09/07/2009

CDs #209: Respighi

Não foi fácil ao italiano Ottorino Respighi (1879-1936) ver as suas composições conhecidas do grande público. Compositor quase anónimo durante uns bons anos, apenas após a mudança para Roma, em 1913, obteve o reconhecimento generalizado, graças à trilogia de poemas sinfónicos dedicados a essa cidade: Fontane di Roma, de 1915-6, Pini di Roma, de 1924, e Feste Romane, de 1928. Pelo meio, contudo, já Respighi tinha escrito outras obras importantes, como Vetrate di Chiesa (Janelas de Igreja), em 1925, resultante da orquestração de uma anterior para piano, Tre preludi sopra melodie gregoriane. Vetrate di chiesa foi estreada em Fevereiro de 1927 por um dos maestros mais conhecidos na altura, Serge Koussevitzky (1874-1951).

Por essa altura já Respighi tinha deixado a direcção do Conservatorio di Musica Santa Cecilia, de Roma, para ter mais tempo disponível para se dedicar à composição. No dia 12 de Maio de 1927, acompanhado da esposa, Elsa Respighi (1894-1996), entrou a bordo do navio Conte Verde para aquela que seria a sua primeira viagem ao Brasil, para dirigir a sua própria música numa série de concertos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Pelo meio ainda arranjou tempo para tomar contacto com a música popular local e, à partida, prometeu que comporia uma suite orquestral em 5 andamentos nela inspirada, para ser apresentada no ano seguinte. A verdade é que, em Junho de 1928, Respighi estava de regresso ao Rio de Janeiro, para apresentar Impressione brasiliane, uma suite orquestral em... 3 andamentos. É que, apesar de em Janeiro desse ano já ter estes 3 andamentos escritos e orquestrados, não encontrou tempo para mais, e teve que a apresentar mesmo assim! Contudo, a obra foi calorosamente recebida, pelo que nunca mais lhe mexeu...

Ottorino Respighi nasceu há 130 anos, no dia 9 de Julho de 1879.




Ottorino Respighi
Vetrate di chiesa. Impressioni brasiliane.
Rossiniana: Suite for Orchestra.
Buffalo Philharmonic Orchestra
JoAnn Falletta
Naxos 8.557711
(2006)


Internet



Ottorino Respighi
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05/07/2009

Lugares #188

Águeda não é propriamente famosa pelos seus parques ou jardins, mas o Parque Municipal Alta Vila, situado junto à EN1 e bem perto do centro da cidade, justifica visita demorada. A única coisa que dele nos é dita é que foi concebido por um tal Dr. Eduardo Caldeira, de que nada mais sabemos, pois o site da Câmara Municipal lá do sítio tem muitas cores e passarinhos a voar mas pouca informação. Os autarcas locais referem orgulhosamente ser Águeda "uma das mais industrializadas cidades do país" mas, como ainda (tanto quanto sabemos) não começaram a organizar passeios guiados pelas principais fábricas, também não fazem grande esforço para atrair forasteiros; só assim se compreende, por exemplo, que o Posto de Turismo não tenha um mapa da cidade digno desse nome para fornecer aos visitantes, limitando-se a distribuir uma fotocópia de um mapa extraído do Google...





A bem da verdade, devo reconhecer que o motivo da nossa deslocação àquela cidade não foi o referido parque, mas a minha participação em mais uma aventura de duas rodas, de cujo resultado final não fiquei propriamente orgulhoso. Nada que "Two More Bottles of Wine" ao almoço não remediassem...


Internet



Águeda
Águeda Viva / Portal regiaocentro.net / Região de Águeda / Wikipédia

01/07/2009

Compositores #95: Erik Satie (1866-1925)

Nada como o francês Erik Satie para destoar decisivamente daquela lenga-lenga usual quando desfilamos as proezas dos grandes compositores. Satie não foi um menino prodígio, não tendo mostrado, enquanto jovem, um talento musical acima da média; e aos 13 anos entrou no Conservatório de Paris, de onde foi banido cerca de 3 anos depois, por não atingir os requisitos mínimos exigidos. Ou, dito doutra maneira, os professores acharam-no desprovido do indispensável talento musical para frequentar tal casa...

Satie retomaria os estudos quando já contava quase 40 anos de idade, quando, em 1905, se inscreveu na Schola Cantorum de Vincent d'Indy (1851-1931). Bastantes anos depois, portanto, de ter escrito as suas obras mais famosas, as Trois Gymnopédies, inspiradas, segundo informação do autor mas não aceite consensualmente, nos escritos de Gustave Flaubert (1821-1880). Uns dos admiradores destas peças foi o compositor Claude Debussy (1862-1918), que chegou mesma a orquestrá-las, com grande sucesso, ao ponto de quase superarem em popularidade as versões originais. Um pouco à imagem do sucedido com os Quadros de Uma Exposição de Modest Mussorgsky (1839-1881) e a respectiva orquestração efectuada por um outro compositor francês, Maurice Ravel (1875-1937)

Erik Satie faleceu há 84 anos, no dia 1 de Julho de 1925.


CDs




Erik Satie
Sports et divertissements. Enfantillages pittoresques.
Valse-ballet. Fantaisie-valse.
Pascal Rogé (piano)
Decca 455 370-2

Erik Satie
Trois morceaux en forme de poire. Parade. La belle excentrique.
Désespoire agréable. Songe-creux.
Pascal Rogé, Jean-Philippe Collard (pianos), Chantal Juillet (violino)
Decca 455 401-2

Erik Satie
Trois gymnopédies. Six gnossiennes. Trois embryons desséchés.
Morceaux en forme de poire. Trois descriptions automatiques.
Anne Queffélec, Catherine Collard (pianos)
Virgin Classics VM5 61846-2

Erik Satie
Trois Gymnopédies. Pièces Froides - Airs à faire fuir. Embryons
desséchés. Véritable Préludes Flasques (pour un chien). Je te veux.
Joanna MacGregor (piano)
Sound Circus SC902

Erik Satie
Poudre d'or. Avant-dernières pensées. Pièces froides: trois airs
à faire fuire.
Pascal Rogé (piano)
Decca 421 713-2


Internet



Erik Satie
Erik Satie: Homepage / Karadar Classical Music / Naxos / Answers.com / Wikipedia

27/06/2009

Pianistas #28: Leonard Pennario (1924-2008)

O pianista norte-americano Leonard Pennario poucas vezes tocou fora dos Estados Unidos, o que explicará em boa medida o facto de não ter atingido grande notoriedade deste lado do Atlântico. Não deixou de passar pelo velho continente, onde realizou uma primeira turné em 1952, mas não era com duas cantigas que se ausentava de Los Angeles, cidade onde assentou arraiais desde bastante jovem.

Pouco conhecido do lado de cá, foi dos pianistas mais populares no seu país natal, tendo, por exemplo, formado um trio com o violinista Jascha Heifetz (1901-1987) e o violoncelista Gregor Piatigorsky (1903-1976). Aplicando aquela do "diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és", estaríamos desde já em condições de concluir estarmos perante um grande pianista... A mesma opinião teve, por exemplo, o compositor Miklós Rózsa (1907-1995), que lhe dedicou duas obras, um Concerto para Piano e uma Sonata para Piano. Por curiosidade, diga-se que, depois de abandonar os palcos, Pennario prosseguiu com outra carreira de sucesso, de jogador de bridge, em que foi igualmente campeão...

Leonard Pennario faleceu há um ano, no dia 27 de Junho de 2008.


CD



Felix Mendeslssohn
Cello Sonata No.2 in D, Op.58.
Frédéric Chopin
Cello Sonata in G minor, Op.65.
Richard Strauss
Cello Sonata in F, Op.6.
Gregor Piatigorsky (violoncelo), Leonard Pennario,
Rudolf Firkusny (pianos)
Testament SBT1419
(1965, 1966)


Internet



Leonard Pennario
Leonard Pennario Home Page / Telegraph.co.uk / The New York Times / The Independent / Classical Net / Naxos / Classical Archives / Wikipedia

24/06/2009

Lugares #187

A participação em provas desportivas tem servido de mero alibi para diversas passeatas pelo país, e foi exactamente isso o que aconteceu recentemente. Dando-se o caso de, desta vez, a prova decorrer em Bragança, e de da sua organização ter feito parte um colega das aventuras de duas rodas, teve um gosto especial, além de ter ficado mais barata...

Para a tarde de Sábado programámos uma visita ao castelo, algo que não nos pareceu demasiadamente incompatível com o período de estágio para o evento desportivo do dia seguinte... Do que nos esquecemos, mais uma vez, foi da incompatibilidade dos horários de abertura dos monumentos nacionais com os da maioria dos portugueses; talvez não os da maioria, mas pelo menos com os nossos, o que, para o caso, é o que mais nos interessa! Vai daí, e tal como nos tinha acontecido há relativamente pouco tempo em Amieira do Tejo, demos com o nariz na porta, pois chegámos lá depois das malfadadas 17 horas. Diferentes razões (o de Amieira do Tejo encontra-se em obras) mas a mesma impossibilidade de os visitar...



Ficámos novamente limitados a ver as paredes pelo lado de fora e a dar um pequeno passeio pelas muralhas o que, apesar de melhor do que nada, esteve longe de corresponder às nossas expectativas, para utilizar uma expressão muito querida dos nossos especialistas de marketing. É o fim...


Internet



Castelo de Bragança
IPPAR / Guia da Cidade / Visit Portugal / Wikipedia

21/06/2009

CDs #208: Eduard Erdmann, Reger, Schubert, Schumann

As obras do compositor alemão Max Reger (1873-1916) não gozam de grande popularidade, existindo um número muito limitado de (boas) gravações e raramente sendo interpretadas em público. Até recentemente apenas tinha um CD com obras suas, no caso música de câmara, editado pela Nimbus e adquirido há mais de 7 anos. Conhecia, mal, o seu Concerto para Piano, Op.114, e espreitava uma oportunidade para adquirir uma das poucas gravações de referência que existem. Se poucos (bons) pianistas houve que se deram ao trabalho de o tocar em público, menos ainda o gravaram, com duas honrosas excepções, do já nosso conhecido Rudolf Serkin (1903-1991), e do até agora ignorado por estas bandas Eduard Erdmann (1896-1958). Pois no ano passado a Orfeo d'Or teve a amabilidade de ajudar a colmatar a minha falha, editando um disco notável, com gravações dos inícios dos anos 50 do século passado, em que Erdmann interpreta obras de Reger (o referido concerto para piano), Schubert (1797-1828) e Schumann (1810-1856). Para o concerto, Erdmann conta com a parceria da Orquestra Sinfónica da Rádio de Colónia, dirigida por Hans Rosbaud (1895-1962).

Erdmann, tal como Reger, também teve direito à sua dose de indiferença: enquanto vivo, foi muito admirado como pianista mas largamente ignorado como compositor; hoje em dia, mais democraticamente, ignoram-se tanto as suas facetas de pianista como de compositor... Além de tocar os clássicos, Eduard Erdmann promoveu imenso as obras dos compositores seus contemporâneos; entre elas, obviamente, este concerto de Reger, em que poucos mais pianistas pegaram. Nada de surpreendente para o autor, diga-se, que terá afirmado (e transcrevo do livro que acompanha o disco): "My piano concerto will remain misunderstood for many years to come; its musical language is too austere and too serious". Chegou mesmo a escrever à pianista Frida Kwast-Hodapp (1880-1949), que foi quem estreou a obra, questionando-se sobre as razões que a terão levado a interpretá-la: "But you'll sweat, really sweat! Why do you play such stuff!"...

Eduard Erdmann faleceu há 51 anos, no dia 21 de Junho de 1958.




Max Reger
Konzert für Klavier und Orchester f-Moll, Op.114.
Franz Schubert
Sonata B-Dur, D960.
Robert Schumann
Sechs Intermezzi, Op.4.
Eduard Erdmann (piano)
Kölner Rundfunk-Sinfonie-Orchester
Hans Rosbaud
Orfeo d'Or C722 071
(1950, 1951)


Internet



Max Reger
Classical Music Pages / Wikipedia / The Max Reger Foundation of America / Naxos

Eduard Erdmann
Wikipedia / Eduard Erdmann / MusikProduktion

17/06/2009

Óperas #21: Roméo et Juliette, de Charles Gounod

Foi logo no início da década de 1850 que o compositor francês Charles Gounod (1818-1893) escreveu a sua primeira ópera que, por evidente falta de qualidades dramáticas, foi um rotundo insucesso. As duas que se seguiram não contribuíram de forma alguma para aumentar o prestígio de Gounod até que, em 1859, teve lugar a estreia de Faust, uma das óperas mais bem sucedidas de sempre.

O sucesso foi enorme e nunca mais repetido com qualquer outra obra sua, nomeadamente com a ópera Roméo et Juliette, que estreou em Paris em Abril de 1867. Os libretistas Jules Barbier (1825-1901) e Michel Carré (1821-1872) seguiram de muito perto o texto de William Shakespeare (1564-1616), embora conservando apenas os elementos mais significativos Se Hector Berlioz (1803-1869) já não tinha ficado nada convencido com a utilização que Vincenzo Bellini (1801-1835) tinha feito da obra do poeta inglês, na sua ópera I Capuleti e i Montecchi, muito menos o terá ficado com a de Gounod, não só pela chegada tardia ao grupo (a primeira metade do século XIX em Paris tinha ficado marcada por uma shakespearmania...), como pela óbvia fonte de inspiração: a sinfonia dramática Roméo et Juliette, de... Berlioz!

Charles Gounod nasceu há 191 anos, no dia 17 de Junho de 1818.


CDs



Charles Gounod
Roméo et Juliette.
Plácido Domingo, Paul Clarke (tenores), Ruth Ann Swenson, Susan
Graham (sopranos), Alastair Miles (baixo), Kurt Ollmann, Alan
Vernhes, Christopher Maltman (barítonos), Sarah Walker (meio-soprano)
Bavarian Radio Chorus
Munich Radio Orchestra
Leonard Slatkin
RCA Red Seal 09026 68440-2
(1995)

Farrar in French Opera.
Ambroise Thomas
Mignon - Connais-tu le pays?
Georges Bizet
Carmen - L'amour est un oiseau rebelle (Habanera); Si tu m'aimes, Carmen.
Charles Gounod
Roméo et Juliette - Je veux vivre (Waltz)
Jules Massenet
Manon - Allons! Il le faut... Adieu, notre petite table.
Thaïs - Te souvient-il du lumineux voyage.
Jacques Offenbach
Les Contes d'Hoffmann - Belle nuit, ô nuit d'amour.
Geraldine Farrar (soprano), Edmond Clément, Giovanni Martinelli (tenores),
Antonio Scotti, Pasquale Amato (barítonos)
Milan La Scala Orchestra
Arturo Toscanini
Nimbus NI7872

Janine Micheau
French Opera Arias.
Arias by Gustave Charpentier, Ambroise Thomas, Jacques Offenbach,
Charles Gounod, Georges Bizet, Emmanuel Chabrier.
Janine Micheau (soprano), Jean Mollien, Libero de Luca, Pierre
Gianotti (tenores)
Orchestre de la Société des Concerts du Conservatoire
Paris National Opera Theater Orchestra
Alberto Erede, Roger Désormière, Jean Fournet
Testament SBT1347


Internet



Charles Gounod
Charles Gounod - His life, his works... / Answers.com / Naxos / Classical Net / Suite101.com / Bach Cantatas Website / Classical Archives / 8notes.com / Wikipedia

12/06/2009

CDs #207: Arturo Benedetti Michelangeli, The Master Pianist

Dificilmente um concurso poderia ter um começo mais auspicioso do que aquele que teve o Concurso Internacional de Genebra, em 1939. Na sua primeira edição, e na categoria de piano, contou entre os membros do júri com os consagrados pianistas Alfred Cortot (1877-1962) e Artur Rubinstein (1887-1982), e teve como vencedor um jovem italiano, Arturo Benedetti Michelangeli (1920-1995), que não tardaria muito a atingir o estrelato. Enquanto Rubinstein, mais comedido, se limitou a admirar a técnica impecável de Michelangeli, já Alfred Cortot afirmou alto e bom som estar-se perante um "novo Liszt"!

O virtuosismo granjeou-lhe a fama, mas também para ela contribuiram a sua aversão em gravar em estúdio e a facilidade com que cancelava concertos à última hora (muitas vezes pelos problemas de saúde que o afectavam). Mas muito antes disso, mesmo antes de se juntar à Força Aérea Italiana durante a 2ª Guerra Mundial, Michelangeli efectuou várias gravações nos estúdios da EMI em Milão, entre 1939 e 1942. Várias dessas gravações aparecem num disco (quádruplo) editado no ano passado, e incluem interpretações de obras de Alessandro Scarlatti (1660-1725), Ludwig van Beethoven (1770-1827), Edvard Grieg (1843-1907), Federico Mompou (1893-1987), Isaac Albéniz (1860-1909), Enrique Granados (1867-1916) e Frédéric Chopin (1810-1849).

Inclui também três Concertos para Piano e Orquestra de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), dando-se o caso de um deles, Nº13 K415, já ter aparecido num disco que aqui trouxe anteriormente. São gravações distintas, contudo: a deste novo disco é de Novembro de 1953, enquanto que a outra é de Dezembro de 1951.

Arturo Benedetti Michelangeli faleceu há 14 anos, no dia 12 de Junho de 1995.




Arturo Benedetti Michelangeli - The Master Pianist
Johann Sebastian Bach

Partita No.2 in D minor, BWV1004 - Chaconne.
Alessandro Scarlatti
Sonata in D minor (Pastorale), Kk9. Sonata in C minor, Kk11.
Ludwig van Beethoven
Piano Sonata No.3 in C, Op.2 No.3.
Johannes Brahms
Variations on a Theme by Paganini, Op.35.
Edvard Grieg
Melancholy, Op.47 No.5. At the Cradle, Op.68 No.5.
Federico Mompou
Canción y Danza No.1.
Isaac Albéniz
Rumores de la caleta, Op.71 No.8 - Malagueña.
Enrique Granados
Danzas españolas, Op.37 No.5 - Andaluza.
Wolfgang Amadeus Mozart
Piano Concertos - No.13 in C, K415; No.15 in B flat, K450; No.23 in A, K488.
Joseph Haydn
Piano Concertos - in D, Hob.XVIII:11; in G, Hob.XVIII:4.
Robert Schumann
Carnaval, Op.9. Album für die Jugend, Op.68.
Maurice Ravel
Piano Concerto in G.
Sergei Rachmaninov
Piano Concerto No.4 in G, Op.40.
Frédéric Chopin
Mazurka No.47 in A minor, Op.68 No.2. Scherzo No.2 in B flat minor, Op.31.
Waltz No.9 in A flat, Op.69 No.1.
Claude Debussy
Images, Set 1 No.1 - Reflets dans l'eau: Andantino molto.
Arturo Benedetti Michelangeli (piano)
Orchestra Alessandro Scarlatti, Franco Caracciolo
Orchestra Sinfonica da Camara dell'Ente dei Pomeriggi Musical
di Milano, Ettore Gracis
Philharmonia Orchestra, Ettore Gracis
EMI Classics 2 06005-2


Internet



Arturo Benedetti Michelangeli
Arturo Benedetti Michelangeli / Centro di Documentazione Arturo Benedetti Michelangeli / Bach Cantatas Website / MusicWeb International / Classical Archives / S9.com / Answers.com / Naxos / NationMaster.com / the pianist.com / Wikipedia

06/06/2009

DVDs #19: Mahler, Symphonies 1 & 8

Klaus Tennstedt (1926-1998) nasceu em Junho de 1926 em Merseburg, uma cidade no sul da Alemanha. Depois de efectuar os primeiros estudos com o pai, o violinista Hermann Tennstedt, prosseguiu-os em Leipzig. Um ferimento no braço esquerdo impediu-o de continuar a carreira de violinista, pelo que optou por se virar para a regência, tendo-se estreado como maestro em 1952. Desde 1949 que a Alemanha em que Tennstedt vivia tinha passado a ser a Alemanha de Leste., o que lhe valeu ter permanecido um perfeito desconhecido no Ocidente, situação que apenas se alterou na primeira metade da década de 1970, depois de, em 1971, se ter recusado a regressar a casa após uma deslocação à Suécia. 1974 seria um ano marcante, com o extraordinário sucesso que obteve no Canadá, ao dirigir a Orquestra Sinfónica de Toronto na 7ª Sinfonia de Anton Bruckner (1824-1896).

Sucesso premonitório, pois Tennsted, que nunca iria alargar muito o seu repertório, foi ganhando a reputação de um dos mais conceituados maestros da música do romântico, destacando-se em particular nas obras sinfónicas de Bruckner e Gustav Mahler (1860-1911). É assim normal que Tennstedt já por aqui tenha passado com um disco de Mahler (Sinfonia Nº8, gravação de 1986), e normal é também o seu regresso, de novo com Mahler e desta vez com duas sinfonias, a de novo incluída.

As gravações deste DVD foram efectuadas em 1990 (1ª sinfonia) e 1991 (8ª sinfonia). Esta última, uma sinfonia vocal, conta com as participações do Coro da Filarmónica de Londres e do Coro da Sinfónica da mesma cidade; o maestro Richard Hickox (1948-2008), que faleceu em Novembro do ano passado, foi director deste último coro entre 1976 e 1991.

Klaus Tennstedt nasceu há 93 anos, no dia 6 de Junho de 1926.




Gustav Mahler
Symphony No.1 in D. Symphony No.8 in E flat.
Julia Varady, Jane Eaglen, Susan Bullock (sopranos), Trudeliese
Schmidt, Jadwiga Rappé (altos), Kenneth Riegel (tenor), Eike
Wilm Schulte (barítono), Hans Sotin (baixo)
London Symphony Chorus
London Philharmonic Choir
Chicago Symphony Orchestra
London Philharmonic Orchestra
Klaus Tennstedt
EMI Classics 3 67443-9


Internet



Klaus Tennstedt
The New York Times / Klaus Tennstedt / Answers.com / ClassicsOnline / Wikipedia

03/06/2009

Óperas #20: Die Fledermaus, de Johann Strauss II

Devo confessar que nunca fui grande adepto das famosíssimas valsas vienenses, ao contrário da minha mãe, que se derretia logo que soavam os primeiros compassos do Danúbio Azul. Penso que o facto de já uma vez ter comprado um DVD de um dos Concertos de Ano Novo da Orquestra Filarmónica de Viena não será o suficiente para desmentir tal afirmação...

Isto não invalida, obviamente, que eu reconheça que a valsa e a opereta sejam dois géneros musicais intimamente ligados a Viena, que tiveram em Johann Strauss II (1825-1899) um dos seus expoentes. Dado o meu menor interesse pelo primeiro género, perdoar-me-ão que apenas me debruce sobre o segundo... Johann Strauss II começou a compor em meados da década de 1840, mas a sua primeira opereta, Indigo, data apenas de 1871, e isto graças à persistência da sua primeira esposa, Henriette Treffz (1818-1878).

No dia 5 de Abril de 1874, Domingo de Páscoa, teve lugar a estreia da sua terceira e mais famosa opereta, Die Fledermaus (O Morcego), perto de um ano depois, portanto, do grande crash bolsista de Maio de 1873 no Império Austro-Húngaro. O grande sucesso da obra deveu-se acima de tudo, e como não podia deixar de ser, à música de Strauss Jr.; refira-se que, após a apresentação do primeiro número, o compositor apenas precisou de 42 dias para completar a obra!

Johann Strauss II faleceu há 110 anos, no dia 3 de Junho de 1899.


CDs




Johann Strauss II
J. Strauss II in Berlin: Overtures - Die Fledermaus;
Eine Nacht in Venedig (versão orig.). Kaiser Franz-Joseph I.
Berlin Philharmonic Orchestra
Nikolaus Harnoncourt
Teldec 3984-24489-2

Johann Strauss II
A Tribute to Johann Strauss. Schwipslied. Die Fledermaus - Overture;
Spiel' ich die Unschuld.
Sumi Jo (soprano)
Vienna Volksoper Orchestra
Rudolf Bibl
Erato 3984-25500-2

Johann Strauss II
Die Fledermaus.
Hilde Gueden, Wilma Lipp (sopranos), Julius Patzak, Anton Dermota,
August Jaresch (tenores), Alfred Poell, Kurt Preger (barítonos),
Sieglinde Wagner (meio-soprano)
Vienna State Opera Chorus
Vienna Philharmonic Orchestra
Clemens Krauss
Naxos Historical 8.110180-81
(1953)

Johann Strauss II
Die Fledermaus.
Peter Anders, Helmut Krebs, Edwin Heyer (tenoress), Anny Schlemm,
Rita Streich, Sylvia Menz (sopranos), Hans Wocke, Herbert
Brauer (barítonos), Anneliese Müller (meio-soprano), F. Hoppe (narrador)
RIAS Chamber Choir, Berlin
RIAS Symphony Orchestra
Ferenc Fricsay
Audite Aud23.411
(1949)


DVD



Johann Strauss II
Die Fledermaus.
Lucia Popp, Edita Gruberová (sopranos), Bernd Weikl, Josef
Hopferweiser (tenores), Walter Berry, Erich Kunz (barítonos),
Brigitte Fassbaender (meio-soprano)
Vienna State Opera Chorus
Vienna State Opera Orchestra
Theodor Guschlbauer
TDK DV-CLOPDFM


Internet



Johann Strauss II
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