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27/11/2004

Invasões Francesas #9

3ª invasão francesa (continuação)

Uma vez recuperada Badajoz, o objectivo estratégico seguinte de Wellington era a ponte de Almaraz, sobre o rio Tejo. A sua destruição impossibilitaria a junção das forças de Soult (Exército do Sul) e de Marmont (Exército de Portugal). Tal foi realizado com sucesso no dia 18 de Maio de 1812.


Ponte de Almaraz

Wellington dirigiu-se em seguida para Salamanca, coordenando uma força de 60.000 homens. Do lado francês estavam cerca de 50.000, comandados por Marmont. As hostilidades iniciaram-se no dia 15 de Julho com um ataque do marechal Marmont às tropas de Wellington.


Batalha de Salamanca

A batalha decisiva teve contudo apenas lugar no dia 22 de Julho, e resultou numa estrondosa vitória de Wellington, que aproveitou da melhor maneira uma imprevidência de Marmont, quando este mandou avançar a sua ala esquerda, pensando que Wellington estava a bater em retirada. Enganou-se, e Wellington, em vez de bater em retirada bateu, isso sim, nos franceses!... Lorde Wellington registou desse modo a sua mais expressiva vitória sobre os franceses, ainda que com elevados custos humanos: cerca de 5.000 baixas, entre mortos e feridos. Do lado francês os mortos e feridos totalizaram 7.000, tendo outros tantos sido feito prisioneiros.

Vendo as coisas mal paradas, José Bonaparte (1768-1844), anteriormente designado Rei de Espanha por seu irmão Napoleão, achou por bem pirar-se de Madrid. Estava-se no dia 10 de Agosto de 1812. A cidade foi de imediato tomada por Wellington, que, depois de a deixar à guarda de Hill, se dirigiu para Burgos.


José Bonaparte

Aí enfrentou fortíssima resistência da parte francesa, que ganhou tempo suficiente para se reorganizar e marchar para Madrid. A situação complicar-se-ia de tal forma, que, em Outubro, o general Hill teve que abandonar rapidamente aquela cidade. Wellington, por seu turno, viu-se forçado a levantar o cerco a Burgos e a desandar para Salamanca. Aí reuniram-se as forças de Wellington e de Hill, que lá lograram escapulir por entre os três exércitos franceses que os cercavam, rumando primeiro a Cidade Rodrigo e depois a Portugal.


continua

10/11/2004

Invasões Francesas #7

3ª Invasão Francesa - continuação

Depois de expulsos de Portugal, havia que garantir o não retorno dos franceses, que iriam naturalmente procurar reorganizar-se do lado espanhol para voltarem a atacar o nosso país. As localidades portuguesas de Almeida e Elvas, e as espanholas de Cidade Rodrigo e Badajoz que se lhes opunham directamente, tinham uma enorme importância estratégica. Dispunham todas de fortalezas, que se vigiavam e controlovam mutuamente.

Cidade Rodrigo
Almeida

Badajoz
Elvas


Wellington dividiu as tropas portuguesas entre o Exército do Norte, sob o seu comando directo, e o Exército do Sul, sob o comando do general Hill.

Almeida, ainda na posse dos franceses, tinha entretanto sido cercada pelas forças portuguesas. Massena procurou colocar um ponto final nesse cerco enviando uma força de 44.000 a 48.000 homens (diferentes fontes, diferentes números...). As forças francesas e portuguesas, estas com cerca de 32.000 homens, cruzaram-se em Fuentes de Oñoro, onde Massena, apesar das contínuas tentativas, foi sucessivamente repelido, em linha com as nossas anteriores actuações... Os franceses acabaram por sofrer pesadas baixas, cerca de 4.500 homens, e bater em retirada. Estava-se no dia 6 de Maio de 1811.



Na impossibilidade de socorrer Almeida, Massena instruiu o general Brenier no sentido deste a abandonar, garantindo, no entanto, que a praça seria destruída. Tal foi efectuado no dia 10, e com sucesso: os franceses lograram de lá sair, iludindo para os portugueses para o efeito, e a explosão foi de tal ordem que dos seis baluartes apenas três ficaram de pé!

No dia 11 de Maio de 1811 o marechal Marmont (1774-1852) substituiu Massena à frente do Exército de Portugal (designação atribuída às tropas francesas destinadas a invadir Portugal, ver post Invasões Francesas - 4, de 14 de Outubro), ainda em consequência da derrota em Fuentes de Oñoro.


Auguste Frédéric de Marmont

continua

22/10/2004

Invasões Francesas #5

3ª invasão: continuação

No dia 16 de Setembro de 1810 as tropas francesas, comandadas por Massena, saíram então de Almeida. Objectivo: Coimbra. Fizeram-no pelo vale do Mondego, e chegaram a Viseu entre os dias 18 e 19.


Massena

Previa uma estadia curta nessa cidade, mas as forças anglo-portuguesas alteraram-lhe os planos; o transporte do parque de artilharia já não se previa fácil, pelos maus pisos por onde teria de passar, mais difícil ficou quando as forças do coronel Trant atacaram em Decermilo. Duplo resultado: atrasaram os franceses e danificaram-lhes o material...

Quando, ao contrário do que previra, Wellington se apercebeu de que os franceses se dirigiam a Coimbra pela margem direita do Mondego, reagrupou as suas forças e colocou a linha da frente na serra do Buçaco.

Apesar de desaconselhado pelo marechal Michel Ney (1769-1815), Massena decidiu avançar para o Buçaco, onde chegariam no dia 25. Massena apenas chegaria um dia depois, não aparentava muita pressa; parecia adivinhar o que aí vinha...


Marechal Ney

Ainda no dia 26 Massena convocou os seus generais; não foi conclusão consensual, mas o que é certo é que ele acabou por redigir as ordens para o combate. O ataque inicial aconteceu às 6 horas do dia 27 de Setembro de 1810, através das forças sob o comando do general Reynier. Dificilmente poderia começar pior: os franceses, recebidos sob o fogo da artilharia portuguesa, foram violentamente repelidos, sofrendo 2500 baixas.



Não eram fáceis de convencer, pelo que sentiram necessidade de confirmar a solidez das linhas defensivas anglo-lusas. O marechal Ney toma então a decisão de fazer avançar as divisões de Loison e Marchand. Os resultados não diferiram muito do anterior: cada um deles teve direito a tratamento especializado, aplicado diligentemente pelas nossas tropas. Resultado: fugas desordenadas e mais 2000 almas encomendadas ao Criador. Do lado anglo-luso as baixas totais andaram pelas 1200.



Massena achou então que por esse dia já bastava e determinou o fim dos combates, e por consequência, o fim da Batalha do Buçaco.


Internet


continua

14/10/2004

Invasões Francesas #4

No mês de Julho de 1809 foi a vez de Wellesley entrar em Espanha, ambicionando enfrentar e derrotar as tropas francesas chefiadas pelo marechal Victor (1764-1841). A ele juntar-se-ia uma divisão espanhola sob o comando do general Cuesta (1740-1812). O confronto dar-se-ia em Talavera, tendo Wellesley saído vitorioso.



Foi graças a esta vitória que a Wellesley foi atribuído o título de lorde Wellington.

Duke of Wellington Marechal Massena

Cansado das sucessivas humilhações impostas às suas tropas, Napoleão escolheu o marechal Massena (1758-1817) para as liderar em nova invasão de Portugal. A essas tropas foi dado o conveniente nome de Exército de Portugal, tendo Massena assumido a sua liderança em Maio de 1810.

A primeira batalha desta 3ª invasão deu-se nas margens do Côa, perto de Almeida. À frente das tropas francesas encontrava-se o general Loison (1771-1816).

Loison

O ataque a Almeida, esse aconteceu no dia 26 de Agosto. Foi coisa de pouca duração: nesse mesmo dia uma violenta explosão do paiol danificou grandemente o forte e fragilizou as nossas defesas, levando à capitulação.



A 28 de Agosto os franceses entraram em Almeida, e a 16 de Setembro saíram em direcção a Coimbra, o objectivo seguinte.

Links

http://www.britishbattles.com/peninsula/peninsula-talavera.htm

http://www.peninsularwar.org/coa.htm#map


continua

28/09/2004

Invasões Francesas #1

Numa altura em que se comemoram os 194 anos passados sobre a Batalha do Buçaco, que teve lugar a 27 de Setembro de 1810, aproveito a oportunidade para fazer uma breve descrição das três invasões francesas, e do significado profundo que elas trouxeram à expressão "levar na tarraqueta", aqui entendida como estar numa situação difícil e não relacionada com quaisquer actos sodómicos... Comecemos então pela 1ª invasão:

Em 1807, Napoleão Bonaparte (1769-1821) decidiu invadir Portugal, independentemente de eventuais tratados que estavam a ser negociados com Espanha, e que previam a simpática partilha entre eles deste nosso país, colónias incluídas. Para o efeito Napoleão organizou uma força de 28000 homens, comandados pelo general Junot (1771-1813), que chegaria a Lisboa no dia 30 de Novembro desse mesmo ano.



No ano seguinte Napoleão preparou a ocupação de Espanha, e a 6 de Junho o seu irmão José Bonaparte (1768-1844) foi mesmo nomeado rei constitucional, reinado que se prolongaria até 1813. Tarde demais terão os nossos vizinhos espanhóis descoberto que o herói francês não era homem para ver a sua ambição tolhida por meros acordos estabelecidos entre os dois países...


José Bonaparte

Já por essa altura havia inúmeros focos de resistência organizada, tendo este levantamento espanhol alimentado a revolta popular em Portugal.

No dia 1 de Agosto as tropas inglesas, sob o comando de Wellesley (1769-1852), mais tarde Duque de Wellington, desembarcaram em Portugal, perto da Figueira da Foz.



A 17 de Agosto, em Roliça, o exército anglo-luso enfrentou o francês, comandado pelo general Laborde. A vitória não foi absoluta, mas os franceses viram-se forçados a bater em retirada.

A 21 de Agosto nova batalha, desta vez no Vimeiro. Resultado: num espaço de 5 dias os franceses levaram duas vezes na tarraqueta.



Assinar-se-ia então a 30 de Agosto de 1808 a Convenção de Sintra, que formalizou a saída do exército francês. Foi assinada entre a França e a Inglaterra, esqueceram-se de envolver Portugal, que não foi tido nem achado. Apenas espoliado, porque no caminho do regresso, qual bando de ladrões, os franceses levaram tudo o que puderam...

Links

http://www.arqnet.pt/portal/portugal/invasoes/inv1807.html

http://www.arqnet.pt/dicionario/wellington.html



continua