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19/01/2019

Obras Vocais #19: The Bells, de Sergei Rachmaninov


The Bells é uma obra vocal, por vezes apresentada como sinfonia vocal, do compositor russo Sergei Rachmaninov (1873-1943), composta em 1913 e estreada em Moscovo no dia 8 de Fevereiro do ano seguinte com a direção do próprio Rachmaninov.


Na sua origem está o poema homónimo do escritor norte-americano Edgar Allan Poe (1809-1849), apenas publicado postumamente, e de que Rachmaninov recebeu em 1907 uma cópia da tradução russa. Está visto que o poema o interessou suficientemente...:

I

Hear the sledges with the bells -
Silver bells!
What a world of merriment their melody foretells!
How they tinkle, tinkle, tinkle,
In the icy air of night!
While the stars that oversprinkle
All the heavens seem to twinkle
With a crystalline delight;
Keeping time, time, time,
In a sort of Runic rhyme,
To the tintinnabulation that so musically wells
From the bells, bells, bells, bells,
Bells, bells, bells -
From the jingling and the tinkling of the bells.

II

Hear the mellow wedding bells -
Golden bells!
What a world of happiness their harmony foretells!
Through the balmy air of night
How they ring out their delight!
From the molten-golden notes,
And all in tune,
What a liquid ditty floats
To the turtle-dove that listens, while she gloats
On the moon!
Oh, from out the sounding cells
What a gush of euphony voluminously wells!
How it swells!
How it dwells
On the Future! -how it tells
Of the rapture that impels
To the swinging and the ringing
Of the bells, bells, bells,
Of the bells, bells, bells, bells,
Bells, bells, bells -
To the rhyming and the chiming of the bells!

III

Hear the loud alarum bells -
Brazen bells!
What a tale of terror, now, their turbulency tells!
In the startled ear of night
How they scream out their affright!
Too much horrified to speak,
They can only shriek, shriek,
Out of tune,
In a clamorous appealing to the mercy of the fire,
In a mad expostulation with the deaf and frantic fire,
Leaping higher, higher, higher,
With a desperate desire,
And a resolute endeavor
Now -now to sit or never,
By the side of the pale-faced moon.
Oh, the bells, bells, bells!
What a tale their terror tells
Of despair!
How they clang, and clash, and roar!
What a horror they outpour
On the bosom of the palpitating air!
Yet the ear it fully knows,
By the twanging
And the clanging,
How the danger ebbs and flows;
Yet the ear distinctly tells,
In the jangling
And the wrangling,
How the danger sinks and swells,
By the sinking or the swelling in the anger of the bells -
Of the bells,
Of the bells, bells, bells, bells,
Bells, bells, bells -
In the clamor and the clangor of the bells!

IV

Hear the tolling of the bells -
Iron bells!
What a world of solemn thought their monody compels!
In the silence of the night,
How we shiver with affright
At the melancholy menace of their tone!
For every sound that floats
From the rust within their throats
Is a groan.
And the people -ah, the people -
They that dwell up in the steeple,
All alone,
And who tolling, tolling, tolling,
In that muffled monotone,
Feel a glory in so rolling
On the human heart a stone -
They are neither man nor woman -
They are neither brute nor human -
They are Ghouls:
And their king it is who tolls;
And he rolls, rolls, rolls,
Rolls
A paean from the bells!
And his merry bosom swells
With the paean of the bells!
And he dances, and he yells;
Keeping time, time, time,
In a sort of Runic rhyme,
To the paean of the bells,
Of the bells -
Keeping time, time, time,
In a sort of Runic rhyme,
To the throbbing of the bells,
Of the bells, bells, bells -
To the sobbing of the bells;
Keeping time, time, time,
As he knells, knells, knells,
In a happy Runic rhyme,
To the rolling of the bells,
Of the bells, bells, bells -
To the tolling of the bells,
Of the bells, bells, bells, bells,
Bells, bells, bells -
To the moaning and the groaning of the bells.


Apropriadamente, uma das melhores interpretações desta obra de Rachmaninov é da responsabilidade do maestro inglês Simon Rattle (1955-). E porquê apropriadamente? É que este maestro celebra hoje o seu 64º aniversário, e Edgar Allan Poe nasceu igualmente num dia 19 de Janeiro, mas de 1809.


CD



Sergei Rachmaninov
The Bells, Op.35. Symphonic Dances, Op.45.
Luba Orgonásová (soprano), Dmytro Popov (tenor), Mikhail Petrenko (baixo)
Berlin Radio Chorus
Berlin Philharmonic Orchestra
Simon Rattle
Warner Classics 984519-2
(2010, 2012)


YouTube




Sergei Rachmaninov
Classic fM / AllMusic / Wikipedia

Edgar Allan Poe
Poetry Foundation / The Poe Museum / Wikipedia

Simon Rattle
The Guardian / Encyclopaedia Britannica / Wikipedia

11/06/2018

Pianistas #55: Denis Matsuev (1975-)

Sergei Rachmaninov (1873-1943) é um dos compositores em maior destaque no repertório do pianista, igualmente russo, Denis Matsuev, o nosso aniversariante do dia, dado ter nascido a 11 de Junho de 1975.

A ligação de Matsuev à obra de Rachmaninov ultrapassa em muito a mera interpretação das suas obras: Matsuev é, desde 2008 e a convite de um neto do compositor, o diretor artístico da Fundação Sergei Rachmaninov. Dessa ligação resultou, nomeadamente, a gravação de um disco com obras menos conhecidas deste compositor, editado em 2007 e um extraordinário disco, por sinal.


CD



Unknown Rachmaninov
Sergei Rachmaninov
Piano Sonata No.2, Op.36. Etudes-tableaux, Op.39 - No.2; No.6; No.9.
24 Preludes - Op.23 No.5; Op.32 No.12.
Denis Matsuev (piano)
RCA Red Seal 88697 11591-2


YouTube



Denis Matsuev
Denis Matsuev / Russiapedia / Wikipedia

01/04/2018

Compositores #130: Sergei Rachmaninov (1873-1943)

O russo Sergei Rachmaninov, sobejamente conhecido como compositor, foi também um extraordinário pianista, um dos maiores do seu tempo. Quando se mudou para os Estados Unidos, em Novembro de 1918, apenas alguns dias antes do fim da 1ª Grande Guerra, começou por se dedicar principalmente à carreira de pianista, por ser a forma mais rápida de assegurar rendimentos que lhe permitissem viver nesse país.

Não é de espantar que as peças para piano tenham um lugar de destaque no conjunto da sua obra: além das peças para piano solo (a rondar umas 7 dezenas), efetuou transcrições para piano de obras de outros compositores e escreveu 4 concertos para esse instrumento. Felizmente para nós, Rachmaninov é um daqueles casos em que temos a oportunidade de ouvir o compositor a interpretar as suas próprias obras, através de várias gravações que estão disponíveis no mercado.

Pois é com Rachmaninov a tocar Rachmaninov que ficamos hoje, dia em que passam 145 anos sobre a data do seu nascimento, ocorrido a 1 de Abril de 1873.


CD



Sergei Rachmaninov
Rachmaninov Plays Rachmaninov
Piano Concertos - No.1 in F sharp minor, Op.1 (ver. 1917); No.2 in C minor, Op.18;
No.3 in D minor, Op.30; No.4 in G minor, Op.40. Rhapsody on a Theme of Paganini
in A minor, Op.43. Morceaux de fantaisie, Op.3. Etudes-Tableaux, Op.33.
Sergei Rachmaninov (piano)
Living Era AJD2014


Internet



Sergei Rachmaninov
Boosey and Hawkes / Royal Opera House / Wikipedia

18/06/2017

Pianistas #51: Peter Donohoe (1953-)

A par com uma distintíssima carreira de pianista, Sequeira Costa (1929-) dedicou-se igualmente ao ensino, além de ter feito parte de inúmeros júris em competições internacionais. Uma das instituições onde leccionou foi no Royal Northern College of Music, em Manchester, Inglaterra, tendo contado entre os seus alunos com Peter Donohoe, nascido precisamente nessa cidade há 64 anos, no dia 18 de Junho de 1953.

Se Sequeira Costa tem sido jurado, já Peter Donohoe participou como concorrente em várias competições, entre 1976 e 1982. A última foi no Concurso Internacional de Piano Tchaikovsky, onde foi um dos dois segundos classificados, não tendo sido atribuído o primeiro prémio. Nesse concurso interpretou o Concerto para Piano Nº3, Op.30, de Sergei Rachmaninov (1873-1943), e é um excerto dessa sua participação que podemos ver num dos vídeos incluídos mais abaixo.


Internet




Peter Donohoe
Peter Donohoe / Hyperion / Ikon Arts Management / Wikipedia

18/04/2015

Poemas Sinfónicos #6: The Isle of the Dead, de Sergei Rachmaninov

Em Maio de 1880 o pintor suíço Arnold Böcklin (1827-1901) pintou a primeira das cinco versões do seu mais famoso quadro, "Isle of the Dead" ("Die Toteninsel"):


Dies irae ("Dias da ira") é um hino em latim, do século XIII, popularizado pela sua utilização na Missa de Requiem da Igreja Católica:


Inspirado no primeiro e atraído pelo segundo, o compositor russo Sergei Rachmaninov (1873-1943) compôs, em 1909, o poema sinfónico The Isle of the Dead, uma obra inevitavelmente melancólica e sombria (e incrivelmente bela, diria ainda), estreada passam hoje 106 anos (embora nem todas as fontes coincidam na data da estreia).


CDs




Sergei Rachmaninov
Symphony No1 in D minor, Op.13. Isle of the Dead, Op.29.
USSR State Symphony Orchestra
Evgeni Svetlanov
Regis RRC1247
(1966)

Sergei Rachmaninov
The Isle of the Dead, Op.29. Etudes-tableaux (orch. Respighi) - Op.33 No.4; Op.39 No.2.
Modest Mussorgsky
Picture at an Exhibition (orch. Ravel).
BBC Symphony Orchestra
Evgeni Svetlanov
BBC Legends BBCL4259-2

Sergei Rachmaninov
The Isle of the Dead, Op.29. The Rock, Op.7. Symphonic Dances, Op.45.
Royal Liverpool Philharmonic Orchestra
Vasily Petrenko
Avie AV2188

Dimitri Shostakovich
Symphony No.5 in D minor, Op.47.
Sergei Rachmaninov
The Isle of the Dead, Op.29.
London Symphony Orchestra
USSR State Symphony Orchestra
Evgeni Svetlanov
BBC Legends BBCL4226-2

Sergei Rachmaninov
Symphony No.l in D minor, Op.13. The Isle of the Dead, Op.29.
Detroit Symphony Orchestra
Leonard Slatkin
Naxos 8.573234
(2012)

Great Conductors of the 20th Century - Serge Koussevitzky
Pyotr Ilyich Tchaikovsky
Symphony No.5 in E minor, Op.64.
Sergei Rachmaninov
The Isle of the Dead, Op.29.
Franz Liszt
Mephisto Waltz No.1, S110.
Jean Sibelius
Symphony No.7 in C, Op.105.
Roy Harris
Symphony No.3.
Ludwig van Beethoven
Symphony No.5 in C minor, Op.67.
Boston Symphony Orchestra
BBC Symphony Orchestra
London Philharmonic Orchestra
Serge Koussevitzky
EMI 5 75118-2
(1944, 1945, 1936, 1933, 1939, 1934)


Internet



Sergei Rachmaninov
Rachmaninoff / allmusic / naxos / Wikipedia

01/04/2014

CDs #235: Rachmaninov, 24 Preludes

Apesar de hoje ser o dia que é, um novo regresso do compositor russo Sergei Rachmaninov (1873-1943) não resulta de qualquer descuido ou engano, mas apenas do facto de ele se ter lembrado de nascer a um dia 1 de Abril, no caso do ano de graça de 1873. E também não é por acaso que a sua música para piano volta à baila pois, além de ter sido um extraordinário pianista, deixou-nos um importante conjunto de obras para esse instrumento.

Desse conjunto fazem parte os Prelúdios, num total de 24, assim distribuídos:

- Um isolado, o Op.3 Nº2,
- Outros 10 prelúdios, sob o Op.23, e
- Mais 13, sob o Op.32

Por feliz coincidência estes 24 prelúdios demoram, regra geral (!), um pouco menos de 80 minutos a serem tocados, o que cabe perfeitamente dentro de um único CD. Foi precisamente o que fez o pianista escocês Steven Osborne (1971-), que os gravou em Agosto de 2008, resultando neste disco da editora Hyperion.




Sergei Rachmaninov
Preludes - in C sharp minor, Op.3 No.2; Op.23; Op.32.
Steven Osborne
Hyperion CDA67700
(2008)


Internet



Sergei Rachmaninov
The Rachmaninoff Network / Piano Society

Steven Osborne
Steven Osborne Pianist

01/04/2012

CDs #225: Great Pianists, Rachmaninov, Vol.1

Há exactamente 7 anos atrás trouxe aqui Sergei Rachmaninov (1873-1943), o compositor, num texto em que acabei por dar bastante realce a Rachmaninov, o pianista. A partir daí, e não foram tão poucas vezes quanto isso que ele regressou a este canto, apenas a sua faceta de compositor foi chamada à liça.

O que, se poderá ser aceitável nos tempos que correm, dificilmente alguém compreenderia nas primeiras décadas do século XX, em que as qualidades pianísticas de Rachmaninov brilhavam com grande intensidade.

Felizmente para nós, que apreciamos de sobremaneira as coisas ligadas à grande música, Rachmaninov deixou-nos várias gravações, muitas das quais das suas próprias obras, incluindo os 4 concertos para piano que compôs. Não é o caso do presente disco, editado pela Naxos, com gravações que Rachmaninov efectuou entre 1925 e 1942 de obras de Frédéric Chopin (1810-1849) e Robert Schumann (1810-1856).

Sergei Rachmaninov nasceu há 139 anos, no dia 1 de Abril de 1873.




Sergei Rachmaninov - Historical Recordings 1925-1942
Frédéric Chopin
Ballade No.3 in E flat, Op.47. Nocturne in E flat, Op.9 No.2.
Waltzes, Op.64 - No.2 in C sharp minor; No.3, Waltz in A flat.
Waltz in E minor, Op. posth. Sonata No.2 in B flat minor, Op.35.

Chants polonais, S480/R145 (excerpts).
Robert Schumann
Carnaval, Op.9. Spanisches Liederspiel, Op.74.
Sergei Rachmaninov (piano)
Naxos 8.112020


Internet




Sergei Rachmaninov
Classical Net / Archiv Music / Piano Society / allmusic / 8notes / Rachmaninoff Society / Naxos / Boosey & Hawkes / Classic Cat / Wikipedia

22/04/2011

Pianistas #35: Benno Moiseiwitsch (1890-1963)

O melhor cartão de visita de Benno Moiseiwitsch (1890-1963) é-nos oferecido por Sergei Rachmaninov (1873-1943), ao não esconder a admiração que nutria pelo pianista de origem ucraniana, tendo mesmo chegado a afirmar ser Moiseiwitsch o melhor intérprete da sua música. Significativo, se nos lembrarmos ter sido o próprio Rachmaninov um dos melhores pianistas de sempre.

Com a continuada ida aos baús de boa parte das editoras a discografia disponível dos grandes músicos do passado não pára de aumentar, mantendo em estado de exaltação almas antiquadas como a minha. As gravações de Benno Moiseiwitsch não são excepção a esta regra, havendo já discos para todos os bolsos e gostos, com particular incidência no repertório dos compositores do romântico tardio, Rachmaninov incluído, naturalmente.

Benno Moiseiwitsch nasceu há 121 anos, no dia 22 de Fevereiro de 1890.


CDs





Frédéric Chopin
Four Ballades - No.1 in G minor, Op.23; No.2 in F, Op.38; No.3 in A flat,
Op.47; No.4 in F minor, Op.52. Nocturne No.2, Op.9 No.2.
Benno Moiseiwitsch (piano)
APR APR5575

Ludwig van Beethoven
Piano Concertos - No.3 in C minor, Op.37; No.5 in E flat major,
Op.73, 'Emperor'.
Benno Moiseiwitsch (piano)
London Philharmonic Orchestra, George Szell
Philharmonia Orchestra, Malcolm Sargent
Naxos Historical 8.110776
(1938, 1950)

Great Pianists, Volume 10 - Moiseiwitsch
Acoustic Recordings 1916-1925
Benno Moiseiwitsch (piano)
Royal Albert Hall Orchestra
Landon Ronald
Naxos Historical 8.111116

Great Pianists, Volume 9 - Moiseiwitsch
Ludwig van Beethoven
Piano Sonatas - No.8, 'Pathétique', Op.13; No.14, 'Moonlight', Op.27 No.2;
No.21, Op.53. Andante favori, WoO57. Rondo, Op.51 No.1.
Carl Tausig
Pastorale in E minor / Capriccio in E major.
Carl Maria von Weber
Piano Sonata No.1 in C major, Op.24, J.138: IV. Rondo, "Perpetuum mobile".
Benno Moiseiwitsch (piano)
Naxos Historical 8.111115

Great Pianists, Volume 11 - Moiseiwitsch
Chopin Recordings 1916-1927
Benno Moiseiwitsch (piano)
Naxos Historical 8.111117

Great Pianists, Volume 12 - Moiseiwitsch
Chopin Recordings 1938-1952
Benno Moiseiwitsch (piano)
Naxos Historical 8.111118

Great Pianists, Volume 7 - Moiseiwitsch
Dmitri Kabalevsky
Piano Sonata No.3 in F, Op.46.
Sergei Rachmaninov
Moment Musical No.4 in E minor, Op.16. Preludes - No.1 in C sharp minor,
Op.3 No.2; in G minor, Op.23 No.5; in B minor, Op.32 No.10.
Lilac, Op.21 No.5.
Nicolas Medtner
Russian Round Dance, Op.58 No.1. Fairy Tales - in E minor, Op.34 No.2;
in F minor, Op.42 No.1. Piano Sonata in G minor, Op.22.
Aram Il'yich Khachaturian
Toccata in B flat minor. Gayaneh - Sabre Dance.
Benno Moiseiwitsch (piano)
Naxos Historical 8.110675


Internet



Benno Moiseiwitsch
allmusic / Arbiter Records / Naxos / Wikipedia

18/03/2010

Concertos para Piano #12: Concerto para Piano Nº4, de Sergei Rachmaninov

A primeira vez que por aqui falei do compositor russo Sergei Rachmaninov (1873-1943) foi em Outubro de 2005, e desde essa altura tem sido visita frequente aqui do burgo. O que volta a acontecer hoje, e de novo por causa de um dos seus concertos para piano e orquestra.

Rachmaninov compôs 4 concertos para piano, sendo que o último foi simultaneamente a primeira obra que escreveu depois de se ter mudado para os Estados Unidos, país para onde se tinha mudado em consequência da Revolução Bolchevique de 1917.

Quando foi para o Novo Mundo, teso que nem um virote, a sua maior preocupação era ganhar dinheiro, pelo que optou por se dedicar quase por inteiro à carreira de pianista, esquecendo por uns tempos a regência e a composição. Só em 1926 voltaria então a compor, escrevendo o referido Concerto para Piano Nº4, que seria estreado no dia 18 de Março de 1927, passam hoje 83 anos, com o próprio compositor ao piano e o já nosso conhecido Leopold Stokowski (1882-1977) a dirigir a orquestra (de Filadélfia). Uma dupla de peso...


CDs




Sergei Rachmaninov
Piano Concertos - No.1 in F sharp minor, Op.1; No.3 in C minor, Op.18;
No.3 in D minor, Op.30; No.4 in G minor, Op.40. Rhapsody on a theme of
Paganini, Op.43.
Stephen Hough (piano)
Dallas Symphony Orchestra
Andrew Litton
Hyperion CDA67501/2
(2004)

Sergei Rachmaninov
Piano Concertos - No.1, Op.1; No.2, Op.18; No.3, Op.30; No.4, Op.40.
Rhapsody on a Theme of Paganini, Op.43.
Sviatoslav Richter, Yakov Zak, Lev Oborin (pianos)
USSR State Symphony Orchestra, Kurt Sanderling
Moscow Symphony Orchestra, Kyrill Kondrashin
USSR State Symphony Orchestra, Kyrill Kondrashin
APR APR6005
(1947, 1949, 1952, 1954, 1955)

Sergei Rachmaninov
Piano Concertos - No.1 in F sharp minor, Op.1 (ver. 1917); No.2 in C minor,
Op.18; No.3 in D minor, Op.30; No.4 in G minor, Op.40.
Sergei Rachmaninov (piano)
Living Era AJD2014

Maurice Ravel
Piano Concerto in G.
Sergei Rachmaninov
Piano Concerto No.4 in G minor, Op.40.
Arturo Bendetti Michelangeli (piano)
Philharmonia Orchestra
Ettore Gracis
EMI 5 67238-2


Internet



Sergei Rachmaninov
Rachmaninoff Society / Classical Net / Naxos / The Sergei Rachmaninoff Archives / Classical Music Pages / 8notes.com / Wikipedia

15/03/2009

CDs #198: Rachmaninov, Symphony No.1, Isle of the Dead

O russo Mitrofan Belyayev (1836-1904) nasceu no seio de uma abastada família; o pai comercializava madeiras e o filho não tardou muito a exibir igual aptidão para o negócio, pelo que, uns anos depois, a passagem de testemunho foi levada a cabo sem sobressaltos. Desde muito novo, contudo, que Belyayev sentia uma forte atracção pelo mundo musical, tendo estudado vários instrumentos e tocado durante largos anos num quarteto de cordas. Com o tempo foi-se dedicando menos à interpretação (e ao negócio das madeiras...) e mais à promoção das obras dos seus compatriotas, tendo apoiado um número apreciável de compositores. E poucos dos grandes nomes lhe escaparam, desde Alexander Glazunov (1865-1936) a Piotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893), passando por Alexander Scriabin (1872-1915), Mily Balakirev (1837-1910) e Sergei Taneyev (1856-1915).

O jovem Sergei Rachmaninov (1873-1943) foi outro dos que beneficiaram dos préstimos de Belyayev que, em 1897, apoiou a estreia da sua Sinfonia Nº1, que tinha composto durante o ano de 1895. A estreia acabou por ser um momento inolvidável, pela dimensão do desastre, para o que terá (grandemente) contribuído o estado de embriaguez do maestro de serviço, Glazunov...

Rachmaninov perdeu uma sinfonia (nunca ninguém voltaria a pôr a vista na partitura manuscrita) e ganhou uma depressão nervosa, de que levaria 3 anos a recuperar! Eram todos muito amigos, pois claro: Glazunov, embriagado ou não, teve uma direcção de orquestra ruinosa; César Cui (1835-1918), igualmente compositor e outro dos apoiados por Belyayev, arrasou a sinfonia e o respectivo autor, e assim contribuindo para que Rachmaninov a passasse a rejeitar em absoluto.

A Sinfonia Nº1 de Rachmaninov foi estreada há 112 anos, no dia 15 de Março de 1897.




Sergei Rachmaninov
Symphony No1 in D minor, Op.13.
Isle of the Dead, Op.29.
USSR State Symphony Orchestra
Evgeni Svetlanov
Regis RRC1247
(1966)


Internet

Sergei Rachmaninov
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26/01/2009

Sinfonias #34: Sinfonia Nº2, de Sergei Rachmaninov

Depois de ter estudado no de S. Petersburgo, Sergei Rachmaninov (1873-1943) prosseguiria os estudos no Conservatório de Moscovo, não tendo passado muito tempo até que o seu talento desse nas vistas, chegando mesmo a receber uma palmadinha nas costas de um já na altura (por volta de 1890) conceituado Piotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893). Esperar-se-ia assim uma entrada de rompante no mundo musical, e a medalha de ouro que o Conservatório lhe atribuiu em 1892 pela ópera Aleko só veio reforçar as expectativas.

O desastre da estreia da Sinfonia Nº1, em Março de 1897, contudo, lançou o compositor numa profunda depressão, que o levou a nada compor nos 3 anos seguintes. O regresso ficaria principalmente marcado pelo sucesso da estreia do Concerto para Piano Nº2, em Outubro de 1901. Uns anos depois, em 1906, já Rachmaninov tinha granjeado um enorme prestígio, não só como compositor mas também como pianista, lá ganhou coragem para iniciar a escrita da Sinfonia Nº2, embora receoso de que o desastre de há quase 10 anos atrás se voltasse a repetir. Ao ponto de, depois de a ter terminado (escreveu-a entre 1906 e 1907), ter manifestado o seu desencanto pelo resultado final, e confessado que "não tinha nascido para compor sinfonias". Em 1908, todavia, e depois de uns retoques na sinfonia, acabou ele mesmo por estreá-la, no dia 26 de Janeiro, com uma recepção entusiástica por parte do público presente. Como "um bem nunca vem só", esta obra valeu-lhe ainda um Prémio Glinka, criado em 1884 por Mitrofan Belyayev (1836-1904) e que, entre outros, já havia sido anteriormente atribuído a Tchaikovsky.


CD



Sergei Rachmaninov
Symphonies - No.1 in D minor, Op.13. No.2 in E minor, Op.27;
No.3 in A minor, Op.44.
Royal Concertgebouw Orchestra
Vladimir Ashlenazy
Decca 448 116-2


Internet

Sergei Rachmaninov
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18/04/2008

Maestros #33: Leopold Stokowski (1882-1977)

A lista de obras estreadas pelo norte-americano de origem inglesa Leopold Stokowski é, por si só, prova insofismável de que estamos perante um dos maestros mais importantes de todo o século XX. De Sergei Rachmaninov (1873-1943), por exemplo, foram da sua responsabilidade as estreias do Concerto para Piano e Orquestra Nº4, em 1927, da Rapsódia sobre um tema de Paganini, em 1934, e da Sinfonia Nº3, em 1936; de Dmitri Shostakovich (1906-1975), outro compositor de que por aqui já se falou várias vezes, estreou em solo americano as Sinfonias Nºs 1, 3, 6 e 11; foi também graças a ele que, em 1916, os norte-americanos puderam ouvir pela primeira vez ao vivo a Sinfonia Nº8 de Gustav Mahler (1860-1911). Não hesitou em correr riscos, estreando frequentemente obras de compositores menos mediáticos, como foi o caso de Amériques, de Edgar Varèse (1883-1965), descrita por um crítico como "(...) a primeira partitura absolutamente original para grande orquestra escrita nos Estados Unidos desde o início do século XX".

Os últimos anos têm visto várias e importantes editoras a vasculharem furiosamente os baús, numa onda revivalista de que não há memória. Como resultado disso, a lista de (boas) gravações de Stokowski aqui apresentada há 3 anos está completamente desactualizada, pelo que aproveito a oportunidade da passagem de mais um aniversário do seu nascimento, no caso o 126º, para mostrar alguns dos discos entretanto editados.


CDs





Nicolai Rimsky-Korsakov
Scheherazade, Op.35.
Piotr Ilyich Tchaikovsky
Marche Slave, Op.31.
London Symphony Orchestra
Leopold Stokowski
Cala CACD0536
(1964, 1972)

Ralph Vaughan Williams
Symphony No.6.
Piotr Ilyich Tchaikovsky
Romeo and Juliet.
Wolfgang Amadeus Mozart
Symphony No.35, "Haffner", K385.
Thomas Jefferson Scott
From the Sacred Harp.
Jaromir Weinberger
Schwanda the Bagpiper - Polka and Fugue.
New York Philharmonic Orchestra
Leopold Stokowski
Cala CACD0537
(1949)

Ralph Vaughan Williams
Symphony No.9 in E minor.
Wallingford Riegger
New Dance, Op.18b.
Alan Hovhaness
Symphony No.2, "Mystery Mountain ", Op.132.
Paul Creston
Toccata, Op.68.
Stokowski Symphony Orchestra
Leopold Stokowski
Cala CACD0539
(1958)

Dmitri Shostakovich
Symphony No.5 in D minor.
Ralph Vaughan Williams
Symphony No.8 in D minor.
London Symphony Orchestra
BBC Symphony Orchestra
Leopold Stokowski
BBC Legends BBCL4165-2
(1964)

Camille Saint-Saëns
Samson et Dalila - highlights.
Piotr Ilyich Tchaikovsky
Eugene Onegin - Let me perish, but first let me summon.
Licia Albanese (soprano), Risë Stevens (meio-soprano),
Jan Peerce (tenor), Robert Merrill (barítono)
Robert Shaw Chorale
NBC Symphony Orchestra
Stokowski Symphony Orchestra
Leopold Stokowski
Cala CACD0540
(1954, 1951)

Percy Grainger
Country Gardens. Mock Morris. Early One Morning.
Shepherd's Hey.Irish Tune from County Derry.
Molly on the Shore. Handel in the Strand.
Jean Sibelius
The Tempest, Op.109 - Berceuse (arr. Stokowski).
Kuolema - Valse Triste, Op.44 No.1.
Ralph Vaughan Williams
Fantasia on a Theme by Thomas Tallis.
Sergei Rachmaninov
14 Songs, Op.34 - No.14, Vocalise.
Enrique Granados
Goyescas - Intermezzo.
Claude Debussy
Suite Bergamasque - 3rd movement, Clair de Lune.
Jacques Ibert
Escales.
Stokowski Symphony Orchestra
Leopold Stokowski
Cala CACD0542

Jacob Avshalamov
The Taking of T'ung Kuan.
Piotr Ilyich Tchaikovsky
Symphony No.5 in E minor, Op.64.
Bedrich Smetana
Má vlast - Tabor.
Detroit Symphony Orchestra, Leopold Stokowski
Mercury Orchestra, Rafael Kubelik
Music & Arts CD-1190
(1952)

Modest Mussorgsky
Night on Bare Mountain (orq. Stokowski). Khovantchina - Suite.
Nicolai Rimsky-Korsakov
Russian Easter Festival Overture, Op.36.
Rheinhold Glière
Red Poppy - Russian Sailors' Dance.
Piotr Ilyich Tchaikovsky
Eugene Onegin - Polonaise.
Alexander Borodin
In the Steppes of Central Asia.
Prince Igor- Polovtsian Dances (arr. Stokowski)
Stokowski Symphony Orchestra
Leopold Stokowski
Cala CACD0546
(1950, 1953)


SACDs



Igor Stravinsky
L'Histoire du Soldat.
Madeleine Milhaud, Jean Pierre Aumont, Martial Singher
Conjunto instrumental (Gerald Tarack, Charles Russo,
Theodore Weis, Julius Levine, Loren GLickman,
John Swallow, Raymond Desroches)
Leopold Stokowski
Vanguard Classics ATM-SC1559

Piotr Ilyich Tchaikovsky
Francesca da Rimini, Op.432. Serenade for Strings, Op.48.
London Symphony Orchestra
Leopold Stokowski
Pentatone PTC5186 122


Internet

Leopold Stokowski
Bach Cantatas Website / Penn Libraries / The Leopold Stokowski Site / Classical Net / Wikipedia