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06/06/2009

DVDs #19: Mahler, Symphonies 1 & 8

Klaus Tennstedt (1926-1998) nasceu em Junho de 1926 em Merseburg, uma cidade no sul da Alemanha. Depois de efectuar os primeiros estudos com o pai, o violinista Hermann Tennstedt, prosseguiu-os em Leipzig. Um ferimento no braço esquerdo impediu-o de continuar a carreira de violinista, pelo que optou por se virar para a regência, tendo-se estreado como maestro em 1952. Desde 1949 que a Alemanha em que Tennstedt vivia tinha passado a ser a Alemanha de Leste., o que lhe valeu ter permanecido um perfeito desconhecido no Ocidente, situação que apenas se alterou na primeira metade da década de 1970, depois de, em 1971, se ter recusado a regressar a casa após uma deslocação à Suécia. 1974 seria um ano marcante, com o extraordinário sucesso que obteve no Canadá, ao dirigir a Orquestra Sinfónica de Toronto na 7ª Sinfonia de Anton Bruckner (1824-1896).

Sucesso premonitório, pois Tennsted, que nunca iria alargar muito o seu repertório, foi ganhando a reputação de um dos mais conceituados maestros da música do romântico, destacando-se em particular nas obras sinfónicas de Bruckner e Gustav Mahler (1860-1911). É assim normal que Tennstedt já por aqui tenha passado com um disco de Mahler (Sinfonia Nº8, gravação de 1986), e normal é também o seu regresso, de novo com Mahler e desta vez com duas sinfonias, a de novo incluída.

As gravações deste DVD foram efectuadas em 1990 (1ª sinfonia) e 1991 (8ª sinfonia). Esta última, uma sinfonia vocal, conta com as participações do Coro da Filarmónica de Londres e do Coro da Sinfónica da mesma cidade; o maestro Richard Hickox (1948-2008), que faleceu em Novembro do ano passado, foi director deste último coro entre 1976 e 1991.

Klaus Tennstedt nasceu há 93 anos, no dia 6 de Junho de 1926.




Gustav Mahler
Symphony No.1 in D. Symphony No.8 in E flat.
Julia Varady, Jane Eaglen, Susan Bullock (sopranos), Trudeliese
Schmidt, Jadwiga Rappé (altos), Kenneth Riegel (tenor), Eike
Wilm Schulte (barítono), Hans Sotin (baixo)
London Symphony Chorus
London Philharmonic Choir
Chicago Symphony Orchestra
London Philharmonic Orchestra
Klaus Tennstedt
EMI Classics 3 67443-9


Internet



Klaus Tennstedt
The New York Times / Klaus Tennstedt / Answers.com / ClassicsOnline / Wikipedia

02/11/2008

CDs #186: Dimitri Mitropoulos

O maestro de origem grega Dimitri Mitropoulos (1896-1960) revelou-se um extraordinário intérprete do período romântico e da Segunda Escola de Viena, liderada por Arnold Schoenberg (1874-1951), Alban Berg (1885-1935) e Anton Webern (1883-1945); curiosamente, da grande tradição sinfónica austro-alemã apenas mostrou interesse por Gustav Mahler (1860-1911). Mitropoulos foi um dos grandes responsáveis pela apresentação das sinfonias de Mahler ao público norte-americano, tendo sido o primeiro a estrear várias delas em território americano. Uma ligação que durou até à morte do maestro, pois foi durante um ensaio da Sinfonia Nº3 de Mahler que Mitropoulos faleceu, em Novembro de 1960.

Ferruccio Busoni (1866-1924), de quem já falei aqui e aqui foi, além de pianista e compositor, igualmente professor, tendo contado com Mitropoulos entre os seus alunos. E foi precisamente Busoni quem aconselhou o grego a abandonar a composição e a dedicar-se em exclusivo à regência; nunca saberemos se se perdeu um grande compositor, embora haja fundadas razões para se pensar que não..., mas ganhou-se seguramente um excelente maestro, dotado de uma memória prodigiosa que o levou a dispensar em absoluto as partituras.

Neste disco duplo, da série "Great Conductors of the 20th Century", estão representados os compositores mais importantes na carreira do maestro, com a excepção dos da referida 2ª Escola de Viena: Gustav Mahler, Hector Berlioz (1803-1869), Claude Debussy (1862-1918) e Richard Strauss (1864-1949). Grandes audições...

Dimitri Mitropoulos faleceu em Milão 48 anos, no dia 2 de Novembro de 1960.




Great Conductors of the 20th Century
Dimitri Mitropoulos
Gustav Mahler
Symphony No.6 in A minor, "Tragic".
Hector Berlioz
Roméo et Juliette, Op.17.
Claude Debussy (1862-1918)
La Mer.
Richard Strauss
Salome: Tanz der sieben Schleier.
WDR Sinfonieorchester Köln
New York Philharmonic Orchestra
Dimitri Mitropoulos
EMI Classics / IMG Artists 5 75471-2
(1950, 1952, 1956, 1959)


Internet

Dimitri Mitropoulos
Sony BMG / classicalrecording.org / Naxos / Wikipedia

19/09/2008

CDs #179: sanderling, bruckner, shostakovich, mahler

É de certa forma curioso que o maestro alemão Kurt Sanderling (1912-) tenha, em 1936, trocado a Alemanha nazi pela União Soviética de José Estaline (1878-1953), que a governou com mão de ferro a partir de 1924 e até à sua morte, e com as consequências que se conhecem. As artes não escaparam ao seu jugo, e tiveram que seguir rigorosamente os princípios ditados pelo Realismo Socialista. Vários compositores sofreram na pele as perseguições de Andrei Zhdanov (1896-1953) e amigos, contando-se, entre eles, Sergei Prokofiev (1891-1953) e Dmitri Shostakovich (1906-1975).

O tal ano em que Sanderling se mudou para a União Soviética, 1936, marcou precisamente o início dos problemas de Shostakovich com as autoridades, que acabaram mesmo por retirar de cena a sua ópera Lédi Makbet Mtsenskogo uyezda. Sanderling viria a privar com o compositor na Sibéria, numa altura em que este se encontrava ocupado com a 8ª Sinfonia, que iria ser estreada no dia 4 de Novembro de 1943, com Evgeny Mravinsky (1903-1988) a dirigir a orquestra. Curiosamente, no livro Testimony, The Memoirs of Dmitri Shostakovich, não é feita qualquer referência a Sanderling.

A obra de Shostakovich presente neste disco duplo é o ciclo de canções "Da poesia popular judaica", escrito em 1948, nos últimos anos do estalinismo, portanto, e estreado no dia 15 de Janeiro de 1955. Inclui ainda excelentes interpretações da Sinfonia Nº3 de Anton Bruckner (1824-1896) e de um ciclo de canções, Lieder eines fahrenden Gesellen, de Gustav Mahler (1860-1911).

Kurt Sanderling celebra hoje o seu 96º aniversário.




Anton Bruckner
Symphony No.3 in D minor (1889 version).
Gustav Mahler
Lieder eines fahrenden Gesellen.
Dmitri Shostakovich
From Jewish Folk Poetry.
Hermann Prey (barítono), Maria Croonen (soprano),
Annelies Burmeister (alto), Peter Schreier (tenor)
Gewandhausorchester Leipzig
Rundfunk-Sinfonie-Orchester Berlin
Berliner Sinfonie-Orchester
Kurt Sanderling
Berlin Classics 0184152BC
(1961, 1965, 1968)


Internet

Kurt Sanderling
Kurt Sanderling / Music under Soviet rule: Sanderling interview / Folha Online / La Scena Musicale / Wikipedia

05/08/2008

Maestros #37: Erich Kleiber (1890-1956)

"Foi em Buenos Aires que senti nascer em mim a vocação de maestro; tinha 13 anos quando vi Erich Kleiber a dirigir as Sinfonias de Beethoven e Les Noces de Figaro de Mozart. Foi o ídolo da minha juventude. Aconselhado por ele, tomei a decisão de vir para a Europa e estabeleci-me em Viena em 1951 (...)". A afirmação é do austríaco Michael Gielen (1927-) que, contudo, iniciou a sua carreira na capital argentina não como maestro mas como pianista virtuoso; só iria abraçar a regência na década de 1950, depois da referida mudança para Viena.

Os concertos de Kleiber em Buenos Aires tiveram lugar em 1940; uns bons anos antes, em 1906, tinha sido a vez de Erich Kleiber assistir, em Praga, a um concerto em que Gustav Mahler (1860-1911) dirigiu a sua 6ª sinfonia, e que lhe incutiu a vontade de vir igualmente a ser maestro. Depois de ter assumido vários outros postos, Erich Kleiber mudou-se para Berlim em 1923, para dirigir a Ópera de Estado dessa cidade. Mais tarde, já à frente da Orquestra Filarmónica de Berlim, preparava-se para apresentar os interlúdios sinfónicos da ópera Lulu de Alban Berg (1885-1935) quando se viu confrontado com problemas levantados pelas autoridades nazis, pouco apreciadoras das modernices, em que incluíam obviamente a música atonal. Pelos vistos Kleiber estava pouco inclinado para aturar tamanhas interferências no seu trabalho, pelo que decidiu pôr-se a andar; corria o ano de 1934 e, 5 anos depois, mudar-se-ia então para Buenos Aires, e tomaria cidadania argentina.

Com a (excelente) moda dos últimos anos das editoras vasculharem os baús, temos actualmente disponíveis mais discos de Kleiber do que da última vez que por aqui o trouxe, há 3 anos atrás, pelo que a lista é agora um pouco mais comprida.

Erich Kleiber nasceu há 118 anos, no dia 5 de Agosto de 1890.


CDs




Ludwig van Beethoven
Symphony No.3 in E flat major, Op.55, "Eroica". (1950)
Symphony No.5 in C minor, Op.67. (1953)
Concertgebouw Orchestra
Decca Legends 467 125-2

Great Conductors of the 20th Century
Erich Kleiber
Franz Schubert
Symphony No.5 in B flat, D485. (1953)
Ludwig van Beethoven
Symphony No.6 in F, Op.68, "Pastoral". (1955)
Wolfgang Amadeus Mozart
Symphony No.40 in G minor, K550. (1949)
Richard Strauss
Till Eulenspiegels lustige Streiche, Op.28. (1953)
Antonín Dvorák
Carnival Overture, Op.92. (1948)
Josef Strauss
Sphärenklänge, Op.235. (1948)
Johann Strauss
Der Zigeunerbaron - Overture. (1948)
Du und Du, Op.367. (1929)
Czech Philharmonic Orchestra
London Philharmonic Orchestra
Sinfonieorchester der Norddeutschen Rundfunks
Vienna Philharmonic Orchestra
Erich Kleiber
EMI 5 75115-2

Alexander Borodin
Symphony No.2 in B minor (2 performances).
NBC Symphony Orchestra
Stuttgart Radio Symphony Orchestra
Erich Kleiber, Carlos Kleiber
Hänssler Classic 93 116
(1947, 1972)

Giuseppe Verdi
I Vespri Siciliani.
Maria Callas (soprano), Giorgio Kokolios-Bardi, Gino Sarri,
Aldo de Paoli, Brenno Ristori (tenores), Enzo Mascherini,
Lido Pettini (barítonos), Boris Christoff, Bruno Carmassi,
Mario Frosini (baixos), Mafalda Masini (contralto)
Maggio Musicale Fiorentino Chorus
Maggio Musicale Fiorentino Orchestra
Erich Kleiber
Testament SBT21416
(1951)


Internet

Erich Kleiber
Erich Kleiber / Erich Kleiber / Bach Cantatas Website / Wikipedia

26/06/2008

CDs #169: Maderna, Mahler, Symphony No.9

Conforme aqui referido recentemente, o compositor e maestro de origem italiana Bruno Maderna (1920-1973) esteve fortemente ligado à promoção da música do século XX, nomeadamente através da sua ligação a Darmstadt onde, a convite do seu fundador, Wolfgang Steinecke, dirigiu imensas obras no respectivo festival.

Maderna privou com alguns dos mais proeminentes nomes da música moderna, como Pierre Boulez (1925-), John Cage (1912-1992), Olivier Messiaen (1908-1992), Luigi Nono (1924-1990), Karlheinz Stockhausen (1928-2007) e Luciano Berio (1925-2003). Com este último Maderna fundaria, em 1955, o Studio Fonologia Musicale, o primeiro estúdio italiano de música electrónica.

Não deixa então de ser curioso que alguém que tanto fez pela música contemporânea, não só pelas obras que compôs mas também pelas que interpretou e gravou, se tenha igualmente salientado nos clássicos vienenses e nas sinfonias de Gustav Mahler (1860-1911). Por este último, em particular, foi nutrindo uma cada vez maior admiração, tendo chegado a afirmar que (frase retirada do livro que acompanha o disco) "(...) In recent years I have fallen in love with Mahler, and this is now an even more important thing for me than my admiration for Debussy and Schoenberg (...). What do I mean? Just the opposite of Stockhausen: that is, music is all romantic".

É precisamente uma sinfonia de Mahler, a , que Maderna nos traz com este disco, numa interpretação extraordinária. Ou como diria Jorge Rodrigues, nos saudosos tempos da Antena 2, "apertem os cintos de segurança!"...

A Sinfonia Nº9 de Gustav Mahler foi estreada a 26 de Junho de 1912, passam hoje 96 anos, por um já nosso velho conhecido, o maestro Bruno Walter (1876-1962).




Gustav Mahler
Symphony No.9 in D minor.
BBC Symphony Orchestra
Bruno Maderna
BBC Legends BBCL4179-2
(1971)


Internet

Bruno Maderna
Bach Cantatas Website / Karadar Classical Music / Bruno Maderna / HighBeam Encyclopedia / Wikipedia

04/06/2008

SACDs #22: Zemlinsky, Lyrische Symphonie

Não é muito simpático para alguém que dedicou grande parte da sua vida à composição ficar para a posteridade apenas pelo facto de ter sido professor de Arnold Schoenberg (1874-1951), mas foi mais ou menos isso o que aconteceu com Alexander Zemlinsky (1871-1942). Zemlinsky nasceu em Outubro de 1871 em Viena, a cidade capital da música, berço da 2ª Escola de Viena; só que, apesar de ter de certo modo preparado o terreno para Schoenberg, Alban Berg (1885-1935) e Anton Webern (1883-1945), Zemlinsky nunca se rendeu à atonalidade, e esta passagem ao lado da modernidade contribuiu em muito para o facto de a sua música apenas ter começado a ser regularmente interpretada no último quartel do século XX, umas boas dezenas de anos após a sua morte, portanto.

Mal adaptado ao ambiente vienense, Zemlinsky viveu em Praga entre 1911 e 1927, e é desse período que datam algumas das suas obras mais importantes. De entre elas destaca-se a Sinfonia Lírica que, como o nome diz e um pouco à moda de Gustav Mahler (1860-1911), combina os géneros sinfónico e vocal. O próprio compositor não fez segredo do seu modelo inspirador e, em Setembro de 1922, escreveu ao seu editor (*): "This Summer I've written something along the lines of The Song of the Earth. I haven't got a name for it yet. It consists of seven related songs for baritone, soprano and orchestra, to be played without a break". Zemlinsky baseou-se em poemas de Rabindranath Tagore (1861-1941) que, ao ganhar o Prémio Nobel da Literatura em 1913, tornou-se no primeiro laureado do continente asiático.

A Lyrische Symphonie foi estreada pelo autor, em Praga, no dia 4 de Junho de 1924. As interpretações neste disco, fabulosas, estão a cargo do soprano Christine Schäfer (1965-) e do barítono Matthias Goerne (1967-), com Christoph Eschenbach (1940-) a dirigir a Orquestra de Paris. Excelentes audições, pois claro!

(*) All Music Guide to Classical Music, Backbeat Books, 2005




Alexander Zemlinsky
Lyrische Symphonie, Op.18.
Christine Schäfer (soprano), Matthias Goerne (barítono)
Orchestre de Paris
Christoph Eschenbach
Capriccio 71 081
(2005)


Internet

Alexander Zemlinsky
Alexander Zemlinsky / Carolina Classical Connection / Wikipedia / Crítico

18/04/2008

Maestros #33: Leopold Stokowski (1882-1977)

A lista de obras estreadas pelo norte-americano de origem inglesa Leopold Stokowski é, por si só, prova insofismável de que estamos perante um dos maestros mais importantes de todo o século XX. De Sergei Rachmaninov (1873-1943), por exemplo, foram da sua responsabilidade as estreias do Concerto para Piano e Orquestra Nº4, em 1927, da Rapsódia sobre um tema de Paganini, em 1934, e da Sinfonia Nº3, em 1936; de Dmitri Shostakovich (1906-1975), outro compositor de que por aqui já se falou várias vezes, estreou em solo americano as Sinfonias Nºs 1, 3, 6 e 11; foi também graças a ele que, em 1916, os norte-americanos puderam ouvir pela primeira vez ao vivo a Sinfonia Nº8 de Gustav Mahler (1860-1911). Não hesitou em correr riscos, estreando frequentemente obras de compositores menos mediáticos, como foi o caso de Amériques, de Edgar Varèse (1883-1965), descrita por um crítico como "(...) a primeira partitura absolutamente original para grande orquestra escrita nos Estados Unidos desde o início do século XX".

Os últimos anos têm visto várias e importantes editoras a vasculharem furiosamente os baús, numa onda revivalista de que não há memória. Como resultado disso, a lista de (boas) gravações de Stokowski aqui apresentada há 3 anos está completamente desactualizada, pelo que aproveito a oportunidade da passagem de mais um aniversário do seu nascimento, no caso o 126º, para mostrar alguns dos discos entretanto editados.


CDs





Nicolai Rimsky-Korsakov
Scheherazade, Op.35.
Piotr Ilyich Tchaikovsky
Marche Slave, Op.31.
London Symphony Orchestra
Leopold Stokowski
Cala CACD0536
(1964, 1972)

Ralph Vaughan Williams
Symphony No.6.
Piotr Ilyich Tchaikovsky
Romeo and Juliet.
Wolfgang Amadeus Mozart
Symphony No.35, "Haffner", K385.
Thomas Jefferson Scott
From the Sacred Harp.
Jaromir Weinberger
Schwanda the Bagpiper - Polka and Fugue.
New York Philharmonic Orchestra
Leopold Stokowski
Cala CACD0537
(1949)

Ralph Vaughan Williams
Symphony No.9 in E minor.
Wallingford Riegger
New Dance, Op.18b.
Alan Hovhaness
Symphony No.2, "Mystery Mountain ", Op.132.
Paul Creston
Toccata, Op.68.
Stokowski Symphony Orchestra
Leopold Stokowski
Cala CACD0539
(1958)

Dmitri Shostakovich
Symphony No.5 in D minor.
Ralph Vaughan Williams
Symphony No.8 in D minor.
London Symphony Orchestra
BBC Symphony Orchestra
Leopold Stokowski
BBC Legends BBCL4165-2
(1964)

Camille Saint-Saëns
Samson et Dalila - highlights.
Piotr Ilyich Tchaikovsky
Eugene Onegin - Let me perish, but first let me summon.
Licia Albanese (soprano), Risë Stevens (meio-soprano),
Jan Peerce (tenor), Robert Merrill (barítono)
Robert Shaw Chorale
NBC Symphony Orchestra
Stokowski Symphony Orchestra
Leopold Stokowski
Cala CACD0540
(1954, 1951)

Percy Grainger
Country Gardens. Mock Morris. Early One Morning.
Shepherd's Hey.Irish Tune from County Derry.
Molly on the Shore. Handel in the Strand.
Jean Sibelius
The Tempest, Op.109 - Berceuse (arr. Stokowski).
Kuolema - Valse Triste, Op.44 No.1.
Ralph Vaughan Williams
Fantasia on a Theme by Thomas Tallis.
Sergei Rachmaninov
14 Songs, Op.34 - No.14, Vocalise.
Enrique Granados
Goyescas - Intermezzo.
Claude Debussy
Suite Bergamasque - 3rd movement, Clair de Lune.
Jacques Ibert
Escales.
Stokowski Symphony Orchestra
Leopold Stokowski
Cala CACD0542

Jacob Avshalamov
The Taking of T'ung Kuan.
Piotr Ilyich Tchaikovsky
Symphony No.5 in E minor, Op.64.
Bedrich Smetana
Má vlast - Tabor.
Detroit Symphony Orchestra, Leopold Stokowski
Mercury Orchestra, Rafael Kubelik
Music & Arts CD-1190
(1952)

Modest Mussorgsky
Night on Bare Mountain (orq. Stokowski). Khovantchina - Suite.
Nicolai Rimsky-Korsakov
Russian Easter Festival Overture, Op.36.
Rheinhold Glière
Red Poppy - Russian Sailors' Dance.
Piotr Ilyich Tchaikovsky
Eugene Onegin - Polonaise.
Alexander Borodin
In the Steppes of Central Asia.
Prince Igor- Polovtsian Dances (arr. Stokowski)
Stokowski Symphony Orchestra
Leopold Stokowski
Cala CACD0546
(1950, 1953)


SACDs



Igor Stravinsky
L'Histoire du Soldat.
Madeleine Milhaud, Jean Pierre Aumont, Martial Singher
Conjunto instrumental (Gerald Tarack, Charles Russo,
Theodore Weis, Julius Levine, Loren GLickman,
John Swallow, Raymond Desroches)
Leopold Stokowski
Vanguard Classics ATM-SC1559

Piotr Ilyich Tchaikovsky
Francesca da Rimini, Op.432. Serenade for Strings, Op.48.
London Symphony Orchestra
Leopold Stokowski
Pentatone PTC5186 122


Internet

Leopold Stokowski
Bach Cantatas Website / Penn Libraries / The Leopold Stokowski Site / Classical Net / Wikipedia

16/01/2008

CDs #149: Bruno Walter Conducts Mahler

O maestro de origem alemã Bruno Walter (1876-1962) é indubitavelmente um dos meus preferidos, para o que em muito terá contribuído a sua relação estreita com o grande sinfonista Gustav Mahler (1860-1911). Relação essa que começou em Hamburgo em 1894, quando Walter para lá foi como regente do coro da ópera dessa cidade, e onde teve a oportunidade de trabalhar pela primeira vez com Mahler; 7 anos depois voltariam a trabalhar juntos, quando Walter aceitou o convite do compositor para ser seu assistente em Viena, colaboração que se manteria até aos finais da década de 1900, altura em que Mahler partiu para outras paragens. A ligação de Walter com a música de Mahler manter-se-ia, contudo, e o maestro viria ainda a estrear duas obras após a morte de Mahler, ocorrida em 1911: O Canto da Terra e a Sinfonia Nº9.

A referida Sinfonia Nº9 foi estreada por Bruno Walter em Viena, no dia 26 de Junho de 1912. Há 70 anos, no dia 16 de Janeiro de 1938, Walter interpretou de novo esta sinfonia, no Musikverein de Viena, concerto que um dos pioneiros das gravações de música erudita com o fonógrafo, Fred Gaisberg (1873-1951), se encarregou de registar. Gravação a todos os títulos histórica, por termos Walter à frente da Orquestra Filarmónica de Viena, e por se estar em vésperas de novo grande conflito, a apenas um par de meses de a Alemanha anexar a Áustria. Walter, de origem judia, vir-se-ia forçado a partir, primeiro para França e posteriormente, em 1939, para os Estados Unidos. Exílio de forma alguma inesperado, se nos lembrarmos de que já em 1933 tinha tido problemas com as autoridades nazis, que lhe cancelaram 2 concertos pelas suas raízes erradas... Voltaria a Viena apenas após o fim do conflito, em 1945.

Esta gravação, original da editora His Master's Voice (HMV), foi reeditada pela Dutton em 2001, e é essa edição que por aqui revoluciona furiosamente.




Bruno Walter conducts Mahler
Symphony No.9 in D minor.
Vienna Philharmonic Orchestra
Bruno Walter
Dutton CDBP9708


Internet

Bruno Walter
The Bruno Walter Memorial Foundation / Sony Classical / Bach Cantatas Website / Wikipedia

12/10/2007

Sinfonias #22: A Sea Symphony, de Vaughan Williams

Se George Gershwin (1898-1937) foi em 1928 a Paris com o objectivo de ter lições com Maurice Ravel (1875-1937), 4 anos depois, portanto, da estreia da Rhapsody in Blue, por que carga de água tal ideia não haveria de passar pela cabeça de outros compositores, alguns deles bem menos conhecidos?! De tal se lembrou, por exemplo, o nosso convidado de hoje, o inglês Ralph Vaughan Williams (1872-1958), que viria mesmo a passar uma temporada com o compositor francês, corria o ano de 1908.

Uns anos antes, em 1903, Vaughan Williams daria início à recolha de temas populares ingleses, que viriam a desempenhar um papel importante nas suas obras. A começar desde logo pela sua primeira sinfonia, A Sea Symphony, inspirada na obra do poeta americano Walt Whitman (1819-1892), e onde o compositor utilizou algumas das tais melodias, ainda frescas da recolha. É uma sinfonia coral, como a Sinfonia Nº8 de Gustav Mahler (1860-1911), estreada mais ou menos na mesma altura, ficando os textos de Whitman a cargo de um soprano e de um barítono, além de um coro.

Iniciada em 1903 e terminada apenas em 1909, com muitas revisões pelo meio, A Sea Symphony foi estreada no dia 12 de Outubro de 1910, durante o Festival de Leeds.


CDs



Ralph Vaughan Williams
Symphonies 1-9.
Isobel Baillie, Margaret Ritchie (sopranos),
John Cameron (barítono), John Gielgud (narrador)
London Philharmonic Choir
London Philharmonic Orchestra
Adrian Boult
Decca 473 241-2

Ralph Vaughan Williams
Symphonies 1-9. The Lark Ascending.
Fantasia on a Theme by Thomas Tallis.
In the Fen Country. On Wenlock Edge.
London Philharmonic Choir
London Philharmonic Orchestra
Bernard Haitink
EMI 5 86026-2


Internet

Vaughan Williams
Ralph Vaughan Williams Society / Classical Music Pages / Wikipedia / Boosey & Hawkes / Naxos / BBC

06/04/2007

Pianistas #17: Pascal Rogé (1951-)

Recentemente assistimos a um concerto em que a Orquestra Nacional do Porto foi dirigida pelo maestro Michael Zilm (1957-), para interpretar a 6ª Sinfonia de Gustav Mahler (1860-1911). Na altura aproveitei para me lamentar da menor qualidade da actual programação da Casa da Música, opinião partilhada por muito boa gente. Havia que evitar eventuais depressões, pelo que aqui o agregado, após aturada reflexão e em jeito de compensação, decidiu mudar de ares musicais, embora apenas por um fim-de-semana. O de 21 e 22 de Abril, para ser mais preciso, aproveitando os Dias da Música no Centro Cultural de Belém. Uma excelente razão para nos deslocarmos à capital, pois claro!

Na abertura vamos encontrar de novo Michael Zilm, desta vez à frente da Orquestra Metropolitana de Lisboa. Do programa constarão duas obras do compositor francês Francis Poulenc (1899-1963): Aubade, concerto coreográfico para piano e dezoito instrumentos, e o Concerto para Dois Pianos e Orquestra. Para bater nas teclas teremos os pianistas Ami Hakuno e Pascal Rogé (1951-). Este último, alvo da minha admiração há já muitos anos, celebra hoje o seu 56º aniversário.

Pode-se afirmar que Pascal Rogé vai jogar em casa; apesar de ter um repertório deveras alargado, deu sempre especial ênfase à música dos seus compatriotas, com particular destaque precisamente para Poulenc, de quem gravou o ciclo completo das obras para piano. Foi ainda com um disco deste compositor que Pascal Rogé, em 1988, ganhou um prémio Gramophone para o melhor disco instrumental desse ano.


Internet

Pascal Rogé
Official Website / Wikipedia / Schmidt Artists International, Inc. / Hexagone.net / clarion seven muses

15/03/2007

Concertos #53

Fraca. Fraquinha. Má. É assim a programação da Casa da Música para o 2º trimestre deste ano. E, além de ser fraca, fraquinha e má, foi publicada tarde e a más horas. Nada disto, tanto quanto se sabe, poderá ser justificado por falta de verbas: o orçamento é dos mais generosos, e os bilhetes estão longe de ser dos mais baratos, o que torna toda esta situação ainda mais difícil de engolir.

A minha estreia na Casa da Música foi há cerca de 2 anos, em Abril de 2005, e logo com um recital do pianista austríaco Alfred Brendel (1931-). Seguiram-se muitos e bons concertos, que fui por aqui apresentando, e de que se destacaram os seguintes:

2005

Abril Alfred Brendel
Maio Mitsuko Uchida; Andreas Scholl
Junho Piotr Anderszewski
Julho Quarteto Borodin; Artur Pizarro
Agosto Orquestra de Jovens da União Europeia, Bernard Haitink
Setembro Quarteto Borodin
Outubro Viktoria Mullova; Angela Hewitt
Novembro Orchestre Révolutionnaire et Romantique, John Eliot Gardiner; Ensemble InterContemporain
Dezembro Quarteto Borodin; Stephen Kovacevich

2006

Janeiro Matthias Goerne
Fevereiro Emanuel Ax; Ian Bostridge
Maio Krystian Zimerman; Orquestra Nacional Russa, Mikhail Pletnev
Junho Alfred Brendel
Julho Northern Sinfonia, Thomas Zehetmair
Outubro Orquestra Barroca da União Europeia, Christophe Coin; Hespèrion XXI, La Capella Reial de Catalunya, Jordi Savall; Orquestra Barroca de Amesterdão, Ton Koopman
Novembro Steve Reich and Musicians

2007

Janeiro Murray Perahia


Do que está programado para o 2º trimestre deste ano, destaco:

Abril Grigori Sokolov
Maio Orchestre Révolutionnaire et Romantique, Viktoria Mullova, John Eliot Gardiner

Mais uma ONP aqui e uma Gulbenkian acolá, e é tudo. É tudo muito mau, pois claro, longe, muito longe, da programação do antigo regime; algo que tanto Carlos Araújo Alves como Henrique Silveira, que não sofrem de papas na língua, têm vindo repetidamente a denunciar.

Dentro do "normal", teremos este Sábado à tarde a ONP, desta vez dirigida por Michael Zilm, às voltas com a de Gustav Mahler (1860-1911). Mahler oblige...


Gustav Mahler
Sinfonia Nº6.
Orquestra Nacional do Porto
Michael Zilm

03/11/2006

Orquestras #1: Royal Concertgebouw Orchestra

Quando comecei a dar mais atenção à música clássica desenvolvi uma admiração particular pela Orquestra do Concertgebouw, Amesterdão, na altura dirigida por Bernard Haitink (1929-).

Para tal terá provavelmente contribuído o facto de, ao longo de mais de um século, a orquestra se ter especializado em dois dos meus compositores predilectos: Anton Bruckner (1824-1896) e Gustav Mahler (1860-1911), sinfonistas de eleição.



Fundada em 1888, a Orquestra do Concertgebouw teve o seu concerto de estreia há 118 anos, no dia 3 de Novembro de 1888. Contam-se pelos dedos das mãos, e não é preciso tê-los todos..., os maestros principais que teve desde a sua fundação: Willem Kes, entre 1888 e 1895, Willem Mengelberg, entre 1895 e 1945, Eduard van Beinum, entre 1945 e 1959, Bernard Haitink, entre 1963 e 1988, Riccardo Chailly, entre 1988 e 2004, e Mariss Jansons, desde 2004.



Durante 75 anos esta orquestra apenas teve maestros principais de nacionalidade holandesa, hegemonia quebrada pelo italiano Riccardo Chailly. Pelos vistos apanharam-lhe o gosto, tendo, da última vez, optado por um letão...


CDs






Ludwig van Beethoven
Piano Concertos No.1 in C minor, Op.15; No.2 in B flat major, Op.19;
No.3 in C minor, Op.37; No.4 in G, Op.58; No.5 in flat major, 'Emperor, Op.73.
32 Piano Variations in C minor on an original theme, WoO80.
Mitsuko Uchida (piano)
Royal Concertgebouw Orchestra
Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks
Kurt Sanderling
Philips 475 675-7

Ludwig van Beethoven
Piano Concertos No.4 in G, Op.58 & No.5 in E flat, 'Emperor', Op.73.
Murray Perahia (piano)
Royal Concertgebouw Orchestra
Bernard Haitink
Sony Theta SMK89711

Ludwig van Beethoven
Symphonies No.3 in E flat, 'Eroica', Op.55 & No.5 in C minor, Op.67.
Concertgebouw Orchestra
Erich Kleiber
Decca Legends 467 125-2

Johannes Brahms
Piano Concertos No.1 in D minor, Op.15 & No.2 in B flat major, Op.83.
Rudolf Buchbinder (piano)
Royal Concertgebouw Orchestra
Nikolaus Harnoncourt
Teldec 8573 80212-2

Johannes Brahms
Symphonies No.2 in D, Op.73 & No.4 in E minor, Op.98.
Concertgebouw Orchestra
Willem Mengelberg
Teldec 0927-42662-2

Claude Debussy
3 Nocturnes. Jeux.
Concertgebouw Orchestra
Bernard Haitink
Philips 476 260-4

Claude Debussy
Berceuse Heroique. Images. Jeux. Marche écossaise. Nocturnes. La Mer.
Prélude à l'après-midi d'un faune. Première Rhapsodie.
Danses for Harp and Orchestra.
George Pieterson (clarinete), Vera Badings (harpa)
Royal Concertgebouw Orchestra
Eduard van Beinum, Bernard Haitink
Philips 438 742-2

Antonín Dvorák
Piano Concerto in G minor, B63. The Golden Spinning Wheel, B197.
Pierre-Laurent Aimard (piano)
Royal Concertgebouw Orchestra
Nikolaus Harnoncourt
Teldec 8573 87630-2

Antonín Dvorák
Symphonic Poems: The Golden Spinning Wheel; The Noonday Witch;
The Water Goblin; The Wild Dove.
Royal Concertgebouw Orchestra
Nikolaus Harnoncourt
Teldec 2564 60221-2

Antonín Dvorák
Symphony No.9 in E minor, 'From the New World', Op.95. The Water Goblin, Op.107.
Royal Concertgebouw Orchestra
Nikolaus Harnoncourt
Teldec 3984 25254-2

Ruggiero Leoncavallo
I Pagliacci.
J. Cura, C. Castronovo, A. Folea (tenores), B. Fritolli (soprano),
C. Alvarez, S. Keenlyside (barítonos), J. Alders (baixo)
Netherlands Radio Choir
Royal Concertgebouw Orchestra
Riccardo Chailly
Decca 467 086-2

Gustav Mahler
Symphony No.1 in D.
Alban Berg
Piano Sonata, Op.1 (orquestração de Theo Verbey).
Royal Concertgebouw Orchestra
Riccardo Chailly
Decca 448 813-2

Sergei Rachmaninov
Piano Concerto No.3 in D minor, Op.30.
Vladimir Ashkenazy (piano)
Concertgebouw Orchestra
Bernard Haitink
Decca 417 239-2

Sergei Rachmaninov
Symphonies No.1 in D minor, Op.13; No.2 in E minor, Op.27 &
No.3 in A minor, Op.44.
Concertgebouw Orchestra
Vladimir Ashkenazy
Decca 448 116-2

Richard Strauss
Ein Heldenleben, Op.40. Tod und Verklarung, Op.24.
Royal Concertgebouw Orchestra
Bernard Haitink
Philips 50 Great Recordings 464 743-2


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