D. Sancho I, o Povoador (1154-1211), descrito como "de meã estatura, refeito, e mui dobrado de membros, o rosto grande, a boca grossa", já foi mais do que uma vez referido por estas paragens: a propósito de Monsanto, aqui, e do seu filho bastardo D. Rodrigo Sanches, neste postal. Neste último caso referiu-se mesmo uma das principais preocupações de D. Sancho I, a de povoar os territórios recém conquistados para os manter em posse lusa.

D. Sancho I
Em 1190, além da confirmação do foral de Monsanto, D. Sancho I atribuiu pela primeira vez o foral a Torres Novas. Na altura as nossas tropas tinham andado envolvidas em diversas lutas com os árabes, de que resultou ainda a necessidade de proceder à reconstrução da fortaleza.
Uns séculos mais tarde foi a vez dos castelhanos se entreterem a andar à pancada com os nossos antecessores e a destruir o castelo e as muralhas da cerca de Torres Novas. Caberia a D. Fernando I, o Formoso (1345-1383), mandar colocar de novo as coisas de pé... Pois foi durante a invasão castelhana de 1372 que se destacou o alcaide Gil Pais, que se recusou a entregar o castelo apesar das forças de Henrique II de Castela terem em cativeiro um filho seu, que acabariam por matar em frente da porta do castelo.

Este momento trágico ficou registado para a posteridade num painel de azulejos de Jorge Colaço (1864-1942), de quem já havíamos igualmente falado anteriormente a propósito da Estação de S. Bento e de outros locais onde se podem encontrar os seus extraordinários paineis. Não há que enganar: estacionem os calhambeques no centro de Torres Novas e subam a pé até ao castelo. Faz bem à saúde e dão de caras com os painéis, é só vantagens...
Internet
http://www.cm-torresnovas.pt/destaque/castelo/
http://www.ribatejo.com/ecos/ribatejanos/outrora_xii_xvi.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gil_Pais
Bibliografia
Reis e Rainhas de Portugal, de Manuel de Sousa
O grande maestro Leopold Stokowski (1882-1977), de quem já falámos neste postal publicado em Abril último, foi casado, entre 1911 e 1923, com outra grande figura do meio musical: a pianista Olga Samaroff (1882-1948), nascida Olga Hickenlooper.

Olga Samaroff, Leopold Stokowski
Só para terem uma ideia, reparem neste curriculum abreviado de Olga Samaroff: foi a primeira mulher a ser admitida nas classes de piano do Conservatório de Paris, assim como foi igualmente a primeira mulher pianista a estrear-se no Carnegie Hall. A sua fulgurante carreira pianística terminaria em 1925, com um problema que teve num dos braços. Olga Samaroff dedicar-se-ia então ao ensino, primeiro na Juilliard School, Nova Iorque, e depois no Conservatório de Filadélfia. William Kapell (1922-1953) foi seu aluno em ambas as instituições, e um dos seus mais prodigiosos alunos, é bom que se diga!

William Kapell
O reconhecimento generalizado de William Kapell chegou em 1942, com a sua interpretação do Concerto para Piano de Aram Khachaturian (1903-1978), peça que consta do disco hoje aqui trazido. Kapell ganhou mesmo a reputação de um dos maiores intérpretes dos modernos russos, dado entretanto ter-se também destacado na interpretação de obras de Rachmaninov (1873-1943) e Shostakovich (1906-1975), dois compositores igualmente presentes neste CD duplo.
No dia 29 de Outubro de 1953 um acidente de aviação terminou com a vida de William Kapell.

Ludwig van Beethoven
Piano Concerto No.2, Op.19.
Franz Schubert
Moment Musical, D780 No.3.
Waltzes, D145 Nos.2 & 3.
Waltzes, D365 Nos.26, 32 & 34.
German Dances, D783 Nos.6 & 7.
Ländler, D734 Nos.1 & 2.
Impromptu, D935 No.2.
Claude Debussy
Children's Corner.
Dmitri Shostakovich
3 Préludes, Op.34.
Frédéric Chopin
Piano Sonata No.2, Op.35.
Aram Khachaturian
Piano Concerto.
Sergei Rachmaninov
Rhapsody on a Theme of Paganini, Op.43.
William Kapell (piano)
NBC Symphony Orchestra, Vladimir Golschmann
Boston Symphony Orchestra, Serge Koussevitzky
Robin Hood Dell Orchestra, Fritz Reiner
RCA Artites Répertoires 74321 84595-2
Internet
http://search.eb.com/women/articles/Samaroff_Olga.html
http://www.bbc.co.uk/music/profiles/stokowski.shtml
http://www.geocities.com/laosw/Classical_Html/stokowskiBio.htm
http://www.williamkapell.com/
http://www.4music.net/links/kapell.htm
Os Habsburgos governaram os destinos da Áustria (e não só...) durante bastantes séculos, entre os finais do século XIII e o final da 1ª Grande Guerra (para refrescar a memória é apenas necessário ver este texto). Durante cerca de 400 anos, a partir do século XVI e até serem apeados, determinaram ainda os destinos de Praga.
Franz Joseph I (Francisco José para os amigos...), naturalmente da dinastia dos Habsburgos, foi Imperador da Áustria e Rei da Boémia entre 1848 e 1916, período que foi, por sinal, um dos mais gloriosos de Praga, em que se contruíram, por exemplo, a Casa Municipal e o Teatro Nacional, e em que se efectuaram as remodelações do Bairro Judeu e da Cidade Nova.

Franz Joseph I
Não é a primeira vez, aliás, que por aqui falamos deste imperador pois, num daqueles impulsos para falar de assuntos da sociedade, trouxemos a estas páginas a sua encantadora esposa, Elisabete de Wittelsbach, também conhecida por Sissi.

Gustav Mahler, Michael Tilson Thomas, Claudio Abbado
Por esta altura já muita (!!!) gente se interrogará sobre o que é que tudo isto tem a ver com o título dado à prosa. Os detalhes da obra propriamente dita ficarão para outra altura, que o texto já vai longo, ficando hoje apenas a referência de que a 7ª Sinfonia de Gustav Mahler (1860-1911) teve a sua estreia em Praga no dia 19 de Setembro de 1908, há 97 anos, por altura da comemoração dos 60 anos do reinado do nosso imperador Francisco José.
CDs

Gustav Mahler
Symphony No.7.
London Symphony Orchestra
Michael Tilson Thomas
RCA Victor Red Seal 09026 63510-2
(1997)
Gustav Mahler
Symphony No.7.
Berliner Philharmoniker
Claudio Abbado
Deutsche Grammophon 471 623-2
(2002)
Internet
http://www.geocities.com/historyofaustria/habsburgs.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Habsburg
http://www.dhm.de/lemo/html/biografien/FranzJosephI/
http://www.classical.net/music/comp.lst/mahler.html
http://www.americansymphony.org/dialogues_extensions/2000_01season/2000_10_20/mahler.cfm
http://turing.cs.camosun.bc.ca:8080/Mahler/Symphony7
Em 1583 criou-se a freguesia de S. Nicolau, no Porto. Até essa altura apenas existia a Sé, que nesse ano foi dividida em 4 freguesias: Belomonte, S. Nicolau, Sé e Vitória. Com o desaparecimento da freguesia de Belomonte, 20 anos depois, S. Nicolau viu a sua área aumentada, o mesmo tendo acontecido, aliás, com a freguesia de Vitória.

O nome do Largo de S. Domingos, na freguesia de S. Nicolau, advém do convento homónimo que lá existiu durante vários séculos. O Convento de S. Domingos foi fundado em 1239 e, apesar dos incêndios que sofreu, o primeiro no século XVI, o segundo em 1777, apenas a revolução liberal iria ditar a sua extinção. O cerco do Porto, em 1832 (ver este postal) foi-lhe fatal, o incêndio causado pelo calor das lutas apenas deixou a fachada de pé. O convento ocupava todo o quarteirão, incluindo o espaço onde foi mais tarde contruído o Mercado Ferreira Borges.

Sucessivamente ocupado pelo Banco de Lisboa, depois Banco de Portugal e, finalmente, pela Companhia de Seguros Douro, encontra-se hoje ao abandono, sem qualquer tipo de ocupação, não deixando, contudo, de ser orgulhosamente apresentado como um dos monumentos classificados como património mundial...
Internet
http://www.portoturismo.pt/patrimonio_mundial/classificacao/
http://www.portoturismo.pt/patrimonio_mundial/circuitos/circuito_ribeira.asp
http://www.portoturismo.pt/visitar_porto/que_visitar/mercado_ferreira_borges.asp
No dia 17 de Setembro de 1966, há portanto 39 anos, morria o tenor lírico alemão Fritz Wunderlich. Tinha apenas 36 anos e já era considerado um dos melhores da sua geração. A sua voz adaptava-se como nenhuma a Mozart, mas distinguiu-se igualmente pelas suas interpretações de música de Bach, Strauss e Verdi. Tinha um controlo da respiração fora do comum, que muitos associaram, a começar pelo próprio, ao facto de se ter iniciado na música aprendendo a tocar trompa.

Fritz Wunderlich
Em 1955 fez de Tamino, na ópera Die Zauberflöte (A Flauta Mágica) de Mozart, o que lhe abriu as portas da Ópera de Estugarda. Sucederam-se os concertos, as gravações e os contratos, primeiro com a Electrola (EMI alemã) e depois com a Deutsche Grammophon.
O papel de Tamino marcá-lo-ia irremediavelmente. Com ele começou a sua carreira, e com ele a terminou: cantou-o pela última vez no Festival de Edinburgo de 1966, pouco tempo antes da sua morte.
CDs


Fritz Wunderlich
in Memoriam.
Opera Arias by Bellini, Gluck, Handel, Lortzing, Mozart, Puccini, Tchaikovsky, Verdi.
Lieder by Beethoven, Schubert, Schumann.
Deutsche Grammophon 435 145-2
Mahler
Das Lied von der Erde.
Christa Ludwig, Fritz Wunderlich
Philharmonia Orchestra
New Philharmonia Orchestra
Otto Klemperer
EMI GROC 5 66892-2
Mozart
Die Entführung aus dem Serail.
Köth, Wunderlich, Böhme, Schädle, Lenz, Schmitz, Boysen
Bavarian State Opera Chorus and Orchestra
Eugen Jochum
Deutsche Grammophon 459 424-2
Mozart
Die Zauberflöte.
Peters, Lear, Crass, Wunderlich, Fischer-Dieskau
Berlin Radio Chamber Chorus
Berlin Philharmonic Orchestra
Karl Böhm
Deutsche Grammophon 445 464-2
Haydn
Die Schöpfung.
Gundula Janowitz, Fritz Wunderlich, Kim Borg, Hermann Prey
Vienna Singverein
Vienna Philharmonic Orchestra
Deutsche Grammophon 474 955-2
Verdi
La traviata.
Stratas, Gilles, Fassbaender, Wunderlich, Prey
Bavarian State Opera Chorus and Orchestra
Giuseppe Patanè
Orfeo C344932I
Nos inícios de 1787, Mozart (1756-1791) deslocou-se pela primeira vez a Praga, para assistir à sua ópera Le nozze di Figaro, que tinha tido a sua estreia em Viena, em Maio do ano anterior.
Mozart regressaria a Praga em Outubro desse mesmo ano, dessa vez para a estreia de Don Giovanni, "Il Dissoluto punito, o il Don Giovanni. Opera buffa in 2 Atti - Pezzi di Musica 24". Não se estranhará a escolha desta cidade, pois a ópera anterior, embora bem recebida em Viena, registou muito maior sucesso na capital da Boémia.

Wolfgang Amadeus Mozart
Quando Mozart deixou Viena, acompanhado de sua esposa, já tinha uma boa parte da ópera escrita, faltando ainda algumas passagens, que o compositor planeava terminar já em Praga. Consta que Mozart apenas finalizou a abertura no dia anterior à estreia da ópera, que teve lugar no dia 29 de Outubro de 1787. As falhas da orquestra ao tocar a famosa abertura foram mais que muitas, pois os coitados dos músicos nunca a tinham tocado antes, era a primeira vez que viam o diabo daquela partitura!!!

O próprio Mozart dirigiu a ópera, e o sucesso foi estrondoso. Extensível à abertura, fortemente aplaudida pelo público...
O concerto a que vamos assistir amanhã na Casa da Música começa precisamente com a Abertura Don Giovanni, a que se seguirá a Sinfonia Nº40, também de Mozart. A segunda parte será preenchida com o poema sinfónico Ein Heldenleben (Uma Vida de Herói), de Richard Strauss (1864-1949). Destas 2 últimas obras falar-se-á por aqui noutra altura, oportunidades não faltarão.
Wolfgang Amadeus Mozart
Abertura Don Giovanni.
Sinfonia Nº40.
Richard Strauss
Ein Heldenleben.
Orquestra Nacional do Porto
Marc Tardue
Internet
http://w3.rz-berlin.mpg.de/cmp/mozart.html
http://www.studio-mozart.com/mozart/
http://www.carolinaclassical.com/articles/mozart.html
http://opera.stanford.edu/Mozart/DonGiovanni/main.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Don_Giovanni
Neste postal, publicado em Abril passado, referimos a forma, assaz incomum, como Gustav Mahler (1860-1911) encontrou inspiração para terminar a sua Sinfonia Nº2, durante as exéquias do maestro e pianista Hans von Bülow (1830-1894).
Uns anos antes Bruno Walter (1876-1962) tinha assistido a 2 concertos dirigidos por von Bülow, o primeiro em 1889 e o outro em 1891. Como consequência destes eventos, perdeu-se um promissor pianista e ganhou-se um maestro, um excelente maestro, diga-se, com a curiosidade acrescida de Walter se ter distinguido em particular nas obras de... Gustav Mahler!

Gustav Mahler, Hans von Bülow
Em 1901, Bruno Walter viria mesmo a trabalhar com Mahler na ópera da corte de Viena. Vieram depois tempos difíceis para Mahler, em particular o ano de 1907, em que deixou a Ópera de Viena, pela violenta campanha organizada contra ele pela imprensa anti-semita, a morte da filha mais velha e o diagnóstico de uma doença cardíaca.

Bruno Walter
Das Lied von der Erde, A Canção da Terra, foi composta por essa altura, em Toblach, local onde Mahler passava os Verões (desde a saída de Viena o compositor vivia em Nova Iorque). Embora aqui apelidada de Obra Vocal, Das Lied von der Erde é, na realidade, uma sinfonia composta por 6 canções, com textos baseados na adaptação para a língua alemã efectuada por Hans Bethge (1876-1946) de poemas chineses, maioritariamente do século VIII.
A estreia, póstuma, viria a ter lugar no dia 20 de Novembro de 1911, em Munique, com Bruno Walter à frente da orquestra. Walter nasceu há 129 anos, em Berlim.

Gustav Mahler
Das Lied von der Erde.
Violeta Urmana (contralto), Michael Schade (tenor)
Wiener Philharmoniker
Pierre Boulez
Deutsche Grammophon 469 526-2
(1999)
Internet
http://www.mahlerarchives.net/DLvDE/DLvDE.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/Bruno_Walter
http://www.geocities.com/walteriana76/BWrecordsB.htm
O desNORTE acaba de resolver um mistério com séculos! Na verdade, até hoje nunca houve certeza quanto ao dia exacto em que nasceu o compositor italiano Luigi Cherubini, sabendo-se apenas que terá sido a 8 ou a 14 de Setembro de 1760. Como para o passado dia 8 já tínhamos postal alinhavado, ficou desfeita a dúvida, e celebramos hoje aqui, esperamos que condignamente, o 245º aniversário do seu nascimento...

Luigi Cherubini
Apesar de italiano, foi em França que Cherubini se notabilizou, como figura cimeira da cena musical francesa durante meio século. Contemporâneo de Mozart e Beethoven, as suas obras, com particular destaque para o Requiem em dó menor, foram admiradas por Haydn, Beethoven, Schumann, Brahms e Berlioz, pelo que surpreende o pouco que hoje em dia se fala de Luigi Cherubini.

Haydn, Beethoven, Schumann, Brahms, Berlioz
Luigi Cherubini transformou a opéra comique, ao introduzir papéis dramáticos e abordando temas actuais de uma forma séria, em perfeito contraste com o ambiente pitoresco tradicional. A sua ópera Lodoïska, escrita em 1791, serviu de modelo para Fidélio, a ópera que Beethoven escreveu em 1805 e reviu posteriormente em 1806 e em 1814.
A mais significativa de Cherubini será Médée, a ópera que compôs em 1797 e que, pela sua intensidade dramática e conflitos psicológicos, antecipou de certa forma a ópera do século XIX.

Luigi Cherubini
Médée.
Maria Callas, Maria Luisa Nache (sopranos), Gino Penno (tenor),
Giuseppe Modesti, Enrico Campi (baixos), Fedora Barbieri,
Angela Vercelli, Maria Amadini (meios-sopranos)
Chorus & Orchestra of La Scala, Milan
Leonard Bernstein
EMI 5 67909-2
(1953)
Internet
http://www.operone.de/komponist/cherubini.html
http://www.newadvent.org/cathen/03648a.htm
http://www.nndb.com/people/400/000093121/
http://www.operaitaliana.com/opera_italiana/schedaopera.asp-ID=15&IDOp=107&Lingua=0.htm
Em 1933, o compositor austro-húngaro (e cidadão americano) Arnold Schoenberg (1874-1951), de quem já falámos de passagem neste postal a propósito da sua amizade com o igualmente compositor Alexander Zemlinsky (1871-1942), rumou aos Estados Unidos, que a sua condição de judeu a isso o obrigou.

Arnold Schoenberg
Em Setembro de 1936 concluiu o Concerto para Violino, em Los Angeles, cidade onde se tinha instalado em 1934. É um concerto de grande dificuldade técnica, um dos mais difíceis do repertório para violino, dedicado por Schoenberg ao compositor austríaco Anton Webern (1883-1945) e "destinado a violinistas de 6 dedos"...
A estreia teve lugar em Filadélfia no dia 6 de Dezembro de 1940, com o violinista norte-americano, ucraniano de nascimento, Louis Krasner (1903-1995) e a Orquestra de Filadélfia dirigida por Leopold Stokowski.

Louis Krasner, Leopold Stokowski
Curiosamente, Schoenberg, o autor da obra, nasceu num dia 13 de Setembro, de 1874, e Stokowski, o maestro que a estreou, faleceu igualmente num dia 13 de Setembro, há 28 anos!
CD

Arnold Schoenberg
Violin Concerto, Op.36.
Aram Khachaturian
Violin Concerto.
Ilana Isakadze, Valery Klimov (violinos)
USSR Academy Symphony Orchestra
Evgeni Svetlanov, Alexander Lazarev
Olympia OCD135
Internet
http://www.absoluteastronomy.com/encyclopedia/v/vi/violin_concerto_(berg)1.htm
http://www.schoenberg.at/default_e.htm
http://www.schirmer.com/composers/schoenberg_essay.html
http://www.bbc.co.uk/music/profiles/schoenberg.shtml
http://www.geocities.com/Paris/5577/
http://www.stokowskisociety.net/
http://www.bach-cantatas.com/Bio/Stokowski-Leopold.htm
http://www.bbc.co.uk/music/profiles/stokowski.shtml