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16/07/2017

Compositores #126: Philipp Scharwenka (1847-1917)

Com um pai mais ou menos (mais para mais do que para menos) indiferente às questões relacionadas com a música, valeu aos irmãos Scharwenka a mãe, que desde cedo lhes procurou embutir um certo gosto pelas questões musicais, tarefa na qual parece ter sido bem sucedida.

Tanto Philipp, o irmão mais velho, nascido em 1847, como Xaver, nascido em 1850, lograram obter sucessos assinaláveis no campo musical, o primeiro como compositor, o segundo como pianista e compositor.

Philipp Scharwenka deixou-nos um conjunto apreciável de obras, a rondar as 120: orquestrais (sinfonias, poemas sinfónicos), instrumentais, de música de câmara, vocais e uma ópera. Em paralelo dedicou-se ao ensino, e um dos nomes mais sonantes que lhe passou pelas mãos foi, indubitavelmente, o maestro Otto Klemperer (1885-1973).

Philipp Scharwenka faleceu há 100 anos, no dia 16 de Julho de 1917.


CD



Philipp Scharwenka
Arkadische Suite, Op.76. Frühlingswogen, Op.87. Liebesnacht, Op.40.
Gävle Symphony Orchestra
Christopher Fifield
Sterling CDS1071-2


Internet



Philipp Scharwenka
allmusic / Unsung composers / Wikipedia

29/08/2009

DVDs #20: Celibidache conducts Berlioz Symphonie fantastique

Depois de uma passagem por Hamburgo, o maestro alemão Otto Klemperer (1885-1973) mudou-se para Berlim. Estávamos na década de 1920 e, por essa altura, o russo Leo Borchard (1899-1945) também se mudou para essa cidade, vindo de Moscovo e fugido das consequências da Revolução Russa de 1917. Os seus destinos lá se cruzaram, e Klemperer acabou por convidar Borchard para seu assistente na Krolloper de Berlim.

Durante a 2ª Guerra Mundial, Borchard esteve mais envolvido com a resistência do que propriamente com actividades musicais; após a rendição da Alemanha regressou à regência, e os finais de Maio de 1945 encontraram-no a dirigir a Orquestra Filarmónica de Berlim, o que se repetiu várias vezes nas semanas seguintes. No dia 23 de Agosto, quando regressava de um jantar na parte oriental de Berlim, o cavalheiro inglês que conduzia a viatura onde seguia Borchard não obedeceu à ordem de paragem das tropas americanas; estas, escaldadas como estavam de uma escaramuça com as forças soviéticas no dia anterior, tinham instruções para parar todos os carros que tentassem atravessar esse check point pelo que, perante a desobediência, não hesitaram em disparar, matando de imediato Borchard, única vítima mortal desse infeliz acontecimento.

Faltando pouco mais de 1 semana para o concerto seguinte, havia que encontrar uma solução para o problema assim criado, e o escolhido acabaria por ser o maestro romeno Sergiu Celibidache (1912-1996), que tinha acabado de ganhar o concurso de direcção de orquestra promovido pela Orquestra Sinfónica da Rádio de Berlim. Uma escolha surpreendente, portanto, pois Celibidache não possuía qualquer experiência de direcção, e quando estamos a falar de uma orquestra com o prestígio da Filarmónica de Berlim.

A estreia de Sergiu Celibidache como regente profissional teve lugar no dia 29 de Agosto de 1945, passam hoje 64 anos.




Hector Berlioz
Symphonie fantastique, H48.
Orchestra Sinfonica di Torino della RAI
Sergiu Celibidache
Opus Arte OA0977D
(1969)


Internet



Sergiu Celibidache
Sergiu Celibidache Stiftung / Association Celibidache / Sergiu Celibidache / Bach Cantatas Website / Deutsche Grammophon / Answers.com / Classical Archives / The New York Times / Wikipedia

06/07/2006

Maestros #24: Otto Klemperer (1885-1973)

O início da carreira do alemão Otto Klemperer esteve decisivamente ligado a Gustav Mahler (1860-1911). O primeiro encontro entre ambos deu-se em 1905 em Berlim, numa altura em que Oskar Fried (1871-1941) lá dirigia a 2ª Sinfonia do compositor austríaco; cerca de 2 anos depois, já em Viena, Klemperer tocou de memória para Mahler uma redução para piano do scherzo dessa mesma sinfonia, impressionando-o o suficiente para que este último escrevesse cartas de recomendação para a Ópera de Viena e para o Teatro Alemão de Praga. Os resultados não tardaram, tendo Klemperer sido convidado para dirigir o coro deste último; pouco tempo depois seria nomeado maestro principal. Em 1910, e de novo com a ajuda de Mahler, Klemperer seria nomeado maestro da Ópera de Hamburgo, a que se seguiram convites para muitas outras cidades (Barcelona, Colónia, Estrasburgo, Moscovo, Nova Iorque, Roma).

Em 1927 foi nomeado regente da Ópera Kroll de Berlim, e aí dedicou-se afincadamente a divulgar a música contemporânea. Além de Mahler, tocou obras de Schoenberg (1874-1951), Hindemith (1895-1963), Janácek (1854-1928), Milhaud (1892-1974), Weill (1900-1950), Korngold (1897-1957) e Stravinsky (1882-1971), e a lista não é obviamente exaustiva. Esta universalidade não concidia exactamente com a forma como as autoridades nazis idealizavam a promoção da cultura alemã o que, aliado às origens judaicas de Klemperer, fazia antever problemas. E eles vieram, em 1933, quando foi demitido da Ópera do Estado de Berlim, e teve que se refugiar, juntamente com a sua família, primeiro na Áustria e depois na Suiça. Curiosamente, pouco tempo antes destes acontecimentos Klemperer tinha recebido uma medalha de ouro pela sua "extraordinária contribuição para a cultura alemã"...

Otto Klemperer faleceu há 33 anos, no dia 6 de Julho de 1973.


CDs





Otto Klemperer
as a Bach - Wagner conductor.
Johann Sebastian Bach
Magnificat, BWV243. Brandenburg Concerto No.5 in D minor, BWV1050.
Richard Wagner
Lohengrin - Act 1: Prelude; Act 3: Prelude.
Die Meistersinger von Nürnberg - Act 1: Prelude; Act 3: Prelude.
Budapest Chorus & Symphony Orchestra
Hungarian State Opera Orchestra
Otto Klemperer
Hungaraton HCD32175

Otto Klemperer
Wiener Philharmoniker
live broadcast performances
Testament SBT8 1365

Bach
Orchestral Suites Nos.1-4, BWV1066-69.
Handel
Concerto Grosso, Op.6 No.4.
Rameau
Gavotte with 6 Variations.
Gluck
Overture - Iphigénie en Aulide.
Cherubini
Overture - Anacreon.
Philharmonia Orchestra
Otto Klemperer
Testament SBT2131

Anton Bruckner
Symphony No.6.
Christoph Gluck
Iphegénie en Aulide - Overture.
Engelbert Humperdinck
Hänsel und Gretel - Overture.
New Philharmonia Orchestra
Philharmonia Orchestra
Otto Klemperer
EMI GROC 5 62621-2

Anton Bruckner
Symphony No.6. Te Deum.
Heather Harper (soprano), Janet Baker (meio-soprano),
Richard Lewis (tenor), Marian Nowakowski (baixo)
BBC Symphony Chorus
BBC Symphony Orchestra
Otto Klemperer
Testament SBT1354

Ludwig van Beethoven
Piano Concertos - Nos.3, 4 & 5, "Emperor".
Piano Sonatas - Nos.24 & 31.
Claudio Arrau (piano)
Philharmonia Orchestra
Otto Klemperer
Testament SBT2 1351

Ludwig van Beethoven
Fidelio.
Sena Jurinac, Elsie Morison (sopranos), Jon Vickers, John Dobson,
Joseph Ward (tenores), Hans Hotter (baixo-barítono), Gottlob Frick,
Forbes Robinson (baixos), Victor Godfrey (barítono)
Royal Opera House Chorus
Royal Opera House Orchestra
Otto Klemperer
Testament SBT2 1328

Igor Stravinsky
Petrushka (1947 version). Pulcinella - Suite.
New Philharmonia Orchestra
Otto Klemperer
Testament SBT1156

Richard Wagner
Der fliegende Hollander.
Theo Adam (baixo-barítono), Anja Silja (soprano), Martti
Talvela (baixo), Ernst Kozub, Gerhard Unger (tenores),
Annelies Burmeister (meio-soprano)
BBC Chorus
New Philharmonia Orchestra
Otto Klemperer
EMI 5 67408-2
(1968)


Internet

Otto Klemperer
Bach-Cantatas
/ Wikipedia / Otto Klemperer / Otto Klemperer - Behind every great conductor / Answers.com

19/05/2005

CDs #37: Dvorák, Saint-Saëns, Cello Concertos

Duas das mais apreciadas obras para violoncelo, um dos mais conceituados intérpretes do instrumento, uma orquestra no seu apogeu e um maestro à altura das circunstâncias. Este último, o italiano Carlo Maria Giulini, está de parabéns, pois hoje comemora o seu 91º aniversário. E nós também, por termos o privilégio de, entre outros igualmente extraordinários, podermos ouvir o disco objecto do postal de hoje.


Carlo Maria Giulini

Enquanto violista Giulini tocou sob a orientação de maestros como Wilhelm Furtwängler (1886-1954), Otto Klemperer (1885-1973) e Bruno Walter (1876-1962). Destes três só um não se daria mal com a ascensão do nacional-socialismo, mas isso são outras histórias... Como maestro, Giulini esteve à frente, entre outras, das orquestras do Teatro alla Scala de Milão
, Filarmónica de Viena, Sinfónica de Chicago e Filarmónica de Londres.

Estas gravações dos Concertos para Violoncelo de Dvorák
(1841-1904) e Saint-Saëns (1835-1921) foram efectuadas em Londres em Abril e Maio de 1977. As obras foram cuidadosamente ensaiadas pela orquestra, contudo sem a presença do solista, Mstislav Rostropovich (1927-), que chegou atrasado por dificuldades nas ligações aéreas. Problema? Nenhum!: sentou-se, preparou-se, e menos de um minuto depois estavam a gravar. Resultado? Um daqueles discos para a ilha deserta...



Antonín Dvorák
Cello Concerto in B minor, Op.104.
Camille Saint-Saëns
Cello Concerto No.1 in A minor, Op.33.
Mstislav Rostropovich
London Philharmonic Orchestra
Carlo Maria Giulini
EMI GROC 5 67593-2