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05/11/2017

Pianistas #52: Vladimir Horowitz (1903-1989)

Os dotes pianísticos de Vladimir Horowitz ficaram evidentes desde muito cedo, ao ponto de, quando tinha apenas 10 anos de idade, ter sido apresentado ao compositor e pianista Alexander Scriabin (1871-1915), que reconheceu de imediato estar perante um grande talento.

Depois de ter passado os primeiros anos da década de 1920 em digressão pela Rússia, Horowitz decidiu experimentar outros ares e, em Dezembro de 1925, rumou ao Ocidente, com paragens em Berlim, Paris e Londres, até assentar arraiais em Nova Iorque.

A estreia em solo americano deu-se no Carnegie Hall, em Nova Iorque, no dia 12 de Janeiro de 1928. A acompanhar Horowitz no Concerto para Piano Nº1 de Piotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893) esteve a Orquestra Filarmónica de Nova Iorque, sob a direcção de Thomas Beecham (1879-1961). Apesar das divergências entre pianista e maestro, o concerto registou um sucesso estrondoso, tendo ficado evidente a extraordinária empatia que o pianista conseguia estabelecer com a audiência.

Vladimir Horowitz faleceu há 28 anos, no dia 5 de Novembro de 1989.


CD



'Vladimir Horowitz Live at Carnegie Hall'.
incl. Piotr Ilyich Tchaikovsky
Piano Concerto No.1 in B flat minor, Op.23.
Vladimir Horowitz (piano), Mstislav Rostropovich (violoncelo),
Yehudi Menuhin, Isaac Stern (violinos)
NBC Symphony Orchestra, Arturo Toscanini
New York Philharmonic Orchestra, Leonard Bernstein, Eugene Ormandy
Oratorio Society of New York, Lyndon Woodside
RCA 88765 48417-2


Internet



Vladimir Horowitz
The New York Times / Biography.com / Bach Cantatas Website / Wikipedia

31/12/2016

Violinistas #16: Nathan Milstein (1904-1994)

O primeiro concerto público de Nathan Milstein teve lugar na sua terra natal, Odessa, quando o violinista de origem russa apenas tinha 10 anos. Não tardou muito até começar a partilhar o palco com Vladimir Horowitz (1903-1989). Este último, ao contrário de Milstein, cultivava um estilo um pouco menos discreto, para não dizer outra coisa, pelo que era particularmente idolatrado pelo público, deixando para Milstein um papel mais secundário. O sucesso obtido pela dupla levou a que fossem convidados pelas autoridades russas a realizar uma turné internacional; corria o ano de 1925, e eles lá foram, só que Milstein aproveitou a oportunidade e nunca mais regressou...

Se houve compositor em que se distinguiu, tanto na Rússia como mais tarde nos Estados Unidos e na Europa Ocidental, foi Johann Sebastian Bach (1685-1750), prestígio granjeado tanto através dos recitais que deu como das gravações de referência que foi fazendo. E é precisamente com Bach e Milstein que ficamos nos vídeos exibidos mais abaixo.

Nathan Milstein nasceu, segundo algumas fontes, a 31 de Dezembro de 1904, passam hoje 112 anos.


Internet



Nathan Milstein
Legendary Violinists / The Strad / The New York Times / Wikipedia

20/12/2005

Pianistas #8: Artur Rubinstein (1887-1982)

O seu ambiente natural era entre mulheres, vinho e canções. O seu dom, igualmente natural, permitia-lhe passar muito mais tempo a socializar do que a praticar ao piano. Artur Rubinstein (mais tarde Arthur Rubinstein), polaco de nascimento e norte-americano desde 1946, foi um inveterado bon vivant, frequentador da alta sociedade e amigo de realezas, estrela de Hollywood e capa da revista Time. Foi, simultaneamente, um dos maiores pianistas de todos os tempos. Impossível? As gravações que nos deixou provam o contrário... Faleceu há 23 anos em Genebra, Suíça.


Artur Rubinstein

Tinha igualmente o hábito de se expressar sobre os seus outros colegas pianistas e não só, realçando cuidadosamente os defeitos que neles via. Entre os visados contaram-se Vladimir Horowitz (1903-1989) e Josef Hofmann (1876-1957), este último por sinal igualmente polaco e posteriormente naturalizado norte-americano.

Igualmente à vontade em Isaac Albéniz (1860-1909), Igor Stravinsky (1882-1971) , Karol Szymanowski (1882-1933) ou Manuel de Falla (1876-1946), foi com a música de Frédéric Chopin que mais se distinguiu. Setenta anos depois os diversos discos com as Mazurkas, os Scherzos, as Polonesas ou os Nocturnos são ainda gravações de referência, pelo menos aqui para este escrevinhador.

Nos anos 60, Artur Rubinstein tocou e gravou assiduamente com o violinista Henryk Szeryng (1918-1988), algo já anteriormente aqui
referido. Por sua vez, Szeryng teve um dia um encontro imediato com a violoncelista portuguesa Guilhermina Suggia, história essa que podem encontrar aqui.


CDs




Chopin
Polonaises.
Artur Rubinstein, piano
Naxos Historical 8.110661

Chopin
Mazurkas. Valsas.
Artur Rubinstein, piano
Naxos Historical 8.110656/7

Chopin
Nocturnes. Scherzos.
Artur Rubinstein, piano
Naxos Historical 8.110569-60

Chopin
Piano Concerto No.2 in F minor, Op.21. Ballade. Mazurka. Scherzo. Études.
Artur Rubinstein, piano
Philharmonia Orchestra
Carlo Maria Giulini
BBC Legends BBCL4105-2


Internet

http://www.arims.org.il/artist.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/Artur_Rubinstein


Notas

1 - Parabéns ao A Barriga De Um Arquitecto, pelo 2º aniversário.
2 - A Casa da Música lá divulgou a programação para 2006, para já até Julho. Lá se foi um dos segredos mais bem guardados do regime...

01/03/2005

Compositores #25: Frédéric Chopin (1810-1849)

Assinalando a data em que presumivelmente Chopin nasceu, 1 de Março de 1810, vamos dar uma olhada às gravações de um dos géneros musicais a que se dedicou: mazurcas. Dados biográficos sobre Chopin podem ser encontrados aqui, num postal publicado em Outubro do ano passado.


Frédéric Chopin

A mazurca é uma dança polaca originária da província de Mazóvia, perto de Varsóvia, assaz expressiva e com acentuadas variações de ritmo. Chopin foi um dos compositores que se dedicou a este género (outros foram, por exemplo, Balakirev, Glinka, Scriabin, Szymanowski) e as suas mazurcas foram interpretadas pelos maiores pianistas: Artur Rubinstein (1887-1982), Benno Moiseiwitsch (1890-1963), Vladimir Horowitz (1904-1989), para só citar alguns.


CDs



Mazurkas.
Artur Rubinstein
Naxos Historical 8.110656/7

Mazurka, Op.56 No.3. Piano Concerto No.2, Op.21.
Artur Rubinstein
Philharmonia Orchestra
Carlo Maria Giulini
BBC Legends BBCL4105-2

Mazurkas, Opp.41 No.2, 50 No.3 & 10 Nos.4 & 5.
(+ Scarlatti, Haydn, Schumann, Debussy, Poulenc, Rimsky-Korsakov,
Stravinsky, Liszt)
Vladimir Horowitz
Naxos Historical 8.110606

Mazurkas, Opp.59, 63 & 68 No.4. Ballades, Opp.47 & 52. Polonaises.
Piotr Anderszewski
Virgin Classics 5 45620-2

Mazurkas. Four Ballades. Waltzes. Études.
Murray Perahia
Sony Classical SK64399

02/02/2005

CDs #20: Scarlatti (1685-1757), Keyboard Sonatas

Um disco fantástico, este em que Vladimir Horowitz (1904-1989) interpreta ao piano sonatas de Domenico Scarlatti. Justamente chamado "Horowitz: The Celebrated Scarlatti Recordings", contém 20 sonatas gravadas em 1964 (18 delas) e 1967 (as 2 restantes).



O piano canta com o toque inconfundível de Horowitz, ao serviço da música de um compositor que passou boa parte da sua vida na Península Ibérica, primeiro em Lisboa, como mestre da corte portuguesa, e depois em Espanha, para onde partiu acompanhando Maria Bárbara, filha do rei D. João V (1689-1750), a quem dava aulas de teclado.

Serão outras histórias para outras alturas: a de Domenico Scarlatti, a de seu pai, Alessandro Scarlatti, igualmente compositor e, inevitavelmente, a de Vladimir Horowitz.

Entretanto, boas audições!


CD



Scarlatti
Keyboard Sonatas
Vladimir Horowitz, piano
Sony Classical 517487 2