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14/01/2017

Sinfonias #55: Sinfonia Nº7, de Vaughan Williams

Robert Falcon Scott (1868-1912) foi um capitão da marinha inglesa, conhecido pelas suas duas expedições à região Antártica, tendo falecido no regresso da segunda. A "Expedição Terra Nova" resultou na morte não só do seu líder, Falcon Scott, como dos outros 4 membros da expedição que com ele tinham atingido o pólo sul. Esse grupo tinha chegado ao pólo no dia 17 de Janeiro de 1912, para rapidamente concluir que um outro, liderado pelo explorador norueguês Roald Amundsen (1872-1928), tinha ganho a corrida por 34 dias...

Em 1948 o inglês Charles Frend (1909-1977) realizou "Scott of the Antarctic" (em português recebeu o título de "A Tragédia do Capitão Scott"), sobre, está-se mesmo a ver, essa trágica expedição. Para a banda sonora foi convidado o compositor inglês Ralph Vaughan Williams (1872-1958), e daquilo que ele compôs acabaria por resultar também a sua 7ª sinfonia, apropriadamente designada por "Sinfonia Antartica", composta entre 1949 e 1952 e estreada no dia 14 de Janeiro de 1953, passam hoje 64 anos.


CDs




Ralph Vaughan Williams
Film Music, Volume 1.
Scott of the Antarctic - Suite (ed. Hogger). The People's Land (ed. Hogger).
Coastal Command - Suite.
Merryn Gamba (soprano), Jonathan Scott (órgão)
Sheffield Philharmonic Chorus
BBC Philharmonic Orchestra
Rumon Gamba
Chandos Records CHAN10007
(2002)

Ralph Vaughan Williams
Symphonies 1-9.
Isobel Baillie, Margaret Ritchie (sopranos), John Cameron (barítono),
John Gielgud (narrador)
London Pilharmonic Choir
London Philharmonic Orchestra
Adrian Boult
Decca 473 241-2

Ralph Vaughan Williams
Symphonies 1-9. The Lark Ascending.
Fantasia on a Theme by Thomas Tallis.
In the Fen Country. On Wenlock Edge.
London Philharmonic Choir
London Philharmonic Orchestra
Bernard Haitink
EMI 5 86026-2

Ralph Vaughan Williams
Symphonies - No.5; No.7, "Sinfonia Antartica".
Sheila Armstrong (soprano)
Ladies of the London Philharmonic Choir
London Philharmonic Orchestra
Bernard Haitink
LPO LPO0072
(1984, 1994)


Internet




Ralph Vaughan Williams
Ralph Vaughan Williams Society / Classic fM / allmusic / Wikipedia

24/03/2013

Sinfonias #44: Sinfonia Nº7, de Jean Sibelius

Passaram 7 anos desde a última vez que aqui falei da Sinfonia Nº7 do compositor finlandês Jean Sibelius (1865-1957), e no entretanto muita coisa aconteceu no que à grande música diz respeito. Também muita coisa aconteceu e mudou em muitas outras áreas, sendo a nossa (des)governação uma das poucas excepções: continuamos a ter irresponsáveis e incompetentes à frente dos nossos (desgraçados) destinos...

Voltando ao assunto que aqui mais nos interessa, perguntarão que raio se poderá então ter passado para voltar agora à mesma obra?! Certamente que Sibelius não a terá revisto entretanto, mas houve uma série de novas leituras da mesma, merecedoras de se juntarem à short list publicada em Março de 2006, e suficientemente relevantes para este regresso, no dia em que passam 89 anos sobre a respectiva estreia.

Refira-se que esta foi a última sinfonia composta por Sibelius. Sabe-se que chegou a iniciar uma oitava, mas a meio do processo mudou de ideias e destruiu a partitura, pelo que dela nada se conhece. Se tivesse deixado escapar alguns rabiscos já alguém se teria arrogado o direito de a terminar, inevitavelmente imbuído do espírito do compositor; como isso não parece ter acontecido, sempre estamos livres de tal...


CDs


Jean Sibelius
Symphonies - No.4, Op.63 & No.7, Op.105. Tapiola, Op.112.
Suite from "Pelléas et Mélisande", Op.46.
Royal Philharmonic Orchestra
Thomas Beecham
BBC Legends BBCL4041-2
(1954, 1955)

The Sibelius Edition.
Jean Sibelius
Symphonies 1-7.
Hallé Orchestra
John Barbirolli
EMI Classics 5 67299-2

Jean Sibelius
Symphonies - No.3, Op.52 & No.7, Op.105.
London Symphony Orchestra
Colin Davis
LSO Live LSO0552
(2003)

Jean Sibelius
Symphony No.7, Op.105. Tapiola. The Oceanides. Pelléas et Mélisande.
Royal Philharmonic Orchestra
Thomas Beecham
EMI Classics 5 09692-2
(1955)

Jean Sibelius
Symphonies - No.1 in E minor, Op.39; No.7 in C major, Op.105.
Finlandia, Op.26 No.7. Pelléas et Mélisande, Op.46 (excerpts).
Helsinki City Symphony Orchestra
Leopold Stokowski
Guild GMCD2341
(1953)

Jean Sibelius
Symphonies 1-7.
Moscow Radio Symphony Orchestra
Gennadi Rozhdestvensky
Melodyia MELCD10 01669

'The Sibelius Edition, Vol.12'.
Jean Sibelius
Symphonies 1-7.
Lahti Symphony Orchestra
Osmo Vänskä, Jaakko Kuusisto
BIS BIS-CD1933/5

Franz Schubert
Symphony No.8, "Unfinished", D759.
Jean Sibelius
Symphony No.7, Op.105.
Georges Bizet
Jeux d'enfants - La toupie; La poupée; Trompette et tambour.
Maurice Ravel
Daphnis et Chloé - Suite No.2.
Philharmonia Orchestra
Royal Philharmonic Orchestra
Adrian Boult
BBC Legends BBCL4039-2
(1963, 1964)


Internet



Jean Sibelius

25/09/2006

SACDs #10: Sibelius, Symphonies Nos.3 & 7

Os Concertos Promenade nasceram de uma ideia do empresário Robert Newman, que pretendia que, no seu início, eles fossem populares, porque popular seria a música apresentada para, aos poucos, irem introduzindo obras mais difíceis e, desse modo, criar um público para a música clássica. A Henry Wood (1869-1944) coube a responsabilidade de ser o maestro principal desses concertos, função que desempenhou até Julho de 1944. O primeiro concerto teve lugar no dia 10 de Agosto de 1895 e, duas décadas e meia depois, já por lá tinham passado obras de Claude Debussy (1862-1918), Sergei Rachmaninov (1873-1943), Maurice Ravel (1875-1937), Richard Strauss (1864-1949) e Vaughan Williams (1872-1958), resultado dos objectivos inicialmente traçados.

Em 1901, houve um outro compositor que viu uma obra sua ser interpretada nos Proms: o finlandês Jean Sibelius (1865-1957), com a suite orquestral King Christian II. É que, por essa altura, Sibelius gozava já de uma óptima reputação, fruto de algumas obras de sucesso que já tinha composto, com particular destaque para Finlandia, escrita em 1900.

A obra seguinte, a Sinfonia Nº2, foi entendida pelos seus compatriotas como um hino contra o opressor (na altura a Finlândia não era um país independente, estando reduzida a uma província do império russo), ficando mesmo conhecida na altura como a "Sinfonia da Libertação". Tanto quanto se sabe, nunca foi essa a intenção do compositor... A sinfonia que se seguiu foi de gestação longa, composta entre 1904 e 1907, e dedicada ao compositor inglês e um dos primeiros promotores da sua música, Granville Bantock (1868-1946). Ao contrário das tendências do romantismo (tardio) da época, com obras que exigiam grandes orquestras, Sibelius escreveu uma sinfonia sóbria, num estilo próximo do clássico, para uma orquestra de proporções razoáveis, que Beethoven certamente não estranharia... A Sinfonia Nº3 foi estreada em Helsínquia pelo próprio compositor, no dia 25 de Setembro de 1907.




Jean Sibelius
Symphony No.3. Symphony No.7.
London Symphony Orchestra
Colin Davis
LSO0051 (CD) / LSO0552 (SACD)
(2003)


Internet

Jean Sibelius
Jean Sibelius - The website
/ Classical.net / Sibelius - Finland's voice in the world / Classical Music Pages

Proms
History of the Proms / Wikipedia

19/09/2005

Sinfonias #7: Sinfonia Nº7, de Gustav Mahler

Os Habsburgos governaram os destinos da Áustria (e não só...) durante bastantes séculos, entre os finais do século XIII e o final da 1ª Grande Guerra (para refrescar a memória é apenas necessário ver este texto). Durante cerca de 400 anos, a partir do século XVI e até serem apeados, determinaram ainda os destinos de Praga.

Franz Joseph I (Francisco José para os amigos...), naturalmente da dinastia dos Habsburgos, foi Imperador da Áustria e Rei da Boémia entre 1848 e 1916, período que foi, por sinal, um dos mais gloriosos de Praga, em que se contruíram, por exemplo, a Casa Municipal e o Teatro Nacional, e em que se efectuaram as remodelações do Bairro Judeu e da Cidade Nova.


Franz Joseph I

Não é a primeira vez, aliás, que por aqui falamos deste imperador pois, num daqueles impulsos para falar de assuntos da sociedade, trouxemos a estas páginas
a sua encantadora esposa, Elisabete de Wittelsbach, também conhecida por Sissi.


Gustav Mahler, Michael Tilson Thomas, Claudio Abbado

Por esta altura já muita (!!!) gente se interrogará sobre o que é que tudo isto tem a ver com o título dado à prosa. Os detalhes da obra propriamente dita ficarão para outra altura, que o texto já vai longo, ficando hoje apenas a referência de que a 7ª Sinfonia de Gustav Mahler (1860-1911) teve a sua estreia em Praga no dia 19 de Setembro de 1908, há 97 anos, por altura da comemoração dos 60 anos do reinado do nosso imperador Francisco José.


CDs



Gustav Mahler
Symphony No.7.
London Symphony Orchestra
Michael Tilson Thomas
RCA Victor Red Seal 09026 63510-2
(1997)

Gustav Mahler
Symphony No.7.
Berliner Philharmoniker
Claudio Abbado
Deutsche Grammophon 471 623-2
(2002)


Internet

http://www.geocities.com/historyofaustria/habsburgs.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Habsburg
http://www.dhm.de/lemo/html/biografien/FranzJosephI/
http://www.classical.net/music/comp.lst/mahler.html
http://www.americansymphony.org/dialogues_extensions/2000_01season/2000_10_20/mahler.cfm
http://turing.cs.camosun.bc.ca:8080/Mahler/Symphony7