O facto de não tocar instrumento algum, ao contrário da maioria dos compositores seus contemporâneos, não impediu o austríaco Joseph Haydn de atingir um sucesso de que poucos se puderam gabar. Na altura, aliás, só um lhe fazia frente, mas era um adversário de peso: Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)...
Haydn teve uma influência decisiva na definição de vários géneros musicais, como a sonata, a música de câmara e a sinfonia; é normalmente considerado o pai da sinfonia e do quarteto de cordas. Foi, além do mais, um compositor extremamente prolífico, tendo composto, por exemplo, mais de 100 sinfonias!
A partir de 1803, ano em que deixou de compor, passou a prefaciar a sua correspondência com uma pequena frase, retirada de uma das suas obras vocais: "A minha força já se foi; estou velho e fraco".
Joseph Haydn faleceu há 200 anos, no dia 31 de Maio de 1809.
Há alguns anos era frequente termos acesso a bilhetes completamente grátis para concertos no Europarque, e foi num desses que tivemos a oportunidade de ouvir pela primeira vez ao vivo o barítono norte-americano Thomas Hampson (1955-). Juntou-se lá uma pequena multidão, pois o cavalheiro atrai inúmeros seguidores por onde passa; claro que nem todos vão pelas suas qualidades interpretativas, ou não tivesse Hampson sido nomeado em 1993 pela revista People como uma das 50 pessoas mais atraentes do planeta, mas isso são pormenores para nós irrelevantes...
No próximo Sábado regressará a Portugal, para um recital no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, para viajar em território que lhe é deveras familiar e no qual se tem destacado: o lied alemão e a canção americana, representada por um dos seus expoentes, Samuel Barber (1910-1981).
É o último concerto da temporada 2008/9 a que vamos assistir na Gulbenkian, numa altura em que se discute a qualidade da programação da temporada 2009/10. O nosso amigo Il Dissoluto Punito está especialmente desapontado com ela, mais do que eu, devo confessar; admito que não esteja ao nível da última, mas há alguns concertos que gostaria de não perder. Temo, tal como o Paulo já afirmou, que a dificuldade estará em arranjar bilhetes; nada a que já não estejamos habituados...
Programa
Franz Liszt Im Rhein, im schönen Strome. Es rauschen die Winde. Die drei Zigeuner.
Franz Schubert An die Leier, D.737. Das Fischermädchen, D.957 nº10. Der Doppelgänger, D.957 nº13.
Gustav Mahler De «Des Knaben Wunderhorn»: Aus! Aus! Nicht wiedersehen. Der schildwache Nachtlied. Zu Straßburg auf der Schanz. Revelge.
Hugo Wolf Goethe-Lieder: Harfenspieler I: «Wer sich der Einsamkeit ergibt». Harfenspieler II: «An die Türen will ich schleichen». Harfenspieler III: «We nie sein Brot mit Tränen Aß».
Samuel Barber Now have I fed and eaten up the rose, op.45 nº1. A green lowland of pianos, op.45 nº2. O boundless, boundless evening, op.45 nº3. Rain has fallen, op.10 nº1. Sleep now, op.10 nº2. I hear an army, op.10 nº3.
O romeno George Enescu (1881-1955), que já uma vez passou por estas páginas, estudou em Viena e em Paris, tendo tido aulas com alguns pesos pesados da história da música: Josef Hellmesberger (1828-1893), Robert Fuchs (1847-1927), Jules Massenet (1842-1912) e Gabriel Fauré (1845-1924). Enescu, violinista virtuoso dotado de uma memória extraordinária, nunca tomou como actividade principal a composição, e o conjunto da sua obra é ainda hoje pouco conhecido. É geralmente considerado, contudo, como o grande compositor do seu país, estando para a Roménia um pouco como Béla Bartók (1881-1945) está para a Hungria.
Enescu compôs 3 sinfonias, a primeira em 1905, a segunda entre 1912 e 1914, e a terceira entre 1916 e 1918. Esta última, transpirandoBrahms por todos os poros, além de um coro, exige uma orquestra de dimensões apreciáveis, que deverá incluir, nomeadamente, 12 contrabaixos. Será outra das razões para o pequeno, muito pequeno número de boas gravações disponíveis, destacando-se uma do nossoLawrence Foster (1941-).
A estreia da Sinfonia Nº3 de George Enescu teve lugar no dia 25 de Maio de 1919, passam hoje 90 anos.
CD
George Enescu Symphonies - No.1 in E flat major, Op.13.; No.2 in A major, Op.17; No.3 in C major, Op.21. Vox maris. Catherine Sydney (soprano), Marius Brenciu (tenor) Les Éléments Chamber Choir Monte-Carlo Philharmonic Orchestra Lyon National Orchestra Lawrence Foster EMI 5 86604-2 (1992, 2004)
O maestro austríaco Felix Mottl (1856-1911) construiu uma reputação baseada essencialmente nas interpretações das obras de Richard Wagner (1813-1883), tendo estado envolvido na preparação da primeira apresentação integral de Der Ring des Nibelungen no Festival de Bayreuth. Mottl faleceria de ataque cardíaco em Julho de 1911, quando dirigia precisamente uma ópera de Wagner, Tristan und Isolde. Joseph Keilberth nasceu em Abril de 1908 em Karlsruhe (Alemanha), cidade para onde os seus progenitores se tinham mudado após o seu pai ter sido recomendado por Mottl para violoncelista principal da orquestra da cidade. Depois de ter igualmente entrado no mundo da música como violoncelista, não demorou muito até que pegasse na batuta, sob clara influência de Mottl no que à interpretação de Wagner dizia respeito. Ironia do destino, Keilberth iria morrer exactamente nas mesmas condições de Mottl: em Munique e a dirigir Tristan und Isolde!
Keilberth dirigiu o primeiro ciclo O Anel dos Nibelungos em 1936 e, em 1950, foi finalmente convidado pelo Festival de Bayreuth para dirigir Die Meistersinger von Nürnberg. Recusou o convite, por não querer partilhar as interpretações com Hans Knappertsbusch (1888-1965), tendo ficado convencido de que nunca lá chegaria a pôr os pés. Felizmente para nós estava redondamente enganado, e passados apenas 2 anos já lá estava a pisar os palcos, o que se iria repetir ao longo da década de 1950. Uma década que para mim, conforme já aqui disse várias vezes, foi uma das mais ricas musicalmente; esta interpretação de Götterdämmerung, a ópera que encerra a tetralogia, foi captada ao vivo na edição de 1955 do referido festival. Da ópera propriamente dita falarei mais tarde, pois não convém esgotar todos os temas de uma vez só...
Richard Wagner nasceu há 196 anos, no dia 22 de Maio de 1813.
Richard Wagner Götterdämmerung. Astrid Varnay, Gré Brouwenstijn, Jutta Vulpius, Mina Bolotine (sopranos), Wolfgang Windgassen (tenor), Hermann Uhde (barítono), Maria von Illosvay, Elisabeth Schärtel, Maria Graf (meios-sopranos), Gustav Neidlinger (baixo-barítono) Bayreuth Festival Chorus Bayreuth Festival Orchestra Joseph Keilberth Testament SBT4 1393
O azar de uns é, não tão poucas vezes como isso, a sorte de outros, e foi esse o caso do baixo Cesare Siepi (1923-), que recentemente por aqui referi; a impossibilidade de Boris Christoff entrar nos Estados Unidos em 1950, por possuir passaporte búlgaro, foi a oportunidade que Siepi não desperdiçou. Apesar de ter nascido em 1914, na altura a carreira de Boris Christoff ainda estava no início, pois a sua estreia em palco tinha apenas tido lugar em Março de 1946, com o papel de Calline na ópera La bohème, de Giacomo Puccini (1858-1924).
Claro que, entretanto, já se tinha registado o seu extraordinário sucesso no Covent Garden, em 1949, num dos papéis que marcariam toda a sua carreira: Boris Godunov, na ópera homónima de Modest Mussorgsky (1839-1881). O baixo búlgaro esteve mesmo para nem chegar a apresentar-se em Londres, pois armou-se em esquisito e esteve em vias de ser corrido; lá levou a dele avante, e acabou a ser o único do elenco a cantar em russo, enquanto todos os outros o fizeram em inglês, e a seguir uma versão distinta da ópera (a de Rimsky-Korsakov, enquanto todos os outros se guiaram pela versão original de Mussorgsky). Uma coisa fantástica!
A par dos papéis operáticos em que se notabilizou, Boris Christoff revelou-se igualmente um excelente recitalista, e cantou e gravou um sem-número de canções russas. Que estão em grande número no disco aqui hoje trazido, excelentemente acompanhadas por canções de Mussorgsky. Gravações dos anos 50 do século passado, o que só vem reforçar a minha convicção, já várias vezes aqui expressa, de que a década de 1950 foi decididamente vintage...
Boris Christoff Lebendige Vergangenheit, Volume 3. Boris Christoff (baixo), Gerald Moore (piano) The Feodor Potojinski Russian Choir Orchestre National de la Radiodiffusion Française Georges Tzipine Preiser PR89713 (1951, 1955, 1957)
Joly Braga Santos foi um dos mais importantes sinfonistas da história da música portuguesa, senão mesmo o maior, mas nem assim consta da maioria dos livros dedicados a estes assuntos. Isto diz-nos algo sobre os autores de tais livros, pois claro, mas evidencia ao mesmo tempo a incapacidade deste país em promover os seus maiores vultos. Os próprios portugueses não querem saber deles para nada, pelo que a situação não se afigura demasiadamente preocupante...
Desde muito cedo que Joly Braga Santos se inspirou no folclore português para as suas composições, o que não deixa de ser algo de muito interessante; é que, com apenas 24 anos, foi estudar direcção de orquestra para Itália com Hermann Scherchen (1891-1966), igualmente professor de, entre outros, Bruno Maderna (1920-1973) e Luigi Nono (1924-1990). Que é como quem diz, estava em contacto directo com alguns dos expoentes da moderna música europeia mas, com particular destaque nas suas primeiras obras, procurou fazer a ponte com a música tradicional portuguesa. Datam deste período as suas primeiras 4 sinfonias, sendo de referir que tinha apenas 27 anos de idade quando terminou a 4ª.
Joly Braga Santos nasceu há 85 anos, no dia 14 de Maio de 1924.
CDs
Joly Braga Santos Staccato brilhante, Op.63. Divertimento No.2. Concerto in D, Op.17. Sinfonietta. Elegia a Vianna da Motta. Orquestra Clássica do Porto Meir Minsky Koch Schwann 315102
Joly Braga Santos Symphonies - No.1; No.5. Portuguese Symphony Orchestra Álvaro Cassuto Marco Polo 8.223879
Joly Braga Santos Symphonies - No.3; No.6. Ana Ester Neves (soprano) Chorus of Teatro Nacional de Sao Carlos Portuguese Symphony Orchestra Álvaro Cassuto Marco Polo 8.225087 (1997)
Joly Braga Santos Symphony No.2 in B minor. Crossroads. Bournemouth Symphony Orchestra Álvaro Cassuto Marco Polo 8.225216 (2000)
Joly Braga Santos Concerto for Strings in D. Sinfonietta. Variations concertantes. Concerto for Violin, Cello, Harp and Strings. Bradley Creswick (violino), Alexander Somov (violoncelo), Sue Blair (harpa) Northern Sinfonia Álvaro Cassuto Marco Polo 8.225186
Joly Braga Santos Symphony No.4. Symphonic Variations on a Popular Song from the Alentejo. National Symphony Orchestra of Ireland Álvaro Cassuto Marco Polo 8.225233
Joly Braga Santos Staccato Brilhante. Nocturno for Strings. Divertimentos Nos.1 & 2. Cello Concerto. Jan Bastiaan Neven (violoncelo) Algarve Orchestra Álvaro Cassuto Marco Polo 8.225271
Nos finais da década de 1850 o pianista e compositor russo Mily Balakirev (1837-1910) fundou o Grupo dos Cinco, ambicionando criar uma escola de composição tipicamente russa. Em plena 1ª Guerra Mundial, a organização de um concerto no estúdio do pintor Émile Lejeune (1885-1964) deu origem, a partir de uma ideia de Erik Satie (1866-1925), a Les Nouveaux Jeunes, um grupo formado pelos mais relevantes compositores franceses da altura. Satie abandonaria o grupo cerca de um ano depois e, com os compositores que sobraram, em Janeiro de 1920 dar-se-ia o arranque oficial de Les Six, nome atribuído pelo compositor e crítico musical Henri Collet (1885-1951), que assim estabeleceu um óbvio paralelo com o referido Grupo dos Cinco.
Do grupo Les Six faziam parte Georges Auric (1899-1983), Louis Durey (1888-1979), Darius Milhaud (1892-1974), Francis Poulenc (1899-1963), Germaine Tailleferre (1892-1983) e Arthur Honegger (1892-1955). Este último, de ascendência suíça, passou por ser um dos mais importantes do grupo, apesar de, conforme reconhecido pelo próprio, não ter fortes laços musicais com os restantes membros, e da sua ligação aos movimentos de reacção aos ideais impressionistas e wagnerianos, que estiveram na origem da criação do grupo, serem meramente superficiais. Honegger tinha origens germânicas, além de ter vivido e estudado algum tempo em Zurique, e quando chegou a Paris para estudar no Conservatório, em 1911, era um entusiasta da música de Richard Wagner (1813-1883), pelo que se compreenderão as suas reticências...
Naquela altura Honegger vivia em Le Havre, que fica a perto de 200Km de Paris, e deslocava-se à capital de comboio. Daqui terá nascido o seu fascínio por locomotivas, que serviu de inspiração para uma das suas mais conhecidas e bem sucedidas obras, Pacific 231 (2 pequenas rodas laterais à frente, 3 grandes rodas centrais e 1 roda atrás), composta em 1923 e estreada no dia 8 de Maio de 1924 pelo maestro Serge Koussevitzky (1874-1951).
Arthur Honegger nasceu há 117 anos, no dia 10 de Março de 1892.
CDs
Arthur Honegger Symphonies - No.2; No.3, "Liturgique". Pacific 231. Oslo Philharmonic Orchestra Mariss Jansons EMI 5 55122-2
Arthur Honegger Symphonies - No.2; No.3, "Liturgique". Berlin Philharmonic Orchestra Herbert von Karajan Deutsche Grammophon 423 242-2
Arthur Honegger Sonatina, H80. Bohuslav Martinu Duo No.1, H157. Johann Sebastian Bach Die Kunst der Fuge, BWV1080 - Canon alla ottava; Canon alla duodecima in contrapuncto all quinta. Matthias Pintscher Study I for 'Treatise on the Veil'. Maurice Ravel Sonata for Violin and Violoncello. Frank Peter Zimmermann (violino), Heinrich Schiff (violoncelo) ECM New Series 476 3150
SACD
Francis Poulenc Gloria. Arthur Honegger Symphony No.3, H186, 'Liturgique'. Luba Orgonásová (sop) Netherlands Radio Choir Royal Concertgebouw Orchestra Mariss Jansons RCO Live RCO06003
Johannes Brahms (1833-1897) compôs dois concertos para piano e orquestra, datando o primeiro de 1858 e tendo composto o segundo 20 anos depois, entre 1878 e 1881. Por coincidência, foram também em número de 2 as sonatas para violoncelo e piano que compôs; a primeira foi concluída em 1865 e editada no ano seguinte, enquanto que a segunda foi escrita e estreada em 1886. A separá-las, portanto, exactamente... 20 anos! A uni-las, todavia, o facto de a primeira ter emprestado um andamento à outra.
Supõe-se que tal ter-se-á devido ao facto de a mãe de Brahms ter entretanto falecido, e o compositor achado que o adagio dessa primeira sonata não se coadunava com o ambiente de pesar resultante desse triste acontecimento. Como consequência disso, a primeira sonata ficou sem qualquer andamento lento, e a segunda ganhou um adagio absolutamente grátis...
Tal não impediu que a primeira sonata para violoncelo e piano de Johannes Brahms obtivesse um êxito imediato, tendo sido extraordinariamente bem recebida. Foi dedicada a Josef Gänsbacher, violoncelista amador e amigo do compositor, como agradecimento por ter mexido os cordelinhos que permitiram que Brahms fosse nomeado director da Singakademie de Viena, em 1863. Talvez isso explique o facto, pouco usual, de Brahms ter entrado no mundo das sonatas pela porta do violoncelo e não do violino; na verdade, compôs a sua primeira sonata para violino e piano apenas em 1879, quase uma década e meia depois da sonata para violoncelo.
Johannes Brahms nasceu há 176 anos, no dia 7 de Maio de 1833.
Johannes Brahms Sonate Nº1 pour Violoncelle et Piano en mi mineur, Op.38. Sonate Nº2 pour Violoncelle et Piano en fa majeur, Op.99. Anklange, Op.7. Die Mainacht, Op.43. Anthony Leroy (violoncelo), Sandra Moubarak (piano) Zig Zag Territories ZZT070202 (2006)
Há muito, muito tempo, referi neste texto o facto de o Mosteiro de Leça do Balio ter sido a primeira sede da Ordem dos Hospitalários em Portugal, no início do século XII.
D. Álvaro Gonçalves Pereira, pai do recém canonizado Nuno Álvares Pereira (1360-1431), foi prior dessa Ordem e responsável, entre outras obras, pela edificação da fortaleza da Flor da Rosa e do Castelo da Amieira. Há uns bons anos atrás tivemos a oportunidade de passar uns dias no Crato e agora, a pretexto de mais um desafio ciclístico, pernoitámos na Casa do Chão do Prior, situada na aldeia de Amieira do Tejo e localizada a poucos metros do castelo.
Um programa perfeito, evidentemente: fim-de-semana prolongado, saudável competição desportiva (cheguei direito ao fim...) e passeio familiar, que incluía uma visita ao castelo. Que não se realizou, pois este encontra-se "encerrado temporariamente para obras", de acordo com a explicação fornecida no site do IPPAR. Uma vez na vida bem que podíamos encontrar um monumento aberto... once in a lifetime:
O problema deste texto começa logo pelo título; entre 1921/2 e 1927 o compositor alemão Paul Hindemith (1895-1963) compôs um conjunto de obras para um reduzido número de instrumentistas, entre 12 e 25, ora vistos como uma "pequena orquestra", ora como um "alargado conjunto de câmara". Como resultado, estas obras tanto aparecem nos livros da especialidade catalogadas como "obras concertantes", como são designadas por "música de câmara".
O que é evidente, em qualquer dos casos, é estarmos perante concertos de câmara, 7 no total, destinados a diferentes agrupamentos e/ou instrumentos solistas: o 1º é um concerto para pequena orquestra, o 2º é um concerto para piano, o 3º para violoncelo, o 4º para violino, o 5º para viola, o 6º para viola-de-amor e o 7º para órgão. A Kammermusik Nº3, também conhecida por Concerto para Violoncelo, foi composta em 1925 e estreada pelo próprio compositor no dia 30 de Abril de 1925, passam hoje 84 anos, tendo tido como solista o seu irmão, Rudoph Hindemith (1900-1974).
CDs
Paul Hindemith Kammermusik Nos.1-7. Kleine Kammermusik. Leo van Doeselaar (órgão), Ronald Brautigam (piano), Lynn Harrell (violoncelo), Kim Kashkashian (viola), Norbert Blume (viola-de-amor), Konstanty Kulka (violino) Royal Concertgebouw Orchestra Riccardo Chailly Decca 473 7222 (1992)
Paul Hindemith Kammermusik - No.2, Op.36 No.2; No.3, Op.36 No.2; No.6, Op.46 No.1; No.7, Op.46 No.2. Georg Faust (violoncelo), Wolfram Christ (viola), Lars Vogt (piano), Wayne Marshall (órgão) Berlin Philharmonic Orchestra Claudio Abbado EMI 5 56831-2 (2000)