Apesar de uma longa carreira de cerca de 50 anos e apenas interrompida por questões de saúde, o maestro alemão Wolfgang Sawallisch nunca gozou da mesma popularidade de alguns dos seus contemporâneos. Não deixou, contudo, de ter uma carreira de sucesso, como comprovam os 10 anos à frente da Orquestra Sinfónica de Viena, onde sucedeu a Herbert von Karajan (1908-1989), e os outros tantos em que dirigiu a Orquestra de Filadélfia.
Mas se maestros como von Karajan e Leonard Bernstein (1918-1990) apreciavam as luzes da ribalta, Sawallisch primou pela discrição, o que fez com que os holofotes estivessem na maioria das vezes apontados para outras bandas. Houve um crítico musical francês, Antoine Goléa (1906-1980) de seu nome, que chegou mesmo a escrever que "Sawallisch não é daqueles maestros que se deixam deslumbrar pelo sucesso, mantendo uma modéstia incrível para quem acumula cargos tão importantes".
Pois bem, não será certamente com esta passagem por aqui que a sua fama vai aumentar, mas sempre posso ir dormir descansado, certo de que dei a minha contribuição para melhor se conhecer a sua obra.
Wolfgang Sawallisch nasceu há 89 anos, no dia 26 de Agosto de 1923.
CDs
Richard Strauss Concerto pour Violon et Orchestre en ré mineur, Op.8. Sonate pour Violon et Piano, Op.18.
Sarah Chang (violino)
Bavarian Radio Symphony Orchestra
Wolfgang Sawallisch
EMI 5 56870-2
Richard Strauss Capriccio.
Elisabeth Schwarzkopf, Anna Moffo (sopranos), Eberhard Waechter,
Dietrich Fischer-Dieskau, Karl Schmitt-Walter (barítonos),
Nicolai Gedda, Rudolf Christ, Dermot Troy (tenores)
Philharmonia Orchestra
Wolfgang Sawallisch
EMI GROC 5 67394-2
Carl Maria von Weber Overtures.
Philharmonia Orchestra
Wolfgang Sawallisch
EMI Encore 5 75645-2
Johannes Brahms Piano Concerto No.1 in D minor, Op.15. Two Songs, Op.91 - No.1; No.2.
Stephen Kovacevich (piano), Ann Murray (alto), Nobuko Imai (viola)
London Philharmonic Orchestra
Wolfgang Sawallisch
EMI Classics 7 74578-2
Dietrich Fischer-Dieskau: Opera Scenes 1976-1992. Wolfgang Amadeus Mozart Le nozze di Figaro - Crudel! Perchè finora; Hai già vinta la causa! Robert Schumann Genoveva - Nichts halt mich mehr; Bald blick ich dich wieder, mein Heimatschloss; Du Golo? Herzlich sei gegrusst. Richard Strauss Arabella - Sie seh'n nicht aus wie jemand.
Dietrich Fischer-Dieskau (barítono), R. Grist, J. Varady, L. Popp (sopranos),
A. Salvan, G. Wewezow, C. Wulkopf, M. Lipovsek (meios-sopranos),
P. Schreier, R. Swensen, P. Seiffert, U. Ress (tenores)
Bavarian State Opera Chorus
Bavarian State Orchestra
Karl Böhm, Wolfgang Sawallisch
Orfeo C545001B (1976, 1977, 1979, 1980, 1982, 1992)
Há duas áreas que me interessam particularmente dentro do mundo da música: a das gravações antigas (históricas) e a das obras de compositores menos conhecidos. Hoje virei-me para esta última, pelo facto de passarem 100 anos sobre o nascimento do compositor basco Francisco Escudero, nascido a 13 de Agosto de 1912.
Não sei se em Espanha será tão desconhecido como por cá, mas sei que há bons motivos para que o não seja, ou não se tratasse de um compositor multi-premiado, com vários galardões recebidos entre as décadas de 1930 e 1960. O disco que refiro a seguir inclui algumas das suas obras mais significativas, como o Concerto para Violoncelo e a Sinfonia Sacra. Compôs ainda duas óperas: Zigor, em 1960, e Gernika, para a comemoração dos 50 anos do bombardeamento de Guernica.
CD
Francisco Escudero
Aranzazu. Concierto vasco. Cello Concerto. El sueño de un bailarín.
Joan Bautista. Sinfonía Sacra.
Angel Pazos (tenor), Asier Polo (violoncelo), Marta Zabaleta (piano)
Quem nos acompanha (uns poucos resistentes...) desde os inícios do desNorte, lembrar-se-á das várias vezes que por aqui passou a pianista inglesa Harriet Cohen (1895-1967), quase sempre a propósito da sua estreita relação (literalmente...) com o compositor, igualmente inglês, Arnold Bax(1883-1953), de quem estreou várias obras.
Em 1951, cerca de 2 anos antes de falecer, Bax criou o Harriet Cohen International Music Award, naturalmente em honra da conceituada pianista. Entre os recipientes do prémio há vários nomes bem conhecidos, como os pianistas Glenn Gould(1932-1982), Vladimir Ashkenazy (1937-) e Nelson Freire (1944-). Em 1968 um dos premiados foi o compositor galês William Mathias, autor de várias obras orquestrais, sinfónicas, de câmara, corais e instrumentais, além de uma ópera.
Apesar de ter sido o autor do hino Let the people praise Thee, O God, composto para o casamento dos Príncipes de Gales, em 1981, o seu nome pouco dirá a muita gente, distraída naquela altura com a beleza da senhora e mais tarde com as desventuras da mesma...
William Mathias faleceu há 20 anos, no dia 29 de Julho de 1992.
CD
William Mathias Choral Music.
Jonathan Vaughan (órgão)
Wells Cathedral Choir
Matthew Owens
Hyperion CDA67740 (2008)
Pelo menos no que à música de câmara diz respeito podemos, sem correr o risco de dizer grandes disparates, dividir em duas fases a vida do compositor alemão Johannes Brahms (1833-1897): uma primeira, até à volta de 1864, em que não se distinguiu particularmente no género, e uma segunda totalmente distinta, com uma produção bem mais vasta e interessante.
A obra charneira foi o Quinteto com Piano, Op.34, que conheceu pelo caminho várias formas e feitios até chegar à versão definitiva em 1865. Começou, entre 1861 e 1862, por ser um quinteto de cordas (que teve uma recepção fria), passou depois para uma obra para dois pianos (com uma estreia a roçar o desastre), e só a partir do Verão de 1864 é que o compositor pegou de novo na partitura e a transformou numa obra para piano e quarteto de cordas.
Houve uma primeira audição privada com a presença da dedicatária, a princesa Anna de Hesse (1843-1865) e a estreia pública, com assinalável sucesso, teve lugar no dia 22 de Julho de 1866, passam hoje 146 anos.
CDs
Johannes Brahms Complete String Quartets. Quintets. Sextets.
Christoph Eschenbach (piano), Cecil Aronowitz (viola), Karl Leister (clarinete),
Georg Donderer, William Pleeth (violoncelos)
Amadeus Quartet
Deutsche Grammophon 474 358-2 (2003)
Johannes Brahms Piano Quintet in F minor, Op.34.
Andreas Staier (piano)
Leipzig Quartet
Dabringhaus und Grimm MDG307 1218-2 (2002)
Johannes Brahms Piano Quintet in F minor, Op.34.
Maurizio Pollini (piano)
Quartetto Italiano
Deutsche Grammophon 474 839-2 (1980)
Johannes Brahms Piano Quintet in F minor, Op.34. String Quartet No.2, Op.51 No.2.
Stephen Hough (piano)
Takács Quartet
Hyperion CDA67551 (2007)
Johannes Brahms Piano Quintet in F minor, Op.34. String Quartet No.1, Op.51 No.1.
Silke Avenhaus (piano)
Arcanto Quartet
Harmonia Mundi HMC90 2000
Robert Schumann Carnaval, Op.9. Johannes Brahms Piano Quintet in F minor, Op.34.
Myra Hess (piano)
Griller Quartet
APR APR5646 (1942, 1950)
Robert Schumann Piano Quintet, Op.44. Johannes Brahms Piano Quintet in F minor, Op.34.
Leif Ove Andsnes (piano)
Artemis Quartet
Virgin Classics 3 95143-2 (2006)
Desde a altura em que publiquei os primeiros textos neste blogue muita coisa mudou no mundo da música, não só ao nível de novos intérpretes, gravações e editoras, como à intensificação da reedição de antigas gravações, numa incansável ida aos baús que nos mantém na expectativa da próxima jóia a ser desvendada.
É um pouco de tudo isto que justifica o regresso ao compositor norte-americano de origam suíça Ernest Bloch, falecido no dia 15 de Julho de 1959, passam hoje 53 anos. Em 2005 apontei apenas para as suas principais obras com temas judaicos (o tema mais presente em tudo o que compôs na década de 1910), agora segue uma versão melhorada e aumentada, mostrando um pouco do que de bom se foi editando nos últimos anos.
CDs
Ernest Bloch Schelomo. Max Bruch Kol Nidrei, Op.47. Canzone, Op. 55. Adagio on Celtic Themesa, Op. 56. Ave Maria, Op. 61.
Ofra Harnoy (violoncelo)
London Philharmonic Orchestra
Charles Mackerras
RCA Victor Red Seal 60757-2 (1991)
Ernest Bloch Violin Sonatas - No.1; No.2, 'Poème mystique'. Suite hébraïque. Abodah. Melody.
Miriam Kramer (violino), Simon Over (piano)
Naxos 8.554460 (1998)
Ernest Bloch Suite hébraïque. Two Pieces for Viola and Piano. Concertino. Suite for Viola and Piano. Suite for Viola (unfinished).
Paul Cortese (viola), Michel Wagemans (piano), Maarika Jarvi (flauta)
ASV CDDCA1094
(2000)
Ernest Bloch Piano Quintets - No.1; No.2. Paysages Landscapes. Night. Two Pieces.
Piers Lane (piano), Goldner String Quartet
Hyperion CDA67638 (2007)
Ernest Bloch Schelomo. Sacred Service. Concerto Grosso No.1 for String Orchestra and Piano. Violin Concerto in A minor.
Mstislav Rostropovich (violoncelo), Francis Grier (piano), Yehudi Menuhin (violino),
Douglas Lawrence (barítono)
Orchestre National de France, Leonard Bernstein
Utah Symphony Choir & Orchestra, Maurice Abravanel
Academy of St Martin in the Fields, Neville Marriner
Philharmonia Orchestra, Paul Kletzki
EMI Classics 4 56319-2
From Jewish Life Ernest Bloch Schelomo. From Jewish Life - Prayer. Gerard Schwarz In memoriam. David Diamond Kaddish. Max Bruch Kol Nidrei, Op.47.
Jonathan Aasgaard (violoncelo)
Royal Liverpool Philharmonic Orchestra
Gerard Schwarz
Avie AV2149 (2004, 2005)
Já há algum tempo que andava a seguir o tenor alemão Jonas Kaufmann (1969-), menos dado a espalhafatos que alguns dos seus mais mediáticos competidores, mas já dono de uma senhora reputação. Um seu anterior disco, Romantic Arias, recebeu encómios generalizados (ver, por exemplo, aqui), o mesmo tendo acontecido com aquele que aqui trago hoje, gravado em Dezembro de 2008 e editado em 2009 pela Decca. Desta vez, procurando evitar erros passados, não demorei a adquirir o disco...
Um outro motivo de interesse neste disco reside no maestro de serviço, o italiano Claudio Abbado (1933-), um dos meus preferidos e que, na minha modesta opinião, foi algo injustiçado durante a sua passagem por Berlim. Não foi grandemente apreciado enquanto lá esteve mas, para a defesa da minha tese, invoco algumas das extraordinárias gravações que efectuou (Beethoven, Brahms, Mahler, Mozart, Verdi, ...), já para não falar de várias outras que fez já depois de lá sair. Declaração de interesses: o facto de ser um grande intérprete de Mahler é o suficiente para que a minha admiração por Abbado não tenha limites...
Claudio Abbado nasceu há 79 anos, no dia 26 de Junho de 1933.
Wolfgang Amadeus Mozart Die Zauberflöte - Dies Bildnis ist bezaubernd schön; Die Weisheitslehre dieser Knaben... Wie stark ist nicht dein Zauberton. Franz Schubert Fierrabras - Was quälst du mich, o Miβgeschick!... In tiefbewegter Brust. Alfonso und Estrella - Schon wenn beginnt zu tagen. Ludwig van Beethoven Fidelio - Gott! welch Dunkel hier! Richard Wagner Lohengrin - In fernem Land; Mein lieber Schwan! Die Walküre - Winterstürme wichen dem Wonnemond. Parsifal - Amfortas! - Die Wunde!; Nur eine Waffe taugt.
Jonas Kaufmann (tenor), Margarete Joswig (meio-soprano),
Michael Volle (baixo-barítono)
Coro del Teatro Regio di Parma
Mahler Chamber Orchestra
Claudio Abbado
Decca 478 1463
O compositor americano Philip Glass (1937-) foi um dos que mais contribuiu para a minha transição da música pop/rock para a música erudita, pelas pontes que ele próprio estabeleceu entre esses dois mundos. E assim, ao lote de músicos pelos quais eu nutria uma enorme admiração, como Brian Eno (1948-), David Byrne (1952-) ou Ravi Shankar (1920-), a partir de certa altura foi-se juntando Glass, que com todos eles colaborou. Primeiro com Shankar, que conheceu em Paris em meados da década de 1960, quando lá estudava com a nossa já muito bem conhecida compositora e professora Nadia Boulanger (1887-1979).
Terminados os estudos parisienses, em 1967 deu-se o regresso de Philip Glass a Nova Iorque, mas apenas em 1976 obteve o primeiro sucesso significativo, com a ópera Einstein on the Beach. Na década seguinte colaboraria com Paul Schrader (1946-) na banda sonora do filme Mishima: A Life in Four Chapters, sobre a vida do dramaturgo e novelista japonês Yukio Mishima (1925-1970). Dessa banda sonora Glass extrairia posteriormente um quarteto de cordas que, desse modo, ganharia vida própria, algo explicado pelo próprio compositor: "At the time of writing the film music, I anticipated the String Quartet section would be extracted form the film score and made into a concert piece in its own right".
A estreia pública do Quarteto de Cordas Nº3, "Mishima", teve lugar no dia 10 de Junho de 1985, passam hoje 27 anos.
O nome de Henry Lee Higginson (1834-1919) não dirá muito a muita gente, mas a verdade é que este homem de negócios e filantropo ficará para a história como o fundador da Orquestra Sinfónica de Boston. Começou a trabalhar na ideia em 1856, mas apenas 25 anos depois, na Primavera de 1881, a coisa ganhou realmente forma, culminando no concerto inaugural da orquestra no dia 22 de Outubro desse mesmo ano.
Grande apreciador da tradição musical alemã, Higginson foi indo sucessivamente à Europa central recrutar os maestros titulares, numa lista de prestígio que incluiu, por exemplo, Arthur Nikisch (1855-1922), que a dirigiu entre 1889 e 1893. A este primeiro período da orquestra, o período alemão, seguiu-se, a partir de 1918, o período francês, com a entrada ao serviço de Henri Rabaud (1873-1949) que, contudo, só se aguentou no poleiro 1 ano, sendo substituído por Pierre Monteux (1875-1964), bem menos conservador que o seu antecessor e, curiosamente, grande apreciador da música... alemã. Outra curiosidade tem a ver com o facto de a orientação tendencialmente francesa da orquestra não ter sido interrompida com a entrada, em 1924, do maestro russo Serge Koussevitzky, por várias e boas razões:
Koussevitzky tinha vivido anteriormente em Paris, onde promoveu (e continuou a organizar mesmo depois de se mudar para os Estados Unidos) uma série de concertos (os "Concertos Koussevitzky");
A orquestra manteve uma política de recrutamento de músicos franceses ou com formação musical francesa, para assim garantir o ADN do conjunto.
O sucesso de Koussevitzky à frente da orquestra foi inegável, medido até pelo tempo em que lá se manteve como maestro principal: 25 anos (a anterior melhor marca era de 8...).
Serge Koussevitzky faleceu há 61 anos, no dia 4 de Junho de 1951.
CDs
Sergei Prokofiev
Symphony No.5 in B flat, Op.100. Piano Concerto No.3 in C, Op.26.
Sergei Prokofiev (piano)
Boston Symphony Orchestra, Serge Koussevitzky
London Symphony Orchestra, Piero Coppola
Dutton Laboratories CDBP9706
(1946)
Modest Mussorgsky
Pictures at an Exhibition.
Maurice Ravel
Rapsodie espagnole. Ma Mere l'Oye. Bolero.
Boston Symphony Orchestra
Serge Koussevitzky
Naxos Historical 8.110154
(1930, 1945, 1947)
Great Conductors of the 20th Century - Serge Koussevitzky
Piotr Ilyich Tchaikovsky
Symphony No.5 in E minor, Op.64.
Sergei Rachmaninov
The Isle of the Dead, Op.29.
Franz Liszt
Mephisto Waltz No.1, S110.
Jean Sibelius
Symphony No.7 in C major, Op.105.
Roy Harris
Symphony No.3.
Ludwig van Beethoven
Symphony No.5 in C minor, Op.67.
Boston Symphony Orchestra
BBC Symphony Orchestra
London Philharmonic Orchestra
EMI / IMG Artists 5 75118-2
(1933, 1934, 1936, 1939, 1944, 1945)
Richard Strauss
Don Juan. Op.20.
Béla Bartók
Concerto for Orchestra, Sz116.
Igor Stravinsky
Elegiac Chant - Ode.
Carl Maria von Weber
Oberon - Overture.
Boston Symphony Orchestra
Serge Koussevitzky
Guild GHCD2321
(1943-48)
Ralph Vaughan Williams Symphony No.5 in D. Piotr Ilyich Tchaikovsky Francesca da Rimini, Op.32. Modest Mussorgsky Khovanshchina - Prelude. A Night on the Bare Mountain.
Boston Symphony Orchestra
Serge Koussevitzky
Guild GHCD2324 (1943-48)
Richard Wagner Der fliegende Hollander: Overture. Lohengrin - Act I: Prelude. Parsifal - Act I: Prelude; Act III: Good Friday Spell. Siegfried Idyll. Johannes Brahms Academic Festival Overture, Op.80.
Boston Symphony Orchestra
Serge Koussevitzky
Naxos Historical 8.111283 (1946, 1947, 1949)
Serge Koussevitzky - A Conductor of the 20th Century Wolfgang Amadeus Mozart Symphony No.34 in C major, K338. Ludwig van Beethoven Symphony No.5 in C minor, Op.67. Franz Schubert Symphony No.8 in B minor, D759, 'Unfinished'. Hector Berlioz La Damnation de Faust, Op.24. Harold en Italie, Op.16. Piotr Ilyich Tchaikovsky Romeo and Juliet Overture. Johannes Brahms Symphony No.4 in E minor, Op.98. Academic Festival Overture, Op.80. Richard Wagner Der fliegende Holländer - Overture. Richard Strauss Till Eulenspiegels lustige Streiche, Op.28. Franz Liszt Mephisto Waltz No.1. Jean Sibelius Symphony No.2 in D major, Op.43.
Boston Symphony Orchestra
Serge Koussevitzky
United Archives UAR022
Ludwig van Beethoven Violin Concerto in D, Op.61. Johannes Brahms Violin Concerto in D, Op.77.
Jascha Heifetz (violino)
NBC Symphony Orchestra, Arturo Toscanini
Boston Symphony Orchestra, Serge Koussevitzky
Naxos Historical 8.110936 (1939, 1940)
William Kapell Plays Khachaturian Aram Khachaturian Piano Concerto in D flat. Ludwig van Beethoven Piano Concerto No.2 in B flat, Op.19. Dmitri Shostakovich Preludes, Op.34 - No.5 in D; No.10 in C sharp minor; No.24 in D minor. William Kapell (piano) NBC Symphony Orchestra, Vladimir Golschmann Boston Symphony Orchestra, Serge Koussevitzky Dutton Laboratories CDBP9701
(1944, 1946)
Ludwig van Beethoven Piano Concerto No.2 in B flat, Op.19. Franz Schubert Moment musical, D780 No.3. Waltzes - D145, Nos.2 & 6; D365, Nos.26, 32 & 34. German Dances, D783 - Nos.6 & 7. Ländler, D734 - Nos.1 & 2. Impromptu, D935 No.2. Claude Debussy Children's Corner. Dmitri Shostakovich Three Preludes, Op.34. Frédéric Chopin Piano Sonata No.2 in B flat minor, Op.35. Aram Khachaturian Piano Concerto. Sergei Rachmaninov Rhapsody on a Theme of Paganini, Op.43.
William Kapell (piano)
NBC Symphony Orchestra, Vladimir Golschmann
Boston Symphony Orchestra, Serge Koussevitzky
Chicago Symphony Orchestra, Fritz Reiner
RCA Red Seal 74321 84595-2 (1946, 1949, 1950, 1951, 1952, 1953)
Com o falecimento do barítono alemão Dietrich Fischer-Dieskau, na passada Sexta-feira, desapareceu um dos mais extraordinários intérpretes do século passado, em particular do lieder alemão. Da longa colaboração que manteve com o pianista inglês Gerald Moore (1899-1987) resultou um legado de enorme valor que inclui, nomeadamente, as canções de Franz Schubert (1797-1828), Robert Schumann (1810-1856) e Hugo Wolf (1860-1903). Estes são 3 dos compositores que aparecem representados num duplo CD que aqui trouxe em Agosto de 2005, aquando da passagem do 80º aniversário de Fischer-Dieskau.
No DVD que acompanha esses CDs o pianista de serviço é Sviatoslav Richter (1915-1997), um dos grandes nomes do piano com quem Fischer-Dieskau colaborou, numa lista que inclui igualmente Daniel Barenboim (1942-), Alfred Brendel (1931-), Jörg Demus (1928-) e Vladimir Horowitz (1903-1989). E não é por acaso que eu refiro estas parcerias; é que, apesar de Fischer-Dieskau ter igualmente brilhado nos palcos operáticos (em Mozart, Strauss e Wagner, nomeadamente), sempre o preferi ouvir quando apenas tinha ao seu lado um pianista. Assim sendo, a minha modesta homenagem a Fischer-Dieskau passa pela audição de Winterreise, precisamente a obra com que se estreou nas récitas, em 1948.
CDs
Dietrich Fischer-Dieskau: Opera Scenes 1976-1992. Wolfgang Amadeus Mozart Le nozze di Figaro - Crudel! Perchè finora; Hai già vinta la causa! Robert Schumann Genoveva - Nichts halt mich mehr; Bald blick ich dich wieder, mein Heimatschloss; Du Golo? Herzlich sei gegrusst. Richard Strauss Arabella - Sie seh'n nicht aus wie jemand.
Dietrich Fischer-Dieskau (barítono), R. Grist, J. Varady, L. Popp (sopranos),
A. Salvan, G. Wewezow, C. Wulkopf, M. Lipovsek (meios-sopranos),
P. Schreier, R. Swensen, P. Seiffert, U. Ress (tenores)
Bavarian State Opera Chorus
Bavarian State Orchestra
Karl Böhm, Wolfgang Sawallisch
Orfeo C545001B (1976, 1977, 1979, 1980, 1982, 1992)
Dietrich Fischer-Dieskau. An die Musik.
Dietrich Fischer-Dieskau (barítono)
Deutsche Grammophon 477 5556
'Dietrich Fischer-Dieskau - Recordings from the Archives'.
Dietrich Fischer-Dieskau (barítono)
Daniel Barenboim, Hartmut Höll, Gerald Moore, Aribert Reimann (pianos),
Yehudi Menuhin (violino), Heinrich Schiff (violoncelo)
EMI Classics 4 55431-2 (1982, 1984)
'Dietrich Fischer-Dieskau: The Great EMI Recordings'.
Dietrich Fischer-Dieskau (barítono)
Sviatoslav Richter, Daniel Barenboim, Wolfgang Sawallisch, Hermann Reutter,
Hartmut Holl, Aribert Reimann, Gerald Moore, Hertha Klunst (pianos)
London Symphony Orchestra, George Szell
New York Philharmonic Orchestra, John Barbirolli
EMI Classics 4 56352-2
O meu professor de inglês do ensino secundário, o professor Macedo, era um calmeirão bem disposto, dotado de um agudo sentido de humor, nunca deixando sem um comentário adequado as nossas respostas mais disparatadas. Quando estas passavam o limite do imaginável limitava-se a disparar um "a ignorância é muito atrevida", ao mesmo tempo que as bochechas bem guarnecidas ajudavam a compor um largo sorriso, que tão bem recordo passados todos estes anos.
Pois a ignorância, no caso a minha, continua a fazer das suas, e foi por via dela que este blogue agora tem o aspecto que tem. Ao procurar resolver um pequeno problema com a template do desNorte, fui brindado com uma mensagem do Blogger informando-me de que esta, pela sua antiguidade, tinha sido descontinuada e que, por via disso, não era mais possível disponibilizar qualquer tipo de suporte. Não dando a velha havia que espetar com uma nova em cima, pensei, o que foi rapidamente executado e com os resultados que estão à vista: as várias ligações que tanto trabalharam deram a preparar (para blogues, orquestras, editoras, etc.) desapareceram completamente e já desisti de as tentar repor. O que vale é que, sendo o número de leitores (muito) pequeno, as consequências nunca serão devastadoras...
Como o foram, por exemplo, e agora estou de volta ao tema habitual que por aqui nos mantém entretidos, no dia 28 de Junho de 1928, quando um incêndio destruiu o interior da Salle Pleyel, em Paris, palco das estreias de obras de vários compositores consagrados. Uma delas foi do Concerto para Piano Nº2 do compositor francês Camille Saint-Saëns (1835-1921), uma obra que, curiosamente, foi composta precisamente por causa dessa sala. É que o já nosso bem conhecido pianista Anton Rubinstein (1829-1894) tinha pedido a Saint-Saëns que lá lhe organizasse um concerto mas, como a sala já tinha ocupação para as 3 semanas seguintes, o compositor achou que teria tempo para preparar algo de novo, até como compensação pela demora. O pouco tempo de gestação não impediu que, com os anos, este se viesse a revelar o mais popular dos 5 concertos para piano que escreveu. A falta de tempo de preparação não evitou, contudo, o falhanço da estreia, ocorrida no dia 13 de Maio de 1868, passam hoje 144 anos.
CDs
Camille Saint-Saëns
Piano Concertos - No.1 in D, Op.17; No.2 in G minor, Op.22; No.3 in E flat, Op.29;