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27/11/2009

Violinistas #12: Viktoria Mullova (1959-)

Um dos primeiros discos que comprei foi na Feira da Vandoma, um LP com obras para violino de Piotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893) interpretadas por um músico que por aqui já passou, Leonid Kogan (1924-1982). A par de uma brilhante carreira como violinista, Kogan dedicou-se igualmente ao ensino, tendo começado a leccionar no Conservatório de Moscovo em 1952. Foi lá que, entre outros alunos, deu aulas a Viktoria Mullova, uma violinista que já tive o prazer de ouvir (e ver...) há uns anos atrás na Casa da Música. Bons tempos...

Hoje não tenho tempo para deixar aqui uma lista mais ou menos representativa da discografia de Mullova. Na sua vez, ficam aqui alguns exemplos ilustrativos da sua classe. Caso o fim-de-semana o permita, voltarei aqui para então sim acrescentar a referida listinha.

Viktoria Mullova celebra hoje o seu 50º aniversário.


Internet


17/12/2007

CDs #145: Leonid Kogan, Paganini, Lalo

Além de violinista virtuoso, a quem, por exemplo, Tchaikovsky (1840-1893), destinou inicialmente o seu Concerto para Violino, o húngaro Leopold Auer (1845-1930) foi um reputado professor, contando entre os seus alunos alguns dos mais notáveis instrumentistas, como Mischa Elman (1891-1967) e Jascha Heifetz (1901-1987), anteriores convidados deste canto virtual. Philip Yampolsky e Abram Yampolsky, além de partilharem o mesmo apelido apesar da inexistência de qualquer relação familiar entre eles, foram ambos igualmente alunos de Auer , e tiveram pelo menos uma outra coisa em comum: foram os dois professores de violino de Leonid Kogan (1924-1982), o solista de serviço no disco aqui hoje trazido.

Kogan, que começou a estudar violino aos 5 anos, tinha uma admiração especial por dois violinistas já bem nossos conhecidos: um deles era Joseph Szigeti (1892-1973), e o outro o já aqui hoje referido Jascha Heifetz. E já que estamos com a mão na massa, diga-se que a sua relação com músicos já nossos bem conhecidos não ficou por aqui, como atesta o trio que, em 1949, formou com o pianista Emil Gilels (1916-1985) e o violoncelista Mstislav Rostropovich (1927-2007), não esquecendo, obviamente, o facto de ter sido professor de umas das mais extraordinárias violinistas do nosso tempo, e que já tive a honra de assistir ao vivo nos bons velhos tempos da Casa da Música: Viktoria Mullova (1959-).

Neste disco Kogan toca o 1º Concerto para Violino, que Niccolò Paganini (1782-1842) compôs entre 1814 e 1816, e a Sinfonia espanhola de Edouard Lalo (1823-1892), escrita em 1873 e dedicada ao grande violinista espanhol Pablo de Sarasate (1844-1908), que a estreou no dia 7 de Fevereiro de 1875.

Leonid Kogan faleceu há 25 anos, no dia 17 de Dezembro de 1982.




Niccolò Paganini
Violin Concerto No.1 in D, Op.6.
Edouard Lalo
Symphonie espagnole, Op.21.
Leonid Kogan (violino)
Orchestre de la Société des Concerts du Conservatoire
Charles Bruck
Testament SBT1226
(1955)


Internet

Leonid Kogan
A Tribute / Wikipedia / Legendary Violinists / The Flying Inkpot

15/04/2007

Concertos #54

O Concurso Internacional Tchaikovsky teve a sua primeira edição em 1958, e logo aí conseguiu reunir nos júris alguns dos mais importantes músicos e compositores: Emil Gilels, Kabalevsky, Sviatoslav Richter, Arthur Bliss e o nosso Sequeira Costa, no concurso de piano, e David Oistrakh, Khachaturian e Leonid Kogan, no de violino, para citar só alguns.




Depois, ao longo de quase 5 décadas, foi premiando vários músicos que viriam a ter carreiras internacionais bem sucedidas, tais como: Vladimir Ashkenazy (piano, 1962), Grigory Sokolov (piano, 1966), Gidon Kremer (violino, 1970), Elena Obraztsova (vocal, 1970), Andrei Gravilov (piano, 1974), Mikhail Pletnev (piano, 1978), Viktoria Mullova (violino, 1982), Boris Berezovsky (piano, 1990) e Deborah Voigt (vocal, 1990).

Alguns destes músicos já tinham passado pela Casa da Música, como Mikhail Pletnev (1957-) e Viktoria Mullova (1959-). Ontem foi a vez do pianista Grigory Sokolov (1950-) pisar o palco, no âmbito das comemorações do 2º aniversário da dita cuja casa. O pianista director artístico lá do sítio vê grandes motivos de regozijo, não só nestas comemorações, como também na qualidade da actual programação. Compreende-se, se não for ele a dizer bem da coisa, quem o irá fazer?! Adiante...

Neste recital Sokolov começou por tocar a Sonata para Piano, D958, de Franz Schubert (1797-1828), escrita no ano da sua morte e uma das três últimas por ele compostas (em conjunto com as Sonatas D959 e D960), a que se seguiu uma 2ª parte inteiramente dedicada à música de Alexander Scriabin (1872-1915). Desta vez não tivemos o Scriabin megalómano, o delirante autor de Mysterium, "a grandiosa síntese de todas as artes", mas antes o Scriabin compositor de música para piano, com destaque particular para as sonatas para esse instrumento.


Programa

Franz Schubert
Sonata em dó menor, D958.
Alexander Scriabin
Prelúdio e Nocturno para a Mão Esquerda, Op.9.
Sonata Nº3 em fá sustenido menor, Op.23. Dois Poemas, Op.69.
Sonata Nº10, Op.70. Vers da Flamme - Poema em mi menor, Op.72.
Grigory Sokolov (piano)


Internet

Grigory Sokolov
Calouste Gulbenkian Foundation / Wikipedia / Grigory Sokolov

02/02/2007

SACDs #11: Quasthoff, Bach Cantatas

Aquando do recital da violinista russa Viktoria Mullova (1959-) referimos, neste texto, o facto de o compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750) ter estado, entre 1708 e 1717, ao serviço da corte de Weimar. A promoção a Konzertmeister, em 1714, trouxe-lhe obrigações acrescidas, incluindo o facto de ter que apresentar mensalmente uma nova cantata.

Ao ver frustrada, em 1717, a ambição de passar a Kapellmeister, Bach decidiu mudar de ares, seguindo-se então o período que passou na corte de Cöthen. Lá gozou de boas condições para dar largas à sua criatividade (ver este texto
), mas em Dezembro de 1721 tudo mudaria, quando o príncipe Leopold casou com uma senhora, Friederica Henrietta de Anhalt-Bernburg que, se era amante de muita coisa, da música não era certamente! Boa altura para nova mudança, terá pensado Bach, e o posto seguinte seria o de Thomaskantor, em Leipzig, que ocupou a partir de Abril de 1723.

Nesta cidade, Bach ficou encarregue, nomeadamente, de fornecer material, leia-se cantatas, para as suas 4 principais igrejas, destinadas a assinalar os dias festivos, os Domingos, a Páscoa, etc. Como resultado, Bach escreveu, num curto período de cerca de 5 anos, algo a rondar as 150 cantatas, perfazendo 3 ciclos anuais completos. Uma delas, a BWV82, incluída no disco agora aqui trazido, foi destinada à Festa da Purificação de Maria, que se celebra a 2 de Fevereiro. Escrita para baixo solista, oboé solo, cordas e baixo contínuo, alterna árias (1º, 3º e 5º andamentos) com recitativos (2º e 4º andamentos).

Neste disco brilha intensamente o baixo-barítono alemão Thomas Quasthoff (1959-), absolutamente extraordinário neste repertório, e a quem voltaremos certamente no futuro.




Johann Sebastian Bach
Ich will den Kreuzstab gerne tragen, BWV56.
Der Friede sei mit dir, BWV158.
Ich habe genug, BWV82.
Thomas Quasthoff (baixo-barítono)
Rainer Kussmaul (violino)
Members of the RIAS-Kammerchor
Berliner Barock Solisten
Rainer Kussmaul
Deutsche Grammophon 474 5052
(2004)


Internet

Johann Sebastian Bach
JS Bach Home Page
/ Wikipedia / Classical Music Pages / Bach Cantatas

Thomas Quasthoff
Wikipedia / Thomas Quasthoff - Die Stimme / Gulbenkian Foundation

07/10/2005

Concertos #24

Entre 1708 e 1717 o compositor alemão Johann Sebastian Bach trabalhou como organista e músico de câmara na corte de Weimar. Foi um período extremamente produtivo, em que Bach não só compôs inúmeras obras como produziu 7 filhos...


Johann Sebastian Bach

Em 1717, Bach mudou-se para a corte de Cöthen, num processo algo conturbado, que lhe valeu mesmo uma estadia grátis de um mês, numa das prisões lá do sítio. Bach permaneceria em Cöthen até 1723, e lá comporia algumas das suas mais importantes obras: os Concertos Brandeburgueses, as Suítes Inglesas e as Suítes Francesas, os primeiros 24 prelúdios e fugas do Cravo Bem Temperado, bem como diversas composições para violoncelo solo e violino solo.


Viktoria Mullova

Para este último instrumento Bach escreveu 3 Sonatas e 3 Partitas, por volta do ano de 1720 (desconhece-se a data exacta da sua composição, admitindo-se mesmo que as tenha começado a escrever ainda durante a sua estadia em Weimar). Na altura Bach apresentava as peças alternando sonatas com partitas, mas no recital de hoje a violinista russa Viktoria Mullova interpretará apenas as partitas. Esta apresentação na Casa da Música
acontece no âmbito do Festival À Volta do Barroco, a decorrer entre os dias 6 e 23 de Outubro. E outros grandes nomes por lá passarão, mas isso ficará para outras alturas...




Notas finais

1
Ao contrário do que se afirmava no programa, Viktoria Mullova não interpretou apenas as partitas para violino solo de Bach. Tocou, isso sim, uma sonata (BWV1003) e uma partita (BWV1004).

2
Foi dos momentos musicais mais sublimes a que tive o prazer de assistir. Com a vantagem de ter terminado com a Chaconne da Partita BWV1004...


Internet

http://www.jsbach.org/
http://www.baroquemusic.org/bqxjsbach.html
http://www.let.rug.nl/Linguistics/diversen/bach/weimar2.html
http://www.let.rug.nl/Linguistics/diversen/bach/koethen1.html
http://w3.rz-berlin.mpg.de/cmp/bachjs.html
http://www.viktoriamullova.com/
http://www.klassikakzente.de/artist_bio.jsp?objectId=12603