Classical Music / NNDB / Charles Gounod


(*) The Rough Guide to Opera, de Matthew Boyden

17/02/2005

Sinfonias #1: Sinfonia em ré menor, de César Franck

No dia 17 de Fevereiro de 1889 estreou no Conservatório de Paris a Sinfonia em ré menor do compositor franco-belga César Franck (1822-1890), passam hoje portanto 116 anos.


César Franck

A recepção esteve longe de corresponder às expectativas do compositor. A obra à época não era compatível com a noção francesa de uma sinfonia "a preceito": tinha 3 andamentos em vez dos tradicionais 4 e utilizava uma trompa no segundo andamento. Charles Gounod (1818-1893) achou-a como sendo "a afirmação da incompetência levada aos seus extremos". Simpático, o homem...

Como é normal nestas coisas a popularidade e apreciação geral só vieram já Franck havia falecido, e hoje, felizmente, dispomos de muitas e boas gravações desta sinfonia. A minha preferida? A efectuada por Monteux em 1961, à frente da Orquestra Sinfónica de Chicago.


CDs



Chicago Symphony Orchestra
Pierre Monteux
RCA Victor 09026 63303-2

Concertgebouw Orchestra, Amsterdam
Willem van Otterloo
Philips 442 296-2


HVA, Eindhoven, Holanda