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28/02/2016

Sinfonias #54: Sinfonia Nº2, de Vincent d'Indy

As obras do compositor francês Vincent d'Indy (1851-1931) sofrem desde há muito de uma indiferença quase generalizada, pelo que dificilmente alguém adivinharia estarmos em presença de uma das figuras mais relevantes da cena musical parisiense dos finais do século XIX. Há boas razões para isso, naturalmente, a começar pela forma obstinada como sempre recusou quaisquer modernices, dedicando-se a compor música eminentemente conservadora, num estilo classicista que foi tendo cada vez menos adeptos.

Dedicou-se também à docência, área onde, porventura, terá deixado uma marca mais duradoura, notada, por exemplo, na lista de alunos que passaram pelas suas aulas, como Isaac Albéniz (1860-1909), Arthur Honegger (1892-1955), Darius Milhaud (1892-1974), Albert Roussel (1869-1937) e Erik Satie (1866-1925).

Vincent d'Indy compôs três sinfonias, sendo que apenas a segunda e a terceira tiveram direito a receber números de opus; composta entre 1902 e 1903 , a 2ª sinfonia foi estreada no dia 28 de Fevereiro de 1904, passam hoje 112 anos.


CDs



Vincent d'Indy
Symphony No.2 in B flat, Op.57. Souvenirs, Op.52.
Monte Carlo Philharmonic Orchestra
James DePreist
Koch International 37280-2

Vincent d'Indy
Orchestral Works, Vol.2
Symphony No.2, Op.57. Tableaux de voyage, Op.36. Karadec, Op.34.
Iceland Symphony Orchestra
Rumon Gamba
Chandos CHAN10514
(2008)


Internet



Vincent d'Indy
allmusic / Naxos / Wikipedia

01/07/2009

Compositores #95: Erik Satie (1866-1925)

Nada como o francês Erik Satie para destoar decisivamente daquela lenga-lenga usual quando desfilamos as proezas dos grandes compositores. Satie não foi um menino prodígio, não tendo mostrado, enquanto jovem, um talento musical acima da média; e aos 13 anos entrou no Conservatório de Paris, de onde foi banido cerca de 3 anos depois, por não atingir os requisitos mínimos exigidos. Ou, dito doutra maneira, os professores acharam-no desprovido do indispensável talento musical para frequentar tal casa...

Satie retomaria os estudos quando já contava quase 40 anos de idade, quando, em 1905, se inscreveu na Schola Cantorum de Vincent d'Indy (1851-1931). Bastantes anos depois, portanto, de ter escrito as suas obras mais famosas, as Trois Gymnopédies, inspiradas, segundo informação do autor mas não aceite consensualmente, nos escritos de Gustave Flaubert (1821-1880). Uns dos admiradores destas peças foi o compositor Claude Debussy (1862-1918), que chegou mesma a orquestrá-las, com grande sucesso, ao ponto de quase superarem em popularidade as versões originais. Um pouco à imagem do sucedido com os Quadros de Uma Exposição de Modest Mussorgsky (1839-1881) e a respectiva orquestração efectuada por um outro compositor francês, Maurice Ravel (1875-1937)

Erik Satie faleceu há 84 anos, no dia 1 de Julho de 1925.


CDs




Erik Satie
Sports et divertissements. Enfantillages pittoresques.
Valse-ballet. Fantaisie-valse.
Pascal Rogé (piano)
Decca 455 370-2

Erik Satie
Trois morceaux en forme de poire. Parade. La belle excentrique.
Désespoire agréable. Songe-creux.
Pascal Rogé, Jean-Philippe Collard (pianos), Chantal Juillet (violino)
Decca 455 401-2

Erik Satie
Trois gymnopédies. Six gnossiennes. Trois embryons desséchés.
Morceaux en forme de poire. Trois descriptions automatiques.
Anne Queffélec, Catherine Collard (pianos)
Virgin Classics VM5 61846-2

Erik Satie
Trois Gymnopédies. Pièces Froides - Airs à faire fuir. Embryons
desséchés. Véritable Préludes Flasques (pour un chien). Je te veux.
Joanna MacGregor (piano)
Sound Circus SC902

Erik Satie
Poudre d'or. Avant-dernières pensées. Pièces froides: trois airs
à faire fuire.
Pascal Rogé (piano)
Decca 421 713-2


Internet



Erik Satie
Erik Satie: Homepage / Karadar Classical Music / Naxos / Answers.com / Wikipedia

18/05/2005

Compositores #31: Isaac Albéniz (1860-1909)

Neste dia, mas no ano de 1911, morreu o compositor Gustav Mahler (1860-1911), de quem já aqui falámos diversas vezes e a quem ainda certamente nos referiremos frequentemente no futuro, haja verbo e disposição. Exactamente dois anos antes faleceu o pianista e compositor espanhol Isaac Albéniz, uma das figuras mais marcantes da música do país nosso vizinho.


Isaac Albéniz

Foi como pianista que começou por dar nas vistas, tinha apenas 4 anos quando tocou pela primeira vez em público, em Barcelona. E 3 anos depois só não entrou para o Conservatório de Paris por ser demasiado novo! Após algumas passeatas mais ou menos aventurosas pelas Américas, viria a frequentar o Conservatório de Bruxelas. Sabe-se de fonte segura que posteriormente estudou com Vincent d'Indy (1851-1931) e Paul Dukas (1865-1935), em Paris, já quanto a eventuais aulas com Franz Liszt (1811-1886) em Budapeste, há versões divergentes: uns dizem que nem pensar, outros que sim, embora estes nem sempre de acordo quanto à duração de tais estudos.

Apesar de se ter igualmente dedicado a outros géneros, como a ópera, Albéniz salientou-se com as obras que compôs para piano, para o que terão seguramente contribuído os estudos de composição com o professor e compositor Felipe Pedrell (1841-1921), que o exortou a reflectir nas suas composições a cultura e o folclore típicos de Espanha. A suite para piano Iberia é disso o exemplo perfeito, tendo sido igualmente uma das últimas obras compostas por Albéniz, já na altura com a saúde seriamente afectada.


CDs



Iberia - Books 1 & 2. España, Op.165.
Daniel Barenboim, piano
Teldec 8573 81703-2

Henry Clifford.
Alessandra Marc, Ana-Maria Martinez, Jane Henschel, Aquiles Machado
Madrid Symphony Chorus & Orchestra
José de Eusebio
Decca 473 937-2

Merlin.
C. Alvarez, C. Chausson, C. Maltman, P. Domingo, J. Henschel, A. M. Martinez
Madrid Community Choir
Madrid Symphony Orchestra
José de Eusebio
Decca 467 096-2


Internet

http://www.macmcclure.com/compositors/albeniz/bioeng.html
http://www.lib.umd.edu/PAL/YALE/albeniz2.html
http://www.epdlp.com/compclasico.php?id=766