Mostrar mensagens com a etiqueta Maria João Pires. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Maria João Pires. Mostrar todas as mensagens

19/05/2018

Pianistas #54: Menahem Pressler (1923-)

Há menos de uma semana referi aqui por estas bandas o pianista Menahem Pressler, a propósito da sua presença no Beaux Arts Trio, em que esteve desde a fundação, em 1955, até à dissolução, em 2008. Ou seja, quando o trio cessou a atividade Menahem Pressler tinha 85 anos. Seria de pensar que o homem aproveitaria a oportunidade para iniciar o gozo de uma merecida reforma, mas não senhor, decidiu prosseguir com uma carreira a solo!

A nossa pianista Maria João Pires (1944-), que simpaticamente partilhamos com os nossos amigos brasileiros, por outro lado, anunciou que a digressão que está a realizar este ano será a última, deixando após isso de aparecer nas salas de concerto. Uma das paragens, a última em Espanha, desta digressão foi esta semana, em Madrid, no Auditório Nacional de Música onde, com a Orquestra de Paris sob a direcção de Daniel Harding (1975-), interpretou o 3º Concerto para Piano de Ludwig van Beethoven (1770-1827). Pois adivinhem com quem é que ela se cruzou nessa cidade?! Menahem Pressler, pois claro, que se encontrava igualmente em Madrid para um recital... E desse encontro Maria João Pires deixou um registo para a posteridade na sua página no Facebook:



YouTube

05/02/2017

Pianistas #49: Maria João Pires (1944-)

A pianista portuguesa Maria João Pires começou a dar recitais públicos ainda muito nova, com apenas 7 anos de idade. Fez os estudos musicais em Portugal, no Conservatório de Lisboa com o professor Campos Coelho (1903-1988), e depois na Alemanha, primeiro em Munique e em seguida em Hanover, com o reputado pianista e professor Karl Engel (1923-2006).

O reconhecimento internacional chegou com a sua vitória na Beethoven Bicentennial Competition em Bruxelas, em 1970. As suas estreias nos grandes palcos mundiais e com as mais conceituadas orquestras só aconteceriam bastantes anos depois, contudo: Londres em 1986, Nova Iorque em 1989, Salzburgo em 1990 (com a Orquestra Filarmónica de Viena e o saudoso maestro Claudio Abbado).

A estreia com a Orquestra Filarmónica de Berlim teve lugar no dia 5 de Fevereiro de 1991, passam hoje 26 anos. E é precisamente com Maria João Pires e essa orquestra que vos deixo nos vídeos que aqui incluo.


Internet



Maria João Pires
Askonas Holt / Gulbenkian Música / The Telegraph / Wikipedia

02/12/2008

CDs #190: Brahms, Violin Sonatas 1-3

Dada a dificuldade em obter um emprego estável na sua cidade natal, Hamburgo, em 1862 o compositor Johannes Brahms (1833-1897) decidiu mudar-se para Viena, onde havia mais perspectivas de encontrar um posto adequado. E a verdade é que foi lá recebido calorosamente, entre outros pelo temido crítico musical Eduard Hanslick (1825-1904). Aquele mesmo que, poucos anos depois, iria andar às turras com Richard Wagner (1813-1883)... Por coincidência, ou talvez não, a produção de música de câmara de Brahms apenas começou a ganhar relevo a partir de 1862, portanto após a mudança para a capital austríaca.

As Sonatas para Violino apareceriam bastante mais tarde, com a primeira a ser composta em 1879, tinha já o compositor 46 anos. A estreia teve lugar no dia 20 de Novembro desse ano, com Brahms ao piano e o violino a cargo de Josef Hellmesberger (1828-1893). O seu grande promotor, contudo, viria a ser um já nosso bem conhecido, o pianista (e maestro) Hans von Bülow (1830-1894). Passariam vários anos até que Brahms concluísse outra sonata para violino, o que viria a acontecer no Verão de 1886. A estreia pública, a 2 de Dezembro desse ano, passam hoje 122 anos, encontrou os mesmos intérpretes: Brahms e Hellmesberger. Nesse mesmo ano o compositor iniciou a escrita daquela que viria a ser a sua e última sonata para violino, e viria a concluí-la no Verão de 1888, tendo-a dedicado ao amigo Hans von Bülow.

Este disco apresenta-nos as 3 sonatas para violino de Johannes Brahms, com a interpretações a cargo do violinista Renaud Capuçon (1976-) e do pianista Nicholas Angelich (1970-). Refira-se que Renaud Capuçon tem estado particularmente activo, nomeadamente em várias gravações, algumas delas com o seu irmão, o violoncelista Gautier Capuçon (1981-), e que no passado tocou e gravou com a nossa Maria João Pires (1944-). Um homem da casa.




Johannes Brahms
Violin Sonata No.1 in G major, Op.78.
Violin Sonata No.2 in A major, Op.100.
Violin Sonata No.3 in C minor, Op.108.
Renaud Capuçon (vn), Thomas Angelich (piano)
Virgin Classics 5 45731-2
(2005)


Internet

Johannes Brahms
Johannes Brahms WebSource / Johannes Brahms Gesellschaft Hamburg / Classical Music Pages / Wikipedia / Vidas Lusófonas / Naxos / Classical Net / Essentials of Music / Classical Music Archives / UOL Educação / Biblioteca Brasileira do Violão / Island of Freedom

22/04/2008

Pianistas #23: Arnaldo Cohen (1948-)

Os nossos amigos brasileiros estão muitíssimo bem servidos de pianistas, alguns dos quais são dos mais (re)conhecidos internacionalmente. Parece que a década de 1940, em particular, se revelou extremamente produtiva; já aqui falei do extraordinário pianista Nelson Freire, nascido em 1944, chegando hoje a vez de falar de um outro, Arnaldo Cohen, nascido em 1948. Já para não falar da nossa Maria João Pires, obviamente, que nasceu no mesmo ano de Nelson Freire e se mudou há não muito tempo de armas e bagagens para o Brasil...

Arnaldo Cohen começa logo por ser um caso incomum por ter finalizado com notas máximas os cursos de piano... e violino da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi, aliás, como violinista profissional que começou, numa altura em que ainda estudava engenharia. Após ter estudado com Jacques Klein, por sua vez um antigo aluno do já nosso conhecido William Kapell (1922-1953), virou-se definitivamente para o piano, e com tal sucesso que, em 1972, venceu o Concurso Internacional de Piano Ferruccio Busoni, um dos mais prestigiados a nível mundial.

Actualmente a viver nos Estados Unidos, após vinte e tal anos passados em Londres, já tocou com alguns dos mais reputados músicos, agrupamentos de câmara e orquestras, como a violinista Viktoria Mullova (1959-), os Quartetos Chilingirian, Lindsay e Orlando, e as Orquestras Filarmónicas de Cleveland e de Orlando.

Arnaldo Cohen nasceu há 60 anos, no dia 22 de Abril de 1948.


CDs



Franz Liszt
Danse Macabre (Saint-Saëns), S555. Nuages gris, S199. Unstern!
Sinistre, disastro, S208. Grande Fantasie on "Les Huguenots"
by Meyerbeer, S412. La lugrube gondola, S200 (2 versões).
Impromptu, S191, "Nocturne". Totentanz, S525.
Arnaldo Cohen (piano)
Naxos 8.553852
(1996)

Brasiliana
Three Centuries of Brazilian Music.
Arnaldo Cohen (piano)
BIS BIS-CD-1121
(2001)

Franz Liszt
Funérailles (No.7 of Harmonies poètiques et religieuses).
Rhapsodie espagnole. Vallée d'Obermann (No.6 of Années de
pèlerinage: I. Suisse). Piano Sonata in B minor.
Arnaldo Cohen (piano)
BIS BIS-CD-1253
(2003)


SACD



Franz Liszt
Totentanz, S525. Piano Concertos - No.1 in E flat major;
No.2 in A major.
Arnaldo Cohen (piano)
São Paulo Symphony Orchestra
John Neschling
BIS BIS-SACD-1530


Internet

Arnaldo Cohen
Home Page / Philadelphia Classical Music / Arts Management Group / Scottish International Piano Competition 2007 / Indiana University / Pró-Música / Wikipédia

12/04/2008

Concertos #65

É quase universalmente sabido (lembro-me de uma notabilíssima excepção...) que o compositor de origem polaca Frédéric Chopin (1810-1849) escreveu maioritariamente música para piano, abrangendo um sem-número de formas: além dos concertos para esse instrumento, compôs baladas, estudos, impromptus, mazurkas, nocturnos, polonaises, prelúdios, rondos, scherzos, sonatas e variações!

Chopin escreveu 3 sonatas para piano, a primeira na juventude, em 1828, e a última delas em 1844, numa altura algo complicada para o compositor: o badalado romance com a escritora George Sand (1804-1876) já tinha tido melhores dias, e a doença que o mataria 5 anos depois ia começando a dar sinais. Esta sonata foi editada no ano seguinte e dedicada à condessa Émilie de Perthuis, esposa do conde Perthuis, a quem Chopin tinha anteriormente dedicado as Mazurkas, Op.24.

Esta é uma das obras que a pianista Maria João Pires vai tocar amanhã na Casa da Música, naquilo que é a sua primeira aparição naquele espaço. O programa será totalmente dedicado a Chopin, abrindo com uma transcrição para violoncelo e piano do seu Estudo, Op.25 Nº7, da responsabilidade de Alexander Glazunov (1865-1936), e em que será acompanhada pelo violoncelista russo Pavel Gomziakov (1975-). Voltamos assim a assistir a um recital de Maria João Pires, um ano depois de a termos encontrado no Centro Cultural de Belém. Um dos pontos altos da programação deste ano da Casa da Música, pois claro!


Programa

Frédéric Chopin
Estudo, Op.25 Nº7 (transcr. Alexander Glazunov)
Nocturno em si maior, Op.9 Nº3.
Sonata para Piano Nº3 em si menor, Op.58.
Sonata para Violoncelo e Piano em sol menor, Op.65.
Maria João Pires (piano), Pavel Gomziakov (violoncelo)


Internet

Frédéric Chopin
Classical Music Pages / The Fryderyk Chopin Society in Warsaw / Vidas Lusófonas / Classical Net / The Unofficial Chopin Homepage / Wikipedia / Classical Music Archives / Naxos / Clássicos

23/04/2007

Concertos #56

Algumas notas breves, ainda a quente, no rescaldo do fim-de-semana pianístico:

1.

O recital de Maria João Pires foi diferente. Pela selecção de obras (de que falarei noutra altura), e pelo ambiente intimista e, diria mesmo, quase religioso, em particular aquando da participação do maestro César Viana. Diferente, também, o sapateado da pianista, num batuque constante aquando das passagens mais energéticas. Desconhecia-lhe em absoluto esse tique, pois nunca tinha tido a oportunidade de a ver ao vivo, e devo reconhecer que me incomodou um bocado, distraindo-me por vezes de uma interpretação de que, diga-se, gostei muito.

2.

Antes desse recital demos umas voltas ali pela marginal, entre o Padrão dos Descobrimentos e a Torre de Belém. A certa altura depará-mo-nos com um grupo que, ruidosamente, exibia toda a sua alarve falta de respeito pelo próximo. Depois de assistir ao que fizeram a um sujeito que se limitava a tocar guitarra na passagem subterrânea que liga o jardim do Mosteiro dos Jerónimos à marginal junto do referido Padrão, sou tentado a pôr em causa alguns dos princípios que deveria considerar fundamentais. E pergunto-me que tipo de tratamento uma sociedade moderna deverá aplicar a imbecis como estes que, na sua cultura de violência, exibem carecas brilhantes e tatuagens por tudo o que é epiderme, reclamam-se de um patriotismo exclusivo e nos insultam a todos?!

19/04/2007

Concertos #55

Para os leitores deste canto, não é novidade o nosso desapontamento com a actual programação da Casa da Música. Sem ter nada contra as outras formas de expressão musical, é óbvio que nos preocupamos principalmente com a denominada "música clássica", e esta, apesar da formação musical do responsável pela programação, encontra-se em evidente perda por aquelas bandas. Foi assim com alguma ironia que assistimos às prosas laudatórias aquando da recente celebração do 2º aniversário da casa, algo que não nos recordamos de ter presenciado noutras alturas, em que tal bem mais se justificava. Tal diz muito não só de quem escreveu tais coisas, por não saberem do que falavam, como da maioria da população, principalmente a nortenha, que se está borrifando para o assunto.

Como resultado directo disto, as nossas idas à zona da Boavista diminuíram significativamente, algo que temos vindo a procurar compensar de várias formas. E é assim que no próximo fim-de-semana, conforme já antes aqui referimos, lá vamos rumar à capital do piano, ansiosos por encontrar pela primeira vez alguns dos nossos heróis dos teclados. Depois do concerto com Pascal Rogé (1951-) e a Orquestra Metropolitana de Lisboa, pelas 14 horas de Sábado, vamos assistir ao (por nós) muito aguardado recital de Maria João Pires (1944-), de que tudo o que se conhece do programa é: "Carta Branca"... Não há muitos pianistas para cujos recitais compraríamos bilhetes sem saber de antemão coisa alguma sobre aquilo que pretendiam tocar. Está visto que, no que nos diz respeito, Maria João Pires tem mesmo carta branca...

No Domingo à tarde, pelas 17 horas, temos novo encontro marcado com o pianista polaco Piotr Anderszewski (1969-), quase dois anos depois do anterior. Repetir-se-ão Bach (1685-1750), desta vez com a Suite Inglesa Nº6, e Szymanowski (1882-1937), de novo com as Métopes. Programa quase inalterado, esperamos que se mantenha a excelência da interpretação.

01/03/2007

Compositores #79: Frédéric Chopin (1810-1849)

A Polónia teve uma história deveras atribulada e o século XVIII, em particular, revelou-se-lhe extremamente duro, com vários países a entreterem-se a dividirem-na entre si; por 3 vezes, só no último quartel desse século, e a festa prosseguiria nos tempos napoleónicos que se seguiram. O que é de mais é moléstia, diz o povo sabiamente e, nos finais de Novembro de 1830, deu-se uma insurreição armada contra os russos, que eram quem ditava leis lá no sítio. Começaram, compreensivelmente, por visitar a residência do grão-duque Konstantin Pavlovich (1779-1831) que, vestido de mulher, lá logrou escapulir-se (o vídeo não se encontra disponível no YouTube...). Apesar de algumas significativas vitórias, as forças em campo estavam longe de ser equilibradas e, no início de Outubro de 1831, os russos voltaram a dominar completamente a situação.

Nessa época Chopin dava frequentes concertos em Viena e, informado do que se passava no seu país Natal, optou pelo não regresso. Em 1831 mudou-se de armas e bagagens para Paris onde, além de compor, dava concertos, embora não muitos, e era professor de piano. Exorbitantemente pago, diga-se em abono da verdade... Desta fase, há algumas obras emblemáticas, que abrangeram a fase de transição entre a Polónia e França:

» Os Estudos, Op.10, compostos entre 1830 e 1832;
» Os Nocturnos, Op.9, compostos entre 1830 e 1832; e
» Os Nocturnos, Op.15, escritos entre 1830 e 1833.

E este é um repertório em que brilhou (brilha) intensamente a nossa Maria João Pires (1944-), com gravações que são de absoluta referência. Quanto a Chopin, parece que passam hoje 197 anos sobre a data do seu nascimento. Não há registos que o confirmem, antes pelo contrário, mas o compositor nunca aceitou outra data que não o dia 1 de Março de 1810...


CDs




Frédéric Chopin
12 Études, Op.10. 4 Rondos - Opp.1, 5, 16 & 73.
Frederic Chiu (piano)
Harmonia Mundi HMU907201
(1996)

Frédéric Chopin
Nocturnes - Opp.9, 15, 27, 32, 37, 48, 55, 62 & No.19, Op.72 No.1.
Scherzi - Opp.1, 2, 3 & 4.
Artur Rubinstein (piano)
Naxos Historical 8.110659-60

Frédéric Chopin
Nocturnes. Ballades. Waltzes. Scherzi.
Shura Cherkassky (piano)
BBC Legends BBCL4057-2
(1970, 1978, 1980, 1983, 1987, 1988, 1991)

Dame Moura Lympany Plays Chopin
Waltzes & Nocturnes.
Moura Lympany (piano)
Dutton Laboratories 2CDBP9715

Frédéric Chopin
Études - Opp.10 & 25.
Murray Perahia (piano)
Sony Classical SK61885
(2001)

Frédéric Chopin
The Complete Nocturnes.
Bernard d'Ascoli (piano)
Athene Minerva 23 201

Frédéric Chopin
The Nocturnes.
Maria João Pires (piano)
Deutsche Grammophon 447 096-2


Internet

Frédéric Chopin
Home Page Chopin / Classical Music Pages / Wikipedia / Vidas Lusófonas / Chopin Foundation of the United States / Classical Net / The Unofficial Frederic Chopin Homepage / Société Chopin à Paris


desNorte

Frédéric Chopin
Compositores #6 / Compositores #25 / CDs #39 / Concertos para Piano #1

26/06/2005

CDs #43: Schumann, Piano Concerto, Piano Quintet

No dia em que o regente italiano Claudio Abbado (1933-) comemora o seu 72º aniversário, trazemos aqui um disco que também tem muito de português, ou não fosse Maria João Pires a pianista de serviço.


Claudio Abbado

Ambas as peças presentes no disco, o Concerto para Piano e o Quinteto para Piano, foram compostas já Robert Schumann (1810-1856) tinha abandonado as suas ambições pianísticas, por problemas em movimentar alguns dos dedos da sua mão esquerda.

O concerto foi de gestação difícil, tendo nascido em 1841 como Phantasie para piano e orquestra, que mais tarde seria utilizada como primeiro andamento do seu Concerto para Piano, Op.54, terminado em 1845. A estreia aconteceu em Dezembro desse ano, com a sua esposa, Clara Schumann, ao piano.


Maria João Pires, Augustin Dumay, Jian Wang

Durante o ano de 1842 Schumann dedicou-se essencialmente a escrever música de câmara. Nesse ano compôs, nomeadamente, os seus 3 quartetos de cordas e 3 obras para piano, entre elas o quinteto presente neste disco. A acompanhar Maria João Pires nesta obra estão alguns companheiros seus de música de câmara de longa data, como Augustin Dumay e Jian Wang, com quem gravou inúmeros discos. Grandes audições, em dia de aniversário!



Robert Schumann
Piano Concerto in A minor, Op.54.
Quintet for Piano, 2 violins, Viola and Cello in E flat major, Op.44.
Maria João Pires (piano)
Augustin Dumay, Renaud Capuçon (violinos)
Gérard Caussé (viola)
Jian Wang (violoncelo)
Chamber Orchestra of Europe
Claudio Abbado
Deutsche Grammophon 463 179-2

03/11/2004

CDs #10: Franz Schubert (1797-1828), Impromptus

A era clássica da música foi "cozinhada" em Viena por Haydn (1732-1809), Mozart (1756-1791) e Beethoven (1770-1827). Franz Schubert, natural dessa cidade, foi quem lhes sucedeu como maior representante dessa escola. Compositor prolífero (compôs mais de um milhar de obras durante a sua curta vida), é um dos meus favoritos, e um disco saído recentemente toca com insistência cá em casa. A gravação original é de 1996, reeditado este ano pela Apex, a etiqueta económica da Warner Classics. Elisabeth Leonskaja é a pianista de serviço, num repertório já igualmente sublimado por Maria João Pires. Boas audições!



Franz Schubert
Impromptus, D899. Impromptus, D935.
Elisabeth Leonskaja (piano)
Apex 2564 61140-2


Links

http://en.wikipedia.org/wiki/Franz_Schubert
http://www.vanderbilt.edu/~cyrus/schub.htm
http://www.warnerclassics.com/apex.php
http://www.musica.gulbenkian.pt/?cgi-bin/wnp_db_dynamic_record.pl?dn=db_musica_biographies_pt&sn=musica&orn=47

17/10/2004

Compositores #6: Frédéric Chopin (1810-1849)

Passam hoje 155 anos sobre a morte do compositor polaco Frédéric Chopin, ocorrida a 17 de Outubro de 1849. A precocidade é norma quase generalizada entre todos os grandes compositores; Chopin não fugiu à regra: aos 7 anos já tinha composto duas polonesas, e rapidamente o menino prodígio se tornou na atracção lá do sítio (Varsóvia), tocando nos salões locais.


Frédéric Chopin

Entre 1816 e 1822 teve aulas de piano com Wojciech Zywny e Jósef Elsner, tendo frequentado o Conservatório entre 1826 e 1829, ano em que deu o seu primeiro concerto em Viena.

Em 1831, por razões políticas e musicais, mudou-se de armas e bagagens para Paris, onde começou de imediato a trabalhar como professor particular e intérprete de salão. Por essa altura já começava a sentir os sintomas da doença que o acompanharia até à morte: a tuberculose.

A vida parisiense permitiu-lhe fazer amizade com outros compositores ainda hoje (merecidamente) bem conhecidos, como Liszt, Berlioz e Schumann.

É reconhecidamente o compositor que mais se dedicou à música para piano, e com o sucesso que todos sabemos: mazurkas, estudos, noturnos, polonesas, prelúdios, sonatas, é ver a lista de grandes pianistas que se especializaram na sua música; um desses grandes intérpretes, a nossa Maria João Pires.



Não será do conhecimento geral, mas Chopin também compôs música vocal, sob a forma de 20 canções. O que não compôs, seguramente, foram concertos para violino! Isso, só um português o não sabe, o mesmo que actualmente nos dá música todos os santos dias...




CDs

Ballades. Études. Mazurkas.
Sviatoslav Richter
BBC Legends BBCL 4021-2

Préludes. Piano Sonata.
Martha Argerich
Deutsche Grammophon 463 663-2

Mazurkas. Valsas.
Artur Rubinstein
Naxos Historical 8.110656/7

Polonaises.
Artur Rubinstein
Naxos Historical 8.110661

Mazurkas. Études.
Vladimir Horowitz
Naxos Historical 8.110606

Préludes. Ballades. Polonaise.
Bruno Moiseiwitsch
APR Recordings APR 5575

Nocturnes.
Maria João Pires
Deutsche Grammophon 447 096-2

Ballades. Études. Nocturnes. Waltzes.
Shura Cherkassky
BBC Legends BBCL 4057-2

Préludes. Ballades. Nocturne. Scherzo.
Sviatoslav Richter
Preiser PR95001

Ballades. Études. Scherzos. Impromptus.
Michelangeli, Busoni, Casadesus, Cortot, Gieseking, Godowsky, Horowitz, Lipatti,
Hofmann, Friedman, Paderewski, Rachmaninov, Rubinstein, SOlomon, von Sauer
Andante AND1150 (4 cds)

Internet

http://www.chopin.pl/
http://w3.rz-berlin.mpg.de/cmp/chopin.html