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06/05/2018

Poetas #14: Maurice Maeterlinck (1862-1949)

O título deste texto é um pouco (bastante...) redutor, dado que o belga Maurice Maeterlinck, além de poeta, foi dramaturgo e ensaísta. Foi também bastante bom a copiar obras de outros, como o provam as acusações de plágio relacionadas com a sua obra La Vie des Termites, publicada em 1926. Voltando às coisas positivas, e que felizmente abundam, merecem realce os vários e importantes prémios atribuídos a Maeterlinck, com destaque para o Nobel da Literatura em 1911, assim como também, para mim, deveremos assinalar o facto de variadíssimas obras deste autor terem servido de base / inspiração para obras musicais.

Uma delas foi indubitavelmente Pelléas et Mélisande, uma peça que escreveu em 1892 e que teve a sua estreia nos palcos (parisienses) no dia 17 de Maio de 1893. A lista de compositores que nela se inspiraram é deveras impressionante:

Claude Debussy (1862-918) - ópera
Gabriel Fauré (1845-1924) - suite orquestral
Arnold Schoenberg (1874-1951) - poema sinfónico
Jean Sibelius (1865-1957) - música de cena
William Wallace (1860-1940) - suite para orquestra

Maurice Maeterlinck faleceu há 69 anos, no dia 6 de Maio de 1949.


CDs




William Wallace
Creation Symphony in C sharp minor. Prelude To The Eumenides.
Pelléas and Mélisande Suite.
BBC Scottish Symphony Orchestra
Martyn Brabbins
Hyperion CDA66987
(1997)

Claude Debussy
Pelléas et Mélisande
Wolfgang Holzmair, Laurent Naouri, Jérôme Varnier (barítonos), Anne Sofie von Otter,
Florence Couderc (soranos), Alain Vernhes (baixo), Hanna Schaer (meio-soprano)
Radio France Chorus
French National Orchestra
Bernard Haitink
Naïve V4923
(2001)

Arnold Schoenberg
Pelleas und Melisande
Richard Wagner
Siefried Idyll
Orchestra of the Deutsche Opera
Christian Thielemann
Deutsche Grammophon 469 008-2

Jean Sibelius
Symphonies - No.4, Op.63 and No.7, Op.105. Tapiola, Op.112.
Suite from 'Pelléas et Melisande', Op.46.
Royal Philharmonic Orchestra
Thomas Beecham
BBC Legends BBCL4041-2


YouTube





Maurice Materlinck
Nobelprize.org / Encyclopaedia Britannica / Wikipedia

17/03/2013

Obras Orquestrais #22: Pelléas et Mélisande, de Jean Sibelius

Aquando da passagem de mais um aniversário do nascimento do poeta, dramaturgo e ensaísta belga Maurice Maeterlinck (1862-1949), no caso o 146º, trouxe aqui uma lista de compositores que escreveram obras baseadas na sua peça Pelléas et Mélisande, escrita em 1892. Um deles, conforme referi na altura, foi o compositor finlandês Jean Sibelius (1865-1957), que compôs a música de cena Pelléas et Mélisande em 1905. Duas coincidências (uma algo relevante, a outra curiosa...):

- 1905 foi também o ano em que Sibelius efectuou a primeira visita a Inglaterra;
- Ao mesmo tempo que escrevo este texto. o canal Mezzo live HD está a transmitir da Opéra Comique a ópera... Pelléas et Mélisande de Claude Debussy (1862-1918).

A estreia da música de cena Pelléas et Mélisande de Jean Sibelius teve lugar no dia 17 de Março de 1905, passam hoje 108 anos.


CDs


Jean Sibelius
Symphonies - No.4, Op.63 and No.7, Op.105. Tapiola, Op.112.
Suite from 'Pelléas et Melisande', Op.46.
Royal Philharmonic Orchestra
Thomas Beecham
BBC Legends BBCL4041-2

Jean Sibelius
Symphony No.7, Op.105. Tapiola. The Oceanides. Pelléas et Mélisande.
Royal Philharmonic Orchestra
Thomas Beecham
EMI Classics 5 09692-2
(1955)

Jean Sibelius
Symphonies - No.1 in E minor, Op.39; No.7 in C major, Op.105.
Finlandia, Op.26 No.7. Pelléas et Mélisande, Op.46 (excerpts).
Helsinki City Symphony Orchestra
Leopold Stokowski
Guild GMCD2341
(1953)


Internet



Jean Sibelius

29/08/2008

Escritores #8: Maurice Maeterlinck (1862-1949)

O compositor francês Claude Debussy (1862-1918), apesar de ter ensaiado outras tentativas, nomeadamente a partir da obra The Fall of the House of Usher de Edgar Allan Poe (1809-1849), apenas nos deixou uma ópera completa, Pelléas et Mélisande. Esta descreve-nos as desventuras de Golaud, o marido ciumento, e Mélisande, a infeliz esposa que viria a derreter-se de amores por Pelléas, meio-irmão de Golaud. Este, depois de suspeitas várias, lá logrou ouvir a troca de juras de amor entre Mélisande e Pelléas e, louco de raiva, matou o meio-irmão logo ali. Mélisande, por sua vez, viria a morrer pouco depois de dar à luz a filha do casal, deixando Golaud divido entre os remorsos de ter eventualmente contribuído para a morte da esposa e os ciúmes dos amores desta por Mélisande. A estreia desta ópera teve lugar em Paris, no dia 30 de Abril de 1902.

Mais modesto, o compositor finlandês Jean Sibelius (1865-1957) limitou-se, em 1905, a compôr a música de cena Pelléas et Mélisande, estruturada em 8 andamentos. Exibindo um tom menos emocional e mais escuro do que o da ópera de Debussy, esta obra de Sibelius foi estreada em Helsínquia no dia 17 de Março de 1905.

Já andava Debussy entretido a escrever a ópera e Patrick Campbell (1865-1940), uma famosa actriz inglesa, pediu-lhe para escrever uma música de cena para a peça Pelléas et Mélisande, entusiasmada como estava depois de assistir à respectiva estreia londrina, em 1895. Campbell queria traduzi-la para inglês e incluí-la no seu repertório, mas Debussy, indiferente a tais excitações, mandou-a às urtigas. A nossa actriz, contudo, não era senhora de desistir facilmente, virando-se então para Gabriel Fauré (1845-1924), e dessa vez com mais sucesso. Demasiado ocupado na altura, Fauré deixou a orquestração a cargo do seu aluno Charles Koechlin (1867-1950) mas, perante o sucesso obtido, viria posteriormente a extrair dela uma suite sinfónica, que ele próprio orquestrou e que teria a sua estreia no dia 3 de Fevereiro de 1901.

Ainda nos inícios do século XX, um compositor já nosso bem conhecido, Richard Strauss (1864-1949), desconhecendo que Debussy já tinha iniciado tal empreitada, sugeria a Arnold Schoenberg (1874-1951) que compusesse uma ópera igualmente baseada na peça Pelléas et Mélisande. Schoenberg, todavia, optaria por escrever um poema sinfónico, que o próprio compositor estrearia em Viena no dia 26 de Janeiro de 1905. Sem grande sucesso, diga-se, que só viria a encontrar uns anos mais tarde. Tal como no caso de Debussy, esta obra acabou por ser a única do género escrita por Schoenberg, que não mais se viraria para os poemas sinfónicos.

Todas estas obras, como está bom de ver, basearam-se na peça Pelléas et Mélisande do poeta e dramaturgo belga Maurice Maeterlinck (1862-1949), Prémio Nobel da Literatura em 1911, e que nasceu no dia 29 de Agosto de 1862, passam hoje 146 anos.


Internet

Maurice Maeterlinck
Nobelprize.org / Symbolism and Maurice Maeterlinck / biographybase / Famous Belgians / Algosobre / Maurice Maeterlinck / Wikipedia

30/04/2006

Óperas #9: Pelléas et Mélisande, de Claude Debussy

Não é a primeira vez que para aqui se traz Claude Debussy (1862-1918): em Fevereiro deste ano, a propósito da obra Ibéria, referimos de passagem a ópera Pelléas et Mélisande, e as atribulações por que ela passou. Pouco depois da publicação, em 1892, da obra homónima de Maurice Maeterlinck (1862-1949), Prémio Nobel da Literatura em 1911, Debussy teve a oportunidade de assistir à estreia da peça em Paris, em Maio de 1893.

Por essa altura Debussy ambicionava afastar-se da influência da música de Richard Wagner (1813-1883) e, ao decidir passar para ópera o texto de Maeterlinck, procurou que a música "servisse as subtilezas do texto", muito mais do que se verificava no estilo operático dominante na época, ou seja, no de Wagner. Não deixa de ser curioso verificar, todavia, as influências de Wagner nesta obra, nomeadamente da ópera Parsifal...

Pelléas et Méllisande viria a ser a única ópera deixada completa por Debussy, que começou a trabalhar nela em 1889, depois de ter recebido autorização para tal do próprio Maeterlinck. Até aí tudo parecia correr bem, os problemas vieram depois... Apesar de Debussy apenas ter introduzido pequenas alterações no texto, eliminando algumas cenas e cortando alguns diálogos, não evitou a irritação de Maeterlinck por, enquanto esperava pela estreia da ópera, ter feito mais algumas modificações como, por exemplo, a adição de interlúdios entre as mudanças de cena. Situação agravada, e muito, quando Debussy decidiu contratar a soprano escocesa Mary Garden (1874-1967) em detrimento de Georgette Leblanc, a preferida de Maeterlinck, quiçá, por ser amante dele... A estreia teria lugar no dia 30 de Abril de 1902, passam hoje 104 anos.

No texto original não abunda a acção que, assim, se encontra basicamente ausente da ópera, algo que esteve longe de preocupar Debussy: "Preferirei sempre um assunto onde, de alguma forma, a acção seja sacrificada em favor dos sentimentos". Debussy procurou, assim, a criação de uma certa atmosfera, o que não o livrou de um elogio ácido de um crítico do New York Post, pela seu "simples mas original processo de abolir o ritmo, a melodia e a tonalidade da música e, desse modo, não deixando nada para além da atmosfera"...


CDs



Claude Debussy
Pelléas et Mélisande.
Wolfgang Holzmair, Laurent Naouri, Jérôme Varnier (barítonos),
Anne Sofie von Otter, Florence Couderc (sopranos), Alain Vernhes (baixo),
Hanna Schaer (meio-soprano)
Radio France Chorus
French National Orchestra
Bernard Haitink
Naïve V4923
(2001)

Claude Debussy
Pelléas et Mélisande.
Mary Garden, Leila Ben Sedira, Yvonne Brothier, Marthe Nespoulos, Simone
Berriao (sopranos), Germaine Cernay (contralto), Jacques Jansen, Emile
Rousseau, Henri Etcheverry, Armand Narçon, André Gaudin, Alfred Maguenat,
Charles Panzéra, José Beckmans (barítonos), Paul Cabanel, Hector Dufranne,
Jean-Emile Vanni-Marcoux, Willy Tubiana (baixos), Claire Croiza, Germaine
Cernay (meios-sopranos)
Yvonne Gouverné Choir
Paris Opera Orchestra
Symphony Orchestra
Roger Desormière
Andante ANDCD3990
(1941)

Claude Debussy
Pelléas et Mélisande.
Frederica von Stade, Christine Barbaux (sopranos), Nadine
Denize (contralto), José van Dam, Pascal Thomas, Richard
Stilwell (barítonos), Ruggero Raimondi (baixo)
Berlin Deutsche Oper Chorus
Berlin Philharmonic Orchestra
Herbert von Karajan
EMI 5 67057-2
(1978)


Internet

Maurice Maeterlinck
Nobelprize.org
/ Écrivains Belges Francophones / Wikipedia

Claude Debussy
Claude Debussy Web Site / Claude Debussy and Impressionism / Wikipedia / Classical Music Pages