11/02/2013

Sinfonias #42: Sinfonia Nº9, de Anton Bruckner

O perfeccionismo do compositor austríaco Anton Bruckner (1824-1896) levou-o a rever frequentemente as 9 sinfonias que compôs, daí resultando várias versões e uma dose razoável de confusão durante largos anos. As versões mais conhecidas são as dos musicólogos Robert Haas (1886-1960), mais próximas das respectivas versões originais, e Leopold Nowak (1904-1991), que tiveram mais em consideração as diversas alterações introduzidas pelo compositor.

Claro que a 9ª sinfonia não fugiu à regra, com as devidas edições "Haas" e "Nowak", mas sofreu de um problema extra: no dia 11 de Outubro de 1896 o compositor foi fazer o seu passeio matinal, regressou a casa e faleceu pouco depois, deixando esta sinfonia inacabada. Como seria de esperar, alguém apareceu para terminar o trabalho mas, geralmente, apenas os 3 andamentos que Bruckner deixou completos são interpretados, finalizando assim a sinfonia com o Adagio.

A estreia da Sinfonia Nº9 de Bruckner teve lugar há 110 anos, no dia 11 de Fevereiro de 1903.


CDs


Anton Bruckner
Symphony No.9 in D minor.
Berlin Philarmonic Orchestra
Günter Wand
RCA Red Seal 74321 63244-2
(1998)

Anton Bruckner
Symphonies - No.7 in E major; No.8 in C minor; No.9 in D minor.
Franz Schubert
Symphony No.5 in B flat major, D485.
SWR Stuttgart Radio Symphony Orchestra
Sergiu Celibidache
Deutsche Grammophon 445 471-2

Anton Bruckner
Symphonies - No.8 in C minor; No.9 in D minor.
Dresden Staatskapelle
Eugen Jochum
EMI Double Forte CZS5 73827-2
(1976, 1978)

Anton Bruckner
Symphony No.9 in D minor.
Saarbrucken Radio Symphony Orchestra
Stanislaw Skrowaczewski
Arte Nova 74321 80781-2

Anton Bruckner
Symphony No.9in minor.
London Symphony Orchestra
Colin Davis
LSO Live LSO0023
(2002)

Anton Bruckner
Symphony No.9 in D minor.
Stuttgart Radio Symphony Orchestra
Günter Wand
Profil Medien PH04058
(1979)

Anton Bruckner
Symphony No.9 in D minor (ed. Nowak).
BBC Symphony Orchestra
Reginald Goodall
BBC Legends BBCL4174-2
(1974)

Anton Bruckner
Symphony No.9 in D minor.
Stuttgart Radio Symphony Orchestra
Carlo Maria Giulini
Hänssler Classic CD93 186
(1996)

Anton Bruckner
Symphonies - No.4 in E flat, 'Romantic'; No.5 in B flat; No.6 in A major; No.7 in E major;
No.8 in C minor; No.9 in D minor.
Vienna Philharmonic Orchestra
Berlin Philharmonic Orchestra
Wilhelm Furtwängler
Music & Arts CD1209
(1942, 1943, 1944, 1951)

Anton Bruckner
Symphonies - No.4 in E flat, 'Romantic'; No.5 in B flat; No.6 in A major; No.8 in C minor; No.9 in D minor.
Franz Schubert
Symphonies - No.8 in B minor, 'Unfinished', D759; No.9 in C major, 'Great', D944.
Johannes Brahms
Symphony No.1 in C minor, Op.68.
Ludwig van Beethoven
Symphony No.1 in C, Op.21.
Munich Philharmonic Orchestra
Günter Wand
Profil Medien PH06013
(1993-2001)

Anton Bruckner
Complete Symphonies. Te Deum.
Emmy Loose (soprano), Hildegard Rössel-Majdan (alto), Anton Dermota (tenor),
Gottlob Frick (baixo), Alois Forer (órgão)
Singverein der Gesellschaft der Musikfreunde Wien
Vienna Symphony Orchestra
Volkmar Andreae
Music & Arts CD1227
(1953)

Anton Bruckner
Symphony No.9 in D minor.
Hallé Orchestra
Cristian Mandeal
Hallé CDHLL7524
(2007)

Anton Bruckner
Symphony No.9 (four movement version).
Berlin Philharmonic Orchestra
Simon Rattle
EMI 9 52969-2

'Hans Knappertsbusch - The Complete RIAS Recordings'.
Anton Bruckner
Symphonies - No.8 in C minor; No.9 in D minor.
+ Schubert, Beethoven, Strauss II, Nicolai, Haydn, Tchaikovsky, Komzák II.
Berlin Philharmonic Orchestra
Hans Knappertsbusch
Audite AUDITE21.405
(1950-52)


Internet



Anton Bruckner

27/01/2013

CDs #228: Mozart, Dissonances

Os quartetos de cordas estão em maioria no que à música de câmara que Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) compôs diz respeito. O mesmo se poderá dizer, aliás, de outros importantes compositores do período clássico, como Joseph Haydn (1732-1809), Ludwig van Beethoven (1770-1827) ou Franz Schubert (1797-1828).

Foi em Março de 1770, aquando da sua primeira visita a Itália, que Mozart escreveu o 1º quarteto de cordas, o que representou uma entrada algo tardia do compositor neste género pois, apesar de contar apenas 14 anos na altura, já tinha 12 sinfonias no curriculum... Nos 20 anos seguintes regressaria várias vezes aos género, permitindo-nos agrupá-los de acordo com a altura em que foram compostos:

» Seis quartetos "milaneses" (K155 a K160), compostos durante a segunda viagem do compositor a Itália, no Inverno de 1772;
» Seis quartetos "vienenses" (K168 a K173), escritos na segunda metade de 1773 em Viena, e resultantes da primeiro encontro de Mozart com os quartetos Op.17 e Op.20 de Haydn;
» Seis quartetos dedicados precisamente a Joseph Haydn (K387, K421, K458, K428, K464 e K465), escritos entre 1782 e 1785;
» Três quartetos "prussianos" (K575, K589, K590), compostos entre 1789 e 1790 e resultantes de uma encomenda do rei Frederico Guilherme II da Prússia. A encomenda era para 6 quartetos, mas Mozart não iria viver o suficiente para a completar, sendo que o quarteto K590, de Junho de 1790, foi o último que compôs no género.

Deste extraordinário disco que aqui trago hoje fazem parte dois dos tais quartetos dedicados a Haydn, no caso os K421 e K465, além do Divertimento em fá maior, K138, composto no início de 1772.

Wolfgang Amadeus Mozart nasceu há 257 anos, no dia 27 de Janeiro de 1756.


CD



Wolfgang Amadeus Mozart
String Quartets - No.15 in D minor, K421; No.19 in C major, 'Dissonance', K465.
Divertimento in F major, K138.
Quatuor Ebène
Virgin Classics 0 70922-2
(2011)


Internet



Wolfgang Amadeus Mozart
the Mozart Project / Classical Archives / Mozart-Tower Germany / Studio Mozart / Wikipedia


13/01/2013

SInfonias #41: Sinfonia Nº5, de Sergei Prokofiev

Conforme referi na altura em que pela primeira vez aqui trouxe esta obra, uma das evidentes preocupações do compositor russo Sergei Prokofiev (1891-1953), aquando da concepção da sua 5ª sinfonia, foi a de que esta passasse nos crivos dos censores do regime, sempre empenhados na garantia da defesa dos ideais (onde só a celebração do "bom" e do "melhor" era permitido). Naturalmente que estas preocupações afligiam todos os criadores artísticos à altura, pelo que Prokofiev estava muito bem acompanhado neste jogo de equívocos. Assim se explica, por exemplo, que, aquando da edição desta sua sinfonia nº5, tenho emitido um documento em que afirmava que "a concebeu como uma exaltação da grandeza do espírito humano". Está visto que a argumentação pegou, pois se houve várias obras suas que foram "retiradas de circulação" na segunda metade da década de 1940, esta sinfonia não foi uma delas.

Nos últimos 6 anos houve várias e interessantes novas (e velhas...) gravações desta sinfonia que foram sendo lançadas no mercado, pelo que a lista que publiquei na altura aparece agora numa versão "revista e melhorada".

A estreia da Sinfonia Nº5 de Sergei Prokofiev teve lugar no dia 13 de Janeiro de 1945, passam hoje 68 anos.


CDs


Sergei Prokofiev
Symphony No.5 in B flat, Op.100. Piano Concerto No.3 in C, Op.26.
Sergei Prokofiev (piano)
Boston Symphony Orchestra, Serge Koussevitzky
London Symphony Orchestra, Piero Coppola
Dutton Laboratories CDBP9706
(1946)

Sergei Prokofiev
Symphony No.5 in B flat, Op.100.
Igor Stravinsky
Le Sacre du Printemps.
Berlin Philharmonic Orchestra
Herbert von Karajan
Deutsche Grammophon 463 613-2
(1969, 1977)

Sergei Prokofiev
Symphony No.5 in B flat, Op.100. Symphony No.7, Op.131.
Orchestre de la Société des Concerts du Conservatoire
Jean Martinon
Testament SBT1296
(1959, 1960)

Sergei Prokofiev
Symphony No.3 in C minor, Op.44. Symphony No.5 in B flat major, Op.100.
Boston Symphony Orchestra
Erich Leinsdorf
Testament SBT1396
(1964, 1967)

Sergei Prokofiev
The Complete Symphonies.
London Symphony Orchestra
Valery Gergiev
Philips 475 7655
(2004)

Sergei Prokofiev
Symphonies - No.5 in B flat major, Op.100; No.6 in E flat minor, Op.111.
USSR Radio Symphony Orchestra
New York Philharmonic Symphony Orchestra
Leopold Stokowski
Pristine Audio PASC161
(1949, 1958)

Sergei Prokofiev
Symphonies - No.1 in D major,'Classical', Op.25; No.5 in B flat major, Op.100;
No.6 in E flat major, Op.111.
Paris Conservatoire Orchestra
Suisse Romande Orchestra
Ernest Ansermet
Decca Eloquence 480 0834
(1951, 1953, 1961, 1964)

Robert Schumann
Symphony No.2 in C major, Op.61.
Sergei Prokofiev
Symphony No.5 in B flat major, Op.100.
Vienna Philharmonic Orchestra
Dimitri Mitropoulos
Orfeo C627 041B
(1954)

Sergei Prokofiev
Symphony No.5 in B flat, Op.100. Scythian Suite.
Modest Mussorgsky
Pictures at an Exhibition.
Igor Stravinsky
The Firebird.
Nikolai Rimsky-Korsakov
Scheherazade.
SWR Stuttgart Radio Symphony Orchestra
Sergiu Celibidache
Deutsche Grammophon 445 139-2

Sergei Prokofiev
Symphony No.1 "Classical". Symphony No.5 in B flat, Op.100.
Atlanta Symphony Orchestra
Yoel Levi
Telarc CD80289
(1990, 1991)


Internet



Sergei Prokofiev

24/12/2012

Compositores #108: Bernard Herrmann (1911-1975)

O compositor norte-americano Bernard Herrmann foi por aqui mencionado apenas uma vez, e de passagem, aquando de um concerto a que fomos assistir em Fevereiro de 2007 na Casa da Música. Uma falha, aliás, extensível em termos gerais a compositores que se dedicaram com maior ou menor intensidade a escrever bandas sonoras para filmes, e que por aqui têm estado orgulhosamente ausentes, com a excepção, talvez, do austríaco Erich Korngold (1897-1957).

Pois se há carreira na área de composição que se encontra ligada ao mundo cinematográfico, é, sem dúvida, a de Bernard Herrmann, que trabalhou com um conjunto notável de realizadores, como Orson Welles (1915-1985), Alfred Hitchcock (1899-1980), François Truffaut (1932-1984), Brian De Palma (1940-) ou Martin Scorcese (1942-). Curiosamente, a única estatueta que ganhou da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Los Angeles foi com um filme, The Devil and Daniel Webster, de um realizador bem menos conhecido do que algum dos acima referidos, William Dieterle (1893-1972) de seu nome. A lista de filmes para os quais compôs a banda sonora é avassaladora, nela constando alguns dos mais relevantes da história do cinema (Citizen Kane, The Man Who Knew Too Much, Psycho, Vertigo, Taxi Driver, Fahrenheit 451, entre outros).

Bernard Herrmann faleceu há 37 anos, no dia 24 de Dezembro de 1975.


CDs


Bernard Herrmann
Marnie - Theme; Hunting Theme. North by Northwest - Main Titles.
Psycho: Narrative for Orchestra. The Trouble with Harry.
Ernest Gold
Main Theme from - Exodus; It's a Mad, Mad, Mad, Mad World;
The Young Philadelphians; Judgement at Nuremberg; The Last Sunset.
London Festival Orchestra, Ernest Gold
London Philharmonic Orchestra, Bernard Herrmann
Dutton Vocalion CDLK4178
(1963, 1969)

Bernard Herrmann
The man who knew too much. Psycho. Marnie. North by northwest.
Vertigo. Torn curtain.
Los Angeles Philharmonic Orchestra
Esa-Pekka Salonen
Sony Classical SK62700
(1996)

Bernard Herrmann
The Snows of Kilimanjaro - original score. Five Fingers - original score (both ed. J. Morgan).
Moscow Symphony Orchestra
William T. Stromberg
Naxos 8.570186
(2000)

Bernard Herrmann
The Night Digger - Original Soundtrack.
Tommy Reilly (harmónica), Rosemary Green (viola d'amore)
The Sessions of London Orchestra
Bernard Herrmann
Label X LXCD1002

Bernard Herrmann
Hangover Square - selection (ed. Stephen Hogger).
Citizen Kane - selection (ed. Stephen Hogger).
Martin Roscoe (piano), Orla Boylan (soprano)
BBC Philharmonic Orchestra
Rumon Gamba
Chandos CHAN10577
(2009)

Bernard Herrmann
Echoes. Psycho Suite. Souvenirs de voyage.
Julian Bliss (clarinete)
Tippett Quartet
Signum SIGCD234

Bernard Herrmann
Moby Dick.
Charles Wakefield Cadman
Dark Dances od the Mardi Gras.
Charles Wakefield Cadman (piano), William Hain (tenor), Robert Weede (barítono)
Men's Voices of the Westminster Choir
New York Philharmonic Symphony Orchestra
John Barbirolli
Barbirolli Society SJB1056
(1937, 1940)


SACD


Bernard Herrmann
Moby Dick. Sinfonietta.
Richard Edgar-Wilson (tenor), David Wilson-Johnson (barítono)
Danish National Choir
Danish National Symphony Orchestra
Michael Schonwandt
Chandos CHSA5095
(2011)


Internet





Bernard Herrmann

09/12/2012

Poetas #5: Edith Sitwell (1887-1964)

Para haver um poeta ou, como neste caso, uma poetisa, com honras de primeira página neste blogue, é porque estará de uma forma ou de outra relacionado com assuntos musicais, como saberão muito bem as poucas almas caridosas que ainda têm paciência para passar por aqui a ver se há novidades.

Foi por este motivo que a poetisa inglesa Edith Sitwell por aqui primeiro passou, há já quase 3 anos, e é por esta mesma razão que volta a ser a nossa convidada principal. Depois de ter vivido uma boa parte da década de 1930 em França (Paris), Sitwell regressou a Inglaterra decorria já a 2ª Grande Guerra, e datam dessa altura alguns dos poemas que mais a notabilizaram, como o tríptico Street Songs, Green Song e The Song of the Cold, além daquele que passa por ser um dos seus mais conhecidos, Still Falls the Rain:

Still falls the Rain---
Dark as the world of man, black as our loss---
Blind as the nineteen hundred and forty nails
Upon the Cross.

Still falls the Rain
With a sound like the pulse of the heart that is changed to the hammer-beat
In the Potter's Field, and the sound of the impious feet

On the Tomb:
Still falls the Rain

In the Field of Blood where the small hopes breed and the human brain
Nurtures its greed, that worm with the brow of Cain.

Still falls the Rain
At the feet of the Starved Man hung upon the Cross.
Christ that each day, each night, nails there, have mercy on us---
On Dives and on Lazarus:
Under the Rain the sore and the gold are as one.

Still falls the Rain---
Still falls the Blood from the Starved Man's wounded Side:
He bears in His Heart all wounds,---those of the light that died,
The last faint spark
In the self-murdered heart, the wounds of the sad uncomprehending dark,
The wounds of the baited bear---
The blind and weeping bear whom the keepers beat
On his helpless flesh... the tears of the hunted hare.

Still falls the Rain---
Then--- O Ile leape up to my God: who pulles me doune---
See, see where Christ's blood streames in the firmament:
It flows from the Brow we nailed upon the tree

Deep to the dying, to the thirsting heart
That holds the fires of the world,---dark-smirched with pain
As Caesar's laurel crown.

Then sounds the voice of One who like the heart of man
Was once a child who among beasts has lain---
"Still do I love, still shed my innocent light, my Blood, for thee."

Em 1954 o compositor britânico Benjamin Britten (1913-1976) compôs a das cinco peças que fazem parte da série Five Canticles, a que deu o nome de Canticle III - Still falls the rain, por se ter baseado neste poema de Sitwell, e que foi interpretado no concerto realizado em memória de um seu amigo, o pianista australiano Noel Mewton-Wood (1922-1953).

Edith Sitwell faleceu há 48 anos, no dia 9 de Dezembro de 1964.


CD


Horn Trios
Lennox Berkeley
Trio for Horn, Violin and Piano, Op.44.
Benjamin Britten
Now sleeps the crimson petal. Canticle No.3 - Still falls the rain, Op.55.
Hugh Wood
Trio for Horn, Violin and Piano, Op.29.
Anthony Rolfe Johnson (tenor), David Pyatt trompa), Levon Chilingirian (violino),
Peter Donohoe (piano)
Erato 8573-80217-2


Internet







Edith Sitwell

18/11/2012

Quartetos para Piano #1: Quarteto para Piano e Cordas Nº3, de Johannes Brahms

Se é (quase) consensual que a produção musical do compositor alemão Johannes Brahms (1833-1897), pelo menos no que à música de câmara diz respeito, melhorou muito em qualidade a partir de 1864/5, com o Quinteto para Piano e Cordas, Op.34, então podemos dizer que o Quarteto para Piano e Cordas Nº3, Op.60, é um produto do "período menos bom" retocado e melhorado durante o "período bom".

É que o primeiro esboço data de 1856, sendo que até essa altura Brahms apenas por uma vez se tinha aventurado no reino da música de câmara, com o Trio para Piano e Cordas, Op.8, escrito em 1854. Brahms terá começado pelo scherzo, o segundo andamento da obra, e composto por último o allegro inicial, no Verão de 1875.

A estreia teve lugar em Viena no dia 18 de Novembro de 1875, passam hoje 137 anos, com o próprio Brahms ao piano, acompanhado por membros do Quarteto Hellmsberger.


CDs


Johannes Brahms
Violin Sonata No.1 in G, Op.78. Piano Quartet No.3 in C minor, Op.60.
Joseph Szigeti (violino), Mieczyslaw Horszowski, Myra Hess (pianos),
Milton Katims (viola), Paul Tortelier (violoncelo)
Biddulphe 80212-2
(1951, 1952)

Peteris Vasks
Piano Quartet.
Johannes Brahms
Piano Quartet No.3 in C minor, Op.60.
Ensemble Raro
Solo Musica SM119
(2007)


SACD


Johannes Brahms
Piano Quartet No.1 in G minor, Op.25.  Piano Quartet No.2 in A, Op.26.
Piano Quartet No.3 in C minor, Op.60.
Walter Trampler (va)
Beaux Arts Trio
Pentatone PTC5186 151


Internet



Johannes Brahms

21/10/2012

Maestros #59: Georg Solti (1912-1997)

O tempo em que esperávamos ansiosamente por uma nova gravação do maestro húngaro Georg Solti à frente da Orquestra Sinfónica de Chicago não foi num passado assim tão distante, visto ter estado à frente dela entre 1969 e 1991. Pode então parecer surpreendente que Solti tenha sido aluno de piano e composição de nomes que parecem duma outra época, mais antiga, como Béla Bartók (1881-1945), Ernst von Dohnányi (1877-1960), Zoltán Kodály (1882-1967) ou Leo Weiner (1885-1960). Com grande sucesso, refira-se, atestado pelo 2º prémio em 1941 na competição de piano do Concurso Internacional de Genebra, e pelo 1º prémio obtido nessa mesma competição no ano seguinte. O que pode ser uma surpresa de todo o tamanho, para quem, como eu, começou por apenas o conhecer como maestro!

Fosse vivo e Georg Solti estaria hoje a celebrar o seu 100º aniversário. Excelente ocasião para actualizar a lista de discos que aqui apresentei há 4 anos, ou não continuasse a ida constante das principais editoras (e não só) aos respectivos baús, para volta que não volta nos deliciarem com novas gravações nunca antes ouvidas.


CDs


Wolfgang Amadeus Mozart
Piano Concertos - No.10 in E flat major, for Two Pianos, K365;
No.7 in F major, for Three Pianos, K242; No.20, K466.
Daniel Barenboim, András Schiff, Georg Solti (pianos)
English Chamber Orchestra
Georg Solti
Decca 430 232-2

Sir Georg Solti
The Last Recording.
Béla Bartók
Cantata profana, Sz94.
Zoltán Kodály
Psalmus Hungaricus, Op.13.
Leó Weiner
Serenade, Op.3.
Tamás Daróczy (tenor), Alexander Agache (barítono)
Hungarian Radio and Television Chorus
Budapest Festival Orchestra
Georg Solti
Decca 458 929-2
(1997)

Piotr Ilyich Tchaikovsky
Piano Concerto No.1 in B flat minor, Op.23.
Modest Mussorgsky
Pictures at an Exhibition.
Shura Cherkassky
Prélude Pathétique.
Nikolai Rimsky-Korsakov
Flight of the bumble-bee.
Shura Cherkassky (piano)
London Symphony Orchestra
Georg Solti
BBC Legends BBCL4160-2
(1968, 1982)

Ludwig van Beethoven
Piano Concerto No.5 in E flat major, Op.73, "Emperor".
Piano Sonata No.21 in C major, Op.53, "Waldstein".
Frédéric Chopin
Études - Op.25, Nos.1-3, 6, 8-9; Op.10 No.5.
Wilhelm Backhaus (piano)
Kölner Rundfunk-Sinfonie-Orchester
Georg Solti
Medici Arts MM006-2
(1956, 1959, 1953)

Richard Strauss
Der Rosenkavalier.
Regine Crespin, Arleen Auger, Helen Donath (sopranos), Yvonne
Minton, Emmy Loose (meios-sopranos), Murray Dickie, Luciano
Pavarotti, Adolf Tomaschek, Karl Terkal, Anton Dermota, Franz
Setzer, Friedrich Strack, Nikolaus Simkowsky, Hans Reautschigg,
Kurt Equiluz (tenores), Anne Howells, Rohangiz Yachmi (altos),
Manfred Jungwirth, Alfred Jerger, Leo Heppe, Otto Wiener,
Alexander Maly (baixos), Herbert Prikopa, Herbert Lackner (barítonos)
Vienna Philharmonic Orchestra
Georg Solti
Decca 475 9988
(1968)

Anton Bruckner
The Symphonies.
Chicago Symphony Orchestra
Georg Solti
Decca 448 910-2

John McCabe
Concerto for Orchestra. The Chagall Windows.
Malcolm Arnold
Philharmonic Concerto, Op.120.
London Philharmonic Orchestra
Georg Solti, Bernard Haitink
LPO LPO0023
(1975, 1976, 1983)

Luigi Boccherini
Cello Concerto No.9 in B flat major, G482.
Robert Schumann
Cello Concerto in A minor, Op.129.
Edward Elgar
Cello Concerto in E minor, Op.85.
Pierre Fournier (violoncelo)
NDR Symphony Orchestra, Georg Solti
Cologne Radio Symphony Orchestra, Hans Rosbaud
Archipel ARPCD0410
(1955-1958)

Richard Wagner
Die Walküre - Acts I and III.
Kirsten Flagstad (soprano), Set Svanholm (tenor), Otto Edelmann
(baixo-barítono), Arnold van Mill (baixo)
Vienna Philharmonic Orchestra
Georg Solti, Hans Knappertsbusch
Decca Eloquence 480 1892

Wolfgang Amadeus Mozart
Piano Concertos - No.24 in C minor, K491; No.25 in C major, K503;
No.26 in D major, 'Coronation', K537; No.27 in B flat major, K595.
Alicia de Larrocha (piano)
Chamber Orchestra of Europe
London Philharmonic Orchestra
Georg Solti
Decca 478 2420
(1977, 1985)

Franz Liszt
Piano Concerto No.1, S124. Piano Concerto No.2, S125. Totentaz, S126.
Malédiction, S121. Hungarian Fantasy, S123.
Erno Dohnányi
Variations on a Nursery Song, Op.25.
Franz Schubert
Fantasy in C major, D760, "Wanderer".
Julius Katchen, Jorge Bolet (pianos)
London Symphony Orchestra
London Philharmonic Orchestra
Ataulfo Argenta, Ivan Fischer, Georg Solti, Adrian Boult
Double Decca 458 361-2


Internet




Georg Solti

05/10/2012

Obras Vocais #9: Sea Pictures, de Edward Elgar

Caroline Alice Elgar (1848-1920) foi uma escritora inglesa autora de várias obras poéticas e de ficção; foi também a esposa do compositor inglês Edward Elgar (1857-1934) que, para a segunda das canções do ciclo que compôs em 1844, Sea Pictures, utilizou um dos seus poemas, adaptado na altura para a nova finalidade:

Closely let me hold thy hand,
Storms are sweeping sea and land;
Love alone will stand.

Closely cling, for waves beat fast,
Foam-flakes cloud the hurrying blast;
Love alone will last.

Kiss my lips, and softly say:
"Joy, sea-swept, may fade-to-day;
Love alone will stay".

Para as restantes 4 canções do ciclo Elgar socorreu-se de poemas de outros tantos poetas de língua inglesa (3 ingleses e um australiano): Roden Nodel (1834-1894), Elizabeth Barrett Browning (1806-1861), Richard Garnett (1835-1906) e Adam Lindsay Gordon (1833-1870), o estrangeiro do grupo.

A estreia de Sea Pictures ocorreu no dia 5 de Outubro de 1899, passam hoje 113 anos, com o próprio Elgar a dirigir a orquestra (este ciclo é suposto ser interpretado por contralto + orquestra, havendo, contudo, uma versão simplificada para contralto/meio-soprano e piano).

Uma das gravações mostradas mais abaixo tem como intérprete Clara Butt (1872-1936), precisamente o contralto que Elgar tinha em mente quando escreveu este ciclo.


CDs



Edward Elgar
The Music Makers, Op.69. Sea Pictures, Op.37.
Sarah Connolly (meio-soprano)
Bournemouth Symphony Chorus
Bournemouth Symphony Orchestra
Simon Wright
Naxos 8.557710
(2006)

Edward Elgar
Symphony No.1, Op.55. Sea Pictures.
Janet Baker (contralto)
London Philharmonic Orchestra
Vernon Handley
LPO LPO0046
(1984)


Internet




Edward Elgar