21/04/2013

Sinfonias #45: Sinfonia Nº1, de Sergei Prokofiev

A primeira experiência do compositor russo Sergei Prokofiev (1891-1953) na música sinfónica ocorreu em plena 1ª Grande Guerra, tendo composto a sua 1º Sinfonia entre 1916 e 1917. Prokofiev tinha uma sólida formação musical, tendo estudado, nomeadamente, com Reinhold Glière (1875-1956), Anatoly Lyadov (1855-1914) e Nikolai Rimsky-Korsakov (1844-1908), e esta sua estreia no género teve um êxito assinalável, tanto na Rússia como fora dela.

O nome dado a esta sinfonia pelo próprio compositor, "Clássica", é uma das várias curiosidades que a rodeiam: é que Prokofiev foi um inovador na cena musical russa (e internacional), sendo geralmente reconhecido como um vanguardista, pelo que a estrutura e desenvolvimentos clássicos desta sua primeira sinfonia são de certo modo surpreendentes.

A estreia da Sinfonia Nº1 de Sergei Prokofiev ocorreu há 95 anos, no dia 21 de Abril de 1918.


CDs


Sergei Prokofiev
The Complete Symphonies.
London Symphony Orchestra
Valery Gergiev
Philips 475 7655
(2004)

Sergei Prokofiev
Symphonies - No.1 in D major "Classical", Op.25; No.3 in C minor, Op.44.
Philadelphia Orchestra
Riccardo Muti
Philips 432 992-2

Sergei Prokofiev
Symphonies - No.1 in D major,'Classical', Op.25; No.5 in B flat major, Op.100;
No.6 in E flat major, Op.111.
Paris Conservatoire Orchestra
Suisse Romande Orchestra
Ernest Ansermet
Decca Eloquence 480 0834
(1951, 1953, 1961, 1964)


Internet



Sergei Prokofiev

07/04/2013

Obras Vocais #10: Paixão Segundo São João, de Bach

O compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750) é aquele que normalmente tem direito ao maior número de páginas em qualquer livro dedicado à (grande) música. Tal justifica-se, por um lado, pela apreciável quantidade de obras que compôs e, por outro, pela importância que teve na história da música. Há muito boa gente que o considera o maior compositor de todos os tempos, e não sou eu aqui que vou contrariar tais considerandos.

Sabe-se que Bach terá composto entre 3 a 5 paixões, mas apenas duas sobreviveram: a Paixão Segundo São João e a Paixão Segundo São Mateus. A primeira delas foi escrita em 1724 para a Sexta-feira Santa, pelo que a sua estreia ocorreu no dia 7 de Abril desse ano (pode confirmar aqui, tal como eu fiz, que esse dia calhou mesmo a uma Sexta...), passam hoje 289 anos. Não há aquilo a que se pode chamar uma versão definitiva desta obra, que terá sido interpretada umas 4 vezes em vida do compositor, sempre em versões diferentes. Fica à escolha de cada um em qual das versões pegar, sendo que a original continua a ser a mais popular.


CDs


Johann Sebastian Bach
St John Passion, BWV245.
Gerd Türk, Makoto Sakurada (tenores), Chiyuki Urano, Peter Kooij (baixos),
Ingrid Schmidthüsen, Yoshie Hida (sopranos), Yoshikazu Mera (contratenor)
Bach Collegium Japan
Masaaki Suzuki
BIS BIS-CD921/2
(1998)

Johann Sebastian Bach
St John Passion, BWV245 (1725 score).
Ruth Holton (soprano), Bogna Bartosz (alto), Markus Brutscher (tenor),
Thomas Laske (barítono), Tom Sol (baixo)
Cologne Chamber Choir
Collegium Cartusianum
Peter Neumann
Dabringhaus und Grimm MDG332 0983-2

Johann Sebastian Bach
St John Passion, BWV245.
Julian Prégardien, Michael Feyfar (tenores), Benoît Arnould (barítono), Salomé Haller,
Tanya Aspelmeier (sopranos), Julien Freymuth, Pascal Bertin (contratenores),
Dominik Wörner (baixo-barítono)
La Chapelle Rhénane
Benoît Haller
Zig Zag Territories ZZT100301/2
(2008)

Johann Sebastian Bach
St John Passion, BWV245.
Mark Padmore (tenor), Hanno Müller-Brachmann, Peter Harvey (baixos),
Joanne Lunn, Katherine Fuge (sopranos), Bernarda Fink (contralto)
Monteverdi Choir
English Baroque Soloists
John Eliot Gardiner
Soli Deo Gloria SDG721
(2003)

Johann Sebastian Bach
St John Passion, BWV245 (1749 version).
Hans Jörg Mammel, G. Poplutz (tenores), Markus Flaig, W. M. Friedrich (baixos),
Sabine Goetz, Amaryllis Dieltiens (sopranos), Elisabeth Popien (contralto),
Alexander Schneider (contratenor)
Cantus Cölln
Konrad Junghänel
Accent ACC24251
(2011)


Internet



Johann Sebastian Bach

30/03/2013

Clarinetistas #1: Sabine Meyer (1959-)

As grutas de Isturitz, na região dos Pirinéus Franceses, ajudaram-nos a ter uma melhor noção de quão antigos serão os instrumentos de sopro, pela descoberta de várias flautas feitas a partir de ossos, e que se estima terem mais de 20.000 anos. As madeiras são instrumentos de sopro em que a produção de som se faz pela passagem de ar através de um orifício num tubo cilíndrico (caso das flautas) ou pela vibração de uma palheta. O clarinete pertence a este último tipo, e passa por ser um dos mais novos da família, com uma primeira referência nos inícios do século XVIII. Começou a ganhar grande notoriedade logo na segunda metade desse século, nomeadamente com algumas obras de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791).  Recordo-me de, há bastantes anos, num programa que tinha na RTP, o maestro José Atalaya (1927-) ter considerado o Quinteto para Clarinete e Cordas, K581, como uma das melhores obras desse compositor, senão mesmo a melhor. Histórias para outras alturas.

Isto tudo a propósito da aniversariante de hoje, a clarinetista alemã Sabine Meyer, nascida no dia 30 de Março de 1959. Uma das grandes intérpretes do nosso tempo e que, não por coincidência, já gravou as principais obras de Mozart para este instrumento (que, para além do referido quinteto, inclui um Concerto para Clarinete).

Apesar de hoje em dia já termos muitas e boas razões para batermos nos alemães, deixo aqui mais uma: Sabine Meyer mostrou o seu virtuosismo desde muito nova, ao ponto de ter iniciado uma carreira como música profissional com apenas 16 anos de idade. Em 1982 foi convidada pelo (mediático) maestro Herbert von Karajan (1908-1989) para clarinetista solo da Orquestra Sinfónica de Berlim, algo a que os restantes músicos dessa orquestra se opuseram com determinação. Razão apresentada: o som que Meyer produzia não se integrava bem com o dos restantes membros da secção; verdadeira razão: não queriam mulheres misturadas lá no meio...


CDs


Wolfgang Amadeus Mozart
Flute and Harp Concerto in C, K299. Flute Concerto No.1 in G, K313.
Clarinet Concerto in A, K622.
Emmanuel Pahud (flauta), Sabine Meyer (clarinete), Marie-Pierre Langlamet (harpa)
Berlin Philharmonic Orchestra
Claudio Abbado
EMI 5 57128-2
(1996, 1998)

Carl Maria von Weber
Clarinet Quintet in B flat, J182 Op.34.
Felix Mendelssohn
Konzertstücke - No.1 in F minor, Op.113; No.2 in D minor, Op.114.
Heinrich Baermann
Clarinet Quintet in E flat, Op.23.
Sabine Meyer (clarinete), Wolfgang Meyer (clarinete/trompa)
Academy of St Martin in the Fields
Kenneth Sillito
EMI 5 57359-2
(2001)

Camille Saint-Säens
Clarinet Sonata, Op.167.
Francis Poulenc
Clarinet Sonata, FP184.
François Devienne
Clarinet Sonata.
Darius Milhaud
Scaramouche, Op.165b.
Sabine Meyer (clarinete), Oleg Maisenberg (piano)
EMI 3 79787-2
(2006)


Internet




Sabine Meyer

24/03/2013

Sinfonias #44: Sinfonia Nº7, de Jean Sibelius

Passaram 7 anos desde a última vez que aqui falei da Sinfonia Nº7 do compositor finlandês Jean Sibelius (1865-1957), e no entretanto muita coisa aconteceu no que à grande música diz respeito. Também muita coisa aconteceu e mudou em muitas outras áreas, sendo a nossa (des)governação uma das poucas excepções: continuamos a ter irresponsáveis e incompetentes à frente dos nossos (desgraçados) destinos...

Voltando ao assunto que aqui mais nos interessa, perguntarão que raio se poderá então ter passado para voltar agora à mesma obra?! Certamente que Sibelius não a terá revisto entretanto, mas houve uma série de novas leituras da mesma, merecedoras de se juntarem à short list publicada em Março de 2006, e suficientemente relevantes para este regresso, no dia em que passam 89 anos sobre a respectiva estreia.

Refira-se que esta foi a última sinfonia composta por Sibelius. Sabe-se que chegou a iniciar uma oitava, mas a meio do processo mudou de ideias e destruiu a partitura, pelo que dela nada se conhece. Se tivesse deixado escapar alguns rabiscos já alguém se teria arrogado o direito de a terminar, inevitavelmente imbuído do espírito do compositor; como isso não parece ter acontecido, sempre estamos livres de tal...


CDs


Jean Sibelius
Symphonies - No.4, Op.63 & No.7, Op.105. Tapiola, Op.112.
Suite from "Pelléas et Mélisande", Op.46.
Royal Philharmonic Orchestra
Thomas Beecham
BBC Legends BBCL4041-2
(1954, 1955)

The Sibelius Edition.
Jean Sibelius
Symphonies 1-7.
Hallé Orchestra
John Barbirolli
EMI Classics 5 67299-2

Jean Sibelius
Symphonies - No.3, Op.52 & No.7, Op.105.
London Symphony Orchestra
Colin Davis
LSO Live LSO0552
(2003)

Jean Sibelius
Symphony No.7, Op.105. Tapiola. The Oceanides. Pelléas et Mélisande.
Royal Philharmonic Orchestra
Thomas Beecham
EMI Classics 5 09692-2
(1955)

Jean Sibelius
Symphonies - No.1 in E minor, Op.39; No.7 in C major, Op.105.
Finlandia, Op.26 No.7. Pelléas et Mélisande, Op.46 (excerpts).
Helsinki City Symphony Orchestra
Leopold Stokowski
Guild GMCD2341
(1953)

Jean Sibelius
Symphonies 1-7.
Moscow Radio Symphony Orchestra
Gennadi Rozhdestvensky
Melodyia MELCD10 01669

'The Sibelius Edition, Vol.12'.
Jean Sibelius
Symphonies 1-7.
Lahti Symphony Orchestra
Osmo Vänskä, Jaakko Kuusisto
BIS BIS-CD1933/5

Franz Schubert
Symphony No.8, "Unfinished", D759.
Jean Sibelius
Symphony No.7, Op.105.
Georges Bizet
Jeux d'enfants - La toupie; La poupée; Trompette et tambour.
Maurice Ravel
Daphnis et Chloé - Suite No.2.
Philharmonia Orchestra
Royal Philharmonic Orchestra
Adrian Boult
BBC Legends BBCL4039-2
(1963, 1964)


Internet



Jean Sibelius

17/03/2013

Obras Orquestrais #22: Pelléas et Mélisande, de Jean Sibelius

Aquando da passagem de mais um aniversário do nascimento do poeta, dramaturgo e ensaísta belga Maurice Maeterlinck (1862-1949), no caso o 146º, trouxe aqui uma lista de compositores que escreveram obras baseadas na sua peça Pelléas et Mélisande, escrita em 1892. Um deles, conforme referi na altura, foi o compositor finlandês Jean Sibelius (1865-1957), que compôs a música de cena Pelléas et Mélisande em 1905. Duas coincidências (uma algo relevante, a outra curiosa...):

- 1905 foi também o ano em que Sibelius efectuou a primeira visita a Inglaterra;
- Ao mesmo tempo que escrevo este texto. o canal Mezzo live HD está a transmitir da Opéra Comique a ópera... Pelléas et Mélisande de Claude Debussy (1862-1918).

A estreia da música de cena Pelléas et Mélisande de Jean Sibelius teve lugar no dia 17 de Março de 1905, passam hoje 108 anos.


CDs


Jean Sibelius
Symphonies - No.4, Op.63 and No.7, Op.105. Tapiola, Op.112.
Suite from 'Pelléas et Melisande', Op.46.
Royal Philharmonic Orchestra
Thomas Beecham
BBC Legends BBCL4041-2

Jean Sibelius
Symphony No.7, Op.105. Tapiola. The Oceanides. Pelléas et Mélisande.
Royal Philharmonic Orchestra
Thomas Beecham
EMI Classics 5 09692-2
(1955)

Jean Sibelius
Symphonies - No.1 in E minor, Op.39; No.7 in C major, Op.105.
Finlandia, Op.26 No.7. Pelléas et Mélisande, Op.46 (excerpts).
Helsinki City Symphony Orchestra
Leopold Stokowski
Guild GMCD2341
(1953)


Internet



Jean Sibelius

03/03/2013

Sinfonias #43: Sinfonia Nº4, de Robert Schumann

A frequência com que novos textos desaguam aqui no desNorte não é muito diferente daquela com que o nosso Presidente aparece em público, apenas os motivos não serão exactamente os mesmos ("medo do povo" não encabeça propriamente a lista dos meus maiores receios...). Há mais de um ano que o compositor alemão Robert Schumann (1810-1856) não era para aqui chamado, por via da tal baixa frequência, falha hoje ultrapassada, no dia em que passam 160 anos sobre a estreia da sua Sinfonia Nº4, ocorrida a 3 de Março de 1853.

Muitas vezes, no que toca à numeração das obras, o que parece não é, e esta sinfonia esteve longe de ser a última das 4 que Schumann compôs. A explicação para este fenómeno é simples: Schumann começou a trabalhar nela em 1841, pouco depois de ter terminado a 1ª sinfonia, mas iria publicá-la apenas em 1853. Nesse intervalo de tempo não só efectuou algumas alterações à obra como aproveitou para compor as e 3ª sinfonias, pelo que, quando a suposta nasceu já era a ...


CDs




Robert Schumann
Symphonies - No.1 in B flat, Op.38; No.2 in C, Op.61; No.3 in E flat, Op.97;
No.4 in D minor, Op.120. Concert for 4 Horns, Op.86.
Roger Montgomery, Gavin Edwards, Susan Dent, Robert Maskell (trompas)
Orchestre Révolutionnaire et Romantique
John Eliot Gardiner
Archiv Production 457 591-2

Robert Schumann
Genoveva - Overture, Op.81. Piano Concerto in A minor, Op.54.
Symphony No.4 in D minor, Op.120.
Martha Argerich (piano)
Leipzig Gewandhaus Orchestra
Riccardo Chailly
Decca 475 8203
(2006)

Robert Schumann
Symphonies - No.3, 'Rhenish', Op.97; No.4, Op.120. Manfred Overture, Op.115.
Hermann und Dorothea, Op.126.
Swedish Chamber Orchestra
Thomas Dausgaard
BIS BIS-SACD1619

'Munch conducts Romantic Favourites'.
Robert Schumann
Cello Concerto in A minor, Op.129. Symphony No.4 in D minor, Op.120.
Richard Strauss
Tod und Verklärung. Don Juan, Op.20. Orchestral Songs. Ein Heldenleben, Op.40.
Divertimento (after Couperin), Op.86.
Johannes Brahms
Concerto for Violin, Cello and Orchestra, Op.102. Symphony No.2, Op.73.
Academic Festival Overture, Op.80. Piano Concerto No.1.
Antonín Dvorák
Symphony No.9 in E minor, 'From the New World', Op.95.
Pierre Fournier, Samuel Mayes (violoncelos), Zino Francescatti, Richard Burgin (violinos),
Rudolph Serkin (piano), Irmgard Seefried (soprano)
Boston Symphony Orchestra
Charles Munch
West Hill Radio Archive WHRA6017

'Sir Adrian Boult - The 1956 Nixa-Westminster Stereo Recordings, Vol.2'.
Robert Schumann
Complete Symphonies.
Hector Berlioz
Overtures.
London Philharmonic Orchestra
Adrian Boult
First Hand Records FHR07


Internet



Robert Schumann
allmusic / Classical Net / Classical Archives / Wikipedia

11/02/2013

Sinfonias #42: Sinfonia Nº9, de Anton Bruckner

O perfeccionismo do compositor austríaco Anton Bruckner (1824-1896) levou-o a rever frequentemente as 9 sinfonias que compôs, daí resultando várias versões e uma dose razoável de confusão durante largos anos. As versões mais conhecidas são as dos musicólogos Robert Haas (1886-1960), mais próximas das respectivas versões originais, e Leopold Nowak (1904-1991), que tiveram mais em consideração as diversas alterações introduzidas pelo compositor.

Claro que a 9ª sinfonia não fugiu à regra, com as devidas edições "Haas" e "Nowak", mas sofreu de um problema extra: no dia 11 de Outubro de 1896 o compositor foi fazer o seu passeio matinal, regressou a casa e faleceu pouco depois, deixando esta sinfonia inacabada. Como seria de esperar, alguém apareceu para terminar o trabalho mas, geralmente, apenas os 3 andamentos que Bruckner deixou completos são interpretados, finalizando assim a sinfonia com o Adagio.

A estreia da Sinfonia Nº9 de Bruckner teve lugar há 110 anos, no dia 11 de Fevereiro de 1903.


CDs


Anton Bruckner
Symphony No.9 in D minor.
Berlin Philarmonic Orchestra
Günter Wand
RCA Red Seal 74321 63244-2
(1998)

Anton Bruckner
Symphonies - No.7 in E major; No.8 in C minor; No.9 in D minor.
Franz Schubert
Symphony No.5 in B flat major, D485.
SWR Stuttgart Radio Symphony Orchestra
Sergiu Celibidache
Deutsche Grammophon 445 471-2

Anton Bruckner
Symphonies - No.8 in C minor; No.9 in D minor.
Dresden Staatskapelle
Eugen Jochum
EMI Double Forte CZS5 73827-2
(1976, 1978)

Anton Bruckner
Symphony No.9 in D minor.
Saarbrucken Radio Symphony Orchestra
Stanislaw Skrowaczewski
Arte Nova 74321 80781-2

Anton Bruckner
Symphony No.9in minor.
London Symphony Orchestra
Colin Davis
LSO Live LSO0023
(2002)

Anton Bruckner
Symphony No.9 in D minor.
Stuttgart Radio Symphony Orchestra
Günter Wand
Profil Medien PH04058
(1979)

Anton Bruckner
Symphony No.9 in D minor (ed. Nowak).
BBC Symphony Orchestra
Reginald Goodall
BBC Legends BBCL4174-2
(1974)

Anton Bruckner
Symphony No.9 in D minor.
Stuttgart Radio Symphony Orchestra
Carlo Maria Giulini
Hänssler Classic CD93 186
(1996)

Anton Bruckner
Symphonies - No.4 in E flat, 'Romantic'; No.5 in B flat; No.6 in A major; No.7 in E major;
No.8 in C minor; No.9 in D minor.
Vienna Philharmonic Orchestra
Berlin Philharmonic Orchestra
Wilhelm Furtwängler
Music & Arts CD1209
(1942, 1943, 1944, 1951)

Anton Bruckner
Symphonies - No.4 in E flat, 'Romantic'; No.5 in B flat; No.6 in A major; No.8 in C minor; No.9 in D minor.
Franz Schubert
Symphonies - No.8 in B minor, 'Unfinished', D759; No.9 in C major, 'Great', D944.
Johannes Brahms
Symphony No.1 in C minor, Op.68.
Ludwig van Beethoven
Symphony No.1 in C, Op.21.
Munich Philharmonic Orchestra
Günter Wand
Profil Medien PH06013
(1993-2001)

Anton Bruckner
Complete Symphonies. Te Deum.
Emmy Loose (soprano), Hildegard Rössel-Majdan (alto), Anton Dermota (tenor),
Gottlob Frick (baixo), Alois Forer (órgão)
Singverein der Gesellschaft der Musikfreunde Wien
Vienna Symphony Orchestra
Volkmar Andreae
Music & Arts CD1227
(1953)

Anton Bruckner
Symphony No.9 in D minor.
Hallé Orchestra
Cristian Mandeal
Hallé CDHLL7524
(2007)

Anton Bruckner
Symphony No.9 (four movement version).
Berlin Philharmonic Orchestra
Simon Rattle
EMI 9 52969-2

'Hans Knappertsbusch - The Complete RIAS Recordings'.
Anton Bruckner
Symphonies - No.8 in C minor; No.9 in D minor.
+ Schubert, Beethoven, Strauss II, Nicolai, Haydn, Tchaikovsky, Komzák II.
Berlin Philharmonic Orchestra
Hans Knappertsbusch
Audite AUDITE21.405
(1950-52)


Internet



Anton Bruckner